Notas iniciais
Olá pessoal! Viu só como eu sou uma autora boazinha? Capítulo novo bem rapidinho e vocês e os reviews que tanto amo... tcs tcs Queria agradecer a Angelique, a Suh a Cami e a Sheilinha pelo carinho nos reviews que tem deixado e aos anons da vida obrigado também. Aqui vai mais um capítulo. Não vou prometer terminar no outro porque ainda tem alguns pontos para fechar, mas eu acredito que não vai demorar muito para acabar (chora). AAAHH sdds dos lemons? É eu também então ENJOY

– Saga eles vão chegar daqui a pouco.

– Ainda temos tempo raio de sol – Saga murmurou enquanto beijava o pescoço alvo do companheiro, fazendo arrepiar a pele macia e Shaka fechar os olhos soltando um gemido baixo.

As mãos de Saga também estavam ocupadas, passeando por baixo da bata fina de linho que o louro mais novo usava percorrendo o corpo de Shaka massageando e apertando com firmeza a carne tenra. Excitando a ambos e destruindo o pouco autocontrole do indiano.

– Raio de sol é a puta q...

– Shiu! Vem fazer outra coisa com essa boquinha suja vem. – Saga virou Shaka em seus braços e tomou os lábios vermelhos nos seus num beijo intenso e qualquer outro pensamento que não fosse arrancar as roupas de Saga sumiu da mente do indiano.

Depois daquelas semanas de tensão, ambos estavam finalmente felizes e aliviados que Hyoga estava bem e voltando para casa recuperado. Shaka estava mais apreensivo por que teve de voltar antes do irmão acordar e tudo que pensava agora era em vê-lo... Quer dizer, não naquele momento.

Saga o empurrou de leve na cama e permaneceu em pé o fitando com aqueles olhos verdes brilhantes de excitação, as mãos no cinto tirando a peça com os olhos cravados no corpo alvo desnudo sobre os lençóis claros. Shaka retribuía o olhar em expectativa pelo que o amante faria, conhecia aquele olhar predador.

– Que tal uma brincadeira raio de sol?

– O que você pretende? – Shaka se apoiou nos cotovelos e ficou apreciando a vista do corpo perfeito de Saga enquanto ele se despia.

– Não sei... Talvez isto – e ele esticou a gravada que acabava de tirar entre as mãos e a pôs nas mãos do indiano para em seguida erguer um champanhe do balde de gelo ao lado da cama. Shaka arqueou uma sobrancelha perfeita para ele – E isto – um bule fumegante num carrinho ao lado que o indiano nem percebeu.

– Pensei que íamos transar amor.

– Nós vamos raio...

– Não vamos não se você me chamar mais uma vez de raio de sol. – cortou Shaka contrariado, empinando o narizinho com um ar arrogante. Saga riu e se inclinou sobre o marido o beijando, em seguida encheu duas taças de champanhe entregando uma delas ao louro.

Brindaram e enquanto Shaka apreciava sua bebida gelada Saga tomou a sua num gole longo para em seguida roubar um cubo de gelo do balde. O indiano olhou o outro com curiosidade enquanto Saga brincava com o gelo na boca carnuda e então o movimentava tranquilamente pela língua ainda com os olhos cravados no louro menor. Ao ver que Shaka terminava a bebida o moreno tirou a taça de suas mãos e se inclinou sobre ele beijando os lábios delicadamente e o contato com aqueles lábios gelados fez Shaka estremecer e Saga sorrir satisfeito. Então mais um cubo de gelo foi brincar nos lábios do grego enquanto as mãos massageavam o pênis de Shaka que se deitou na cama e gemeu deliciado pela caricia.

O gemido foi ainda maior quando o indiano sentiu aqueles lábios gelados entrarem em contato com seu falo e Saga passou a língua por toda a extensão para então abocanhá-lo. A boca fria sugou com vigor fazendo o indiano arquejar e se inclinar ainda mais para estreitar o contato, Saga segurou as coxas grossas no lugar para que o marido ficasse a sua mercê. Continuando com os movimentos de vai e vem no falo do amante e Shaka já gemia enlouquecido pela felação intensa.

– Mas... – Shaka abriu os olhos quando sentiu que o marido parou e o viu junto ao carrinho, com a chaleira fumegante. Saga depositou o que parecia ser chá numa xicara e tomou devagar, deixando que a bebida quente permanecesse na boca por um tempo torturante para louro – Sa! Volta aqui – choramingou.

– Já vou raio de sol. – Saga se inclinou outra vez e sem esperar que o outro protestasse tomou o falo na boca outra vez e dessa vez Shaka não conseguiu conter o grito. Agora era quente, o calor já natural daquela cavidade aveludada que envolvia seu falo estava multiplicado pelo chá e o contraste do quente e frio foi demais para o controle do louro.

Saga exultou ao sentir a entrega do indiano, excitar Shaka era o seu afrodisíaco porque nada mais o excitava do que ter seu amor tão entregue as suas caricias. O gozo veio forte e intenso na boca de Saga que sugou até a última gota e Shaka segurou os cabelos negros entre os dedos longos em um agarre selvagem enquanto mordia os lábios para abafar o quase grito de triunfo. Dez anos e ainda sim sempre parecia como da primeira vez em que eles se entregavam um ao outro. Sem esperar que Shaka se recuperasse Saga se encaixou entre as pernas do indiano e enquanto tomava os lábios num beijo o penetrava com os dedos preparando-o para si.

Shaka não quis esperar, invertendo as posições ele sentou sobre o quadril de Saga e libertou o marido da cueca boxer vinho e pegou o lubrificante debaixo do travesseiro e o lubrificou, posicionando-se sobre o falo apoiado no abdômen de Saga que segurava seus quadris com força para controlar a descida. O desejo era intenso, mas ele nunca machucaria Shaka. O indiano desceu sobre o falo devagar de olhos apertados e com o lábio inferior entre os dentes, mas ele não parou até se sentir totalmente preenchido pelo marido. Um sorriso exultante brotou em seus lábios.

– Eu amo você – murmurou entre o beijo que compartilharam Saga largou os lábios de Shaka para morder a curva do queixo, o pescoço alvo os dedos estimulavam os mamilos tudo para fazer o prazer ainda maior.

– Eu amo você – Saga respondeu e Shaka começou a se mover no inicio devagar, com Saga cadenciando os movimentos do quadril estreito até que a urgência e o desejo crescessem e exigissem mais velocidade e intensidade.

Saga deitou o indiano na cama e as estocadas começaram a ficar mais fortes e rápidas, os dedos marcando a pele alva e levantando o quadril para que o grego atingisse fundo no amante que gemia cada vez mais difícil. Logo o ofego e o barulho dos quadris se chocando era tudo que se ouvia no quarto até que com um grunhido selvagem Saga se derramou dentro de Shaka e o indiano experimentava pela segunda vez a nevoa de prazer sublime, se derramando entre os corpos. O grego se deixou cair exausto e satisfeito sobre o amante e Shaka o acolheu em seus braços mesmo que parecesse não ter forças para nada mais.

– Meu deus como é que eu vou sair daqui agora – disse ofegante ainda de olhos fechados.

– Vamos tomar um banho. – Saga se ergueu um pouco e deslizou o dedo pelo rosto bem feito do indiano – Prometo que será só um banho.

– Você tem cada ideia Saga – Shaka riu um pouco embaraçado – De onde tira essas coisas?

– O Shura é bem criativo sabe – explicou Saga indo para o banheiro e Shaka se recostou na cama para logo em seguida sentar nela de um pulo.

– Como assim o Shura é criativo Saga?! Eu não acredito que você fica falando das nossas intimidades para o Shura!

– E você acha que o papo de cara casado é sobre o que raio de sol? Mas ele guarda segredo relaxa... – ele só colocou a cabeça para fora do banheiro, piscando matreiro para o louro indiano – A gente é amigo relaxa. Se o consola, o Shura uma vez me contou que o Aiolos usou uma roupa de látex para realizar uma fantasia deles.

– Buda me guarde! – Shaka cobriu o rosto com as mãos pensando que seria difícil não imaginar o amigo sagitariano usando um macacão de látex quando o visse depois daquilo.

***

Hyoga e a família chegaram ao amanhecer e ao descer no aeroporto internacional de Atenas e sentir os primeiros raios de sol tocar sua pele o russo se sentiu revigorado. Era como se ele finalmente tivesse voltado para casa. No saguão do aeroporto o esperavam Shun e Aiolia, Afrodite e Carlo seu namorado italiano e esquentadinho, Kannon e Hilda, Aiolos e Shura e finalmente Shaka e Saga. Além de Amaia e Dionísio.

– Eu nem sou tão famoso assim para ter um fã clube de recepção. – disse com um sorriso emocionado enquanto era abraçado pelo irmão mais velho que tinha lagrimas nos olhos – Ah Shaka não chora, eu estou bem. – sussurrou no ouvido do irmão e o apertou forte – Estou bem de verdade agora.

– Eu rezei tanto – murmurou Shaka em um tom doído – Ah buda! Vá abraçar seus amigos eles estavam com saudades também.

Shun e Afrodite se acercaram do lourinho enquanto Kamus recebia um abraço de conforto do irmão e dos amigos. Ikky e Milo também receberam seus abraços e logo era uma festa calorosa como só aqueles gregos podiam fazer para confortar os Bertrand depois de mais aquela prova difícil. Ahalya sentia-se confortada que aquela família houvesse acolhido seus filhos em seu seio com todo amor e carinho.

– Venha minha amiga – Amaia segurou Ahalya pelos ombros carinhosamente – Você pode finalmente descansar com seu filho em casa.

– Obrigado Amaia – Ahalya envolveu a cintura da japonesa afetuosamente – Obrigado pelos seus filhos maravilhosos também. Ninguém seria melhor para cuidar do meu anjo do que o seu leão Ikky Amamiya.

– Eu sempre soube que isso ia acabar em casamento. – Amaia balançou a cabeça rindo – Aquela implicância toda não era por nada.

Ambas as mães olharam para as crias que riam e conversavam com os amigos numa felicidade há muito esquecida, as mulheres se recordaram daquele mesmo grupo, ainda meninos pequenos e inocentes se divertindo como se divertiam agora. Os sorrisos eram os mesmos e aquilo aqueceu o coração de Amaia e Ahalya com a certeza de que seus filhos cresceram e eram felizes como toda mãe espera que sejam.

– Vamos para casa! Lá tem um farto café da manhã – Dionísio gritou entre a balbúrdia dos rapazes e todos comemoraram seguindo para a saída do aeroporto.

Todos foram direto para a casa dos Amamiya aproveitar da mesa farta com iguarias de muitas nacionalidades como era de praxe daquela enorme família. Kamus e Shaka mesmo depois de muito tempo entre aqueles gregos barulhentos ainda se sentiam incomodados com toda aquela farra tentavam não enlouquecer em meio ao falatório, mas agradeciam ao fato de ninguém comentar sobre Henry e as consequências da briga. Falavam amenidades, caçoavam Kannon agora recém-noivo, falavam sobre a faculdade e a carreira ascendente de Kamus como modelo. Hyoga escutava tudo e comentava animado e ria como há muito tempo não fazia, realmente feliz por estar ali. Estar em casa.

***

– Eles querem uma entrevista exclusiva com ele para que Hyoga dê a própria versão do que aconteceu. Já falei com alguns repórteres e pessoas de alguns programas que conheço, acho bom que ele fale alguma coisa a respeito para calar a enxurrada de chorume que estamos vendo na mídia – Valentine pousou a xícara de chay sobre a mesa de centro – Ahalya esse chay é divino! Quase me sinto na Índia se não fosse todo esse glamour em volta. – ele fez um gesto amplo pela sala bem decorada da casa dos Bertrand.

– Eu poderia acompanha-lo se você não...

– Sem essa inglês! Se o Hyoga for eu vou com ele. – Ikky cortou Radamanthys que trocou olhares divertidos com Valentine e Kamus. O psicólogo fora no fim da tarde visitar Hyoga com Valentine e ambos comentavam sobre a pressão da mídia em cima do escândalo do suicídio – E ele não precisa dar satisfações a ninguém, nem precisa mais lidar com essa gente se não quiser. Ele é maior de idade agora, pode usar a fortuna que tem do jeito que achar melhor e o Hyoga gosta de pintar, esculpir... E tem talento, pode viver muito bem disso.

– Ele tem talento para argumentar não é mesmo? – Hyoga disse aos outros – Não me admira que esteja cheio de trabalho! Ikky nasceu para ser advogado sabe, uma vocação nata – o louro acariciou a nuca do namorado num gesto doce – Mas mesmo que Ikky esteja coberto de razão eu também acho importante falar a respeito, porque quem não me conhece e não sabe da historia toda deve estar imaginando um monte de coisas e eu não quero que pensem que eu sou um desiquilibrado que vai atentar contra a própria vida sempre que se sentir deprimido – Hyoga estalou a língua, Shaka afagou sua mão e Ikky apertou o braço sobre os seus ombros – As coisas são diferentes agora e por causa disso acho que devo começar esclarecendo tudo.

– Não se preocupe Hyoga eu cuidei de tudo, inclusive já tenho algo marcado com a Marin Price, vocês conhecem o programa dela não conhecem?

– Milo adora aquele programa Valentine.

– Mas quem não gosta Kamuy? A Marin é uma diva, muito culta e linda e além de tudo o programa dela é conceitual – Milo respondeu – O mundo inteiro admira aquela mulher! E duvido que tenha alguém melhor para conversar com você garoto, porque a Marin é uma pessoa maravilhosa.

– Milo tem razão Marin é sensível e não é invasiva, ela saberá conduzir uma conversa com você e não vai julgá-lo – Radamanthys interveio – É uma boa escolha.

– Até você Rada assiste Marin Price?! – Hyoga gargalhou – Eu sempre soube que você tinha esse lado sensível e aí vocês dois quando vão assumir que estão juntos?

– O que, vo...

– Acho que só vocês acreditavam que estavam disfarçando bem – Shaka revirou os olhos – É muito reconfortante saber que você não está mais disponível Wyvern.

– Shaka e sua eterna rixa comigo. – o louro inglês riu de lado – Com medo de perder para mim Barbie arrogante?

– Vai sonhando juiz do submundo de quinta. – rebateu Shaka com o mesmo desdém.

– Garotas guardem as garras – Kamus suspirou e se levantou – Se vocês me dão licença vou me retirar porque preciso muito dormir doze horas seguidas! Estou exausto!

– Vem meu amor, vou fazer uma massagem em você – Milo foi atrás de Kamus que saiu em direção às escadas.

– Ouviu não é seu grego ninfomaníaco o Kamuy precisa dormir! – gritou Hyoga escada acima e recebeu o dedo do meio em riste de Milo – Então você vai marcar com a Marin Valentine?

– Marcarei e aviso você, prometo que vai ser antes de eu ir para Londres – olhou para Radamanthys que ficou sem graça e desviou o olhar – Alguém me convidou para conhecer os pais, acho que agora posso me considerar um homem sério!

– Eu espero porque se magoar o meu amigo eu mato você. – avisou Hyoga abraçando o fotografo e amigo. Radamanthys se levantou para se despedir e abraçou o louro menor com carinho – E você my dear que bom que está se dando essa chance!

– Valentine é muito persistente – Radamanthys segurou o queixo do outro entre os dedos – E você my dear agora leve a sério sua terceira chance!

– Dessa vez é pra valer Rada – Hyoga assentiu – Não se preocupe.

Valentine e Radamanthys se despediram e se foram, Shaka foi procurar Ahalya para se despedir e Ikky também se levantou para ir embora.

– Você não quer mesmo ficar? – Hyoga o enlaçou pelo pescoço lhe concedendo um beijo.

– Adoraria, mas eu preciso resolver muitas coisas e passar a noite com você vai me fazer querer ficar na cama o dia inteiro também – Ikky enredou os dedos pelas mechas louras da nuca e afundou o nariz na curva do pescoço aspirando aquele cheiro refrescante do seu louro – Eu tenho planos para nós, mas no fim de semana. Só nos dois, uma cabana e o mar o que acha?

– Deliciosos planos – murmurou Hyoga de olhos fechados – Não vejo a hora de ter você em mim amor.

Ikky se afastou olhando o louro com uma sobrancelha arqueada.

– Mudou de ideia?

– Mudei de perspectiva – Hyoga lhe concedeu um sorriso doce – Quando você estiver pronto, eu o terei, mas enquanto isso o que importa é nós estarmos juntos. Agora vai ser diferente frango! Eu sei que você me ama e eu amo você.

– Eu também amo você louro. – Ikky distribuiu beijinhos pela face do adolescente fazendo-o rir – Até amanhã pato, tente descansar.

– Tchau frango até amanhã.

Ikky foi para casa e encontrou o pai na cozinha cortando alguns legumes, foi à geladeira pegar um copo de agua e sentou no balcão ao lado dele.

– Sua mãe me deixou de castigo hoje cuidando do jantar enquanto ela está com Ahalya fofocando. – Dionísio soltou uma de suas risadas características – E então como está o moleque?

– Bem aparentemente. – Ikky deu de ombros – Eu preciso tomar um banho e dar alguns telefonemas, volto para ajudar você.

Ikky subiu as escadas correndo e desceu em seguida com um envelope nas mãos.

– O que significa isso? – mostrou para o pai os documentos dentro de escritura e um cheque que estavam dentro.

– Pode considerar seu presente de casamento. – Ikky olhou o pai incrédulo e aspirou o ar desnorteado alguns segundos – Aproveite que o Henry chegará à cidade na segunda feira e fale com ele. Henry Bertrand pode ter seus defeitos, mas ainda é pai do garoto e já que você o ama de verdade não vai ficar enrolando para casar com ele não é Ikky?

– Mas eu... Nós ainda nem...

– Ikky você sabe que agora é o próximo passo e que tudo que aquele menino precisa é de segurança. Você não o ama o suficiente para casar com ele?

– Eu queria pelo menos ter o meu escritório antes pai. – explicou o mais jovem reticente – Queria não depender do dinheiro que o Vladmir deixou para o Hyoga! Se eu conseguir estruturar minha carreira como já estou fazendo, nós nem vamos mexer naquele maldito dinheiro.

– Então há dinheiro aí suficiente para que você comece a realizar esse objetivo. – Dionísio largou os legumes e fitou o filho – Essa escritura é de um dos prédios comerciais que adquiri no centro da cidade, é um bom local onde poderá montar seu escritório lá e dividi-lo com Shiryu. Não era isso que sempre quis? Os planos não mudaram, só muda o fato de que agora você tem uma pessoa. Kannon vai casar, Amaia decidiu – ele segredou para o filho – Sim ela decidiu porque aquela japonesa não é nada fácil de lidar, Amaia decidiu que vamos comprar a casa dos Weston que está a venda para ele e a noiva, ela não confia em Kannon e Hilda morando sozinhos e longe de nós. Sua mãe parece mais uma mãe grega com todo esse cuidado de ter os filhos debaixo de suas asas. Foi assim com Saga, está sendo com Kannon e porque seria diferente com você Ikky?

– Eu só queria tentar por mim mesmo.

– Não seja bobo, somos seus pais porque não ajudaríamos você?! – Dionísio passou o braço sobre os ombros do filho – Principalmente porque não quero que Henry falando que meu filho não é digno de casar com o seu príncipe da Sibéria! Eles têm uma família do cão, não quero que tenham motivos para vir importunar você e Hyoga.

– Eles que tentem! – Ikky estreitou os olhos

– NÃO AIOLIA VAI EMBORA DAQUI NÃO QUERO MAIS VER VOCÊ! – Shun passou correndo feito um foguete subindo as escadas com o leonino no seu encalço Dionísio trocou um olhar intrigado com o filho do meio que deu de ombros.

Aiolia parou na porta da cozinha e fitou sem jeito os homens que ali estavam coçando a cabeça demonstrando desconforto.

– O que você fez dessa vez?

– Nada eu juro!

– Ele não estaria assim a troco de nada – Dionísio limpou as mãos no guardanapo e foi atrás do filho não sem antes lançar um olhar de advertência para o leonino mais jovem que engoliu em seco.

Subiu as escadas lentamente e foi bater na porta do caçula.

– Anjo o que houve?

– Pai me deixa ficar sozinho. – resmungou o pequeno lá de dentro.

– Abra Shun! – Dionísio bateu na porta causando um estrondo, não era conhecido por sua paciência e logo o menor veio abrir a porta para o pai – Assim é melhor meu doce, o que está acontecendo?

– O Aiolia é um idiota!

– Isso eu sei, agora me conte a novidade Shun. – Dionísio entrou no quarto e foi sentar na cama do filho com o pequeno indo se sentar no chão com a cabeça nos seus joelhos – Agora me conte o porquê de todo esse escândalo? Você está tão dramático quando sua mãe?

– Ela diz que o dramático é você.

– Bobagem – o grego acariciou as madeixas castanhas do filho – Vamos lá Shun fale de uma vez.

– Ah pai essa não é uma conversa que eu possa ter com você. – o menino corou sem graça – Bem eu acho que não.

– Hum – Dionísio coçou o queixo antevendo o que viria dali. Tentava muito ser aberto a diálogos com os filhos, Shun por sinal tinha uma relação tão boa com o pai que os irmãos não possuíam. Eles eram amigos e além de pai e filho e Dionísio adorava seu pequeno doce, que mimava mais do que os filhos mais velhos – Pode não ser confortável para um velho como eu mais vou tentar ouvi-lo.

– É melhor não. – Shun riu sapeca olhando para o pai com aqueles imensos olhos verdes divertidos – Basta saber que aquele leonino idiota está testando minha paciência e nós estamos dando um tempo! Quem sabe se ele ficar sem sexo por um tempo ele resolva tirar essa ideia absurda da cabeça...

– Ficar sem... O que menino?! Que ideia?!

– Nada pai! – Shun se levantou de repente assustado por ter falado demais para o pai – Vamos jantar eu estou faminto!

E saiu do quarto quase correndo. Dionísio ergueu as mãos para o céu num gesto teatral de aflição por não conseguir entender seu pequeno e temperamental filho caçula. Quando chegou à cozinha Shun estava lá com Ikky rindo até as lagrimas e Aiolia e indignado.

– Mas o que está acontecendo aqui?!

– Agora eu quero ver! – Ikky ainda gargalhava – Isso aí Shun, mostra quem é que manda de verdade. Eu sempre soube Aiolia que você não era de nada.

– Dionísio eu preciso de uma ajuda aqui. – ele se virou para o mais velho – Coloque algum juízo na cabeça do seu filho! Ele quer me deixar sem sexo!

– Ei você não pode falar essas coisas para o meu pai! – ralhou Shun corando, pensando que fora uma má ideia fazer a proposta para o namorado e brigar com ele em casa na frente do pai.

– Eu quero ver o que seu pai vai dizer dessas suas ideias absurdas. – Aiolia rebateu e Dionísio já estava perdendo a sua preciosa e parca paciência.

– FALEM DE UMA VEZ!

– O Shun não quer casar! – Aiolia gritou e Shun enterrou o rosto nas mãos. “Puta merda!” pensou desesperado.

– Menino que historia é essa?

– Ah pai claro que eu não vou casar eu tenho dezoito anos eu preciso aproveitar a vida né? – Shun revirou os olhos – Tem tanta coisa que eu quero fazer ainda porque casar assim tão novo?

– Quer aproveitar o que Shun eu posso saber?! Que coisas que você quer aproveitar que não me envolvem? – Aiolia indagou irritado e desconfiado – Se a gente casar não vai fazer nenhuma diferença você sabe disso!

– Vai fazer toda a diferença sim e se de repente eu quiser sei lá viajar por aí sozinho e curtir um pouco...

– MAS SHUN! – gritaram Dionísio e Aiolia ao mesmo tempo e Ikky começou a rir outra vez.

– É verdade! E Ikky droga pare de rir! – Shun bateu no irmão – Eu quero ver você rir quando o Hyoga descobrir que você quer casar com ele! Vai jogar você pela janela estou até vendo.

Ikky parou subitamente de rir ao imaginar qual seria a reação do russo e pela cara do filho Dionísio previa muitos problemas. O grego suspirou e pensou que filhos eram uma incógnita tão grande quanto a vida fora da terra.

– Chega dessa confusão! Shun vá para o seu quarto e só saia de lá quando eu chamar para o jantar – Shun ia abrir a boca para falar e Dionísio o cortou – Sim você está de castigo!

– Mas por quê?

– POR QUE EU QUERO AGORA SUBA JÁ! – Dionísio se virou para Aiolia que o olhava estupefato – E você trate de ir fazer alguma coisa decente e me mostrar que você tem condições de casar com o meu filho antes de começar a querer a pensar nisso! Mal saiu das fraudas e quer casar! – e voltou para os seus legumes resmungando pragas na sua língua materna.

– É isso aí Aiolia vai cuidar da sua vida, primeiro para depois casar com o meu irmão – Ikky foi ajudar o pai – Mas espera só eu contar para a turma sobre essa historia – e voltou a rir – Kannon vai amar saber que o Shun controla você pela juba leão!

– Vai à merda Ikky! – e Aiolia foi embora.

– Espero que você se divirta assim quando falar ao pequeno furacão que vocês vão casar.

– Ah pai, não vamos precipitar as coisas.

– Amaia também me deu um trabalho enorme na hora de casar. Tive um trabalho enorme para convencê-la e ao que parece Shun herdou toda a sua teimosia. Mas as coisas são diferentes agora e meu doce quer liberdade, deixe que ele aproveite a vida antes de casar.

– Ah então o Shun pode ficar livre e solto e eu tenho que casar? – bufou Ikky desgostoso – E o amor de pai por igual onde está?

– Eu só acho que...

– Eu não estou mais com fome – Ikky largou o que estava fazendo – Vou tomar um banho e ver o meu louro.

O mais jovem saiu da cozinha pisando duro e Dionísio suspirou cansado.

– Quando os filhos param de dar trabalho? Quando descobrimos o que eles realmente querem Zeus?

– Nunca. – Amaia entrava pela porta da cozinha e ouviu os lamentos do esposo. Foi até ele o abraçando pela cintura – O que houve dessa vez?

– Seus filhos dona Amaia! São tão teimosos quanto você. – Dionísio rodeou o corpo mignon da esposa lhe dando um beijo delicado nos lábios de coração – Sabia que Shun e Ikky não querem casar?

– Eu avisei Dionísio.

– Mas esses jovens... – balançou a cabeça pesaroso – Não tem juízo!

– Você tinha na idade deles meu amor?

– Nenhum pouco – riu o grego e beijou a esposa mais uma vez – Por isso você casou comigo.