Notas iniciais
Olá amores (novamente)! Como o capítulo anterior foi bastante curto( diário é assim mesmo,perdoem-me por isso T.T) e eu fiquei quase um mês sem postar, resolvi postar mais um capítulo para compensar. *--* Boa leitura!

O terror dá asas aos pés” (Virgílio)

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Vinte e dois de agosto de 2010, Domingo.

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Olá Diário.

Aqui em casa está uma bagunça. Talvez bagunça não seja a palavra certa porque comparado ao que os vizinhos fazem isso pode ser santo, mas como aqui sempre é silencioso posso dizer o está incomum com relação aos outros dias. Não é nenhum tipo de festa, somente uma amiga de Florence que veio visitá-la. Poderia até ser sossegado se não fossem pelos filhos dessa nariguda. Uma menina birrenta e encrenqueira, e um rapaz bem irritante que adora me provocar. Parece até meus colegas do colégio.

Eu tentei ser legal. Tentei ser educada e simpática, mas aquela pequena garota demônio atreveu-se a puxar meu cabelo ao ponto de arrancar alguns fios negros. Isso me irritou e eu tive de gritar repreendendo-a. A capetinha começou a chorar dando uma birra desnecessária, e quem acabou sendo a vilã da história? Eu!

O outro, um rapaz bonito com seus cabelos ruivos, inventou de me chamar por vários apelidos sem graça. Não tive paciência para suportar e comecei a chamá-lo de catchup, cabelo do inferno, água de salsicha e de alguns palavrões. Para meu azar fui repreendida por Florence sendo que apenas me defendi. Injustiça.

O alívio que consegui encontrar foi entrar em meu quarto e começar a escrever. Nada como ficar em paz colocando minhas ideias em ordem e desabafando, através da escrita, toda a minha irritação. Não que você seja um saco de pancadas, diário, mas é quase isso.

Falando em irritação, gostaria de escrever sobre o que aconteceu ontem quando aquele garoto sentou ao meu lado. Eu tinha razão em desconfiar daquela loira, ela não é flor que se cheire. O rapaz puxava assuntos estranhos, perguntando meu nome, minha idade e dizendo que meus olhos eram lindos. Isso me foi um tanto esquisito e preferi não levar a sério aquele galantear, os garotos não costumam chegar a mim. “Você aceita ficar comigo?”, essa foi à frase que acabou com o meu dia. A sua voz masculina misturada com aquelas palavras me deixaram bastante confusa. Eu não acreditei que aquilo fosse sério, até porque ele não sabe ao menos o meu nome, mas foi distração o suficiente para aquela loira derramar um copo de água em cima de mim. Para minha sorte – e também para a sua – a água não lhe atingiu, mas a bibliotecária brigou um tanto conosco porque molhou alguns livros que coloquei na mesa e tive de sair às forças de lá. Minha raiva foi tão grande que acabei batendo naquela oxigenada deixando marcas roxas lindíssimas em seu rosto. Foi bem merecido, graças a ela não li os livros que desejava.

Só um instante, diário, eu vou ali tomar um chá.

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Nossa! Algo sinistro acabou de acontecer. Saí do quarto, um tanto mais calma e decidida a tomar aquele maravilhoso chá de camomila. O cheiro era maravilhoso e embriagante. Meu paladar tem uma grande obsessão por esse líquido maravilhoso, é quase um vício. Fiquei em meu canto, sentada no sofá, meditando ao mesmo tempo em que bebia o líquido quentinho. Para meu azar aquela pirralha apareceu e ficou soltando imensas caretas para mim. Isso foi irritante, eu só desejava um momento de sossego enquanto degustava o maravilhoso sabor que aquele chá me proporcionava, mas eu sabia que com ela eu não conseguiria transformar esse desejo em realidade. Então me levantei e fui até onde Florence estava com sua amiga. Elas conversavam bastante, sentadas na mesa que fica ao quintal de casa.

Pude finalizar meu chá sossegada e voltei ao meu quarto. O que vi me tirou do sério, aquele ruivo descarado estava sentando em minha cama pegando em meu diário – você – e lendo a primeira página. Eu não consigo compreender como alguém consegue ser tão intrometido e corri até ele, tentando tomar o diário. Ele se levantou, não deixou e a partir desse momento eu já não responderia por meus atos. Estava decidida a socar sua cara, porém vi aquela sombra que se aproximava desse garoto. Notei aquela anormalidade tirar o diário de suas mãos de uma forma assombrosa que ele saiu correndo do quarto completamente temeroso. A verdade é que o pimentão não foi o único que correu, eu não ia ficar lá para ver aquele ser que atormenta minhas noites de sonos.

ENTotalmente nervosa e quase sem ar, tomei um água e voltei ao meu cantinho do aconchego, olhando para os lados e verificando se aquela sombra ainda estaria aqui. Vi você esparramado ao chão e lhe peguei, voltando a escrever.

Eu não desejava ver aquela sombra novamente e me pergunto o porquê de acontecer logo comigo. Será que foi para provar que coisas sobrenaturais existem já que nunca acreditei? Eu não sei, mas se for acho melhor essa assombração cessar por aqui, até porque já estou acreditando em sobrenatural.

Até mais.

Notas finais
Então, o que achou? Não deixe de comentar sua opinião, ela vale muito para melhorar minha escrita. Beijos amores!