Notas iniciais
Hey cerejinhas, tudo bem? O capítulo deveria ter saído ontem, mas como falei no Instagram a internet não quis conectar no meu pc então não consegui postar, mas aqui está! Boa leitura!

POV- Thalia

Estava anoitecendo mais rápido do que devia, claro considerando que minha mente estava em pânico e assim que o sol sumisse completamente do céu a gente iria voltar a caminhar, a última das distâncias percorridas até chegar no castelo de meu pai.

Eu olhava por uma fresta de uma janela, meus braços abraçando meu próprio corpo, ouvindo ao fundo eles repassando o plano e o que exatamente cada um teria que fazer quando chegasse lá dentro, afinal não teríamos tempo a perder.

— Você vai, Thalia? — foi Jason que perguntou, fazendo com que eu olhasse para os três sentado em circulo no chão entorno de um mapa feito de sal.

Àquela altura todos sabiam da minha conversa com Nico, e agora eu precisava decidir o que eu faria da minha vida. Ir significava enfrentar uma batalha contra meu próprio pai, arrancar não apenas a vida dele, mas a coroa e seu reino e assumir a responsabilidade por tal.

Ir embora poderia significar diversas coisas. Ir para o chalé e esperar Nico voltar, seguir minha vida com ele torcendo para que ele ganhasse a batalha, torcendo que fosse vitorioso, ou quem sabe sair sozinha, explorar o mundo inteiro a minha volta, sem me preocupar com um trono, ou quem sabe com o que os outros iriam pensar, apenas viver a minha vida.

Olhei novamente o tom alaranjado do por do sol batendo contra a grama alta, um boi descontraído se alimentando sem se preocupar com nada, sem saber de nada.

— É, eu vou sim — disse por fim, me voltando a ele.

Eu não poderia ignorar tudo que eu sabia, não poderia abrir mão de qualquer coisa que eu tinha conquistado, mesmo que em grande parte do tempo eu estivesse sendo empurrada, sendo levada a fazer coisas, concordando eu tinha chego ali, naquele momento pois escolhi concordar, escolhi sobreviver, escolhi lutar e eu não iria abrir mão daquilo agora, eu poderia não ser uma grande rainha, poderia até mesmo perder essa batalha e ter o meu fim pelas mãos do meu pai, mas eu iria continuar batalhando para viver, fosse como fosse, eu iria fazer o certo.

— Pois bem, lembra da sua parte? — Jason questionou enquanto eu me aproximava.

Assenti, sorrindo de canto, eu não tinha uma tarefa muito difícil.

Mesmo assim revisamos tudo novamente, apenas para garantir e para termos certeza de que não estávamos desperdiçando o nosso último dia e nossas últimas horas livres antes do ataque.

Aquela noite estava gelada, o clima era bem diferente de como era no lado de Nico. Ali tudo era muito úmido, claramente tinha-se o efeito dos poderes do Rei que ali comanda. O clima facilmente caía e apesar de não termos pego nenhuma chuva desde que começamos a jornada, era fácil encontrar poças d’água espalhadas pela floresta, ou até mesmo de lama.

Mesmo a alguns quilômetros de distância era possível ouvir o rio correndo com brutalidade, a correnteza fazendo com que as águas mornas batessem contra pedras com força, quase como se estivessem com raiva, a noite que era mais silenciosa, era possível ouvir os grilos e apenas alguns vagalumes iluminavam o céu coberto por nuvens densas que escondiam as luas e as estrelas, fazendo a noite ser apenas uma imensidão negra e perigosa, sem vida.

Era parte da quinta hora que estávamos andando, naquele momento provavelmente começaríamos a procurar por mais uma cabana para nos alimentar e adormecer, esperar para que as pessoas voltassem para dentro da segurança de suas casas e garantir a segurança das nossas, mas naquele dia significava que o nosso destino se aproximava.

Para confirmar, a voz de Jason soou baixa, como um sussurro, mas não existia nenhum barulho, nem mesmo os animais agora davam ao ar de suas graças, então mesmo com o tom extremamente sútil, todos conseguiram ouvir o anúncio:

— Estamos chegando!

Engoli em seco, sentindo o suor das minhas mãos. Um raio tamborilou no céu, clareando a noite por alguns segundos, antes de tudo voltar ao normal.

Uma tranquilidade bateu em meu peito ao sentir a mão de Nico acariciar minhas costas. Ele sabia que era eu, mesmo eu não tendo a certeza disso. Aquilo me fez lembrar a primeira vez em que nos beijamos, parecia que tinha sido a séculos atrás.

O encarei, deixando que na minha mente voltasse a cena. Eu estava tão assustada, em pânico, tanto da altura caindo repentinamente, quanto depois, quando o tapa atingiu meu rosto, firme, preciso e irritado, ele iria me matar, a ideia me apavorou, eu estava me esforçando tanto e mesmo sem nunca ter tido um momento feliz realmente para que eu quisesse viver, eu ainda queria continuar a respirar, a lutar pela minha liberdade, eu sentia que tinha tanto a fazer, mesmo não tendo ideia de como iria se encadear.

A guerra ainda não era nem uma possibilidade, nem para mim, nem para Nico. Sua atitude simples, pois ele também queria sobreviver, os raios batendo com força contra o chão e eu nem ao menos tinha me tocado quando ele afirmou que nos mataria se eu continuasse tendo um ataque, a realidade de que eu poderia talvez ter feito algo, que eu teria uma chance de lutar não me veio a mente mesmo com aquela afirmativa, eu apenas o obedeci, fiquei quieta, envergonhada demais com o beijo recebido, meu corpo ajoelhado no chão de uma carruagem e ainda o medo de que se eu fizesse algo de errado ele se irritaria e poderia me matar.

Meus olhos foram a uma caverna. Não parecia nada demais, eram apenas algumas roxas empilhadas, uma entrada bruta e não muito funda até a pedra que fechava. Mas sabendo o que sabia e realmente parando para perceber dava para notar que aquelas rochas não pertenciam a floresta.

Nenhum indicio rochoso anteriormente poderia explicar aquela pilha aleatória ali, era a entrada. Jason colocou as mãos para dentro da caverna que batia um pouco abaixo de seu peitoral, tirando a rocha que dava fim da caverna.

Ela caiu sem muitas dificuldades, revelando um buraco profundo no chão escondido, apesar da profundidade ele não era muito largo, deveria ter um pouco menos de um metro, que faria com que Jason e Nico tivessem que se encolher um pouco para adentrarem, uma escada de madeira podre pelo tempo em que estava montada ali, ligava o fundo impossível de distinguir o que tinha ali e o início da caverna.

— Vamos lá! Chegou a hora! — Jason declarou, assentindo para nós quatro e adentrando na frente, não se preocupando em usar a escada, pulando simplesmente.

Notas finais
- O que acharam? Acompanhem os links a seguir: Insta: https://www.instagram.com/inspiracao_nerd/ Site: https://semideusadorock84.webnode.com/ Grupo do facebook: https://www.facebook.com/groups/semideusadorockfanfic/ YouTube: https://www.youtube.com/channel/UC4mUN1cGsKrRfcDTwvsDEFg Skoob: https://www.skoob.com.br/usuario/5220220 Spotify: https://open.spotify.com/user/94ck7efcjv1xnjqvruesb7t9c?si=3vh9lPOYQRuFlimdN4c4KA Pinterest: https://br.pinterest.com/semideusadorock/ Veja o meu mais novo trailer: https://www.youtube.com/watch?v=MUys7YAENNs Beijos e até!