Notas iniciais
Prontinho, respondi e agora estou trazendo mais um capítulo para vocês meus amores! Espero que gostem! O próximo capítulo está agendado para amanhã às 7:40 da manhã. Só avisando mesmo ashuash Divirtam-se!

...Somos duas metades de um misterioso segredo...” (Lara Morgan)

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Treze de outubro de 2010, Quarta-feira.


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Oi Diário.

Steve está aqui, mas utilizando o banheiro. Já são 1 hora da madrugada e ele prometeu ficar comigo durante as noites de sono, pois assim poderia me proteger caso algo aparecesse. Sim, querido caderninho, ele foi àquela sombra que me protegeu da coisa maligna e conversamos um pouco sobre ele. Já já lhe contarei sobre isso, vamos por partes.

Dia 11 de outubro. Eu tinha passado por aquela madrugada horrível em que fui atormentada por uma sombra em que sabia que não se tratava de Steve, para meu assombro. Fiquei as aulas todas refletindo sobre aquilo, tentando desvendar o mistério do que seria a ser misterioso e principalmente quem era. Não sei por que ele me atormenta, só queria ficar em paz em minha vidinha chata.

Como disse, fiquei todas as aulas com os pensamentos bem distantes ao ponto de não notar que os garotos estavam fazendo uma brincadeira sem graça com relação a mim. Novamente não dei bolas, mas quando o horário de saída chegou, eles pegaram minha mochila e fugiram com ela. Isso me irritou tanto, Diário, que tenho quase certeza que fiquei vermelha como uma pimenta de tanta irritação. Corri atrás deles e o mais irritante era porque essa “brincadeira” é um tanto infantil. Infelizmente não consegui recuperar meus materiais e fui embora desistindo, sentindo os nervos a flor da pele.

Steve estava no portão da saída e abriu um enorme sorriso quando me viu, eu não respondi ao sorriso porque em meus lábios tinha um bico enorme. Perguntou-me o que aconteceu e expliquei que roubaram minha mochila, escutando isso afirmou que iria lá tomar das mãos deles e antes mesmo de eu falar que não havia necessidades ele sumiu a minha frente. Acredite, foi muito estranho ver ser corpo se sublimar, quero dizer, talvez sublimação não seja o processo correto já que ele não virou um gás e sim uma sombra. Fiquei um tempo de braços cruzados esperando ele voltar e alguns minutos depois ele saía pelo portão com a mochila nas mãos. O abracei e tentei pegar minha mochila, mas ele não deu e disse que iria levar para mim.

Não fomos direto a minha casa, paramos na praça para conversar um pouco, ele pagou um pacote de salgadinhos e comemos juntos, dando um na boca do outro. Pode parecer brega para algumas pessoas, pelo menos eu sempre achei, mas com ele é tudo romântico e especial. O que me deixou bem envergonhada foi quando ele pegou meu dedo, que estava enfarelado e salgado, e colocou na boca limpando o restante do salgado, senti sua língua passear pela pele e isso me deixou sem reação. Quando terminou soltou uma gargalhada dizendo que eu estava tão vermelha quanto um tomate e lhe bati no ombro. Ficamos assim, brincando um com o outro até o assunto sério surgir de seus lindos lábios.

Ontem aquela coisa tentou te matar, se eu não tivesse aparecido talvez nem estivéssemos juntos agora”, foi o que disse e notei uma expressão tão séria em seu rosto que me assustou. Concordei com suas palavras, então ele voltou a falar. “Não vou mais deixa-la sozinha enquanto dorme, sempre vou estar contigo, sempre cuidarei de você”. Novamente essa promessa de cuidar de mim, essas palavras tem um efeito de me deixar chorosa de tanta alegria. O abracei com isso e senti sua suave respiração bater em meu rosto, ao mesmo tempo em que aproximava seus lábios aos meus em um delicado beijo.

Ele levou-me para casa e quando o horário de dormir chegou, ele já estava em meu quarto, sentado em minha cama e com um sorriso em seu rosto. Garoto sorridente! Dormimos juntos, abraçados um ao outro e isso foi tão bom, como sempre é.

Dia 12 de outubro. Acordei, erguendo minha coluna e sentando sobre a cama. Estiquei cada músculo de meu corpo e acho que essa foi a melhor espreguiçada de minha vida. Abri um sorriso ao recordar que dormi com Steve e mesmo ele já não estando mais presente em minha cama, me sentia feliz. Fiz minha higiene diária e arrumei cada canto de casa, fazendo meu tempo passar com rapidez. Em pouco tempo – pelo menos me pareceu ser pouco – eu já estava me arrumando e indo par o colégio.

As aulas foram bastante complicadas porque não foram aulas e sim provas, para meu azar não estudei ainda bem que tenho muita facilidade com matemática e física. Saí mais cedo e foi uma maravilha porque ninguém me importunou. Steve não estava na saída, talvez acreditasse que eu iria sair no horário de costume. Pensei em espera-lo, mas decidi passar em casa, guardar minha mochila e voltar até o colégio para encontrá-lo.

No caminho encontrei Pietro e nos cumprimentamos, ele me acompanhou e acabou que paramos na praça, sentando em um banco e conversando bastante. Contei que Steve voltou e inventei uma desculpa que ele viajou às pressas porque a avó morreu, por isso o sumiço repentino. Ele me encarou desconfiado, mas acabou dando de ombros concordando. Naquele momento eu quase jurei que vi ira em seus olhos, mas acho que foi impressão.

Ele perguntou se eu queria picolé e concordei, então pediu para que eu esperasse porque ele voltaria em breve, concordei e o vi sair. Fiquei um tempinho esperando e, de repente, um par de mãos tampou meus olhos fazendo meu coração saltar de alegria porque eu sabia de quem se tratava. Falei “Steve” e ele saltou em cima do banco, me dando um beijo na bochecha. Ele estava com aquele sorriso lindo e questionando o motivo de estar na praça e não na escola. Expliquei que tive prova e sai mais cedo.

Ficamos um tempinho brincando um com o outro e em breve avistei Pietro que se aproximava com dois picolés. Ele parou a nossa frente e encarou Steve com um semblante bastante sério. Apresentei-os um para o outro, mas nada responderam, apenas ficavam se fitando totalmente sérios. Seus olhos pareciam conversar um com o outro e eu queria entender o que estava acontecendo. Pietro me entregou o picolé e agradeci, despediu-se apertando minha mão e foi embora, deixando-me sozinha com o meu quase namorado.

Coloquei o picolé na boca, estava delicioso e nesse momento escuto Steve dizer. “Não quero você próxima dele entendeu?”, eu o fitei espantada, isso era ciúmes?

“Ele é só um amigo, não precisa ter ciúmes”, respondi e ele franziu o cenho.

“Não se trata de ciúmes, eu não gosto dele. Aquele rapaz não é alguém com quem você deva se aproximar”, mentira, eu sei que é ciúmes!

“Ciumento!”, retruquei e ele bufou. Abri um sorriso e lhe abracei, o fazendo sorrir. Ficamos abraçados por um tempo e conversando coisas bestas, mas logo tive de ir para casa e ele me acompanhou. Caminhávamos de mãos dadas e isso deixava minhas bochechas esquentadas, era como se eu estivesse voando de tanto alegria. Ao chegar em casa, ele despediu-se com um beijo em meus lábios e se foi.

A noite ele veio aqui e para minha sorte eu já estava vestida de pijama, ficamos um tempo batendo papo sem perceber que o tempo passava e que a madrugada chegara. O Steve acabou de deitar na cama e acho vou cessar por aqui. Até mais Diário!