P.O.V. Danielle.

A minha irmã Dafne faleceu ainda esta semana e deixou para trás uma garotinha de seis meses chamada Isolda. Assim como eu minha irmã era professora de história. Ela era fascinada por mitologia de todas as civilizações, a casa dela era lotada de livros de histórias fantasiosas, onde príncipes salvavam princesas e matavam dragões.

Isolda chega ainda hoje. Elas moravam no Kansas e como manda o testamento eu terei a guarda da minha sobrinha.

P.O.V. Elijah.

Decidi fazer uma visita á Danielle. Ao me aproximar da casa ouço as cerdas da vassoura limpando o chão. Então, o aspirador de pó é ligado.

Toco a campainha e ela vem atender. Estava usando uma calça legging preta e uma blusa velha, seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo alto.

—Oi. O que está fazendo aqui?

—Vim fazer uma visita, cheguei em má hora?

—Não imagine, entre.

Eu entrei.

—Desculpe a bagunça, estou arrumando a casa. Minha sobrinha chega hoje.

—Não sabia que tinha uma sobrinha.

—Mas eu tenho. Isolda tem seis meses, minha irmã Dafne faleceu esta semana e eu fiquei com a guarda.

—Lamento.

—Eu também. Fui ao funeral dela e eu era a única parente que estava lá, nossos pais faleceram ano passado num acidente de avião.

—Aquele da Air France?

—O próprio. A perícia disse que Dafne voltava pra casa quando o caminhão...

Ela chorava.

—Me desculpe. Eu acabo de perder a minha gêmea, eu sonhei com o acidente um dia antes, eu avisei a ela, mas ela achou que fosse só um sonho.

—Lamento.

—Bom, melhor eu terminar isso aqui. Isolda chega ainda hoje.

—E quem vai trazê-la?

—A moça do serviço social já que o meu cunhado está na prisão. Foi pego lidando com prostituição, quando a Dafne soube ficou devastada. A firma pra qual ele trabalhava não existia, ele tinha contas no exterior e traficava mulheres.

—Nossa!

—A polícia invadiu a casa dela, revirou tudo e levou meu cunhado preso. Interrogaram ela e quando viram que ela não tinha conhecimento do que se passava deixaram ela ir. Até passaram ela no detector de mentiras.

Ela terminou de arrumar a casa e tocaram a campainha.

—Oi. Essa é a minha sobrinha?

—É sim. A senhora é Danielle Honey?

—Sou.

—Bom, aqui está a menina. As coisas dela estão no caminhão que está estacionando aqui em frente. Preciso que você assine uns papéis e pronto.

—Tudo bem.

—Oi Isolda, sou sua tia Danielle. E esse é o meu namorado Elijah.

A garotinha olhou pra mim com franca curiosidade.

—Diz oi Isolda.

Ela riu pra mim. E bateu palmas também.