Notas iniciais
Como estão?
Sei que disse que iria postar daqui um tempo, mas eu tinha terminado o capítulo e estava ansiosa para postar (tão ansiosa que agora são quase meia noite). Então dei os retoques na fanfic e aqui estou eu postando para vocês.

Bem vindas a terceira e última temporada!

POV Jonas.

Tudo estava certo hoje.

Eu conseguiria Jade em minhas mãos e ela me pagaria pelo que fez.

Eu fui traído.

Quem ela pensava que é? Quando precisava de toda a ajuda do mundo por estar grávida, eu era o único ao seu lado, eu lhe dei dinheiro, uma casa, roupas caras... Dei-lhe o meu amor e ainda por cima um contrato em minha gravadora! E em resposta o que ela me dá? Uma traição.

Ela não merecia viver por isto e por centenas de outros motivos... Ela sempre foi tão má, tão egoísta, tão fria. Não sei o que tinha visto no sorriso dela para me hipnotizar daquele jeito e achar que ela merecia isto tudo. Jade nem merece a própria filha! E além de todo esse mal que ela trás ainda quer levar Liz de mim. Ela acha que pode sair disto com o antigo namoradinho, com a filha e com o contrato na maldita gravadora?

Não é assim que termina esta história, ela está enganada.

Ela errou e vai pagar por isto.

Eu tinha uma dúzia de homens preparados para fazerem tudo que eu desejar, tinha o endereço do apartamento de Beck Oliver o todo o controle estava em minha mão. A polícia não descobriria, muito menos ele.

Servi-me de uma taça do melhor vinho existente em casa e olhei para o relógio. Já eram mais de duas e meia e minha bobinha estava atrasada, mas isto já é de se esperar quando fala de Jade West.

Ah, Jadelyn August West, já até dava para imaginar como seria a frase do túmulo dela. Sei que pode parecer cruel, mas na verdade é algo perfeito.

Olhei pela janela no exato momento em que ela passava pelos portões destrancados. Ela começou a andar meio distraída e isto era outra coisa típica de Jade, revirei os olhos quando ouvi o barulho da campainha. Decidi atender por mim mesmo ao invés de acionar o interfone.

- Como está? – Perguntei sorridente. Ela me olhou confusa... Talvez esperasse que eu demonstrasse abertamente o meu ódio por ela ao ter feito o que fez.

- B-Bem Jonas. – Jade tentou sorrir. Dei espaço para entrar e a levei até a sala onde ela conhecia muito bem. Jade sentou-se em um dos sofás e eu me sentei bem a sua frente.

- Quer vinho? – Ofereci a taça. Ela apenas negou. Era realmente estranho beber vinho às duas da tarde de um domingo, mas álcool iria tirar o meu nervosismo durante o dia. – De qualquer forma... Do que viemos tratar? – Perguntei me fazendo de desentendido.

- Você sabe. – Ela murmurou desconfortavelmente. – O divórcio.

- E sobre o que respectivamente? – Era até legal forçar toda essa burrice desnecessária para ver a cara de ódio dela.

Eu sabia que ela estava fervendo sua paciência com minhas perguntas tolas. – Jonas, você não assinou os papéis.

- Oh sim. E o que eu tenho que assinar? – Tentei parecer curioso.

Jade logo abriu sua bolsa e de lá tirou uma pasta com documentos. – São esses e se por acaso tiver alguma dúvida sobre as repartições, deve marcar uma reunião com o seu e o meu advogado para resolvermos isto.

- Tá certo. – Peguei a pasta e coloquei em cima da mesa de centro. – Vejo que isto será o nosso problema mais simples... Você sabe. – Eu coloquei minha taça de lado e tive a audácia de pegar em suas mãos. — Eu amo com todo o meu coração a pequena Liz. Para mim ela é a nossa filha. Só nossa. Lembra-se de quando ela nasceu e de todas aquelas noites que a gente se revezava para cuidar dela? – Forcei um sorriso. – Foram os melhores momentos da minha vida.

Não que eu estava mentindo sobre esta parte, mas ter cuidado da Liz me lembrou dos tempos em que minha irmãzinha ainda era um bebê e eu passava a metade do dia cuidado dela. De qualquer forma eu queria brincar com a mentalidade de Jade. Será que cairia neste papo de eu ainda estar apaixonado por ela? Jade poderia ser má e sedutora, mas ela ainda era uma bobinha que amava ser enganada.

- Mas eu sei que você e Beck devem ficar juntos e todas essas coisas, eu estou abrindo mão dela apenas para te ver feliz... Entendeu meu amor? – Eu me aproximei dos olhos confusos dela. Segurei meu riso, ela deveria estar transtornada mentalmente.

- Eu te traí e você também me traiu... Não adianta correr atrás de mim só porque perdeu a Tori. – Jade tirou suas mãos da minha de uma maneira muito rude. – Eu não vou ser mais enganada por você.

- Eu não estou fazendo isto por ter perdido a Tori, ouviu? Eu estou fazendo isto porque eu ainda te amo... – Fiz atuação durante 2 anos num internato na Alemanha. – Eu nunca quis de enganar, te magoar de alguma forma. Você é incrível.

- Ótimo que sabe disso. – Ela cruzou os braços e se levantou do sofá. – Mas não pareceu que me amava ao ter me traído com Tori, me embebedado para ter o que queria, me xingado. Você nunca me amou e está mentindo quando diz que não queria me enganar. Embora você não precise mais ‘segurar’ este amor por mim. Liz, Beck e eu estamos voltando para Los Angeles daqui dois meses.

Vamos ver se eles realmente voltarão... — E você não vai me dar nem um agradecimento? – Perguntei em descrença. Ela olhou confusa para mim. – Não se lembra que eu cuidei de você quando estava grávida de outro cara? Eu lhe dei todo o apoio que precisaria e eu chego em casa traído e injustiçado, mas sou o vilão da história?

Ela me fitou com ódio. – Nos cometemos erros, Jonas. E o meu erro foi ter aceitado me casar com você... Em momento nenhum eu te quis, só era uma puta paixonite que tive por causa daqueles hormônios estúpidos! E você sabia que eu havia fugido do meu namorado e mesmo assim apareceu com todo aquele dinheiro, dizendo que amava crianças, com um contrato numa gravadora e dizendo que estava completamente apaixonado por mim! Você é sim o vilão, você só me fez sofrer.

Eu não sou o vilão e ainda não te fiz sofrer. Ainda.

- Jade... Eu não quero brigar agora com você. Temos algo para resolver. – Eu tentei a acalmar. O plano tinha que dar certo, mas para isto Jade tinha que ficar quieta e não decidir se zangar e sair de casa.

- Sim, eu sei. Mas basta assinar os papéis e mandar por correio. Eu tenho que- A interrompi.

- Tinha. – Coloquei-a de volta no sofá. – Eu tenho que te levar para um lugar.

- Hm? – Ela perguntou confusa.

- É uma surpresa. Agora me dê as chaves do seu carro. – Exigi.

- O que Jonas? Eu não estou indo dar as chaves do meu carro a você... Eu não vou sair com você!

- Jaaade... É uma surpresa que você vai gostar.

- Como assim? – Ela se levantou com raiva, como ela era insuportável. – Eu nem gosto de surpresas, você sabe!

- Sim, eu sei. Mas eu descobri que você e Beck estão voltando para Los Angeles mês que vem...

- Quem te contou isto? – Ela perguntou outra vez confusa.

- A gravadora quando você disse isso a sua empresária. – Respondi e ela me fitou meio pasma. – Mas de qualquer forma, eu quero que você venha comigo para um lugar. – Puxei seu braço e a levei em direção a saída.

- Mas para que? – Jade tentou se debater.

- É uma surpresa! Eu já disse! – Não queria ser rude demais, o problema era que Jade era impossível.

- Eu posso dirigir, sabia? – Ela anunciou enquanto se sentava no banco do passageiro.

- Eu quero dirigir agora. – Afirmei e o resto do caminho foi feito em silêncio. Além do mais, como eu a sequestraria se ela tivesse no volante?

- E como é que está Beck? – Perguntei casualmente porque o silêncio dela me irritava. Na verdade eu queria que aquele idiota morresse. Se não fosse por ele eu ainda teria Jade num braço e Tori no outro.

Mas pensando bem, se ele pelo menos gostar um pouquinho da Jade verdadeiramente, ele poderia até sofrer também com a morte dela.

- Ele está muito bem. – Pareceu abatida, então decidi brincar um pouco.

- Eu vi a aliança no seu dedo. – Ao dizer isto apareceu uma expressão de surpresa em sua face.

- É... – Jade sorriu sem graça, acho que não queria que eu descobrisse isto... Que gracinha! – Nós vamos nos casar.

- Bom para vocês. – Tinha certeza de que disso isto de uma forma nada acolhedora.

- E como está a Alice? Faz um tempão que eu não a vejo! – Jade tentou mudar de assunto. Sorri.

- Ela está bem sim... Lembra-se do colégio interno lá no Canadá? Ela tá passando o semestre lá, por segundo a minha mãe, para aprender a viver.

- Que judiação! Ela só tem 10 anos... Não é? É além do mais é o CANADÁ! — Ela anunciou com nojo e eu tive que sorrir, talvez só fosse sentir falta deste temperamento imaturo dela.

- Mas de qualquer forma ela precisa disso para não se tornar um ‘eu’ da vida. – Ri da minha própria piada interna e Jade apenas me acompanhou. Ela estava até sendo gentil por estar desconfortável comigo, isto prova mais uma vez que eu a conhecia muito bem e estava certo com minhas escolhas.

Ela nem fazia ideia do que estava por vim.

Notas finais
O que pensam deste?
Digno para ser a abertura desta temporada?
Eu espero com todo o meu coração os seus adoráveis reviews, certo?

Até logo!