Ele Me Visita Quando Durmo
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Notas iniciais
“A assombração sabe pra quem aparece.” (Provérbio Brasileiro)
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Onze de outubro de 2010, Segunda-feira.
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Olá Diário.
Estou tremendo. Aconteceu algo, isso deixou os pelos de meus braços eriçados e meu coração disparando. O medo toma conta de mim e ainda é madrugada. Lembra-se das vezes que fui atormentada durante a noite por Steve? Pelo menos aquelas vezes eram coisinhas eróticas, o que não aconteceu hoje. Primeiramente quero avisar que Steve não me acompanhou durante a noite, não sei o porquê, mas deve ter seu motivo. Isso poderia até ser bom para termos um tempinho só nosso, porém percebi que ele não estando comigo as coisas viram um filme de terror.
Eu estava tendo um sono tranquilo com nenhum sonho. Um leve ruído de algo arranhando contra a cabeceira de madeira da cama me despertou e por alguns instantes fiquei me perguntando o que era esse barulho irritante. Retirei o edredom que cobri meu corpo e me posicionei para levantar. No instante uma mão segurou meus pulsos e empurrou-me de volta para a cama, colando minhas costas no confortável colchão de molas. Sussurrei “Steve”, pensando que seria beijada e que ele estava fazendo alguma brincadeira comigo, o resultado foi contrário.
Aquela figura totalmente negra como uma sombra estava sobre meu corpo, segurando meus pulsos com apenas uma mão enquanto a outra apertava meu pescoço com força em um sufoco, em breve eu saberia que iria desmaiar. Tentei mover meu corpo, quadris, pernas e braços e até mesmo a garganta para gritar. Tudo em vão. Senti minha visão começar a escurecer e meu corpo amolecer, acreditei que iria desmaiar só que de repente me soltou com um forte impulso por trás de seu corpo. Eu não sabia o que era, mas aquelas duas sombras brigavam em meu quarto e acabou que sumiram de minha visão flutuando para fora da janela. Eu sei, coisa de louco, mas realmente aconteceu e estou assombrada.
Acredito que a sombra que me salvou foi Steve e depois vou agradecê-lo. Por enquanto, meu coração está disparado e tremo com tanto extremo que meu corpo não tem forças para segurar com firmeza esta caneta preta. Vou cessar a escrita e tentar dormir, quem sabe algum sonho bom consegue me confortar.
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