Ele Me Visita Quando Durmo
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Notas iniciais
“Visão sem ação é sonho. Ação sem visão é pesadelo.” (Provérbio Chinês)
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Vinte e quatro de outubro de 2010, Domingo.
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Dia sombrio, apesar de ser primavera e turno matutino. Eu me sentia no verdadeiro tédio e parecia que meu lar estava sufocando-me com aquelas paredes que tampavam qualquer brisa. Estava sozinha em casa e tomei a incrível decisão de me sentir mais liberta saindo de casa e fazer uma pequena visita para a praça.
O céu estava completamente nublado e as ruas desertas. As árvores estavam nuas o que estranhei bastante pois me recordava delas bastante cheias de folhas verdes e flores coloridas que davam uma alegria às nossas visões, afinal, estamos na primavera. Mas parece qu tão graciosa estação se tornou triste e sombria.
Meus passos iam serenos contra o chão, as solas da bota marrom que usava causava um certo barulho bastante audível porque nenhuma pessoa se vi presente. As minhas mãos brancas seguravam um livro de capa púrpura bastante chamativa e sentia uma gota de suor descer de minha palma para bater contra o livro. Em pouco tempo já me avistava entrando na praça e uma brisa gelada bateu contra a pele de meu rosto causando um estremecimento no corpo.
Sentei-me em um banco de concreto e comecei a ler o livro, porém todas as páginas estavam em branco. Fiquei assustada, afinal, isso era bastante estranho porque uns dias desses estava repleto de letras cursivas e poemas maravilhosos. Era um livro antigo do qual me pertencia e desde a minha infância pus-me a escrever nele qualquer “baboseira” que passava por minha psique. Por que será que estava completamente branco? Foleava tudo até que encontrei algumas letras escrita a sangue dizendo as seguintes palavras “Nunca subestime o seu inimigo e cuidado com o que ama, você pode ser traído!”.
Fiquei extremamente espantada, meu coração batia tão forte que doía em meu peito. Olhei a minha volta e ninguém estava presente, tudo deserto. Só eu e esse livro. Só eu e essas letras marcadas com sangue. Quando o coloquei dentro de minha bolsa, escutei um barulho grave e levei meus olhos em direção do som. O que avistei me deixou assombrada e pus-me a pé. Aquela sombra maligna se aproximava com passos completamente tortos e assombrosos e comecei a correr, gritando por socorro. Minha respuiração se tornou audível e meus pés doíam a cada novo passo. Ele era rápido e meus passos estavam mais cansados e lentos, até que me pegou e penetrou sua mão em meu corpo, segurando meu coração. Ótimo, ai estava meu fim!
Não se assuste Diário, este foi apenas um pesadelo e confesso que nunca fiquei tão assustada antes com um sonho como fiquei com esse. Levantei-me da cama, molhada por meu suor e decidi tomar um banho. Foi relaxante, parecia que além de meu corpo físico, limpou minha alma e meus medos.
A manhã passou tranquila e fiquei o tempo inteiro com Florence que me tratou muito bem e deu-me bastante carinho. Sabe o quanto fico contente com isso Diário? Ela realmente se tornou uma mãe e das melhores!
O dia foi tedioso. Eu poderia ter ido para a praça, mas aquele sonho maldito me provocou um medo enorme, não sei nem porque, afinal, o céu estava bem claro e alegre, perfeito para um passeio ao contrário do sonho. Fiz as coisas de casa e cuidei de Florence.
Durante a noite estava me sentindo bastante cansada e cochilei. Acordei repleta de suor e desta vez não foi por pesadelos, muito pelo contrário. Tive uns sonhos eróticos e isso me deixou meio quente, então novamente tomei um banho e coloquei meu pijama. Eu sei, eu sei, não tenho muitas coisas interessantes para falar por hoje, mas quem sabe outro dia né?
Opa, Steve acabou de chegar, até mais meu querido Diário!
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