Notas iniciais
Pois é o caps ficou enorme e acabou virando dois rsrsrs Um pouquinho de MiloxKamus e uma pequena amostra do furacão Hyoga na vida do Ikky Ah, avisos: Linguagem imprópria e cenas hot. Se não gostar é melhor não ler (mas vai perder a diversão) Enjoy

Kamus realmente não era de festas e estar ali acabou se mostrando um esforço extremo da sua parte, mas o que não faria por Hyoga? Ele queria se divertir e só tinha o Shun como amigo, Shaka era casado agora e não podia sair com ele como Kamus, que era solteiro, podia certo? No restaurante foi tudo muito bom e divertido, é sempre interessante juntar a turma para conversar e falar sobre os velhos tempos, principalmente agora que a maioria estava praticamente adulta.

O problema era justamente essa parte eternamente adolescente. Kannon, Ikky e principalmente Milo.

Já não bastava ele ser uma tentação pelo simples fato de existir, não ele tinha que estar estonteante aquela noite e com aquele sorriso cheio de promessas. Tentava resistir a Milo há tanto tempo que já nem lembrava quando não existia Milo, parecia que sua vida começou naquele dia em que aquele garoto louro de sorriso fácil o convidou para jogar bola depois de o irmãozinho atrapalhar a brincadeira deles.

Quando era adolescente ele passou um período viajando, agradando o pai e se especializando em tudo que ele queria para aplacar a decepção de Henry com Hyoga. Era a ele, Kamus, que Henry sempre confessava que tinha esperanças que os filhos nunca o decepcionassem. Mesmo que agora estivesse magoado com o pai por causa de Shaka e Hyoga, ele ainda achava que tinha esse dever ou que pelo menos ele não decepcionaria o pai a troco de nada.

Por que para Milo, Kamus não passava de um fruto proibido que fosse divertido desejar e tentar certo? Kamus achava que estava absolutamente certo e Milo nunca fez nada que o fizesse pensar o contrário com todos os seus jogos de sedução e desfile de amantes e a reputação de garanhão da faculdade. Para os pais de Milo, conformados com o destino de seus lindos varões também gostarem de outros varões, o fato do filho mais velho ser um garanhão era algum orgulho. Talvez ele acabasse escolhendo uma boa moça para casar no fim das contas.

Ele e Milo tinham idades aproximadas, Kamus era mais velho apenas três anos embora em maturidade fosse bem mais. Shaka uma vez lhe dissera que era justamente esse jeito aberto e moleque do grego que conquistava as pessoas, Kamus não era diferente. Talvez essa fosse a exata resposta: eles eram extremos opostos, por isso se atraiam facilmente.

Agora ele estava ali, no meio daquela boate, em meio àquela musica ensurdecedora, pensando em tudo isso enquanto Milo desfilava aquele corpo bronzeado e belo dentro de uma calça justa jeans e uma camisa polo azul da cor dos seus olhos, dançando na pista com o seu irmãozinho que não aprecia tão irmãozinho assim olhando atentamente. Hyoga crescera e se tornava um homem bonito, ainda que os traços adolescentes estivessem no rosto de anjo e naqueles olhos de céu, como os de Shaka. Kamus pensou que os dois irmãos eram muito bonitos, chamavam a atenção enquanto ele era apenas comum e não entendia porque Milo insistia em conquista-lo. Talvez porque ele fora o único a dizer “não”.

Mesmo querendo dizer sim.

– Por que não vai lá dançar um pouco com ele? – Ikky se aproximou com a sua cerveja e apontou para Milo que dançava com Hyoga e Shun – Seu irmão vai acabar passando a perna em você.

– É você sabe – Aiolia e Kannon se aproximaram também – O Milo não costuma deixar passar e logo aquele lourinho...

– Ele é meu irmão! – Kamus seu um tapa na cabeça de Aiolia – Mais respeito!

– Pimenta nos olhos dos outros... – parafraseou Kannon – O que você vai fazer se o Milo traçar o Hyoga hein Kamus? Vai apelar para o meu bom senso e tentar conversar antes de querer quebrar a cara dele?

– O Milo não teria coragem – disse entredentes – Ele sabe que se encostar no Hyoga...

– Ah então espera. – Aiolia riu e os quatro olharam para a pista de dança nesse momento e Hyoga enlaçou Milo pelo pescoço estavam muito próximos agora – RÁ! Vai lá apelar para o “bom senso” dele então.

– Acho que você devia ir lá Kamus. – instigou Ikky olhando a cena com certa irritação também, mesmo que não entendesse porque estava irritado. Talvez porque se sentisse solidário a Kamus – antes que... Você sabe.

Kamus não faria uma cena, era muito educado para tal, mas ainda sim seu sangue ferveu ao ver como Milo parecia tão “solicito e afável” com Hyoga e o rapaz aceitando suas investidas! “Meu irmão!” ele não perdoa nem o meu irmão!

Foi até a pista e interrompeu a dança tocando no ombro de Hyoga e falando um pouco alto por causa da musica

– Hyoga nós temos que ir, eu preciso trabalhar amanhã. – disse, mas os olhos castanhos estavam fixos em Milo que o fitava divertido.

– Eu não quero ir embora agora Kamus! – Kamus fez sinal para eles saírem da pista e irem para onde os amigos estavam, foi o que fizeram – Eu posso ficar mais um pouco, vou embora com Milo!

– Nem pensar! – Kamus quase gritou. Olhando feio para Milo que ria de tudo ali ao lado, achando tudo muito engraçado – Nós vamos embora agora, eu não vou deixar você com o pervertido do Milo.

– Pervertido eu?

– Claro que é? Pervertidos que dão em cima de garotos de dezessete anos embriagados! Sabia que você poderia ser preso? Ele é um adolescente eu poderia também indiciá-lo por atentado violento ao pudor pelo jeito que estava dançando com ele... – as palavras começaram a jorrar de Kamus em meio à irritação que ele nem se deu conta. Hyoga olhou para o irmão chocado então Milo revirou os olhos e afastou o adolescente pegando Kamus pelos ombros, fazendo-o olhar para ele.

– Ah Kamus cala a boca e me beija! – e sem esperar consentimento do outro e sem se importar com os outros em volta ele tomou os lábios delicados do ruivo para si.

Aiolia pegou Shun e voltou para a pista de dança, Kannon e Ikky foram para o bar com Hyoga e os dois pombinhos ficaram sozinhos alheios a tudo perdidos nos lábios um do outro até que a falta de ar trouxe a Kamus um resquício de sanidade.

– O... Que... – balbuciou ofegante olhando incrédulo para Milo – Por que...

– Vem comigo que eu quero te mostrar a minha tatuagem e hoje você não escapa! – Milo como sempre (Kamus achava inclusive que Milo e Hyoga eram dois furacões em forma de gente) saiu arrastando o francês com ele sem se preocupar em avisar os outros.

– O... Meu ir...

– Fica tranquilo que eu pedi para o Ikky tomar conta dele – Milo se virou para Kamus, o olhar brilhando – O Ikky não vai bulinar ele, acho mais fácil o Hyoga fazer isso com o Ikky. Acho que o ingênuo dos dois é você Kamuy.

Kamus deixou-se ser arrastado pelo louro tentando não pensar demais, afinal o Milo só queria mostrar a tatuagem e não haveria nenhuma má intenção ali haveria?

***

Na boate enquanto Shun e Aiolia sumiram para um local mais aconchegante e Kannon estava no lounge aos beijos com uma morena que ele acabara de conhecer, Ikky observava Hyoga dançar na pista e se perguntava se não havia um modo de “desligar” a bateria do rapaz. Ele até tentou acompanhar o ritmo dele, mas se cansou e agora apenas observava um pouco de longe ele dançando no meio da pista ao som das batidas incessantes e de algumas pessoas que ele conversava ora ou outra, parecia atrair pessoas como a luz atrai mariposas.

Viu duas meninas no bar mais adiante olharem para ele e retribuiu com um gesto de levantar a garrafa que tinha nas mãos, como um brinde. A loura, sempre as louras, sorriu para ele. Havia feito a sua conquista da noite e quando se preparava para dar o bote com o seu melhor sorriso resolveu dar uma última olhada no moleque na pista, prometera a Milo que cuidaria do moleque para que Kamus fosse com ele. Os planos mirabolantes de Milo!

Então a cena que se descortinou a sua frente não foi exatamente o que esperava e apesar de chocado, ele não conseguiu tirar os olhos dela, esquecendo até mesmo a loura estonteante que lhe jogava charme do bar.

Hyoga dançava na pista, havia tirado a camisa e o dorso musculoso brilhava de suor sob as luzes multicoloridas da boate, os olhos fechados e a franja loura grudada no rosto, o resto do cabelo balançando de lá pra cá pelo movimento da cabeça que acompanhava a batida frenética da música. Ikky engoliu em seco, tomando o resto da cerveja para aliviar a secura súbita da boca e então em seguida sentiu seu sangue ferver.

Um cara se aproximou de Hyoga e começou a dançar junto do rapaz, se insinuando para o lourinho que sorriu e permitiu que o outro se aproximasse, então logo estavam os dois muito próximos, o cara com o braço em volta da cintura do louro de forma possessiva e rude e Hyoga ria achando a impetuosidade do outro divertida.

– E aí gostosinho, que tal a gente sair daqui e se divertir ainda mais? – falou o moreno no ouvido louro – Meu nome é Jim.

– Pois é Jim. – Hyoga se afastou um pouco do cara – Mas acho que não quero ir embora ainda.

– Ah vai! – Jim puxou o adolescente contra o seu corpo outra vez – Vai me dizer que não quer foder gostoso agora!

– Eu já disse que não. – Hyoga se afastou outra vez e quando Jim estava prestes a puxá-lo de volta uma mão segurou seu braço antes que ele alcançasse Hyoga.

– É isso aí chapa, o moleque disse não! – falou firme encarando o outro com hostilidade. Jim se soltou da mão de Ikky com um safanão.

– Aí não devia deixar sua “putinha” desacompanhada – o moreno falou com escarnio – Pode levar um belo par de chifres amigo!

– ora seu...

– Putinha é a sua mãe! – e antes que Ikky fizesse qualquer coisa Hyoga já tinha partido pra cima do outro moreno acertando um soco em cheio no queixo e o outro cara bamboleou para trás, mas Hyoga avançou de novo chutando o outro que Ikky teve que segurar o rapaz para não continuar. E logo uma confusão dos diabos se instalou na pista acabando com eles dois sendo expulsos da boate pelos seguranças junto com o outro brigão.

– Eu vou quebrar a sua cara seu moleque!

– Vem eu quero ver!

– Hyoga já chega! – Ikky segurou o garoto pelos ombros e saiu arrastando ele até o carro, sem se importar com o esperneio do outro.

– Por que você se meteu? – Hyoga levantou o queixo petulante para Ikky, os olhos meio baços e o moreno percebeu que ele estava muito bêbado, apesar de ainda falar perfeitamente.

– Por que eu não ia deixar aquele cara te dar uma surra pato estúpido! – pegou o rosto do garoto entre os dedos estalando a língua de forma desaprovadora – O Kamus vai me matar quando ver essa sua cara roxa.

– Foda-se o Kamus! Aquele babaca me chamou de putinha! Só por que eu não quis ir com ele?! – ele se desvencilhou de Ikky mais uma vez e gritou – Seu babaca volta aqui que eu vou te mostrar quem é a putinha!

Ikky ria apesar de tudo, imaginando como seria inenarrável poder zoar o louro pelo resto da vida por conta daquela noite. Mas agora ele precisava levar aquele encrenqueiro dali antes que criasse mais confusão. Colocou o adolescente no carro e depois foi para o banco do motorista, ligando para o irmão.

– Kan eu tô indo embora! – disse quando o outro atendeu – O Hyoga fez uma confusão dos diabos aí dentro, fomos expulsos ele levou uns socos... Cara onde você tá?!

– Meu ocupado irmãozinho – Kannon riu sacana pelo telefone –Não leve o garoto para a casa do Shaka, você vai ouvir um sermão de um mês se chegar lá com o Hyoga bêbado e machucado para lá.

– E o que eu vou fazer com ele Kannon?!

Leve-o pra casa Ikky! É só jogar ele lá no quarto do Shun, ele foi dormir no Aiolia hoje – um gemido suspeito escapou pelo telefone e Ikky – Agora Tchau! Se vira Ikky e reclame com o Milo amanhã sobre o trabalho extra. – e Kannon desligou, Ikky bufou olhando o garoto meio adormecido ao seu lado no carro.

– Eu podia estar transando agora! – resmungou desgostoso.

***

– Shiu! Cala boca pato! – sussurrou Ikky irritado enquanto subia as escadas de casa apoiando Hyoga que ria baixinho de alguma coisa que ele mesmo contava, mas o moreno não tinha entendido uma grama! No meio do caminho o lourinho acordou e começou a falar e se animar de novo, Ikky quase deu um sossega leão nele outra vez para contê-lo.

– Ikky porque e estou na sua casa? – Hyoga olhou em volta pelos olhos semicerrados e um sorriso malicioso brotou nos lábios do adolescente – Ikky você ficou com ciúmes do grandão lá na boate por isso foi me socorrer? Ah Amamiya era só ter dito desde o começo!

E antes que o moreno respondesse aquelas perguntas que ele considerou quase insanas, Hyoga se desvencilhou do corpo dele com uma agilidade e segurança que ele achou que o garoto não tinha e o segurou pela gola da camisa, em seguida o imprensando entre si mesmo e a parede. Ikky ficou tão chocado que ficou sem reação e aproveitando a passividade do moreno Hyoga tomou os lábios carnudos nos seus num beijo meio desajeitado, mas ainda sim intenso e a mente do japonês ficou em branco diante do ato.

Sentiu a macies da boquinha carnuda na sua e sentiu o sangue correr mais rápido inexplicavelmente, o corpo agindo por um instinto que ele nem sabia que tinha. Puxou o russo mais para junto de si colando os corpos e Hyoga riu entre o beijo, puxando o lábio inferior de Ikky com os dentes, voltando a atacar a boca do moreno com fome. O beijo continuou assim, quente e alucinante até que as mãos estavam em todos os lugares e Ikky não queria mais saber de nada, nem que era Hyoga ali, um homem.

– Puta merda! – falou baixinho quando sentiu a mão pálida e pequena abrir espaço entre o zíper aberto que ele nem percebeu abrir e massagear o membro já duro ainda sob a cueca. Hyoga riu sacana e mordendo o queixo e em seguida a pele do pescoço do moreno se ajoelhou na escada mesmo e mordeu e lambeu o membro teso sob o tecido, Ikky bateu a cabeça na parede, a boca aberta em busca de mais ar.

– Ikky é você meu filho?

Ikky segurou Hyoga pelos ombros e o empurrou tão forte, tomado como estava pelo susto que o garoto bateu as costas no outro lado da escada, Ikky olhando para cima desesperado enquanto compunha as roupas outra vez e o russo apenas ria baixinho mordendo o lábio ainda sentado nos degraus.

– Ah...É mãe... Eu já tô indo dormir, desculpa acordar você – se explicou com dificuldade já que a excitação não ajudava nenhum um pouco. Hyoga aproveitou que o moreno olhava para cima e voltou para perto dele, abrindo de novo o zíper e dessa vez colocando mão dentro da cueca, massageando o membro enquanto atacava o pescoço do moreno mordendo e chupando. Ikky quase gritou de desespero, mas não conseguiu afastar Hyoga de novo – Por... Pode ir dormir mãe.

– Ikky você está bem? – Amaia desceu um degrau ao sentir uma entonação estranha na voz do filho.

– ESTOU! MÃE, POR FAVOR, VOLTE A DORMIR! – Ikky teve que morder o lábio com força ao sentir a boquinha quente do louro em volta do seu membro e o desespero só crescia e ele olhava freneticamente para cima das escadas vendo a mãe vencer os degraus que faltavam para chegar até eles, só a curva e seis degraus a separavam deles. “Estou perdido” pensava aflito “Ela vai descer, por Zeus eu estou fodido” “Aaaahhh que boquinha deliciosa cacete!”.

– Oi senhora Amamiya desculpa por acordar a senhora.

Num segundo Ikky estava recebendo o melhor sexo oral que já tinha recebido na vida, no outro ele via o louro subir as escadas tranquilamente em direção a sua mãe com aquela cara de anjo, como se não estivesse fazendo nada.

– A gente acabou de chegar e o Ikky e eu estávamos... – Ikky foi caindo lentamente no ultimo degrau da escada todo encolhido para tentar esconder a enorme ereção caso a mãe resolvesse descer o resto da escada – Fazendo uma boquinha.

Era nítida a malicia na voz do outro, mas a japonesa não percebeu e com um sorriso se despediu do garoto e voltou a subir as escadas, indo dormir. Hyoga desceu com as mãos no bolso e olhou para o moreno que permanecia sentado na escada respirando ruidosamente.

– Ah eu já vou – se abaixou e falou perto do ouvido do outro – Pena que a nossa diversão terminou hein Amamiya? – se levantando e indo em direção a porta – A gente se vê frango!

Ikky fechou os olhos ao ouvir a porta bater e passou a mão nos cabelos e no rosto desnorteado demais para pensar algo coerente naquele momento.