Elementus (fic Interativa)
7 Eu me lembro, daquela noite
Notas iniciais
POV Callum
Vários professores estavam sentados junto em uma ampla sala de reunião, o chão era feito de mármore com lindas gravuras coloridas, a mesa de mogno tinha mais de 25 lugares que estavam muito bem aproveitados naquele momento, nas paredes quadros e placas pendurados deixam o papel de parede quase totalmente escondido e a iluminação da sala era fornecida por uma grande vidraça que permitia os raios de sol entrarem.
Ao que todos pensavam o motivo do encontro era discutiras ultimas coisas importantes para o novo ano letivo, os alunos chegariam e menos de 3 horas e haviam vários problemas a serem resolvidos.
Entre os presentes estavam o professores de Astronomia Callum, sabe aquele professor que é apaixonado por ensina, fez isso muito bem e é adorado pelos alunos? Bem esse é ele, tinha 141 anos embora não gostasse de ser chamado de velho e ainda preservava uma aparência de 40, tinha o corpo magro e forte, pele clara e olhos pretos. Os cabelos são grisalhos, em tons de preto, cinza e branco. Ele estava sentando bem no meio da mesa cercado dos demais professores.
-Não podemos deixar eles explodirem o laboratório de alquimia sempre que cometerem um erro, estou cansada de reconstruir aquele lugar, foram sete vezes só no passado – gritou uma mulher se levantando, Callum não gostava dela, se chama Emilien e era a governanta do palácio, na verdade ela era apenas a empregada chefe, mas achava que um nome chique aumentava sua importância, tinha cabelos negros ondulados ate o meio das costas, olhos cinzas e parecia ter 30 anos outro detalhe é que odiava os alunos e isso incomodava o professor de astronomia.
-Emilien, minha cara por favor se sente e não se exalte – pediu o Diretor fazendo um sinal com a mão para a mulher abaixar o tom de voz – crianças são sempre crianças, as vezes explodem as coisas – falou dando uma leve risada – não precisamos ser tão severos em relação a isso.
- Esse stress vai te deixar com rugas muito cedo – comentou um homem de aparência oriental e cabelos loiros ate as costas que brincava com um cristal de gelo que ficava moldando em pequenas estatuetas – a arte é uma explosão!- uma mulher mais distante riu debochada.
-Falou o piromaniaco que por ironia dos deuses domina o gelo.
-Idiotas como você não sabem apreciar minha arte, Megan – respondeu Yuko virando o rosto para o lado e encarando a mulher, tinha cabelos loiros compridos, olhos verdes venenosos e uma cobra enrolada em seu pescoço.
-Vee vee – suspirava um jovem magro de cabelos castanhos sentado bem no meio do fogo cruzado, tinha olhos âmbar semi fechados e usava um uniforme azul claro, pelo barulho que fazia parecia estar dormindo e roncando de uma maneira muito estranha, porem era esse o barulho que fazia quando estava triste ou com medo, seu nome era Romulus, era um Italiano.
Em alguns minutos Megan e Yuko estavam quase matando um ao outro, ele armado com um faço de gelo e ela com uma cobra enorme, o diretor estava em silencio apenas observando o desenrolar dos acontecimentos, do seu lado esquerdo estranhamente não tinha sentado um professor, mas sim Alexandre que agora era chefe dos monitores e como já estava na escola seu pai não se opôs a que participasse da reunião.
-Nós estamos perdendo o foco aqui — disse Callum autoritário batendo de leve na mesa para chamar a atenção, não gostava de se envolver na briga dos outros, mas aquilo era uma importante reunião e achou que era adequado interferir.
-Finalmente alguém sensato – agradeceu uma mulher de aparecia anciã, usava um manto cor de vinho, tinha varias rugas no rosto severo e os cabelos grisalhos escandidos em baixo de um chapéu antigo.
-Obrigado por apaziguar a discussão, professor Shephard – disse o diretor em um tom sereno e tranqüilo, ele com seus dedos finos pegou uma xícara de chá e tomou um demorado gole – bem meus colegas, serei o mais honesto possível com todos vocês, não estamos aqui nessa tarde para discutir os planos de aulas desse ano – fez-se um silencio desagradável ao termino da frase e todos os presentes olharam atentamente Albert que não tirara a expressão serena do rosto – presumo que todas aqui leram a matéria do jornal de hoje – se fez uma pausa ate ouvir um unanime “sim” – mas para nós isso não é nenhuma surpresa.
-O senhor esta a meses alertando o Chanceler – confirmou Callum que gostava muito do Diretor e estava disposto a dar todo o apoio que pudesse — porem ele se recusa a acreditar .
-Ah Callum, diferente de nós dois Nicolau foi afetado pela idade avançada – respondeu Albert sorrindo apenas para o astrônomo – então, continuando temos que falar sobre a segurança de nossos alunos em frente uma possível invasão – os professores soltaram uma exclamação surpresa.
-Albert acha mesmo que eles chegariam... aqui? – perguntou a velha Roxanne sentada poucas cadeiras a distancia, parecia ser talvez a mais preocupada.
-Depois do que vi daqueles dois não duvido de mais nada – declarou o velho em um leve tom de lamento, Megan que parecia desinteressada ate então levantou as orelhas para escutar com mais atenção.
- “Aqueles dois” – murmurou a si mesmo um professor de cabelos castanhos bagunçados, jaqueta de couro e uma cicatriz na bochecha, os olhos de Callum se viraram para ele, era um velho amigo o professor James veterano na meteria de combates elementares que sairia da escola no ano que vem – Diretor, o senhor acredita mesmo que Siegfried esta por trás de Rafaela ?
- Você sabe que sim – respondeu o diretor secamente. Um leve sentimento de culpa bateu no peito de Callum que sentiu o tempo parar enquanto tinha uma recordação, aquele nome fazia o lembrar de tantas coisas.
Era uma noite muito fria de inverno a tantos anos passados, 30 ou 40 talvez o professor não lembrava com certeza e também não fazia questão de lembrar, ele era mais jovem, na aparência não fazia diferença, mas ele se sentia mais jovem. Caminhava pela torre de astronomia coberto por uma grossa capa de pele de urso, era um ótimo dia para admirar as estrelas e planetas, porem logo percebeu que não fora só ele que tivera aquela idéia, sentado na mureta da torre tinha um garotinho, por volta de 12 anos, cabelos negros cumpridos, olhos cor de fogo, a pele pálida machucada e enrolada em bandagens, ele abraçava os joelhos e olhava o céu.
-Siegfried – chamou o professor, o menino virou a cabeça, o olho esquerda estava coberto por um curativo e uma gota de sangue parecia quase congelada em sua bochecha.
-Oi – disse o menino sem animo.
-O que esta fazendo aqui? Esta muito frio e olhe suas roupas! Não esta vestindo nenhum casaco – falou Callum um pouco irritado caminhando para mais perto do aluno que não se mexeu.
-Eu precisava vir aqui, prometi pra Rafa que sempre que ouve-se lua cheia eu iria vir na parte mais alta do castelo e pensar nela, ela disse que ia fazer o mesmo no orfanato – Sieg olhou diretamente para os olhos do professor que sentiu um frio dentro de si, aqueles olhos flamejantes, tinha alguma coisa errada neles.
-Bem... você gosta das estrelas, Siegfried? – perguntou se sentando na mureta do lado do garoto que se encolheu mais.
-Gosto – falou ele novamente sem animo – e um dia eu vou dominar todas elas – um sorrisinho se formou no rosto infantil do menino, as mãos cobertas de bandagens sujas de sangue apertaram mais forte os joelhos.
-Ah? Como assim? – perguntou como se não tivesse ouvido a ultima parte.
-Um dia eu vou ser Rei, vou ser Rei de tudo, ninguém jamais vai me fazer sofrer – afirmou ele com tanta certeza que aquilo parecia ter sido escrito na pedra.
-As pessoas te fazem sofrer? – perguntou o professor colocando com delicadeza su pesada mão no ombro do aluno.
-Sim elas fazem e eu... eu odeio todas!
-Callum – chamou Yoko cutucando forte o braço do colega- eu Callum acorda não é hora de dormir, estávamos em uma reunião – ele balançou a cabeça colocando as idéias em ordem e só depois percebeu que tinha “voado” por mais de 15 minutos, naquele momento quase corou de vergonha.
-Mil perdões a todos, eu voei nós meus pensamentos.
-Ter 140 anos da nisso – comentou Yoko vagamente em um tom debochado – velho....
-Esta tudo bem- falou o Diretor em um tom tranqüilizador – estávamos apenas falando de algumas coisas sem muita importância sobre os recentes acontecimentos – as enfim sabemos que a resposta de Rafaela será negativa, isso seria uma desculpa perfeita para começar uma guerra.
-E essa falsa legitimidade pode levar a Rússia e o Reino unido para o lado dela – deduziu James, Albert fez um brinde a ele com a xícara de chá.
-Esse é o ponto – disse Roxanne em um tom preocupado, Megan sorriu de leve e fez carinho em sua enorme cobre que logo desceu de seus ombros e começou a rastejar pelo chão o que fez o professor Romulus dar um pulo de medo e se abraçar em James que o empurrou com a mão.
-Um pouquinho de distância por favor — pediu o professor de combates corando e se sentindo muito desconfortável com a situação, Megan e Emilien riram juntos, porem pararam ao receber um olhar de censura de Roxanne, em dez minutos os homens não estavam mais abraçados, as mulheres não riam mais e a reunião poderia prosseguir ate que em um estrondo a pesada porta de madeira do salão se abriu e entrou um homem magro de cabelos castanhos sujos assim como seu rosto, ele logo olhou para o Diretor.
-Senhor, St.Jeanne foi atacada – depois do curto e seco recado o mensageiro caiu inconsciente no chão frio e duro.
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