Notas iniciais
Ok,ok! Não tem perdão e desculpas para isso que eu fiz.Mais de um mês sem postar é uma falta de respeito com vocês, meu amores. y.y Mas estou passando por coisas em minha vida e... bem... resultado é que fiquei esse tempo TODO sem entrar no nyah. Antes de começarem a leitura, gostaria de dizer que, por causa dessa minha falta de tempo em logar no nyah, decidi programar postagens. Ou seja, capítulos serão postados todos os dias. Então, caso vocês me vejam postando e não respondendo aos comentários, já fiquem espertos(as) para saber que na verdade não estou logando. Eu só não vou postar a fic completa de uma vez aqui porque sou má e quero todo mundo morrendo de curiosidade u.u MUAHAHAHa Boa leitura :3

“Longe de você eu enlouqueço muito mais

Eu vivo na espera de poder viver a vida com você.”

(Charlie BrownJr.)

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Vinte e oito de setembro de 2010, Terça-feira.

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Oi Diário.

Refleti bastante sobre Steve ser obra de minha mente e agora acredito que exagerei dizendo palavras tão absurdas, até porque as pessoas o enxergava, falo lembrando-me do casal de idosos que ele conversou e também dos garotos que bateu para me defender. Como a imaginação iria fazer algo assim, misturando o real com o não real?!

Mas isso não significa que estou bem. Ele ainda não apareceu e já são sete dias que não o vejo, sabe o quanto meu coração bate dolorido com saudades dele?! Isso sem contar a preocupação. O que será que aconteceu? Falando em acontecer, umas coisas bastante estranhas me ocorreram ontem e hoje.

Ontem, quando eu estava me preparando para dormir, colocando meu pijama preferido e arrumando meu cabelo em uma trança, a porta do meu quarto abriu-se sozinha de uma vez. A princípio pensei que era Florence, mas quando minha visão caiu no vazio meu coração doeu com o aceleramento repentino. Desta vez um grande medo se apossou de mim porque não tinha certeza se era Steve, já que ele sumiu por esses dias. Fechei a porta de uma vez e deitei na cama, cobrindo-me dos pés a cabeça com o edredom e fechando meus olhos com força.

Não quero mais ver sombras, não quero mais vivenciar anormalidades! Esse era o rumo de meus pensamentos antes que o sono me tomasse por completo. E sonhei. Sonhei que estava em uma praia, com o belo mar azul movendo suave com suas ondas pacíficas. A visão era linda e ficou mais incrível ainda quando vi aquele rapaz de belo sorriso e incríveis olhos acinzentados vindo em minha direção e abraçando-me. Eu sentia sua respiração acelerada, seu peito movia-se rapidamente porque havia corrido. Era tão bom abraçá-lo, mas aquele rapaz aos poucos foi se desfazendo. Aquilo que era carne se transformou em areia misturando-se com as das praias. Eu chorei, um choro desesperado e pegando as areias, quase não acreditando que ele virou pó. Acordei assustada e sentindo leves lágrimas que estavam implorando para saírem por meus olhos. Fiquei aliviada por ser um sonho, mas triste por acordar e recordar que ele desapareceu. Deixei as lágrimas saírem, molhando meu travesseiro e provocando audíveis soluços.

Mais uma vez minha manhã foi triste. Não consegui abrir sorrisos de felicidade durante esses dias e o café da manhã me desceu doendo pela falta de fome. Eu não conseguia me concentrar em nada que não fosse o Steve, só queria sentir o seu cheiro novamente, nem que fosse pela última vez. Porque minha vida tem de ser tão sofrida?

As aulas foram a rotina de sempre. Professores, matérias, tarefas, colegas me irritando, meu cantinho, meu caderno rabiscado, minha caneta azul, minhas lágrimas. Saindo da escola desta vez não suspirei alegre, porque toda vez que eu seguia o caminho para casa lembrava de Steve me acompanhando e falando coisas tão esquisitas e com o sorriso estampado no rosto. Mas desta vez eu estava sozinha, caminhando com a cabeça inclinada e acabei esbarrando em alguém.

Quando levantei meu olhar observei o rapaz bonito à frente com olhos cintilantes e verdes. Era aquele rapaz loiro que vi na praça e me senti bem confusa neste instante. Ele abriu um sorriso e se desculpou pelo esbarrão, aceitei de bom grado e estranhei ele iniciar uma conversa comigo, perguntando meu nome e dizendo que se chama Pietro. O mais estranho de tudo foi eu gostar de conversar com ele e quando percebi já estava frente a minha casa e ele ainda falava. Era simpático e esperto, assim o defini. Ele segurou minha mão e nos despedimos com palavras, perguntou se poderíamos nos encontrar mais vezes e concordei.

Pietro foi uma ótima distração para com que eu não me sinta triste com relação ao desaparecimento de Steve, mas entrar em casa e me ver tão solitária relembrei a situação e voltei a chorar. Quando será que irei voltar a ter minha vida de antes?

Nesse momento escrevo com o coração pesado. Você, Diário, é meu refúgio para um desabafo, o que me traz um conforto e prazer enorme em conversar contigo. Espero que sejamos pacientes comigo e que Steve apareça logo porque não aguento mais derramar lágrimas. Não sei o que deu em mim para apaixonar, mas finalmente quando acredito que encontrei o garoto perfeito e capaz de fazer-me feliz, isso acontece. Por que sou tão azarada? Se você tiver a resposta, Diário, por favor, diga-me!

Notas finais
E então, mataram a saudade? *---* Não, eu sei que não. Mas já estou programando a postagem do próximo capítulo entããããoooo... Daqui a pouco tem mais ashuashuashu Beijos amores!