Ele Não É Quem Você Pensa Que É.
4 Desvios de Linha (Parte 1)
Notas iniciais
Confesso que demorei a postar (novamente recebi um monte de mensagens perguntando que dia eu postaria) mas vocês também enrolam para comentar. hm /comraiva/ (>< ainda as amo muuito♥)
Aqui está mais um capítulo... E desculpem-me por algum erro de gramática.
Boa Leitura!
Algumas horas atrás.
– Como pode estar abandonando nosso plano assim? Eu só entrei nessa porque pensei que teria seu apoio, Adam. Você é o criminoso e não eu. Não conseguirei tomar conta deste sequestro sozinho. Você mesmo disse: tudo pode acontecer. – Jonas se sentou perplexo na frente do velho amigo, Adam. Ele tinha vindo aqui justamente para contar detalhes de como estava o plano até agora e tinha descoberto que Adam estava extremamente ocupado com outros negócios para ajudá-lo com qualquer outra coisa que envolva Jade.
– Para começo de história era você que queria algo bem pior, lembra? Você queria matar ela ou Tori. Ficou jogando a vida delas na cara ou coroa e por fim escolheu a Jade, eu decidi que sequestrá-la e usá-la para fins lucrativos seria melhor. Você apoiou essa ideia e foi por seu livre arbítrio este sequestro. Eu tinha te falado que ajudaria a levá-la para algum bordel ou para ser a esposa daquele milionário chinês. Lembra? Só era isto.
– Mas eu só aceitei isto porque você me influenciou! Eu preciso de ajuda se algo acontecer, eu não posso ser preço e o mundo não pode saber que eu sequestrei minha própria mulher.
– Ex- mulher. – Adam interveio, se sentando na sua cadeira e folheando uma pasta cheia de documentos. Ele estava ocupado demais para dar tempo ao garoto imaturo a sua frente.
– Ninguém ainda sabe disto.
– Vão saber. E o tal de Jack, hein? Se ele contar para a mídia o sumiço dela antes de você dar queixa? Os repórteres irão perguntar como ele tá ligando a ela, e ele simplesmente vai responder que você e ela terminaram a um tempo. O que você pretende fazer para tirar ele da linha? – Adam riu. – Sequestrá-lo e torturá-lo também?
– É Beck o nome dele. – Jonas respondeu com raiva. – E eu ainda não tinha pensado nisto. – Ele se odiou por deixar detalhes do plano sair tão rápido de seu controle. Ela mal estava lá há um dia e ele já tinha problemas. – Eu estou pensando em usar aquele seu amigo que mexe em I.P’s de computadores e números de celulares para poder enviar anonimamente fotos dela para Beck. E então anunciar o sumiço dela para o público, como se eu fosse a maior vitima da sua perda. E ai... – Ele parou um pouco para pensar. – Eu falo com ele o convenço de que esquecê-la e ir embora de Londres será melhor, e de tantas fotos que eu enviarei, Beck poderia se cansar e ir com Liz para L.A novamente. Aí eu entro na justiça pedindo a minha filha e a guarda será minha, Adam. E Jade... Aí você faz o que quiser com ela enquanto eu consigo a minha Tori de volta.
– Eu já sei disto, Jonas. Pare de ficar repetindo o plano direto, já estou fardo de ouvir você dizendo isto.
– Eu estou realmente nervoso, mais ainda desde que você me deixou na mão. – Ele cruzou os braços com raiva.
– Ugh, tudo bem garoto. – Adam murmurou derrotado. Jonas estava o irritando demais e ele tinha pilhas de papeis para preencher. – Sabe o meu grupo 2? Aqueles seis homens estarão a sua disposição para te ajudarem nesta, como capangas ou sei lá o que você quiser chamá-los. Se a barra sujar, você dá um jeito de incrimina-los e algum tempo depois eu os tiro da cadeia. Simples assim. Está bem? Agora faz o favor de ir alimentar a sua Jade por que eu não quero nenhuma esqueleto fazendo strip.
– E quando todo o meu plano estiver completo... – Jonas começou logo antes de sair pela porta. Fazendo Adam se irritar com sua presença mais ainda. – Voce pretende levá-la para onde mesmo, quais eram as três opções?
– Eu já te falei isto mil vezes, Jonas. – Ele se inclinou para trás na cadeira e suspirou alto. – A primeira é aquela casa de bordel para homens que realmente tem dinheiro, é uma opção boa pois ela vai ter um monte de roupa, pisicna, diversão, coisas luxuosas e muitas amigas. Mas ela vai viver lá até atingir uma idade onde ninguém a quer. Então... Já era. – Ele fez uma pausa dramática. – A segunda é ir para China ser a esposa de um milionário endiabrado, onde terá tudo que quis, mas só pode dar amor a aquele homem. E caso isso acontecer, o cara vai pagar fortunas para a gente toda a semana até se cansar dela. – Adam sorriu para a ideia mais Jonas não estava nem um pouco interessado em grana. Ele só queria Liz e poderiam fazer o que quiser com Jade. – A terceira e mais fácil e ela continuar privada do mundo, só quer ser o premio para o funcionário do mês daqui. Você sabe, este meu negócio se estende pelo mundo inteiro e eu tenho centenas de homens dispostos a trabalhar intensamente melhor para ter um prêmio como Jade.
– Então todas as opções envolvem submissão e sexo? – Ele perguntou. Imaginando o quão cruel estava sendo, mas isto era para acontecer. Ele sofre e foi traído por ela. Agora ela deveria pagar.
– Sim, como você pediu.
POV Jade.
Cadê aquele homem? Ele disse que estaria aqui e já se passou meia hora desde o horário combinado. Ugh, só poderia ser uma brincadeira cruel mesmo dele.
O fato é que eu estava andando de um lado para o outro enquanto pensava em minha Liz. Como que ela estaria? Será que Beck havia sido liberado mais cedo do set, será que as gravações terminaram cedo? E se ela estivesse em casa ainda sozinha? Nem queria imaginar o seu desespero... Talvez ela chorasse até dormir.
Oh meu Deus, imaginar isto me dava uma sensação de impotência terrível. Mais terrível do que a minha cólica e fome insuportável. O problema maior era que eu estava grávida de algumas semanas e tinha um serzinho dentro de mim que precisava ser nutrido, mas do que eu mesma!
Esse Jonas vai morrer quando chegar aqui.
Voltei a fitar a janela para ver se encontrava algum sinal em meio à escuridão. Felizmente o carro cinza de Jonas invadiu o redor do prédio onde eu estava. O segui com os olhos quando ele fez a volta e saiu do meu campo de visão. Suspirei e tentei imaginar como era o local onde eu realmente estava pelos passos dele.
A primeira coisa que eu ouvi foi um chute em um ferro, parecia um portão. Certo... Silêncio. E então passos subindo uma escada que parecia bem perto de mim. Um frio na barriga atiçou um calafrio em meu corpo. E então as chaves. E a porta se abriu.
Jonas estava em pé com um sorriso no rosto. Eu me virei para ele e já comecei a gritar.
– O que pensa que está fazendo, seu grande idiota? Você vai me levar para casa já – Fui interrompida ao surgir um riso sarcástico dele.
– Não vamos acabar com a nossa brincadeira tão cedo assim, vamos? – Como assim ele havia ficado mais cínico do que já era?
– Olha só Jonathan, eu não quero mais participar dessa brincadeira, minha filha está em casa e provavelmente sozinha até agora. Eu não sei por quanto tempo eu dormi ou por quanto tempo você me colocou aqui. – Andei apressadamente para aquela mala estúpida que ele havia me dado. – E todas essas coisas são para o que, pelo amor de Deus? O que você quer de mim por ter planejado essa brincadeira toda? Sexo? É isto que você quer? Por que não contrata de novo aquelas vagabundinhas de rua?
Ele continuou me fitando com aquele sorriso imóvel.
– Vai me dizer ou não vai? – Gritei já sem paciência. – Onde é que estão essas merdas de câmeras? Em que merda de reality show você me inscreveu?
– Jade... – Ele fez uma pausa dramática. – Você ainda não sacou que estamos na vida real, não é? E como assim você ainda pensa que é uma brincadeira? Está aqui por doze horas, querida.
– Doze horas? – Exclamei com susto.
– Sim. – Ele voltou a sorrir. – Agora quer fazer o favor de me acompanhar até o carro para irmos ver o último lugar que verá ainda viva?
Eu não sei se foi pelo seu tom ou medição de palavras. Mas aquilo me assustou tanto que em calafrio se instalou em todo o meu corpo. Eu fiquei imóvel. Não parecia com o Jonas que eu conhecia, mas era bastante familiar.
– Do que você está falando? – Perguntei.
– Eu já disse para você que isto é a vida real. Você é uma vitima agora, está sequestrada e desaparecida há quase um dia.
– Jonas. – Mordi minha língua para não falar coisas feias. – Eu quero ir para casa agora!
Ele sorriu sádico novamente e se aproximou de mim. – Ainda não entendeu, não é?
Aquilo ferveu por completo a minha paciência. Pulei em cima dele com toda a minha força e comecei a socá-lo onde eu podia. Jonas havia caído no chão de modo em que eu tinha vantagem. Soquei seu olho esquerdo com força e eu sabia que ele teria contusões graves depois, mas não me importei. Eu só queria ir para casa. O problema foi que ele me pegou e me empurrou contra a parede com muita força.
Senti minhas costas ardendo pela dor e as lágrimas quentes embaçando minha visão. Aquilo havia doído e esgotado todo o restante de minhas forças. E eu senti medo, pois mesmo sendo o mesmo Jonas sarcástico e pouco apegado, ele havia se tornado violento de verdade. Eu mal podia acreditar que ele havia feito isto.
Ele se levantou de frente para mim e quando eu pensei o pior, ele tirou do fundo do casaco que usava uma arma. Uma arma real. Um revólver.
Olhei assustada para ele. O que iria fazer? Ele teria coragem de atirar em mim? Oh meu Deus, não... Por favor.
Continuei quieta e tentando conter as minhas lágrimas. Eu estava descrente em tudo aquilo que estava acontecendo. Tinha uma arma em sua mão apontada para mim!
O meu Jonas. Aquele garoto tão doce que havia me ajudado muito há um tempo. Aquele homem que se tornou frio e pouco suportável, mas eu queria a amizade dele... Desde que não piorasse mais minha vida do que piorou, eu realmente o queria por perto. Como que ele estava fazendo isto comigo? Será que ele não era quem eu pensava que é?
– Levante! – Seu tom de voz foi duro e rígido. Eu imediatamente obedeci, mesmo com minha visão turva e as dores crescentes em minhas costas. Levantei e ele continuou me olhando. – Agora vá andando.
Ele se aproximava mais a cada passou que eu dava. Tentei manter todo o equilíbrio ao descer as escadas enferrujadas ou tentar não tremer de frio pelo vento gelado da noite. Logo estávamos dentro do carro. Ele me colocou no volante para dirigir... Mesmo sabendo que eu não estava na condição ideal para isto.
Jonas começou a me passar instruções durante a nossa ida para o tal lugar e a ficha realmente caiu de que eu estava sendo sequestrada pelo meu ex-marido. O caminho foi fácil e cansativo ao mesmo tempo, já que estávamos indo em linha reta.
Paramos no estacionamento escuro de um mercado aberto 24 horas. Ao lado tinha um posto de gasolina com dois homens conversando e fumando ao canto despreocupadamente. Antes de ele dar a instrução para sair do carro e esconder sua arma no casaco outra vez, Jonathan olhou para mim e me disse:
– Você vai comer alguma coisa quando entrarmos. Sente-se em qualquer uma das mesas. Tem dinheiro no bolso desse casaco e depois de pagar é para me esperar perto do carro, mas escondida. Ouviu? Eu não quero que faça contato visual ou fale com qualquer outra pessoa que não for eu. Não é para usar o telefone ou ir ao banheiro. Eu vou estar te observando entre as prateleiras durante todo o tempo. Qualquer deslize seu...
Ele parou e continuou a me fitar. Engoli a seco. Nós dois saímos do carro e eu fui a frente. Eu estava com medo, minhas pernas tremiam e eu suava frio. A noite realmente estava gelada. Quando eu cheguei em frente a porta do mercado, percebi que Jonas ainda estava perto do carro. Abri a porta e fui saudada pelos dois caras fumantes. Abaixei minha cabeça e não respondi de volta o ‘boa noite’.
Tentei conter minhas novas lágrimas e andei pelo pequeno mercado iluminado. Tinha várias coisas e apenas uma operadora de caixa que mascava chiclete como se estivesse cansada de respirar. Peguei qualquer coisa que alimentasse pela frente e paguei rapidamente, sem me importar com o preço. Rapidamente tirei o dinheiro do meu bolso e era uma quantia bem grande para ser gasta apenas em um lanche qualquer. Imaginei que eu deveria usar esse dinheiro outras vezes. Recebi meu troco e um olhar estranho da garota.
Normalmente eu iria respondê-la com algo frio ou obsceno, mas fiquei quieta dessa vez e me sentei em uma das mesas perto das grandes janelas. Dava para ver o deserto escuro ao nosso redor. Talvez, até chegar o lugar onde eu estava em cativeiro, isto aqui seria a movimentação mais próxima ou até única que eu teria.
Comecei a comer meu sanduíche enquanto fitava as pessoas no local. Tinha apenas outro cara em todo o estabelecimento, e ele estava sentado bem próximo de mim e lia um jornal com toda a calma do mundo. O jornal era de ontem e isto eu achei estranho, a além do mais já eram quase dez horas da noite.
Olhei de novo para o estacionamento e não vi qualquer sinal de Jonas. Ele não havia entrado e se escondido enquanto eu pagava ou qualquer outra coisa, pois quando é aberta ou fechada a porta faz barulho por causa dos sinos.
Lembrei de que ele disse que seria a última vez que eu veria algum lugar ainda viva. E se realmente fosse verdade? Eu já estava prestes a acreditar em tudo que saia da boca dele... Afinal, ele havia me jogado contra a parede com força e apontado uma arma para mim. Ele estava me sequestrado e eu só poderia temer o pior.
Talvez essa fosse a minha última chance para ser salva, se realmente fosse preciso. Ele não tinha vindo ainda. E só era eu aqui. Tenha calma, Jade.
– Ei... – Murmurei com a voz rouca enquanto me inclinava em cima da mesa. O homem que lia jornal não o tirou da cara e continuou quieto. Mas que droga! – Ei. – Tentei não mostrar nenhum gesto para quem estivesse no estacionamento visse que eu conversava com o homem. – Senhor. – Minha voz saiu muito mais rouca e o idiota do cara ainda nem havia se mexido... Deveria estar morto, também pela qualidade da comida daqui... – O senhor precisa me ajudar, e- Fui interrompida com um susto quando ele finalmente abaixou o jornal e eu percebi quem era.
Jonas.
Ele me fitava com aquele sorriso tristonho e aqueles olhos pesados. Como se um brilho diferente e que eu nunca havia visto estivesse reinando nele agora. Eu havia desobedecido a sua ordem e conversado com ele mesmo, tentando pedir ajuda a um desconhecido.
Meu corpo novamente ficou imóvel. E pelo o sorriso que ele me dava, eu sabia que eu não estava salva de sentir mais dor.
Notas finais
Pobre Jade... Cada vez está chegando mais perto do pior. O que vocês acham que é essa fúria incontrolável de Jonas para faze-la sofrer? É algo psicológico, e logo vocês saberão o porque... Haha, todo psicopata tem seus anos de bullying.
Mas então, próximo capítulo saberemos como estão Beck e Lizzie enquanto tudo isto está acontecendo.
Quero reviews, por favor! ♥
Até mais. *-*
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