Eles Não Sabem...o Começo
7 Dúvidas
Notas iniciais
Peço imensa desculpa pela demora mas tentei escrever este capítulo uma data de vezes e nunca saia nada de jeito, este já saiu melhorzinho mas mesmo assim não acho que ficou grande coisa, e ainda por cima a escola não ajudou nada, como estou em ano de exames tenho de me matar a estudar, aff!
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Boa Leitura.
No capítulo anterior …
Sorri também e não sei o que se passou a seguir, os nossos olhos encontraram-se e tornou-se impossível desviar o olhar, era como se um íman nos atraísse para perto um do outro.
Os nossos lábios estavam quase a tocar-se …
P. O. V. Bella
Quase … os nossos lábios estavam a quase a tocar-se, já conseguia sentir a sua respiração gelada na minha cara quando ...
“Shine bright like a diamond
Shine bright like a diamond
Find light in the beautiful sea
I choose to be happy
You and I, you and I
We're like diamonds in the sky”
Afastei-me imediatamente dele assim que ouvi o toque do infeliz do meu telemóvel e mordi o lábio.
- Hum … talvez seja melhor eu ir entrar. – disse envergonhada.
- Sim, é melhor. – ele respondeu.
Abri a porta e sai do carro o mais depressa que pude. Só quando estava a entrar em casa é que notei que o meu telemóvel continuava a tocar, olhei no ecrã a ver quem era a pessoa que me estava a telefonar com tanta urgência. Assim que vi a palavra “Mãe” no ecrã percebi que ia ser impossível ignorar aquela chamada e muito menos atender e mandar à pessoa para um sitio não muito bonito, por isso respirei fundo e atendi.
- Sim, mãe?
- Bella? Porque é que demoras-te tanto tempo a atender, já estava quase a desligar, aconteceu alguma coisa? Esta tudo bem contigo? O que é que estavas a fazer para demorar tanto?
- Mãe.
Já estava a entrar em pânico. Espera, caíste outra vez quando ias buscar o telemóvel? Oh meu Deus, magoaste-te?
- Mãe …
Oh minha bebé, já não me basta estares longe de mim agora também me sinto culpada por não estar ai para te ajudar a levantares quando cais e nem a tratar das tuas feridas. Bella, porque é que não dizes nada querida? Voltas-te a cair, oh Deus, tem calma a mamã vai já a caminho …
- MÃE!
- Ai querida, quantas vezes já te disse para não gritares quando estas ao telemóvel? Se fosse para andar aos berros as pessoas nem sequer precisavam de um telemóvel, andavam so ai a gritar de cidade para cidade.
- Desculpa mãe, mas tu estavas só a falar e tão depressa que não me deixavas responder.
- Sério? Desculpa amorzinho não reparei, mas vá agora conta-me o porquê da demora a atender, eu prometo que me calo. – disse rindo.
- Ah mãe, não foi por nada de mais, eu só … — ah boa, e agora o que é que eu digo? Não lhe posso dizer que estava com o Edward porque se não ela vai ficar maluca e querer saber detalhes de tudo e mais alguma coisa. — … estava a tomar banho. – sim, esta parece plausível o suficiente.
- Não pareces muito certa sobre isso, Bella. Estavas mesmo a tomar banho? – bolas, quem é que me mandou não aprender a mentir.
Respirei fundo antes de continuar.
- Sim mãe, porque é que haveria de te estar a mentir? – se calhar porque passas-te o dia inteiro com um rapaz e agora não lhe queres contar?
- Hum … ok. Se tu o dizes eu acredito na minha filha.
Suspirei de alívio, odiava mentir-lhe mas algo me dizia que ainda não estava na altura certa para lhe contar que tinha conhecido um rapaz que não me saia da cabeça.
Ficámos à conversa por mais de uma hora, eu realmente sentia saudades da minha mãe e isso fez com que me tivesse distraído e falado com ela sobre (quase) tudo e mais alguma coisa por tanto tempo.
Quando finalmente desliguei a chamada fui tomar o tal banho de que tinha falado à minha mãe, pensado bem até que nem lhe menti eu vou mesmo tomar banho e que eu me lembro não lhe disse quando é que o tinha tomado.
Aproveitei o banho para relaxar e lavar a minha mente de tudo o que tinha acontecido hoje, não queria pensar em almoços, encontros surpresa, na minha mãe e muito menos em Edward, o que veio a se revelar praticamente impossível porque sempre que conseguia esvaziar a minha mente, memórias do que tinha sucedido hoje apareciam na minha cabeça em flashes.
-Ai, o que é que será que uma pessoa tem que fazer para poder esvaziar a sua mente? – perguntei em voz alto deixando-me afundar na água da banheira.
(…)
- Bella? Tu tens a certeza que não se passou nada nadinha enquanto eu tive fora? – Ângela perguntou pela que parecia ser a milésima vez naquela hora.
- Sim Ang tenho a certeza que não se passou nada nadinha, foi apenas a minha mãe que telefonou e eu tive a oportunidade de matar algumas saudades, só isso. – respondi-lhe.
- Pois … é o meu sonho é ser freira! Bella, tu podes conseguir enganar a quem quiseres com o que acabas-te de dizer mas não a mim! Eu conheço-te muito bem para reparar nas diferenças entre a maneira como estavas esta manhã e como estás agora, são pequenas mas estão cá.
- Sério? Então diz lá que diferenças são essas Senhora Sabe Tudo. – pedi-lhe.
- Bem para começar, desde que cheguei a casa que ainda não tiras-te o sorriso da cara enquanto esta manhã, primeiro que te arrancasse um sorriso foi um castigo, em segundo estás muito mais animada agora, já não estás fechada no quarto a pensar na morte da bezerra e em terceiro … os teus olhos estão a brilhar, já há algum tempo que eles não tinham um brilho assim, nota-se que estás feliz, que algo te está a fazer feliz, é aquele rapaz não é? Bella, tu sabes que tu és a minha melhor amiga, que eu já te considero como uma irmã para mim, sabes que podes falar comigo sobre tudo o que quiseres, eu vou sempre estar aqui para te ajudar quando precisares, para te ouvir nos momentos em que quiseres desabafar, para rir contigo nos momentos mais divertidos, para te aconselhar quando me pedires um conselho mas também para te dar na cabeça quando for preciso, quando as tuas ações não forem as mais corretas, quando deres um passo em falso e cometeres algum erro, porque todos nós erramos, afinal errar é humano. Então, dito isto tudo, não te vou pressionar mais, se quiseres contar tem em mente que vais ter sempre aqui uma amiga disposta a ouvir-te, se não quiseres contar estás no teu direito, a vida é tua e eu não tenho nada a haver com o que fazes ou deixas de fazer e nem sequer tenho que me meter onde não sou chamada. – ela sorriu e piscou-me o olho enquanto se levantava do sofá onde estávamos.
- Eu voltei a encontra-lo. – disse quando ela já estava quase a sair da sala.
Ângela virou-se para mim.
- Aquele rapaz que te deu boleia no outro dia? – perguntou.
- Sim. – disse sorrindo.
- Como é que foi? – perguntou, vindo se sentar ao pé de mim outra vez.
- Hoje de manhã eu segui o teu conselho e fui dar uma volta por ai, para espairecer a cabeça, até que passei pela biblioteca e resolvi entrar, os livros sempre me conseguiram distrair e era mesmo isso que precisava. Foi quando encontrei um livro que já procurava há séculos o único problema é que estava na prateleira de cima então, a esperta aqui, resolveu empoleirar-se em cima de um escadote que estava ali perto, resultado: o escadote virou-se e eu cai …
- Oh meu Deus, magoaste-te? – Ângela perguntou-me.
- Não eu estou bem, nem cheguei a tocar no chão.
- Como assim, não tocaste no chão? Não tinhas dito que caíste? – ela perguntou-me confusa.
- E eu cai, o escadote virou e levou-me com ele. Só que não cheguei ao chão.
- Ai Bella, já não estou a perceber nada! Agora só me falta dizeres que ficaste a flutuar.
- Se tu parasses de me interromper e me deixasses acabar de contar, não estavas assim tão confusa! – respondi-lhe.
- Ops, desculpa. Continua, eu desta vez fico calada. – disse fazendo um gesto com a mão como se tivesse a fechar um fecho na boca e deitar a chave fora.
Respirei fundo e continuei a contar-lhe tudo o que tinha acontecido desde o momento em que Edward me salvou até ao nosso quase beijo no carro dele à porta do prédio. Quando terminei de contar Ângela estava em choque.
- Oh. Meu. Deus!!!!! Quer dizer que primeiro ele salvou-te e quando te veio por em casa quase se beijaram? Uau, onde é que eu posso arranjar um desses? Por acaso não sabes se ele tem um irmão?
- Não, não sei se ele tem irmãos, e tu não estavas com o Ben? – perguntei-lhe rindo enquanto lhe atirava com uma almofada que lhe acertou na cara.
- Hahaha, estava só a brincar, como tu disseste eu estou com o Ben e estou muito bem. – ela respondeu-me. – Ah e estou-te a dever uma, pela almofada.
- Fico à espera. – disse-lhe enquanto lhe mostrava a língua. – bem, está na minha hora, vou-me deitar que amanhã tenho aulas logo de manhãzinha.
- Ok, dorme bem Bella. – ela disse sorrindo enquanto eu me levantava e ia para o meu quarto.
- Tu também.
- Vê-la não caias de cama de propósito para ver se o teu salvador aparece. – Ângela disse rindo.
- Que piadinha que tu tens.
Assim que me deitei na cama percebi que não iria ser fácil adormecer, o que veio a se provar verdade. Fiquei a rolar pela cama durante horas, a minha cabeça não parecia querer descansar, sempre cheia de pensamentos e entre eles um novo receio surgiu. Eu só me tinha encontrado com o Edward duas vezes e mesmo assim hoje nós quase nos beijamos, o que será que ele vai pensar de mim? Será que vai achar que foi muito cedo? Apesar de não nos termos chegado a beijar ele pode pensar que foi demasiado rápido que eu sou uma dessas raparigas que se entrega facilmente para um rapaz e para o primeiro que vê? E agora? Como é que eu vou conseguir olhar na cara dele quando o voltar a ver? Eu devia ter ficado quieta, é Bella era isso mesmo que tu devias ter feito, assim que ele parou o carro devias ter saído e vindo para casa sem quase beijos pelo meio.
Quando a minha cabeça me deu uma pausa e me deixou adormecer já era de madrugada e eu estava cheia de dor de cabeça talvez tenha sido por isso que nessa noite não consegui dormir nada de jeito, estive sempre com a sensação de estar a ser observada, como se isso fosse possível, sempre que abria os olhos era só eu e mais ninguém naquele quarto mas mesmo assim a sensação não passava.
Notas finais
Acham que a Bella tem razão nas suas dúvidas?
Já sabem, 10 comentários para o proximo capitulo.
Bjos
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