Notas iniciais
Eu já estou de volta e a algum tempo antes do prazo estabelecido no capítulo aviso,( que já exclui para o caso de alguém que for procurar _._ ')
Então eu estava realmente ansiosa para começar a entrar nesta parte da fanfic e agora, finalmente, entrei. OooooOoooOoooH! ♥ /coroangelical/
O capítulo é curto, não me matem, amanhã eu tenho prova e to aqui escrevendo... O que peço é que se divirtam com a leitura, e tentem não se apegar muito a Jade porque as coisas só vão piorar. Não quero ver lágrimas. MUHAHAHAHHAHA

POV Beck.

Eu não estava acreditando no tamanho da sorte que tinha. Era a primeira vez que o set havia nos liberado mais cedo desde o começo dessa correria por causa do mês previsto para o lançamento. As coisas são sempre assim, no começo os produtores nos relaxam ao extremo para que nas últimas semanas não termos tempo nem para respirar.

Mas era um alívio estar voltando para casa mais cedo hoje. Jade poderia estar em um bom humor para vídeo games, e então este dia realmente seria legal.

Dirigi rápido e quase que ultrapassei um sinal vermelho, mas não penso que tenha sido muito sério. Eu estava louco para ver meus dois amores outra vez. Acredite se quiser, mas antes de vim eu havia comprado um buquê de flores para Jade (mesmo sabendo que ela vai cortá-las em pedaços, ver ela feliz era muito bom).

- Jade... – A chamei quando não a encontrei nem na cozinha e na sala de estar. Fui para a área de fora e nenhum sinal dela. Poderia estar dormindo... Subi as escadas enquanto a chamava mais uma vez. – Jade? Meu amor?

Abri a porta do nosso quarto e ela não estava na cama e nem no banheiro. – Está bem, você viu meu carro entrando na garagem e quis se esconder, não é? – Ou então eu estava dando uma de doido, enquanto conversava comigo mesmo e ela tinha saído com Liz para algum lugar.

Mas meu desespero começou quando eu abri a porta do quarto da minha filha e a vi jogada do lado da cama, no chão.

- Liz?

Corri até ela. Isto era estranho. A peguei no colo e nada dela acordar, estava tão gelada que eu temi pelo pior. – Oh meu Deus, Liz acorde! – Balancei seu corpo pequeno em meus braços e gritei por Jade outra vez. E nenhuma resposta.

Meu coração estava batendo muito rápido, o que eu fiz foi apenas a carregar pela escada e colocá-la no banco de passageiro do carro. Enquanto corria para o hospital, e dessa vez eu tinha certeza de ter passado vários sinais vermelhos.

Cheguei a recepção do primeiro hospital mais perto de casa. Pedi ajuda para as enfermeiras, elas logo pegaram a Lizzie e a colocaram numa maca. Foi naquele momento em que eu me desesperei tanto que não me sentia mais vivo. Um médico correu até mim e começou a perguntar o que aconteceu, enquanto uma mulher a examinava e dizia o seu estado para gente: está desmaiada e com o pulso extremamente fraco.

Mas o que havia acontecido?

Tentei raciocinar quando o médico me puxou pelo ombro e me fez virar de frente para ele. Enquanto eu só pensava em Liz. Liz. Liz. Liz. Ela tem que ficar bem!

- Calma senhor... Explique-me o que aconteceu com a garotinha. – Aquele patife estava tão calmo que deu vontade de esmurrá-lo ali mesmo.

- E-Ela estava assim quando eu cheguei em casa. – Falei rápido demais. – E minha mulher desapareceu.

Outra enfermeira ouviu o que eu disse e correu de novo para a maca. A levaram para uma sala onde não me deixaram entrar. Expliquei que eu era o pai dela, mas eles não acreditaram. Como assim? Tentei pensar em algo para eles acreditarem, como na certidão de nascimento. Mas o mesmo médico me disse que não seria necessário, pois de qualquer forma eu não iria entrar. Era para eu esperar sentado.

Odiei aos formulários e regras médicas enquanto me sentei na cadeira mais próxima daquele corredor. Peguei meu celular e disquei para o número de Jade. Chamou, chamou... Ela não atendia. Tentei mais um bilhão de vezes com o mesmo fracasso da primeira tentativa. E eu estava desesperado.

Não conseguia falar com a minha mulher e minha filha estava desmaiada.

De repente as lágrimas começaram a vim e eu precisava ficar forte por minha Liz. Peguei novamente meu celular e liguei para Cat e Tori. Não expliquei o motivo e disse para virem a este hospital o mais rápido o possível.

Passaram-se alguns minutos. Ou horas, mas penso que eram realmente minutos... A única coisa que eu olhava era o chão impecavelmente limpo e a minha frente e ouvia o bip do celular em meu ouvido, em mais uma chamada direcionada a Jade sem resposta.

No mesmo instante ouvi a voz de Cat e passos correndo. Olhei na direção.

- Beck! – Cat gritou e correu até mim, me abraçando. – O que aconteceu?

- O que aconteceu, Beck? – Tori perguntou depois, sem fôlego. – Vim correndo assim que pude. O que houve?

- A Liz... – Respirei fundo e passei as mãos pelo cabelo. – A minha Lizzie estava sozinha em casa, desmaiada.

- O que? – Cat gritou e Tori ficou pasma. – Como assim?

- E-Eu não sei... Cheguei em casa e procurei por Jade e ela não estava em canto algum, passei o tempo inteiro ligando para ela mas ela não atende.

Tori sentou ao meu lado. – Como desmaiada?

- No quarto, caída no chão. – Tentei outra vez segurar minhas lágrimas. Eu só não poderia perder minha filha. Minha filhinha... Oh meu Deus. – Eu não faço ideia de como.

- Mas Jade sempre dá essas sumidas do nada, se lembra no colegial? – Tori continuou a me questionar e eu estava me irritando cada vez mais.

- Tori, pense em Liz. Eu a conheço, e pode parecer inacreditável para você, mas ela ama Liz mais do que si mesma. Com toda certeza não deixaria uma garotinha de três anos sozinha em casa. – Suspirei. – Ela tinha me dito que iria-

Parei de falar e fitei o chão novamente. Cat estava na minha frente e disse que o celular da Jade estava dando no correio de voz.

- O que ela tinha te dito? Aonde ela ia? – Tori perguntou preocupada.

- Ela não me disse. – Eu apoiei minhas mãos na cabeça. – Ela não me disse.

Tori colocou uma mão em minhas costas. Mas eu sabia que nada me faria melhor agora. Jade apenas falou que teria um negócio para resolver e que voltaria na mesma hora, já que Liz estava dormindo e demoraria um tempo para acordar. Eu cheguei em casa seis horas depois e nenhum sinal dela.

Ela se sentou ao meu outro lado. – O que os médicos disseram?

- Nada. Era para eu ficar aqui.

- Típico. – A ruiva reclamou enquanto se encostava a parede. – Eu sinto muito por isto Beck. Mas sei que vai ficar tudo bem... Jade deve ter ido... Ido ao supermercado e ter ficado presa lá, não é? Tipo... Igual nos filmes, quando as pessoas viram reféns de ladrões dentro de algum estabelecimento até passar 90 minutos de polícia negociando com esses tais ladrões-.

Interrompi a Cat, eu sabia que ela estava tentando me ajudar, só que estava apenas piorando. Jade não poderia virar refém de ladrão algum. Ela provavelmente daria um pontapé nas bolas dos caras até eles caírem de dor no chão, e aí sairia livre e sã para voltar para casa. Ela era corajosa demais para sentar e ficar olhando.

Oh meu Deus, eu só precisava dela aqui!

-

- Senhor... – O mesmo médico me chamou outra vez. Ele estava bem a nossa frente com um olhar bem preocupado. Engoli a seco.

- Beck Oliver.

- Pois bem, Sr. Oliver. – Ele começou enquanto olhava uma ficha. – Sua filha está bem. Ela caiu desmaiada por fome. Ela está sendo alimentada no soro agora e exames indicam que ela esperneou e chorou por três horas seguidas até acabar suas energias.

Engoli a seco. Jade estava fora este tempo todo?

- Como o senhor sabe, é crime deixar uma criança indefesa em casa sozinha e não ter capacidade de protegê-la quando necessário. Levaremos o caso até a polícia que por sua vez o levará até o conselho tutelar.

Cat o interrompeu, se levantando bruscamente e gritando com muita raiva (eu nunca tinha a visto assim). – Ele não sabia que a própria mulher iria sair de casa! Ele voltou do trabalho e encontrou-a assim... E ela ainda nem apareceu se quiser saber, então ele já tem problemas demais para o senhor vim com este seu jaleco branquíssimo e o acusar de ter cometido algum crime por que ele não cometeu!

Tanto eu quanto Tori nos fitamos pasmos. Cat mudava radicalmente. O médico ficou quieto e limpou a garganta. – Irei passar algumas fichas para assinar. Um minuto e podem vim ver a criança.

Assentimos.

Um alívio era saber que Liz ficaria bem.

Mas meu coração ainda batia acelerado por Jade. Onde é que ela estava?

Notas finais
O que pensam disto? Onde Jade deve estar?
Capítulo que vem será perturbador, só avisando. Então cuidado e se preparem mentalmente até lá.

Mil beijos. ♥