Ele Era Sandor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sansa sempre sonhará com belos cavaleiros em armaduras reluzentes, com rosas vermelhas para presentea-la e sorriso branco e amigável e uma bela reputação. Mas tudo aquilo desmorou quando viu a cabeça do pai ser arrancada do resto do corpo. Não queria acreditar, eles eram lobos...
Machado arranca cabeça de lobo.
Afastou as lágrimas dos olhos. Não queria pensar. Era uma loba no covil de leões. E mostraria que não estava com medo.
Foi tomar banho e se permitiu demorar um pouco mais na banheira, mas quando a agua esfriou resolveu que era hora de sair.
Optou por um vestido cor de marfim que lhe dava um aspecto doentio e prendeu o cabelo em um coque alto emcimado por uma trança. O rei odiava vê-la daquele modo.
Estava na cama colocando os sapatos quando a porta abriu. E a corrente elétrica que percorreu o ar fez os pelos de sua nuca arrepiarem-se. Era Sandor. O lado esquerdo de seu rosto queimado estava oculto por mechas negras de cabelo e a parte a mostra não revelava expressão alguma.
–Passarinho. — ele entrou e fechou a porta. — Vossa Graça quer vê-la.
Sansa não prestava atenção. Ela sempre desejará cavaleiros para protegê-la, no entanto, era cavaleiros que a espancavam. E aquele homem com a face esquerda destruída pelo fogo era quem salvava ela, era quem vinha todas as noites em seu quarto cuidar dos hematomas. Aquele homem que era a antítese de tudo que sonhava, que tudo o que adorava...
Sandor e assustava, sem sombra de dúvida. Mas sabia colocar delicadamente a mão sobre um ferimento sem fazer Sansa gritar de dor, era capaz de entender seu silêncio e capaz de fazr com que Sansa sentisse coisas que pensava ser impossível!
Era Sandor que tinha mãos firmes para arrancar o braço de um inimigo e gentis o suficiente para fazer um curativo. Voz amarga pra uma piada de mau gosto e voz firme ´para dizer a firme verdade. Era Sandor que tentava quebrar a gaiola que seu passarinho estava. Era Sandor que acordava e aguçava os sentidos do lobo interior de Sansa.
–Passarinho — ele repetiu se aproximando. — Não o faça esperar, está querendo o seu pescoço.
Ela não se importou. Existia algo naquele enorme homem que a fazia se sentir segura. Algo que não a deixava pensar direito. Ele era Sandor, um assassino...
Antes que pensamentos ruins a respeito dele pudesem tomar conta de sua mente Sandor ajoelhou na frente dela. Poucos centímetros de distância separavam os dois.
–Passarinho. — ele repetiu e esticou o braço.
Quando a mão dele roçou embaixo de sua orelha Sansa sentiu que queimava. A sensação não era ruim, talvez existissem dois tipos de fogo...
Sandor levantou a mão e soltou o cabelo de Sansa, Ela inclinou a cabeça e roçou a maça do rosto em seu polegar.
–Sandor. -sussurrou e sua voz era rouca e desesperada.
Ele era Sandor. Ele era a sua salvação. Seu porto seguro naquele covil.
Sandor inclinou a cabeça na direção de Sansa. Ela piscou freneticamente e fechou os olhos. O cheiro do seu hálito era tão bom, tão reconfortante. Quando foi que ele se tornara tão importante?
–Passarinho. -ele repetiu e Sansa aproximou um pouco o rosto.
O toque dele sumiu e Sansa ficou esperando o beijo que demorava. Só depois de alguns instantes percebeu que não sentia seu halito e que a corrente eletrica estava diminuindo a frequência. Abriu os olhos e viu que estava sozinha no quarto.
Pensou ouvir a voz de Sandor alertando que o rei a esperava. Levantou e fechou os olhos.
Não podia criar expectativas, não era correspondida, afinal ele era Sandor.
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