Notas iniciais
OOOIIeee! Gente tudo bem? Queria agradecer os reviews, todo o amor e carinho e até as cobranças pelos limões! hauhauau eu queria estrear com o casalzinho antes de fazer os outros então lá vai. Não sou muito boa com lemons então espero que gostem

Ikky olhava para a tela em seu quarto na penumbra e mesmo com a escuridão parcial, só a luz da rua entrava pela janela de pé alto, ele conseguia ver aqueles olho tão seus perfeitamente. Sentia um misto de admiração e medo, não era muito bom com pinturas, porém Shun lhe dissera que o quadro era maravilhoso apesar de um tanto perturbador...

Radamanthys dissera que era perturbador.

Shun dissera que era perturbador.

Hyoga... Perturbador.

Há dias que não via aquele que em poucas semanas devastara sua vida, assim como na infância. Ele tinha aquele poder, era algo inerente daquele louro, concluiu o japonês. Tentara de todas as formas se afastar e permanecer firme, tentar voltar a normalidade mas o gosto daquela boca vermelha e a maciez da pele branca não lhe deixavam.

Ikky se sentia sufocar, sentia que algo nele estava prestes a rebentar e ele não entendia o que era. Depois de todo aquele tempo evitando contato com Hyoga e vendo que o louro também se mantinha afastado dele, Ikky só conseguia ficar ainda mais angustiado. A conversa com Radamanthys teve de ser adiada e o misterioso envolvimento entre o louro inglês e Hyoga continuava um mistério, isso lhe fazia ferver de raiva e ciúme! Sim ciúme e Amamiya apesar de não admitir a ninguém, sabia exatamente que era esse sentimento mesquinho que lhe corroía por dentro.

Levantou-se resoluto e saiu do quarto descendo as escadas e indo para a rua sem falar com ninguém, só parando quando se viu na frente da casa dos Bertrand.

– Oi Ikky – Ahalya saía nesse momento, vestida elegantemente num costume azul bebê, Ikky olhou para a rua e viu que um táxi esperava por ela – Você veio procurar o Shun? Ele não está aqui, Hyoga está sozinho no estúdio pintando. – disse sorrindo.

– Eu não vim procurar o Shun. – respondeu o moreno coçando a nuca, desviando o olhar para o carro e Ahalya o olhou com a expressão levemente divertida.

– Bem, Hyoga está no antigo quarto do Shaka. Nós o transformamos em estúdio para o nosso artista precoce, ele precisa descarregar aquela energia que você bem conhece. – desceu as escadas e tocou levemente no ombro do rapaz – Pode olhar o meu anjo para mim enquanto vou jantar com meus outros filhos? Hyoga devia ir também já que Milo convidou todo mundo para um jantar de família, mas ele não quer... Acha que Milo vai pedir a mão do meu menino em casamento Ikky?

– Eu queria ver o Kamus dizer não na cara dele e depois cair duro no chão de vergonha. – Ikky riu de lado – O Milo vai me matar por não ir também, mas eu preciso resolver uma coisa e não consigo mais esperar.

Ahalya assentiu e se foi, antes de entrar no táxi olhou para a porta que se fechava com a entrada do moreno em sua casa. Suspirou e pediu a Buda que seu pequeno desse oportunidade a Ikky de penetrar naquela armadura fria de cinismo.

***

Quando Ikky chegou ao estúdio de pintura encontrou o rapaz louro sentado no meio do lugar olhando para um mural, que ele provavelmente acabara de pintar. Era enorme, poderia cobrir uma parede inteira. Era colorido e singelo uma paisagem bucólica com pessoinhas e animaizinhos tudo retratado no mais minucioso detalhe. Hyoga estava absorto na contemplação do quadro, as pernas em jeans surrados cruzadas em posição de lótus enquanto ele tamborilava os dedos longos nos joelhos no compasso da musica que tocava em alto e bom som.

Ikky entrou no quarto e se Hyoga percebeu não demonstrou, continuando na mesma posição com os olhos claros no mural. Ikky franziu o cenho e olhou ao redor até ir ficar ao lado do russo, mas em pé. Ao olhar para o adolescente viu que ele cantarolava a canção e não se dignaria a lhe dar atenção enquanto ela terminasse. Resolveu esperar, Hyoga era perseverante, Ikky também era. Conhecia a banda, era uma das favoritas de Shun e ele sempre ouvia em casa. Ikky preferia um rock mais pesado, mais cru sem esse rock classe que era o rock britânico, mas simpatizava com algumas bandas que Shun ouvia e aquela era uma delas apesar de Ikky não ter ouvido aquela musica ainda.

Get out of this house now

Head for the horizon

Tonight we take the town

So pick your poison

“Saia desta casa agora

Dirija para o horizonte

Hoje a noite tomaremos a cidade

Então escolha seu veneno”

“Here's a toast, a life as a ghost is better than most

If we have our love in the gutter”

“Um brinde, uma vida como um fantasma é melhor do que a maioria

Se temos nosso amor na sarjeta”

Hyoga continuava a cantar, os versos fluíam na voz rouca e Ikky o sentia mergulhar naquelas palavras como se fossem suas e ele estivesse se confessando ali, como se fossem para ele. Por que ele tinha que se comparar com o garoto da musica? Era tão doentio e triste?

“Dance, fucker, dance

You were born to entertain

Sing, choir boy, sing

Wash your sins down the drain

In a violent haze, under the streetlights' gaze

Dance, fucker, dance

You were born to entertain!”

“Dance puto, dance

Você nasceu para entreter

Cante, menino chorão, cante

Lave seus pecados pelo ralo

Em uma névoa violenta, sob o olhar dos postes

Dance, puto, dance

Você nasceu para entreter!”

Hyoga se levantou e encarou Ikky com uma sobrancelha arqueada e o rosto sério, nada havia de malicioso ou brincalhão na sua expressão. Ele também não parecia um garoto com aquela expressão grave. Ikky deixou que seu olhar percorresse o outro, desde o jeans surrado e justo, o torso nu e musculoso, o rosto delineado e ainda sim masculino. Não, Hyoga não poderia ser confundido com uma garota como às vezes Shun era ele era um homem e mesmo ainda que adolescente plenamente viril. E o moreno entendeu naquele momento que o desejava como homem, que era consciente da própria sensualidade e beleza. E Ikky soube também que todas suas experiências anteriores não se comparavam aquela.

“Now without water

Death takes us before hunger

We dug a well for the water

We put on this fire!

Agora sem água

A morte nos pega antes da fome

Cavamos um poço para água

Colocamos nele fogo!”

– Não, você não é ele. – disse em voz rouca se aproximando do russo – Como pode pensar assim?

– Como eu poderia pensar diferente? – respondeu a meia voz – O que faz aqui Ikky?

– Você não pode ficar pensando essas coisas pato. – Ikky o segurou pelos ombros – Seja lá o que aquele seu avô estupido fez, não pode permitir... Cadê aquele garoto impulsivo e metido que eu conheço? Sei que ele está aí em algum lugar – ele apontou para o peito de Hyoga, sorrindo e o louro não pode deixar de sorrir também – Você precisa trazer aquele garoto de volta, ele é forte e vai ajudar você a superar qualquer coisa.

– Veio aqui para me dar um conselho? Tentar levantar o meu ego? – Hyoga arqueou a sobrancelha – Ikky Amamiya não estou reconhecendo você.

– Nem eu – os dois riram, a mão de Ikky se espalmou no peito do russo e Hyoga a tomou entre as suas, beijando a palma e permitindo que Ikky tocasse na sua face com carinho – Eu nem sei mais de nada, só sei que... – olhou bem fundo naqueles olhos de céu de verão, Hyoga retribuía a firmeza no olhar – Eu não consigo parar de pensar em você.

– Você me quer. – Hyoga murmurou olhando Ikky nos olhos, segurando a mão grande do moreno junto à boca de coração enquanto roçava os lábios nela e o outro estremecia com o contato – Você me deseja... E logo vai me odiar, eu não posso... Não você.

– Não pode o que? Hyoga... – ele pegou o rosto do louro entre as mãos, trazendo-o para perto de si, perto da sua própria boca – Por que não me permite amar você?

– Você me ama? – o lourinho o olhou aterrado, a dúvida e o medo estampados no rosto de anjo como se ele não acreditasse que era verdade.

– Sim e não posso negar mais. – Ikky se apossou dos lábios que eram tão seus! Sentindo-os abrirem-se para que a sua língua avida explorasse a boca pequena como quisesse, se deliciando com o gosto do seu russo e Ikky sabia que aquilo era mais que tesão era mais que apenas desejo. – Não posso e não quero. – se afastou de Hyoga – Eu vou mostrar a você, que eu posso te amar e que você pode ser amado como merece. Amado de verdade.

Um novo beijo, dessa vez Ikky fez questão que a exploração daquela boca fosse lenta, que sua língua redescobrisse todos os cantos fazendo Hyoga gemer em meio ao beijo e o agarrar com força. Resistira todos aqueles dias em ir procurar Ikky ou até mesmo vê-lo ao longe porque havia tantos sentimentos conflitantes em si! Como Ikky poderia amá-lo? A ele, aquele ser quebrado e cheio de horrores? Mas agora estava ali nos braços do moreno e tudo que sentia era que seu coração poderia rebentar a qualquer momento diante do sentimento terno e doce que o tomava.

For a moment

I felt the strength of your love

It was lightning, it was lightning

So strike down on me”

“I'm a lump of meat

With a heart beat

Electricity restarts me

So strike down on me”

“Por um momento

Eu senti a força do seu amor.

Foi um lampejo, um lampejo

Então, atinja-me”

“Eu sou um pedaço de carne

Com o coração batendo

A eletricidade me reinicia

Então, derrube-me”

Ikky interrompeu o beijo e tomando Hyoga pela mão levou-o até o antigo quarto do louro, que estava bem diferente de seis anos atrás. Havia uma cama larga no centro, as janelas eram do chão ao teto, as cortinas escuras e uma série de aparelhos eletrônicos davam um ar high-tec no aposento. Era o quarto de um adolescente, não mais um menino. O moreno tomou os lábios do outro novamente, delicadamente e Hyoga nunca sentiu tanto carinho em um beijo.

– Seja meu Hyoga – murmurou junto aos lábios do louro, os braços circundando a cintura estreita, a mão forte e morena segurando a nuca e se enredando entre os fios louros repicados em um aperto ao mesmo tempo firme e carinhoso – Eu amo você.

– Diz de novo – o menor parecia quase entregue, o sorriso languido que emoldurava os lábios vermelhos era cheio de contentamento e mesmo de olhos fechados ele sorria, mas não ousava abrir os olhos e deixar que as lágrimas caíssem.

– Eu te amo – Ikky disse rente aos lábios dele e também sorria porque nunca dissera algo tão verdadeiro a ninguém e agora confessava para a pessoa mais improvável.

“Every day i pray

I'm the first to go

Without you i would be lost

And i promised myself

I wouldn't talk about death

I know it's getting boring now”

“Todos os dias eu rezo

Eu sou o primeiro a ir

Sem você eu estaria perdido

E eu prometi a mim mesmo

Que não falaria sobre a morte

Eu sei que está ficando chato agora”

“I'm a man

Holding the weight of your love

But without it my strength just isn't enough

So strike down on me, on me”

“Eu sou um homem

Segurando o peso do seu amor

Mas sem isso minha força não é suficiente

Então, derrube-me”

Hyoga se agarrou a Ikky e o beijou faminto e desesperado e em segundos ambos estavam na cama os beijos mais intensos e vorazes. O desejo e aquele sentimento mais denso que era o amor sobrepujando todos os medos e anseios, naquele momento só sentiam aquela necessidade física e quase dolorosa de ter um ao outro daquela maneira. Ikky se afastou para tirar a camisa e a calça, os olhos sobre o outro e Hyoga sentia o olhar do leonino como se ele o acariciasse. “Deus ele tinha que ser assim tão lindo!” pensava o louro ofegante enquanto olhava o torso musculoso, a cintura estreita e as pernas musculosas, o membro enorme e pulsante.

– Me deixa terminar o que a gente começou outro dia. – Hyoga se ergueu da cama e se ajoelhou na frente do moreno, tomando o pênis na boca carnuda e Ikky arquejou, segurando os fios louros enquanto Hyoga chupava com vontade e volúpia, adorando o gosto daquele homem e do som dos gemidos dele. Colocou o que pode na boca enquanto as mãos massageavam as bolas e a base, os dentes arranharam a carne turgida.

– Puta que pariu! – Ikky segurou os cabelos do outro, afastando-o de si e Hyoga o olhou confuso, o moreno sorriu e o ajudou a levantar para tomar os lábios nos seus – Não bebê, eu não quero que termine tão rápido.

Jogaram-se na cama aos beijos, Ikky aproveitou para morder o lábio inferior de Hyoga e depois desceu uma trilha de beijos no pescoço do russo, roçando o corpo nele e Hyoga fechou os olhos respiração entrecortada por conta do prazer. Hyoga deslizava as mãos ao longo do corpo do moreno até segurar as nádegas durinhas e pressionar ainda mais o corpo de Ikky contra o seu.

– Onde você aprendeu a ser gostoso assim? – perguntou sacana, o moreno explorava com a língua a pele do peito, mordiscando os mamilos e fazendo o louro gemer – Não foi com aquela sonsa da Esmeralda.

– Eu nasci assim benzinho – Ikky continuou a descer, os lábios acariciavam a pele alva cansando arrepios no lourinho, era tão diferente de tudo que ele já experimentara! – Agora fica quietinho, me deixa cuidar de você, fazer você todo meu.

Ainda olhando nos olhos brilhantes de excitação do outro, Ikky colocou o membro de Hyoga na boca, levando-o até o fundo da garganta e o lourinho puxou os lençóis da cama a boca puxando mais ar e um grito mudo saiu quando ele se sentiu engolfado daquela maneira. Ikky chupou com vontade, a língua indo e voltando por toda a extensão até ele brincar com a glande e refazer todo o processo. Não era inexperiente como todos pensavam, ele já tivera com outros homens, mas nunca nenhum lhe chamou atenção como Hyoga o fizera e por isso ele nunca admitira que já tivesse experiências semelhantes.

A verdade é que nunca desejou ninguém, homem ou mulher, do jeito que desejava aquele russo.

– Ikky! – Hyoga falou o nome do moreno entre dentes, segurava o orgasmo a custo, estava tão perto! – Eu...

Ikky ficou novamente sobre Hyoga. Os olhos se encontraram e cada um pode ver o desejo incontido neles e a pergunta muda no olhar de Ikky que Hyoga entendeu de imediato e como resposta afastou as pernas, acomodando o moreno entre elas. Os membros roçaram e os amantes gemeram ao contato intimo da carne quente, Ikky continuou ondulando os quadris imitando os movimentos de penetração e enlouquecendo o louro que arranhava as costas largas com a unha curta, os lábios provando a pele macia do pescoço do outro. Num movimento rápido Hyoga inverteu as posições, ficando por cima e encaixando o corpo no de Ikky sem desfazer o contato dos quadris que continuam se friccionando procurando contato e excitando-os. O olhar do russo para o moreno é luxurioso, predador e os olhos azul céu estão tempestuosos de desejo.

Hyoga se estica para pegar algo na gaveta de cabeceira e depois inverter as posições numa atitude clara de aceitação, o tubo de lubrificante ficou perto de Ikky quando o louro ficou sobre o moreno invertido e começou a brincar com a língua na glande o pênis do moreno, que gemeu alto a encher as mãos com as nádegas firmes e redondas. Enquanto Hyoga continua a sugar com vontade.

Ikky lambeu a entrada apertada, usando a língua para acariciar aquele ponto sensível e Hyoga gemeu dolorido ao sentir a caricia. Enquanto continuava a trabalhar com a língua Ikky introduziu um dedo devagar, fazendo Hyoga arquear o corpo e se apoiar nas pernas do moreno, que continuou com aquela tortura deliciosa e quando sentiu o lourinho cavalgar sobre os seus dedos ele se arrastou na cama para ficar atrás do russo.

– Chega de brincar – disse com voz rouca no ouvido do russo que sorriu de olhos fechados, ondulou os quadris provocando o moreno.

– Vem Ikky chega de conversa. – o moreno segurou a cintura branquinha e colou a pélvis no corpo do amante que se inclinou novamente sobre a cama. Ikky iniciou a penetração, devagar com carinho para que o desconforto fosse o mínimo, ele não queria machucar o seu louro. Queria que Hyoga sentisse prazer com ele, apenas isso e nada de dor. Queria que a noite deles fosse perfeita.

Logo o som dos quadris se chocando encheu o quarto e se misturou entre os gemidos dos dois amantes que se embalavam um ao outro naquela dança sensual e intensa. Os lábios exploravam a pele, as mãos procuravam dar prazer além do ato em si e Hyoga se sentia prestes a chorar diante a emoção que aquela entrega e intenso prazer lhe traziam. Então sem mais se conter gozou nos lençóis seu grito abafado pelos travesseiros e Ikky veio logo em seguida num gemido gutural e os dedos afundaram na carne tenra dos quadris de Hyoga deixando marcas vermelhas enquanto o sêmen inundava o canal estreito.

Caíram ambos ofegantes na cama, Ikky se preocupou apenas em puxar o louro par aos seus braços e beijá-lo terna e delicadamente, num beijo cheio de significado a que Hyoga se entregou plenamente porque aquela noite havia sido além de tudo libertadora porque era a primeira vez que ele vivenciava o prazer sem dor e sem culpa... E também porque era a primeira vez que alguém lhe dizia que o amava e soava verdadeiro aos seus ouvidos.

Olharam-se, deitados como estavam lado a lado e Ikky tirou uma mecha dourada do rosto corado do seu anjo, achando-o lindo como nunca vira. O silencio entre eles era agora cumplice mesmo que ainda houvesse um mundo de coisas para se esclarecer, segredos guardados, mas havia uma ligação forte ali que ia muito além da explicação. Hyoga se aconchegou ao moreno e ele o recebeu em seu abraço, logo ambos dormiam extasiados e confiantes que dali em diante tudo daria certo.

Notas finais
Nós temos um double de Editors nesse caps A primeira música é A Life As A Ghost do In This Light And On This Evening É PERFEITO! e a segunda é The weight do também perfeito The Weight Of Your Love