Notas iniciais
Epero que gostem.
Boa leitura *.*

P. O. V. Bella

Olhei pela janela da sala de aula, para a cidade de New Hampshire.

Estava desejosa por sair dali e ir para o meu apartamento, tomar banho e meter-me na cama, ontem tinha ficado a noite inteira acordada a estudar para o teste de história que tive logo pela manhã. Antes de sair de casa bebi uma caneca de café mas acho que o efeito da cafeina já está a passar porque as noites mal dormidas e a direta de ontem estão a levar a melhor e eu estou quase a adormecer aqui na sala, mas pensando positivo as semanas de testes acabaram e agora já posso voltar a ter um sono normal e decente.

Para evitar adormecer na aula comecei a pensar em diversas coisas, como o meu apartamento. É pequeno, mas confortável e para que é que eu preciso de uma casa muito grande?

Hum … deixa cá pensar. E que tal para poderes convidar uma data de gente, a maioria tu nem sequer conheces porque veio com o amigo do amigo de um amigo de não sei quem, para uma grande festa onde no final os que não tiverem caídos no chão inconscientes por causa da bebida andarem por ai a vomitar tudo o que é sitio e ter uma grande casa, toda virada do avesso, para limpar. Sim, é isso mesmo … que me leva a fugir de casas grandes.

E também a minha situação financeira, porque diga-se de passagem que a minha conta no banco não é assim grande coisa, nem a da minha mãe.

Ah a minha mãe, Renée. Uma alma de criança presa num corpo adulto. Quase desmaiou quando lhe disse a minha decisão de vir para New Hampshire viver (sozinha!) e acabar cá o ensino secundário. Ela tentou de tudo, utilizou todos os argumentos possíveis para me convencer a continuar a viver com ela, mas eu não podia. Não por não querer mas sim para que ela possa ser completamente feliz ao lado de Phil, o seu marido, meu padrasto. Eu gosto dele, sempre foi muito simpático para mim e tratou-me bem, mas ele é jogador de basebol e por isso tem de viajar frequentemente, a minha mãe revezava-se entre ficar comigo e ir com ele, mas eu podia ver nos seus olhos sempre que ele partia que isso a deixava triste e o brilho que eles adquiriam quando ele voltava. Foi isso que motivou a minha decisão apesar de ter dito à minha mãe que precisava de um pouco de independência e de novas experiências antes de ir para a faculdade (apesar de ainda faltar dois anos para isso), não lhe quis dizer o verdadeiro motivo porque isso apenas a iria fazer sentir-se culpada e ai é que não me deixaria mesmo vir.

Estava perdida em pensamentos quando ouvi a campainha tocar.

Aleluia!

Levantei-me e comecei a arrumar as minhas coisas quando Ângela se aproximou de mim.

- Vais para casa, Bella?

- Sim, também vais?

Ah pois, esqueci-me de dizer que Ângela é minha companheira de casa, e posso garantir que tive muita sorte, ela é uma pessoa adorável, compreensiva e uma excelente amiga, tive sorte em dividir a casa com ela.

- Não, o Ben convidou-me para ir almoçar com ele. – ela disse sorrindo.

Sei … Ben, pelo que ela diz, é apenas um amigo dela mas dá para notar a léguas de que eles gostam um do outro.

- Bom almoço. – disse sorrindo e indo em direção à porta, enquanto ela acabava de arrumar as suas coisas.

- Obrigado.

Parei na porta e olhei para ela.

- Depois quero saber os pormenores. – disse piscando para ela que ficou corada.

- Bella!

Sai rindo da sala. Fui até uma das máquinas do bar que tinha na escola e tirei um café, para ver se não adormecia a meio do caminho para casa.

Fui até ao portão da escola meio a andar, meio a correr mas quem é que disse que a sorte gosta de mim?

Desde pequena que nunca tive muita coordenação, mas quando vim para cá a minha mãe insistiu em renovar todo o meu guarda-roupa e em fazer andar-me de salto alto, pelas palavras dela:

- Agora que vais viver sozinha, que estás mais adulta, não vejo qual seja o mal de um par ou dois de sapatos de salto alto.

O problema é que esse par ou dois transformou-se em quase todos os meus sapatos, só sobrando algumas sapatilhas e sandálias que ficaram em minoria.

Com o tempo habituei-me a andar de salto alto (que remédio!) e a minha coordenação ficou um pouco melhor, mas mesmo assim era inevitável, sempre que andava a quase passo de corrida ia dar um abraço ao chão.

Hoje tinha vindo com um desses sapatos mortíferos (http://www.polyvore.com/untitled/set?id=51093997) por isso estava mais ocupada a olhar para o chão para não cair em vez de olhar em frente, por isso não vi a pessoa à minha frente apenas quando fui contra ela é que percebi que ela estava ali.

Senti braços fortes agarrar-me impedindo-me de ir parar ao chão devido ao impacto e olhei para cima, para pedir desculpas, quando me deparei com dois olhos tão dourados que mais parecia ouro líquido.

Era impossível desviar os olhos daquela imensidão dourada e quem quer que fosse o seu dono também não parecia interessado em desviar os olhos dos meus deixando-me, assim, perder-me dentro do dourado.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim.
Deixem reviews a dar a vossa opinião para eu saber se devo continuar ou eliminar a fic.
Bjos