Elements

14 Resgate part. 1


Notas iniciais
Por favor, me desculpem, eu tenho uma boa... Opa! ~le desvia de tijolo~ Não precisa jogar um tijolo tios! Enfim, desculpe-me por ter demorado três semanas - novamente - para postar, mas é o seguinte. Na primeira semana em que não postei eu entrei em provas e fiquei doente (febre alta, tossindo muito e mente mais cansada que o corpo). Na segunda semana tive que fazer segunda chamada para as provas que faltei, então não pude para para escrever. E na terceira foi falta de tempo mesmo... MAAAAS, estou aqui com MAIS UM capitulo de Elements para vocês, queridos e lindos pandawans :3 Eu fiz ele com o maior carinho do mundo e revisei exatamente 5 vezes - acrescentando detalhes, falas e tudo mais. Espero que me perdoem pela demora e curtam o capitulo pois muita treta está por vir nos próximos :3

– Sofia, acalme-se! — Dizia Drake. Ele estava me segurando em um abraço enquanto eu, desesperadamente, tentava me soltar e ir atrás de minha amiga.

– A Karen precisa de mim! Solte-me! – Gritei.

– Sofia, acalme-se, não podemos fazer nada sem um plano. — Disse Lauren. Ela estava a minha frente segurando a mão de Ryan de modo disfarçado e parecia apertá-la com força.

– Não há tempo para um plano, temos que agir agora! – Falei irritada.

– Sofia, você não pode ir neste estado! — Disse Max repreendendo minha escolha — Você está fraca demais e seus machucados não sararam... Você não pode simplesmente sair correndo atrás de Karen sem um plano.

– Idiota! Eu posso sim, agora me solte Drake!

– Não. — Ele respondeu friamente, me girou e segurou meus ombros — Não irei deixar você se arriscar desta maneira, você já fez muita coisa por nós hoje Sofia. — Seus olhos cor de mel fixaram-se aos meus. Por alguns segundos o que mais senti foi o frio que emanava de seu corpo, já que o mesmo me segurava próximo de si, mas então senti o calor do meu corpo se juntar ao seu... Parei de me debater e encarei o chão, evitando olhar para ele. Uma onda de calma invadiu meu corpo neste momento. Meus nervos começaram a se acalmar e minhas mãos, antes fechadas fortemente em punhos, começaram a relaxar.

– Sofia, entenda, precisamos de um plano. — Falou Lauren tentando me acalmar — Não podemos simplesmente sair correndo atrás de uma ninfa, ainda mais porque podem haver outras dela, e isso seria muito ruim.

– Ela tem razão. – Ryan concordou. Ele ainda segurava a mão de Lauren retribuindo o aperto. Eu poderia ter achado aquela cena fofa se não estivéssemos precisando salvar nossa amiga.

– Então o que vamos fazer? – Perguntei quebrando meu ciclo de raiva e nervosismo. Todos encararam o chão, pensativos, tentando formular um plano, mas parecia que ninguém conseguiria até que Max se pronunciou com um.

– Precisamos primeiro dividir a equipe que vai participar do resgate.

– É verdade... Bom, somos um grupo de seis pessoas, pelas informações que temos, contra elas somente fogo funciona, mas uma questão não para de me incomodar. – Peter comentou.

– E o que seria? – Zack indagou.

– Eu me pergunto por que conseguíamos derrotá-las sem o uso de fogo… — Ele disse. Sim, é verdade, isso era estranho... Drake havia me dito que elas só podiam ser derrotadas através do fogo. — Alguém tem alguma ideia sobre isso? — Indagou.

– Talvez aquelas não fossem ninfas reais, talvez fossem clones. – Ryan sugeriu.

– Não, elas eram ninfas de verdade, não clones… — Falei. Todos me encararam fixamente e esperaram que eu continuasse, mas antes que pudesse continuar, Drake se pronunciou em meu lugar.

– É verdade, concordo com o que Sofia está pensando… Talvez elas sejam ninfas em desenvolvimento e não ninfas adultas. Elas não tinham a mesma força que aquelas duas que me atacaram. – Ele me encarou e levantou uma sobrancelha – O que foi?

– Como você soube o que eu pensava? — Indaguei. Ele levantou seu braço e balançou o pulso.

– Ainda estamos com o bracelete.

– Ah, é mesmo… — Falei sem graça. Encarei a peça metálica cinza presa a meu pulso, ela estava confortavelmente quente nele — Eu havia esquecido… De novo…

Ele riu.

– Já vi que você é bem lerda… E cabeça quente! — Provocou-me. Grr, ele da raiva!

– Cale a boca seu idiota. — Falei virando-me para o lado e cruzando meus braços.

– Idiota é você. – Retrucou.

– Ei vocês dois, precisamos nos concentrar aqui! — Lauren reclamou – Temos que formular um plano para resgatar a Karen rapidamente, está começando a amanhecer e as ninfas... Não... Essas ninfas não gostam da luz do sol, por isso vivem atacando somente quando esta escurecendo. — Explicou.

– Entendo… Mas ainda assim queria saber como pudemos destrui-las durante nossas lutas individuais… — Peter comentou. Ao longe, uma garota de cabelos castanhos se aproximou acenando para Lauren… Bom, pelo menos foi o que eu achei. Ela parou ao nosso lado exausta, seus óculos escorregavam pelo seu fino nariz por causa do suor de seu rosto.

– O que houve Samanta? — Indagou Zack de braços cruzados e cara quase que fechada. Aquela cena me fez virar novamente para a frente.

– Eu tenho… Umas… Informações sobre… Essas… Nin… Ninfas… — Respondeu entre várias pausas para recuperar o folego.

– Então diga logo! – Max pediu, apressadamente.

– Max! Seja mais cavaleiro, ela está recuperando o folego ainda! – Lauren disse, o que foi um pouco estranho, eu não havia visto ela dizer algo desse tipo desde que havia chegado. E como se lê-se meus pensamentos — o que achei bem provável dele ter feito -, Drake se pronunciou em um cochicho inclinando sua cabeça para perto da minha.

– Ela age assim quando está confusa e indecisa, o que é raro, mas acontece que pela segunda vez, ela vai se culpar pelo sequestro de Karen... Não que isso tenha acontecido, mas sim por algo que aconteceu justo após o plano de Max ter dado certo… Isso não traz boas lembranças para a Lauren… Na verdade, para ninguém dos veteranos.

– Mas o que realmente aconteceu?! – Perguntei em um cochicho irritado.

– Isso ele tem que te contar… — Essas foram suas últimas palavras antes que Samanta começasse a falar, o que significava fim de papo.

– Eu estava lendo um dos livros que tenho sobre mitologia grega e coisas do tipo e, em um dos capítulos, fala-se sobre as ninfas. — Ela fez uma pausa, recobrando novamente um pouco de ar — Nele se diz que elas podem ser destruídas por qualquer coisa, mas suas fontes de origem somente pelo fogo. Ou seja, podemos derrota-las sem preocupação, mas logo, logo, elas voltaram a vida. — Outra pausa — As origens delas não são somente as arvores como seus santuários que estão escondidos em lugares profundos hoje em dia e, principalmente, as líderes dos grupos, alcateias ou seja lá como se nomeie uma família de ninfas assassinas que atacam a meia noite. — E assim ela terminou. Caiu sentada no chão e voltou a recobrar seu folego. Zack murmurou algo como “Seu trocadilho foi péssimo”, o que não pareceu nada haver, mas logo Lauren também se manifestou, mas, ao invés dele, em voz alta.

– Então isso quer dizer que podemos mesmo derrota-las sem o uso de fogo, mas não podemos mata-las sem usar fogo… Bom, já sei quem deve ir nesse resgate. — Ela disse.

– Quem seria o grupo? — Max indagou.

– Bom, se meu raciocínio estiver certo, a ninfa levou Karen para seu “esconderijo”, o mesmo lugar onde, possivelmente, suas origens podem estar, e, com certeza, a líder do grupo. Então a Sofia seria um membro essencial para esta missão.

– Certo, e os outros? — Perguntou Peter.

– Os outros seriam eu, você e Drake. – Respondeu – Drake pelo fato de que, se aquela ninfa realmente for uma das que lutamos, ela possivelmente estará molhada e, Drake é o único que pode saber aonde ela está. Peter seria essencial por que, se aparecer algum obstáculo grande ele pode simplesmente quebra-lo, e isso com certeza terá.

– E você porque é a líder da equipe – Zack retrucou. Lauren o encarou e levantou uma sobrancelha — Mas Lauren, eu posso ser útil também!

– Sim, e você será útil, mas não lá e sim aqui. Precisamos de sua velocidade para ajudar a cuidar dos feridos e transmitir informações. – Ela explicou.

– Mas…

– Já está decidido Zack. — Lauren falou. Zack apenas balançou a cabeça e seguiu com Samanta para dentro do prédio.

– E eu Lauren? — Perguntou Max. Ela o analisou por alguns segundos e fez uma careta como se suas próximas palavras quebrassem algum princípio dela.

– Precisaremos de seu conhecimento medicinal também… — Disse. Aquilo pareceu doer em seu interior porque Ryan fez uma careta quando sua mão foi apertada por Lauren novamente. Espera, somente eu percebi aquilo? Não, não mesmo… Drake também percebeu e estava com um belo sorriso sarcástico em seu rosto. Ele me encarou e sussurrou novamente em meu ouvido.

– Você sabe porque está calma?

– Han?! Como assim?

– A alguns minutos você estava louca para sair correndo por ai atrás de Karen e agora está totalmente calma. Você sabe o que te causa essa calma? — Eu o encarei e tentei formular uma resposta sarcástica, já que o mesmo com certeza estava sendo sarcástico comigo, mas antes que eu pudesse falar algo, Ryan se pronunciou.

– Bom, agora que já dividimos a equipe, vão logo. Não podemos perder tempo formulando um plano agora, montem enquanto estão atrás delas. Vocês precisam achar a Karen o mais rápido possível. — Ryan falou. Drake, Peter e eu maneamos a cabeça em um “sim” e Lauren, ainda preocupada, sussurrou algo no ouvido de Ryan. Ele balançou a cabeça e bagunçou os cabelos de Lauren — Não se preocupe, eu me viro com essas crianças. — Ele disse.

Para tudo! O Ryan foi fofo? O que eu perdi?! Eu estou sonhando? O que aconteceu?! Isso não pode ser verdade!! Se bem que ele continuou com aquela cara seria dele, mas... A, dane-se, tenho coisas mais importantes para fazer.

Balancei minha cabeça e dei dois tapas em meu rosto. Drake havia começado a rir, do nada. Olhei para ele e entendi o porquê dele está rindo. Ele havia “lido” meus pensamentos e isso fez com que minhas bochechas ardessem incontrolavelmente.

– Idiota – Sussurrei corada.

Lauren tocou meu ombro e me despertou daquele momento de vergonha, ela estava forçando um sorriso.

– Vamos Sofia. – Sua mão desceu de meu ombro e foi para minhas costas, com um forte empurrão Lauren me fez andar para frente, já com Drake foi diferente. Ela deu um soco na cabeça dele por ele não parar de rir, o que me fez rir. Nos juntamos em frente à entrada da floresta, trocamos um olhar e encaramos o prédio. Todos haviam entrado. Encaramos novamente a imensa escuridão e começamos a correr contra o tempo.

– Sofia, acenda duas chamas para iluminar o caminho a nossa frente. – Lauren ordenou. Eu apenas balancei a cabeça e me concentrei. Imaginei a floresta ao nosso redor, Lauren e Peter separados em um canto e Drake e eu em outro. Concentrei-me mais um pouco e duas chamas brotaram no ar a nossa frente. Drake pareceu surpreso quando a bola de fogo nada pequena apareceu em sua frente e Peter tomou um tombo quando a outra apareceu a poucos centímetros de seu rosto. Soltei uma pequena gargalhada e voltei a me concentrar no caminho.

Eu não sabia para onde estávamos indo, muito menos Lauren e Peter, já Drake sabia exatamente para onde estávamos caminhando... Bom, ele achava que sabia.

Estávamos a exatamente 30 minutos correndo pelo interior da floresta, se distanciando mais e mais do prédio e nos aproximando das cachoeiras, agora, porque ir lá, eu não faço a mínima ideia.

Lauren estava carregando duas pistolas em suas mãos e mais duas em sua cintura, Peter carregava uma mochila (sabe-se lá de onde ele tirou ela), Drake estava concentrado a sua frente, mas várias bolas de água se formavam ao seu redor. Eu estava apenas com meus punhos em chamas já que não podíamos confiar na estranha calmaria da noite.

Corríamos com vigor, sem parar para descansar.

Passaram-se alguns minutos e meu psicológico passou a não aguentar mais o silêncio e a preocupação sobre o paradeiro e o bem estar de Karen. A floresta estava quieta... Quieta demais... Comecei a tremer levemente e a desconfiar das sombras... Alguma coisa estava afetando a minha mente. Senti uma mão fria tocar meu ombro e, por reflexo, soquei o dono da mão e, só então percebi que era Drake.

– Drake... Me... Me desculpe. – Meu peito doía e o ar quase não entrava em meus pulmões. O que seria aquilo? De onde estava vindo toda aquela pressão?

– Você está muito nervosa Sofia, acalme-se. – Ele disse com uma mão cobrindo nariz.

– Mas eu estou calma... – Meus joelhos fraquejaram.

– Drake! O que é isso? – Perguntou Lauren. – Apontando suas armas para as sombras ao nosso redor.

– Eu não sei! – Ele gritou. Suas mãos geladas tocaram meus ombros e seus olhos mel prenderam os meus – Respire fundo Sofia.

– Eu... estou... respirando... fundo! – Falei entre longas pausas.

– Droga, alguma coisa não me cheira bem aqui... – Falou Peter. Lauren “invocou” uma espada longa e jogou para Peter. — Você sabe que eu não preciso de uma arma.

– Mas é bom se prevenir... E como assim “algo não cheira bem”? – Perguntou Lauren.

– Desde que atravessamos as cachoeiras sinto que estamos sendo observados...

– Eu também senti isso, mas achei que fosse algum tipo de ilusão – Comentou Lauren – Mas então, o que há com a Sofia?

– Ela está sofrendo psicologicamente... Talvez tenha alguma magia ou encantamento criado pelas ninfas aqui... – Disse Drake, ele empurrou uma mecha de meu cabelo para trás da minha orelha e segurou minha mão – Eu senti uma grande perturbação na mente da Sofia assim que chegamos a está clareira.

– Então isso quer dizer que... – Antes que Peter completasse seu raciocínio, dez ninfas pularam das sombras com suas longas garras expostas e fazendo ruídos agudos.

– Estamos no território delas! – Lauren gritou – Peter, Drake, protejam a Sofia. Ela é a única que pode nos salvar caso a líder das ninfas apareça!

– Sofia, aguente firme – Drake sussurrou em meu ouvido. Ele se levantou, afastou sua mão da minha e, naquele momento, eu senti medo, muito medo. Minha mente estava sofrendo um ataque psicológico e Drake foi a única coisa que conseguiu me acalmar. Talvez pelo bracelete, ou talvez pela sua aura calma, ou então por causa do seu poder, oposto ao meu.

Algumas camadas de gelo se formaram no chão ao redor de Drake. A água que havia se aglomerado em bolas ao redor dele começou a rodar em uma velocidade alarmante. Ele encarou as cinco ninfas que vinha em nossa direção e levantou sua mão. Todas as cinco pularam em direções diferentes, uma mais alta que a outra, mas aquilo não importou para ele. Recuou seu braço e o empurrou novamente para a frente. Todas as bolas de água explodiram em grossos jatos pressurizados que empurraram as ninfas para longe.

Comecei a sentir meu corpo se enfraquecer e minha visão passou a ficar turva. Droga, vou desmaiar de novo... Porque tenho que ser tão fraca assim? Será que vou perder alguém importante novamente?

E com esses pensamentos comecei a mergulhar na profunda escuridão.

– Drake... – O chamei em um sussurro. Tentei levantar minha cabeça, mas estava fraca... Mais psicologicamente do que fisicamente. – Drake – Chamei-o novamente.

– Sofia! Não se deixe levar! Continue acordada! – Gritou Drake. Porque a voz dele se tornou tão reconfortante agora? Isso é estranho... – Se concentre em minha voz, se concentre!

Ouvi sons de tiros e gemidos, laminas se batendo, e uma voz... Não, não era uma voz me chamando para a luz, ou a voz de Drake, Lauren ou Peter... Era a voz da...

Meu corpo começou a se aquecer intensamente. Aquela voz... Com certeza é ela.

Levantei-me com dificuldade, ainda tonta. Forcei meu corpo a entrar em chamas e em instantes eu estava coberta pelo calor reconfortante do fogo. Meu psicológico ainda estava se recuperando assim como minha visão se normalizava a cada segundo. Andei com dificuldade até para o lado de Drake, criei três grandes bolas de fogo no ar e as joguei em direção as ninfas mais próximas, incinerando-as. Olhei para onde Lauren e Peter estavam e os vi recuando para perto de nós. Eles haviam acabado o serviço lá.

Segurei o ombro de Drake para me apoiar e joguei mais uma bola de fogo na 4ª ninfa. Ele me olhou de lado e criou duas novas bolas de água, as fez girar e, assim como no primeiro dia em que treinamos, deu um peteleco nelas fazendo um grosso jato de água pressurizada voar em direção a ninfa acertando-a em cheio e atravessando seu peito e seu abdômen.

– Uai! Você é uma tocha humana! – Gritou Peter assim que se colocou a um metro de mim.

– É, mais ou menos isso. – Falei com uma risada forçada.

– Você está bem Sofia? – Perguntou Lauren.

– Sim, estou melhorando. – Olhei para Drake esperando encontra-lo boquiaberto ou algo do tipo, mas ele apenas encarava a entrada do que parecia uma caverna. Boquiaberto porquê? Oras, eu sou uma tocha humana! Isso deveria ser impressionante!

– Você ouviu a voz dela também não foi? – Perguntei encarando a entrada.

– Graças ao bracelete que conecta nossos sentidos e habilidades. – Respondeu.

– Espera, a voz de quem? – Peter indagou.

– A voz da Karen. – Falamos.

– E de onde ela vem? — Lauren perguntou dando um passo à frente. Drake e eu trocamos um olhar e apontamos para a entrada da caverna.

– Lá.

– Então vamos logo! – Disse Peter.

– Não podemos ir sem um plano dessa vez! – Falei. – Precisamos criar algo para que não erremos de novo. Essa emboscada das ninfas havia sido planejada, por isso precisamos de um plano.

– Eu concordo – Disse Drake.

– Está para amanhecer Sofia, você acha mesmo que precisamos de um plano?

– Não, eu não acho, tenho certeza. – Falei – Mas, antes de formular o plano, Lauren, por acaso há algum vale no fim da caverna? – Ela me encarou pensativa e meneou a cabeça.

– Sim, existe um, ele é pequeno, porque?

– Como você sabe disso? – Perguntou Peter.

– Já fiz vários reconhecimentos por aqui com o Ryan e o Zack.

– Entendo... Enfim, vamos ao plano.

Nos ajoelhamos em um círculo e começamos a discutir várias ideias. Depois de muita discussão, ideias e estratégias formamos nosso plano.

– Vamos mesmo fazer isso? – Perguntou Peter.

– Sim, nós vamos cara. – Respondeu Drake.

– Nós somos loucos. – Ele disse.

– Com certeza – Falei.

– Por isso somos membros da Conventionis. – Disse Lauren com um pequeno sorriso.

– Vamos repassar rapidamente. Eu irei entrar na caverna sozinha e assim que chegar do outro lado irei sinalizar. – Falei.

– Certo, eu irei entrar após seu sinal cobrindo toda a entrada da caverna com gelo impedindo que qualquer ninfa possa entrar ou sair. – Falou Drake.

– Esse seu poder de gelo é algo novo para mim. – Peter comentou — Eu vou atravessar a parede de gelo assim que as outras ninfas se aproximarem para entrar na caverna.

– E eu subirei essa montanha até chegar ao topo do vale que está no fim da caverna. De lá irei me preparar para dar cobertura a vocês três. –Lauren falou.

– Sim. Assim que eu chegar lá Drake ira desfazer a camada de água ao meu redor e passarei a servir como isca. Irei descobrir aonde está a Karen e vocês dois, Peter e Drake, ficaram escondidos atrás de alguma pedra esperando o sinal da Lauren. – Falei.

– Espera, para que serve mesmo essa camada de água? – Perguntou Peter.

– Ela vai me manter acordada.

– Como assim?

– Você lembra do meu pequeno surto psicológico?

– Sim.

– Então. Graças ao Drake eu consegui me acalmar em alguns momentos... Só ele... pode me... manter calma nessas horas... – Minhas bochechas coraram. Droga, de novo estou ficando avermelhada.

– Mas e suas chamas? Elas não podem te deixar acordada?

– Sim, podem, mas eu necessito de toda minha energia para quando formos realmente salva-la de lá, já que eu tenho certeza de que a líder das ninfas ira aparecer.

– E como você tem certeza Sofia? – Perguntou Drake.

– Eu apenas... sei... – Respondi. Realmente eu não sabia como e porque eu tinha certeza, mas acontece que eu sabia que ela iria aparecer e, não ia ser algo bom. Lauren estava encarando o horizonte acima das arvores quando se pronunciou.

– Está amanhecendo. Devemos ir logo.

– Sim, concordo.

De acordo com o relógio de pulso que Peter havia pegado “emprestado” de Zack, faltavam apenas 22 minutos até que o sol começasse a nascer. Tínhamos pouco tempo, e isso era ruim.

Caminhar por aquela caverna no escuro era algo incrivelmente assustador. Mesmo estando acordada e fora do transe o medo se espalhava pelos meus nervos. Vez ou outra olhava para trás na esperança de que todos estivessem bem, e toda vez que me virava Peter acenava dizendo “está tudo bem”. Encarei as sombras a minha frente novamente e de passo a passo continuei caminhando.

Vinte passos após minha última olhada para trás cheguei a entrada do vale, que na verdade era uma larga ravina. Tudo era verde e preto lá. As arvores estavam mortas mas a grama continuava verde. As paredes da ravina eram cheias de raízes, grossas raízes cinzas. Olhei mais à frente e vi o que parecia uma grande estátua com um pano a sua frente. Antes que desse mais algum passo acendi uma bola de fogo em minha mão e a fiz rodar – esse era o sinal.

Eu não sabia se Drake já havia começado sua parte no plano, mas, comecei a suspeitar que não haveria tempo para que ele concluísse sua parte. Porque? Bom... Uma ninfa de aproximadamente dois metros andou para perto da estátua e me encarou. Ela esticou sua mão para a estátua e puxou um pano marrom que cobria a... Karen?!

Notas finais
Ola de novo pessoas! O que acharam? Bom? Ruim? Comente o que achou! Duvidas ou sugestões? Deixe nos comentários, adoraríamos ouvir a opinião de vocês sobre o rumo da historia, e suas sugestões para o que pode acontecer! Aguardamos vocês nos comentários e, ainda essa semana vou postar a part. 2... Possivelmente... Jowlie, não confunda, serei eu quem ira postar :3 Capitulo feito especialmente para nossa leitora Pandeusa :3