Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? Faz um longo tempo em que não apareço por aqui, não é? Mas vamos ao que interessa, o capítulo. Espero que gostem! Boa leitura!

POV- Annabeth

Começava a anoitecer o que fez com que eu torcesse o nariz, o tempo estava passando rápido demais. Alguns bichos se escondiam ao ouvir meus passos contra o chão, a pouca luz vinda do céu e as folhagens das árvores deixavam tudo mais complicado de enxergar. Um cheiro de fumaça tomou conta de meu nariz e isso fez com que eu apertasse minhas mãos, me aproximando mais silenciosamente.

Meus olhos passaram por todo o terreno a minha frente, o barulho do rio correndo correnteza abaixo escondia de qualquer um que não estivesse prestando atenção meus passos na grama úmida pela proximidade da água corrente e os galhos espalhados.

Estava sozinha, o que também facilitava. Percy tinha ficado no reino a meu pedido, junto com o exército, para tentar convencer os homens a lutarem ao lado do Di Ângelo, principalmente por eu não querer usar a força física para o fazer, sem falar que eu conhecia como a palma da minha mão aquele lado da floresta, andar por ela sem ter que me preocupar com guiar ninguém fazia as coisas se tornarem bem mais rápidas e aumentava minhas chances de encontrar Nico.

As árvores se tornavam cada vez menos agrupadas de acordo com que o rio se aproximava, a grama verde aos poucos era substituída por uma areia amarelada. Me escondi atrás de uma árvore olhando o campo aberto.

O rio se movimentava de uma maneira estranha que fez com que eu me abaixasse, pude ver a coleção de cadáveres, um ao lado do outro, todos do lado de Zeus do rio, os corpos molhados pareciam brilhar mesmo no prefácio da noite. Mas meus olhos não ficaram muito tempo nos mortos, logo eles pararam no homem sentado encostado tranquilamente em uma pedra que não deveria estar ali, sua blusa estava pendurada em um varal improvisado para secar, o fogo a sua frente estalava baixo e fritava alguns peixes mortos.

— Vai ficar aí escondida, ou vai se juntar e comer comigo? — a voz de Jason cortou o som do rio, ele não olhava em minha direção, mas era óbvio que ele se referia a mim.

Sai da escuridão, aparecendo em seu campo de visão.

— O que houve com seus homens? — indaguei, me aproximando.

Ele deu de ombros.

— Foram mortos, como pode ver — apontou para os soldados.

— Por quem? — questionei levantando uma sobrancelha, agora conseguia o ver claramente, ele tinha algumas marcas de choque elétrico, os mesmos que Nico ficava quando se aproximava demais da namoradinha.

Jason olhou para o peitoral exposto, notando meu olhar ali.

— Não, não foi minha irmã, nem o Di Ângelo — respondeu dando de ombros — ela os deixou inconsciente, eu fiz o resto.

— Espera que eu acredite nisso? — questionei parando a sua frente, a fogueira os separando.

O Grace riu e deu de ombros.

— Não importo com o que você acha ou não Annabeth, se quiser acreditar que eu matei ou que o seu rei o fez, não me importa eu tenho outras coisas com que me preocupar.

Me sentei no chão, pegando um pedaço do peixe e levando aos lábios, sentindo o gosto e aprovando.

— Por que, Jason Grace, mataria seus soldados? — questionei curiosa, supondo que ele falasse a verdade.

— Por que, Annabeth Chase, está sozinha sem um exército em uma guerra? — ele indagou com um sorriso divertido.

Revirei os olhos, dando de ombros, meu corpo pendeu para trás e eu apoie-o em meus cotovelos, olhando o céu agora completamente escuro tendo a fogueira como fonte de luz naquela floresta.

— O que vai fazer agora? Seu pai não vai te deixar de castigo ou algo do tipo? — impliquei, olhando-o de lado o vendo rir.

Não obtive resposta, também não retornei a falar. O silêncio tomou conta do ambiente e eu tentei me concentrar no crepitar do fogo e no rio correndo, algumas vezes a água levantava e cuspia um peixe, que o príncipe arrumava para cozinha-lo, não tendo problemas em dividir seu alimento comigo.

O cheiro dos cadáveres começou a me incomodar, fazendo com que meu sono fosse embora junto com a fome, uma ânsia subindo pelo meu estômago e garganta. Me levantei batendo a mão na calça suspirando.

— Me vou — comentei indo em direção ao outro lado.

O rio se abriu em um espaço grande o suficiente para que eu atravessasse sem me molhar. Olhei-o por cima do ombro com o cenho franzido e ele deu de ombros, ele parecia não prestar atenção em mim, mas era evidente que ele sabia exatamente o que estava acontecendo.

Molhei os lábios estranhando completamente a atitude do Grace. Em todo o momento no castelo, enquanto essa guerra ainda não tinha se desenrolado ele parecia tão determinado, tão feroz, como uma criança sedenta por diversão, a diferença era que ele queria guerra e ser sempre superior.

Atravessei o rio, chegando ao outro lado sem nenhum problema, suspirando e me arrependendo disso, já que o odor dos mortos invadiu meu nariz com o ato. Não era como se não estivesse acostumada com aquele cheiro, tanto pelos cadáveres quando tinha que ajudar a alimentar os dragões, quanto quando eu voltava para as vilas que eu e Nico destruíamos, reajustando tudo que precisava, limpávamos a chacina que tínhamos feito, normalmente deixando uma cidade fantasma para trás, mas não me fazia gostar e não sentir ânsia sempre que ficava muito próxima dos mortos.

— Então... você vai me guiar até o castelo do seu pai e me ajudar a passar pelas armadilhas ou vai ficar ai sentado morrendo sufocado e provavelmente envenenado por conta dos cadáveres? — questionei me virando para o Grace que riu, levantando uma sobrancelha em surpresa e me encarando.

— Vai confiar em mim? — ele questionou e eu dei de ombros.

— Você está sozinho, qualquer coisa eu te mato e sigo em frente e você vai com certeza me poupar trabalho de tentar descobrir o caminho sozinha — respondi, poderia muito bem habitar os céus e chegar ao castelo talvez até antes que Nico, mas além de ser idiotice, eu sentia que ter aquele homem ao meu lado me traria algumas vantagens, eu precisava de vantagens.

Jason olhou o céu escuro e assentiu, se levantando e atravessando o rio, deixando para trás a fogueira e a comida assando, não se importando, provavelmente os outros soldados de Zeus se fossem investigar veriam que é um acampamento típico dos Grace e acharia que eles morreram e não tiveram tempo de terminar a refeição.

Ele vestiu a blusa ainda úmida e logo estava ao meu lado, indicando o caminho que deveríamos seguir.

Notas finais
O que acharam? Bom, não é fato que eu sempre estou trazendo coisas fora do Nyah! e Spirit como conteúdo extra, então eu criei um site aonde vocês podem conhecer um pouquinho de cada projeto e além disso eu gostaria que olhassem o Instagram, pois o tenho usado muito como ferramenta de socialização com vocês e lá tem uma enquete nos destaques que eu adoraria que vocês respondessem. Links: Insta: https://www.instagram.com/inspiracao_nerd/ Site: https://semideusadorock84.webnode.com/ Grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/semideusadorockfanfic/ YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4mUN1cGsKrRfcDTwvsDEFg Skoob: https://www.skoob.com.br/usuario/5220220 Spotify: https://open.spotify.com/user/94ck7efcjv1xnjqvruesb7t9c?si=3vh9lPOYQRuFlimdN4c4KA Pinterest: https://br.pinterest.com/semideusadorock/ Beijos e até!