Notas iniciais
Bom dia, boa tarde ou boa noite.
História baseada em meu serviço... Mas não existe um Brian Kang para eu admirar... Bubu
Boa leitura.

Park Jaehyung nada mais era do que o operador de caixa de um mercado mediano, em uma cidade mediana e tudo o que lhe animava no serviço, bom... Era olhar as pessoas — seus clientes — e puxar conversa com alguns.

Ele era um menino falador e todos os clientes sempre o elogiavam, não importando o tipo de cliente. O rapaz era elogiado pelos seus clientes e até mesmo pelo seus superiores e isso o motivava a continuar com essa personalidade sempre aberta.

Mas, havia somente um cliente com quem Jaehyung não conseguia conversar. Era um rapaz bonito, com um sotaque americano e muitas das vezes, agia como um americano completo. A barreira do idioma não era o problema, o problema era que ele sorria de uma forma diferente... E essa forma diferente fazia Jae perder o folego e o coração a palpitar cada vez mais forte e mais rápido. Houve momentos que Jae jurou sentir ondas de formigamento na ponta dos dedos quando o rapaz, moreno e de sorriso bonito, lhe tocou naquele local ao pegar o troco... A vontade que teve era que o contato não fosse cortado que o próximo cliente não chegasse... Mas ali era um mercado e esse rapaz, era apenas um cliente.

Jae sofria com duas coisas: A primeira era de ansiedade, pois contava as horas e os minutos para ver esse rapaz e também sofria horrores ao pensar que o rapaz não sentia a mesma coisa, pois Jae era apenas um garoto magrela e de cabelo descolorido, com um óculos quase sempre colado em seu rosto... Ou sendo, era totalmente sem graça e nenhuma pessoa bonita perderia seu tempo o olhando pela primeira vez, imagina uma segunda...

Certo dia, o rapaz fora ao seu local de serviço muito mais cedo do que o esperado, pois Jae havia recém sentado e ali brotava aquela pessoa que o fazia se sentir estranho e inferior. Um crachá pendurado no pescoço dele e o nome "Kang Young Hyun" escrito, juntamento com a palavra de "subnome" com Brian. Não havia foto, mas tinha certeza de que aquele nome era o dele, pois qual motivo teria para usar o crachá de outra pessoa? Novamente, Jae se sentiu inferior ao olhar seu carcha e não conter nada de interessante, nem mesmo sua foto, que seu óculos havia ficado com o flash e muito claro, totalmente vergonhoso. Fechava os olhos e o atendia normalmente — ou o normal como sempre o antedia, a voz sumindo aos poucos — e ao se despedir do cliente e agradecer a preferencia, ele lhe lançava aquele sorriso e um "até mais tarde".

Eram 20:30 da noite e Jae já estava ansioso para sua saída, mas tudo o que lhe mantinha ali ainda era o "até mais tarde" do rapaz de sorriso bonito e ao o ver entrar pela porta, cumprimentar um fiscal e um segurança, sentia seu coração falhar ao ver uma moça o seguir pelos corredores e vez ou outra, o puxava pela manga do casaco e o beijava e quando jurava que Kang viraria em sua direção para lhe olhar, deixava seu rosto pender para o teclado numérico, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo.

"Jae, coloque a placa, apague as luzes. Vamos te fechar..." Seu gerente lhe dizia, mas tudo o que conseguia ouvir era a risada da moça ecoando por seus ouvidos.

O que ele poderia fazer se era um menino magro e sem graça, não recebendo um salário tão alto e nem sendo tão atraente? Nada. Não poderia fazer nada. A moça era bonita, parecendo uma idol de alguma empresa, e combinava perfeitamente com Kang.

Mas o que o Jae não sabia era que todas as vezes que os lábios da moça tocavam o de Kang, ele o olhava e desejava que fossem os lábios daquele simples operador de caixa que nunca lhe sorriu, nem mesmo uma vez.

Notas finais
Se conter algum erro, por favor, me avisem.
Mereço comentários?
Até breve.
Ciao, ciao.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!