Ele é iqualzinho ao Fred

1 Ele é iqualzinho ao Fred


Notas iniciais
-A história é sobre Fred II e os sentimentos de seu pai George, ela não remete a caracterização original dos personagens. —Pós Hogwarts, sem nenhuma relação com Cursed Child. —Sem tolerância com plágios inteiros ou parciais.

Quando Fred II nasceu, em uma manhã de domingo, a família Weasley foi presenteada por mais um membro importante da fámilia, uma pequena criança que estava destinada a honrar e trazer luz para as pessoas ao redor, principalmente George, seu pai.

Após um parto demorado e arriscado, o bebê veio ao mundo com alguns fios de cabelos castanhos claros e ondulados, pele parda e olhos esverdeados, logo foi considerado, por sua mãe e seu pai, um verdadeiro milagre.

Aos primeiros anos de vida foi moldando sua personalidade, demonstrou ser um espírito brincalhão e divertido, que não chorava tanto quanto as outras crianças e gostava de dar gostosas gargalhadas.

Também demonstrou ser inteligente e curioso, gostava de brincar com todas as coisas e também de fazer seus próprios brinquedos, amava testar coisas novas e fazer pegadinhas.

Mas também era mandão e bastante crítico, e tinha a irritante mania de contar piadas nas horas erradas e quebar regras.

Seus melhores amigos eram Hugo, filho do irmão de George, e Lorcan Scamander, mas especialmente Hugo, o que fez seu pai ficar feliz pois confiava bastante no sobrinho.

Hugo era bastante introvertido, mas mudava completamente na companhia de Fred, eles eram a dupla perfeita, completavam a fala um do outro e viviam fazendo pegadinhas, era difícil para George não se lembrar dele e seu irmão Gêmeo Fred quando mais novos, era como estar assistindo seu passado acontecer.

Para desgosto de seu pais, George e Angelina, ele odiava voar, tinha pavor de altura e, assim como seu melhor amigo e primo Hugo, tinha o sonho de tirar carteira de motorista.

Ele alegrava a atmosfera de todos ao seu redor, e realmente fazia jus ao nome que tinha.

Em uma certa tarde, em que George estava jogando xadrez com o irmão, Ron, o pequeno garoto chegou em casa após a escola trouxa, tremendo, com um papel na mão.

-O que foi meu filho?
-Eu… levei uma detenção. — Ele estendeu a carta ao pai, que a leu silenciosamente.
-Há, é só isso? Relaxa filho, isso não é nada. — ele disse com naturalidade.- Na sua época eu era bem pior, só não deixe que sua mãe descubra.

Fred olhava do pai para o tio sem acreditar que não iria ficar de castigo.

—Você tem sorte garoto. — disse Ron, tentando não rir. — se fosse Hermione aqui você iria ficar duas horas escutando bronca.
-Ufa, bom, se é só isso então, eu vou apron… digo, brincar, eu vou brincar.- ele disse se virando para ir ao jardim quando a voz do pai lhe chamou a atenção.
-Ele é iqualzinho ao Fred.- ele diz para Ron.
-Como? Eu sou iqual a mim mesmo?- o garoto perguntou confuso e os dois homens riram.
-Não filho, esqueça, vai brincar…
O menino olhou desconfiado mas mesmo assim foi correndo para aproveitar seus últimos anos de infância enguanto George tinha um brilho triste nos olhos.

A verdade é que ele achava que o filho não estava pronto para saber ainda dos fatos tristes que tornam a vida inperfeita e nem das marcas deixadas pela guera.

Ele não queria ter visto seu irmão gêmeo espelhado em seu filho, ele não conseguia se lembrar dos momentos felizes sem se lembrar da morte de seu irmão, ele não queria esquecer uma parte de si mesmo e nem queria deixar esse sentimento guardado no fundo da sua alma.

Ele nunca havia se acostumado com a idéia de seu gêmeo morto, seu parceiro... agia como se tudo fosse uma cruel pegadinha, como sempre havia sido. Como se ele estivesse vivo, mas ele estava morto, e era isso que George não consiguia entender.

Mas George já não sentia mais a dor, somente a saudade. Era feliz com seu Fred. Não com um segundo Fred, mas sim com seu Fred, seu filho, único e amado.

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