Eleonor

1 A rapariga dos olhos verdes


— Tu ficas aqui, Henry – disse Emma – De vigia.

— De vigia? – perguntou Henry – Mas eu quero ajudar. Eu quero ser um herói.

— Não contraries a tua mãe – disse Regina, num tom autoritário – Nenhuma das duas.
Então todos saíram da sala, deixando Henry sozinho.

— De vigia – resmungou Henry, saíndo também da sala – É a última vez que me deixam sozinho.

Ele conseguia sentir a pena a chamá-lo, a sua magia a palpitar-lhe nas veias. O chamamento da pena guiava-o pela casa antiga. Quando deu por si, estava numa sala do outro lado da casa. Uma luz piscava dentro de um candeeiro: Era a pena. Henry meteu a mão por dentro do candeeiro, tirando de lá a pena. Sentiu um arrepio na sua pele, sentiu o poder da pena a percorrer-lhe o corpo. Quando levantou os olhos, uma rapariga da sua idade. Os seus cabelos eram castanhos e belos e os seus olhos eram verdes e brilhantes.

— Então tu deves ser o autor.

Henry estava deslumbrado: a jovem conseguia ser ainda mais bonita que Violet.

— Estás vivo, certo? – perguntou ela, um pouco preocupada.

— Sim, sou o Autor e sim, estou vivo – disse Henry. A rapariga suspirou de alívio.

— Qual é o teu nome? Como vieste parar aqui? Consegues salvar-me? – a jovem estava eufórica, aproximando-se mais de Henry.

— Calma – disse Henry – Eu sou o Henry. Quem és tu?

— Desculpa, nem te disse o meu nome – ela corou um pouco – O meu nome é Eleonor.

— E tu estás viva?

— Sim, estou viva e de boa saúde – disse Eleonor.

— Então, porque estás aqui?

— Por causa do meu pai. Ordens dele.

— O teu pai? Quem é o teu pai? – Henry estava cada vez mais confuso.

— O rei do Submundo. Eu sou filha de Hades.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.