Notas iniciais
Finalmente, um capítulo mais interessante!

Depois desse capítulo, passaremos as partes mais agitadas da série e por último, o final; esse capítulo é a introdução de um capítulo clímax! ^^

Até aquelas semanas seguintes, o que mais o grupo inimigo fazia era expandir as fronteiras através das minas abandonadas que haviam conseguido controlar de povos como Xaia e Kuroi (Que eram povos guerreiros), mas principalmente de Kiru, que era uma cidade onde os minérios e a produção de metais/pedras preciosas eram as principais fontes de renda local, tendo desde minas familiares até grandes produtoras. Até que chegou um tempo em que haviam parado tudo... Até mesmo com as joias; logo começaram as suspeitas, pois eles agora começaram uma espécie de “hiato”; aparentemente, não estavam ativos e quase nunca apareciam. Kiara era a quem mais suspeitava: Sempre sentia o ar ao seu redor trazer uma energia maligna, por algum motivo... Acreditava ser algum tipo de premonição; algo iria acontecer, mesmo tendo conseguido com êxito resgatar, desta vez, Pepper: Ele até poderia ser rápido, mas Vinícius e Ruth conseguiram dar um jeito de trazer ele de volta da escuridão de Uragi. Ele até poderia ajudar... Se assim como Ruth, ao retornar a sã consciência, não conseguisse lembrar-se nem da metade das coisas que andou fazendo. Apesar de disso, quis ajudar como pôde, servindo a eles como um ótimo espião. Cada retorno dele traziam detalhes cruciais para grupo: Os seus inimigos agora vivia recolhendo vários materiais nas minas: Desde pedras e ferro até os mais variados tipos de joias, com certeza para alguma construção.

- Tem certeza que não se lembra de nada a mais, Pepper? – Implorava Kiara, na esperança do arqueiro ter mais alguma informação.

- Eu... Eu realmente não me lembro de mais nada: Apenas de recolher esses materiais para uma construção, acho que um templo ou coisa assim! – Ele respirou fundo, tentando se tranquilizar. Assim como os rapazes do grupo, ele também era um tanto estressado, só não demonstrava isso exatamente em público: Sempre tentava manter a face calma.

- Acho que não cheguei a pegar o fio dessa meada não, viu? – Ironizou Ruth.

- Não, ele disse isso há pouco tempo! – Ele deu um riso baixo e continuou – Mas eu só quero lembrar! Só quero lembrar algo, mas não sei o qu--... Lembrei-- Ah, isso é inútil! – Pepper pausou por um instante, após um breve êxito de uma vaga lembrança.

- Lembrou-se do que? Qualquer coisa é útil! – Disse Kiara, excitando-se também.

- Apenas uma frase que ele falou. Nada demais.

- “Qualquer coisa é útil!” – Repetiu Ruth, virando os olhos para o rapaz.

O arqueiro suspirou e repetiu as palavras da criatura (tentando imitar a voz dele):

- “Pelo visto, o maior poder para eu voltar a minha antiga forma é de quando a luz é ofuscada pelas trevas!”

As duas meninas pausaram refletindo sobre aquilo: Obviamente, ele tentaria achar o que tem de mais poderoso do elemento Luz para tentar mudar o elemento... Por quê? Ao que parece, deixava-o mais forte. Mas o que poderia ser uma das maiores fontes de energia pura? Teleitos? Não era possível: A aquela altura, ela já deveria estar destroçada pelo desabamento da caverna (Além de que havia energia das Trevas junto com a da Luz dentro dela). Enquanto pensava, Ruth se virou até Kiara e tentou avisá-la:

- Kiara... É melhor tomar cuidado...

A menina se virou, já entendendo o que a pirata quis dizer, mas desacreditando:

-... O que você está insinuando?

-... Que você é a próxima na lista deles... ?

- Se não bastassem invadir as minas da minha cidade, “apaputaquepariu”! – Vy gritou e xingou, assustando todos.

- Filho da puta! – Pepper xingou de volta, enraivecido, já com o arco e a flecha prontos para atirar devido ao susto.

- Pois bem! – Ruth bateu palmas chamando atenção e voltou ao rumo da conversa. – Vamos ficar de olho em qualquer movimento estranho dos dois malucos!

- Mas eles sempre fazem movimentos estranhos: Eles com certeza sabem que nós vamos segui-los sempre que entrarem em ação! – Disse Pepper, querendo alertar.

Todos no local fizeram um breve silêncio, pensando em como dar um jeito para que não caiam em outra emboscada. Ao que parecia, ainda continuariam de olho neles, mas agora, com mais cautela e sempre indo juntos, para precaver e contar vantagem. Kiara se sentia ociosa, mesmo com as conclusões tiradas pelo grupo (que naquele exato momento, só trocavam olhares, sempre pensando junto, como se estivessem usando telepatia): Se ela seria a próxima, já era de se sentir medo.

- Com certeza eles querem que a gente vá lá dentro investigar o que é; mas se não for o que... Estamos pensando... Eles podem conseguir o que querem! – Tentou contestar Kiara.

- Como assim? – Perguntou Ruth.

- Eu sou só uma mera humana: Com certeza, pode haver outros alvos além de mim!

- Tá... Uma humana com orelhas e rabo de gato! “Miau!” – Ironizou Pepper, com um sorriso safado.

- Ah-ha-ha, engraçadinho! – Riu irônica Kiara, em troca.

- Pepper... Você não se lembra daquela benção que você aprendeu no seu antigo clã? Aquela que aumentava temporariamente a velocidade do grupo aliado... – Vinícius perguntou.

-... Na verdade, lembro; aquela que só podia ser conjurada por arqueiros?

- Sim!

Depois daquela resposta, os planos voltaram a fluir no grupo: Com aquela benção de conjuração rápida, caso fossem encurralados, poderiam escapar com mais facilidade (Embora, Kiara ainda continuasse sendo aquela que conjurava as principais bênçãos: Apesar da nova classe, algumas habilidades não foram bloqueadas pelas novas (Porque em Ossíria, geralmente quando alguém evoluí, algumas habilidades tem de ser “Trancadas” para que possam ser adquiridas as novas)). Eles planejavam apenas inspecionar o local e ver alguma maneira de como pará-los (no que pese, com Sybria ao lado de Soul, ela podia ter criado um labirinto no local ou até planejado prendê-los com uma avalanche dentro da caverna) e depois voltar para desenvolverem mais planos.

***

Eles já sabiam as mais variadas entradas para o local onde Soul e seus aliados se encontravam (Cinco, no total, postas estrategicamente longe do povo ou de outros vilarejos). E entre tantas, escolheram uma em Xaia, já que era a mais próxima da cidade natal da Kiara, ela estaria mais forte perto das fronteiras e poderia ajudar o grupo com suas magias de cura caso precisassem. Ao que entram na mina, ela está aparentemente abandonada, como já estava outrora, mas chegando as profundidades da caverna, a luz já se tornara pouca ao ponto de Vy ter que iluminar o caminho com uma chama. Enquanto andavam, se deparam com uma dúvida: Uma bifurcação. Logo pensaram no clássico: Provavelmente ou uma delas seria sem saída ou uma delas teria uma armadilha para prender eles. Kiara, pensando em como saber qual é o correto, pensou em um básico: Lançou uma bola de energia em um corredor e no outro e esperou para ver qual a bola seguia direto ou ativaria uma armadilha ou coisa do gênero. Ao ver que ambas as bolas passaram direto, sem demonstrar que ambos eram seguros, o grupo ficou em uma dúvida maior.

- Nessas horas, eles querem que com certeza, nos separemos para achar o caminho certo! – Disse Pepper.

- Claro: Assim seria fácil pegar a gente! – Concordou Ruth.

- Só um instante: Vou ir rapidinho ali e já volto. – Disse peper, ironizando a situação.

Quase que imediatamente após ter dito aquilo, tomou um impulso tão forte para dentro da bifurcação direita que a poeira fez os outros tossir por um instante. Segundos depois, sentiram um forte tremor no local que, logo em seguida, veio Pepper às pressas e depois, houve um desabamento da entrada da caverna onde ele estava. Ele olhou a bifurcação soterrada pelas pedras e disse, sorrindo de alívio:

- Esse era o caminho errado!

- Pois bem, então o certo era o esquerdo mesmo! – Kiara sorriu de volta.

***

As coisas começaram a se tornar repetitivas por ali: Quase todo momento, eles encontravam alguma bifurcação e Pepper os ajudava a achar o (aparente) caminho correto; caso ele ficasse preso lá por algum descuido, era a vez de Vinícius ajudar a tirá-lo dali, com a sua força bruta. A aquela altura, Kiara já reclamava que estavam se aprofundando demais nas cavernas e tirava o que havia dito antes sobre ver o grupo rival, mas agora Vy queria levar até o fim: Por algum motivo, sua raiva pelo cavaleiro Soul pareceu ter retornado, já que ambos nunca se deram bem e ele agora, mais do que ela, suspeitava das ações dele (e, além disso, Kiara reclamava do erro que cometeram anteriormente em terem se aprofundado nas cavernas). Pouco a pouco, Pepper e Ruth também começaram a mudar de opinião; ambos porque já estava sendo repetitivo os caminhos e achavam que haviam se perdido em um tipo de labirinto e estavam andando em círculos, pois já fazia horas que estavam lá: Achavam até outras próprias cavernas que haviam inspecionado antes (E Pepper, que não era o de perder tempo, sempre marcava os locais onde o grupo passava, mesmo que depois não precisassem). Vinícius já estava quase concordando com os outros, quando viram um novo corredor: Esse era feito com tijolos e decorado com vigas romanas e correntes maciças de ferro, com várias tochas com um fogo púrpuro acessas.

-... Medonho... – Comentou Kiara.

- Parece até que estavam esperando a gente. – Completou Ruth.

Ao que Vy enxerga aquele corredor, pôde ver o final dela; parecia ser um enorme salão com uma espécie de “Altar” (NDA: Na verdade, é um poço. Sabe aquele poço da fase do Gaul do “The Legend of Spyro: The Eternal Night”? Pois é: Seria mais ou menos aquilo) arredondado no centro dela, enfeitado com “Dentes” nas pontas e teto,preso pelas correntes, todas as joias que eles haviam enfeitiçado e coletado todo aquele tempo, formando uma espécie de “cúpula”, além de algumas que saíam no centro apontando para o “altar”, formando um macabro candelabro. Logo ele repensou nas suas atitudes: Aquele lugar realmente parecia ter sido preparado para como se algo ou alguém estivesse vindo para ali. A vontade dele era ir ali olhar melhor (ou até mandar alguém olhar), mas eles poderiam estar lá, na espreita.

-... Quer que eu vá olhar lá rapidinho? – Pepper riu baixinho.

- Pepper... Chega dessas piadas idiotas, porque a situação é séria! – Disse Ruth com a mão no rosto, envergonhada.

- A Ruth está certa, e é melhor nem olhar a situação ai dentro... – Respondeu Kiara, pausando para começar a andar para trás com medo. – Vai que eles estão esperando que a gente só entre ai dentro... Para “Dar o bote”...

Ela continuou se afastando, até que, com tanto nervosismo, tropeçou no próprio rabo e acabou caindo de costas. Ao abrir os olhos para levantar-se, ela desejou jamais ter entrado ali: Soul estava olhando exatamente ela caída, como se esperasse ali mesmo há muito tempo que ela caísse exatamente entre suas pernas.

- Não precisam entrar se querem falar com a gente! – Ele disse com um sorriso cínico, olhando fixamente para os olhos da maga, que já suava de nervosismo com a situação.

Os outros rapidamente se armaram ao ouvir a voz de Soul. Pepper se manteve atrás da dupla, vigiando para caso alguém viesse por trás.

- Surpresa? – Soul continuou e, com um estranho movimento das mãos, o grupo estava dentro daquele salão.

- Sabia que era péssima ideia vir aqui, mas eu tinha que ser curiosa! – Chorou Kiara, ao mesmo tempo com raiva de si mesma.

- A curiosidade matou o gato! Sabia disso, Kiara? – A voz de Sybria ecoou pela sala, seguido de um riso.

Após aquilo, já era definitivo: Eles estavam presos ali, mas Pepper e Ruth ainda tentaram uma fuga temida para uma das saídas, mas todas se fecharam ao mesmo tempo: Sybria havia batido os pés no chão, fazendo com que rápidas avalanches cobrissem as entradas de pedras, revestidas com uma poderosa magia negra. Eles logo se reagruparam, mas acabaram sendo encurralados dentro do salão, mantendo posição de ataque com os outros até que ambas as entradas do salão se fecharam com fortes portas de aço e ferro revestidas pela mesma energia maligna, e veio então o tão esperado ataque: De um salão tão grande, surgiram do chão um grupo de cinco quimeras (Sim, quimeras: As originais que tem cauda de cobra, cabeça de leão e etc.). Logo o grupo se dividiu para derrotar os monstros: Kiara e Ruth se juntaram e cercaram duas quimeras: A pirata tentava atirar para cima de uma, enquanto Kiara soltava raios para matar a outra, mas vendo que os animais eram mais fortes do que pareciam, se olharam por um instante e viram que não tinham alternativas além de encurralarem elas. Assim que fizeram isso, avisaram a Pepper da mesma ideia, que ajudou encurralando outras duas com Vinícius (Com muita dificuldade, pois as flechas não pareciam surtir um efeito aparente, mas conseguiram). Quando as quatro já estavam no chão, depois de uma série de tiros e magias para erradicarem elas (Todas em mútuo conjunto para conseguirem tal façanha), Pepper falou, se tocando:

- A quinta parece que fugiu enquanto cuidávamos das outras!

- Fugiu? Por que raios ela fugiria? – Estranharam ao mesmo tempo Ruth e Vy.

Kiara estava perto de Pepper quando sentiu algo lhe agarrando pelas costas, quando viu as patas da quimera lhe dando um “abraço mortal”.

- Para isso! – A criatura disse com uma voz distorcida.

Ela pareceu dar um deforme sorriso, até que ela foi se transformando, revelando que era Sybria disfarçada naquela forma. Naquele mesmo momento também, desceu um feixe de luz sombria sobre o poço no centro do salão.

- Sybria! Você está louca? — Gritou Kiara se debatendo.

Os outros não poderiam nem ao menos reagir: Sybria estava usando a maga como escudo humano e se revidassem, eles poderiam bater nela.

- Tarde demais, pessoal: Até que a curiosidade às vezes vale a pena, né Kiara? – A dançarina riu.

E naquele momento, Sybria fez um movimento que imobilizou Kiara a jogou para dentro do poço com a luz podendo iluminar completamente seu corpo. Era possível ouvir o grito do susto dela ecoando pelo poço (Com o pânico e a falta de tempo para reagir, não era de se admirar que ela não saísse voando), cuja luz ficou cada vez mais forte no local, chegando a cegar quem estava ali. Em poucos segundos, a voz da Kiara foi desaparecendo, até que o som de pedras e tijolos sendo arrancados com a força daquela “luz energética” sugando-a para dentro. Sybria, antes mesmo de tudo aquilo acontecer, já havia desaparecido.

- Merda de novo não! – Berrou Vy, se afastando com as mãos nos olhos.

- Kiara! – Gritou Ruth, nas esperanças da amiga (em vão) retornar.

Assim que, por um instante, tudo pareceu ter “pausado”, Pepper instintivamente gritou, avisando aos amigos:

- Vai explodir!

Dito e feito: Uma forte explosão aconteceu na frente de todos, que foram arremessados para fora daquelas galerias subterrâneas com brutalidade, caindo todos no chão formando buracos.

***

Minutos depois de tudo acontecer, o primeiro a reagir do grupo foi Vinícius: Ele levantou-se com o corpo completamente dolorido, sentido cada um deles estalarem voltando aos seus lugares. Quando ele finalmente abriu os olhos para ver os estragos ocorridos, enxergou uma cratera a quilômetros de onde estava, exalando o mesmo feixe de luz, mas desta vez havia uma cena de destruição no local, como se algo ou alguma coisa tivesse saído descontroladamente dali, destruindo o que houvesse em seu caminho.

- Não...

Notas finais
Como eu nunca acho que os capítulos ficão bons o suficiente, não achei que esse foi dos meus melhores, mas isso dependerá de você, leitor, se a leitura por acaso chamou a sua atenção! :)