Ela é o Cara

12 Ajustando os ponteiros


Notas iniciais
Olá de novo!
Bom pessoal como eu havia prometido, aqui está o capitulo final. Eu particularmente amei escrever esse capitulo. Ele ficou muito diversificado. Lá em baixo eu faço alguns comunicados importantes pra vocês.
Boa leitura!

Na manhã seguinte, acordei do mesmo jeito que me lembro de ter dormido. Com Rachel em meus braços. Ela estava de bruços na cama e meu braço rodeava por baixo do pescoço. Suas costas nuas, chamaram minha atenção particularmente, não existia no mundo mulher mais linda que essa. Ela dormia com um leve sorriso brincando em seus lábios. Algumas mechas de seus cabelos castanhos caiam em seus olhos, tirando a minha visão favorita. Com cuidado e delicadeza, me levantei um pouco sem mexer com ela pra não acordá-la e me posicionei de um modo que pudesse beijar cada centímetro exposto daquelas costas divina. Comecei de baixo pra cima. Subi desde seu torço até sua coluna, beijei umas costelas, as quais a fez se arrepiar e dar uma risadinha cansada. Beijei seu ombro e por fim sua nuca. Depois direcionei minha boca pra sua orelha.

- Acorda dorminhoca — ela sorriu mais abertamente, mais sem abrir os olhos me respondeu.

- Só mais um pouquinhooo...

- Você tem aula hoje, esqueceu?

- Não vai ser a mesma coisa sem você lá — aquilo me fez lembrar que eu não estudava mais no McKinley.

- Mais você não pode deixar de assistir aula só porque eu não vou estar lá

- Huuuu... — ela soltou um resmungo e se virou pra mim que ainda estava deitada sobre suas costas.

- Como está se sentindo?

- Muito bem — ela sorriu envergonhada e eu retribui o gesto — e você?

- Maravilhosamente bem — ela levantou a cabeça só pra juntar nossos lábios, em um beijo calmo e romântico. Nossas línguas se encontraram e se exploraram por uns bons dez minutos. O lençol ainda cobria a parte de baixo do corpo de Rachel. Mais logo foi jogado pra bem longe de nós. Agora era só meu corpo e o dela, juntos mais uma vez. Ela afastou as pernas pra eu me encaixar direito e foi isso que eu fiz. Mais antes que fizéssemos algo realmente mais quente que isso, uma melodia se fez presente no quarto. Era o celular de Rachel.

- Deixa tocar — eu resmunguei quando ela levou sua mão até a bolsa que estava ao lado da cama.

- Não posso. Esse toque eu coloquei no numero do Puck. Para caso de emergência.

- Ata — falei mais continuei fazendo o que estava. Distribuindo beijos por seu pescoço.

- Alô? — ela colocou no viva voz

- Rachel você está com a Quinn?

- Umhumm — ela respondeu com um ronronar. Estava imersa ao que eu estava fazendo.

- Então sai dai que a Sue esta indo para ai agora mesmo.

- O QUE? — Nós duas gritamos ao mesmo tempo em que batidas na porta eram ouvidas.

- Abra essa porta Fabray

- E agora? — Rachel sussurrou pra mim enquanto nos levantávamos correndo pra vestir nossas roupas.

- Tem a janela — apontei pra janela perto da cama do Puck

- Você quer que eu pule?

- Pensa pelo lado bom, é isso ou levar uma suspensão — falei rindo baixinho do bico lindo que ela fez.

- FABRAY — Sue gritou do lado de fora do quarto. Rachel terminou de se vestir e olhou a altura da janela

- É muito alto — coloquei umas três camisetas nela. A deixando mais fofa. Para quando caísse o impacto não fosse tão grande.

- Eu sei, mais é melhor que uma suspensão. E não tem nem um metro de altura Rach. Você que é pequenininha de mais. — ela colocou uma perna de cada vez do lado de fora da janela e parou no para peito — se acontecer alguma coisa comigo, saiba que eu te amo — sorri diante do drama dela e dei um beijo apaixonado.

- Nesse caso preciso te perguntar algo... — ela assentiu e eu continuei — Quer namorar comigo? — ela sorriu e me beijou mais uma vez.

- Sim. — Depois de responder ela saltou mais conseguiu cair de pé. Olhou pra trás e me mandou um beijo com a mão, depois saiu correndo pro seu dormitório. Dei a volta nos calcanhares e fui abrir a porta pra uma furiosa Sue Silvéster entrar a mil por hora.

- Onde está?

- Quem? — me fiz de desentendida — aqui não tem ninguém. Só eu.

- Então porque demorou tanto pra abrir?

- Eu estava me vestindo — olhei pra minha roupa que estava do avesso

- Muito engraçado Fabray. Vista sua roupa, que o diretor quer te ver — ela foi em direção a porta, mais antes de sair se virou e cheirou o ambiente. "você pode imaginar qual o cheiro que ela está sentindo né?"

- Que cheiro bom — ela falou e eu corei

- É um perfume novo que comecei a usar ontem.

- Qual o nome? Talvez eu compre um. — "Droga"

- Er... Rach... É uma fragrância sob encomenda... Só existe um frasco dele, fica em um vidrinho bem pequeno. — tentei soar natural, mais estava muito nervosa. Afinal ela queria o nome da minha namorada, que era o perfume que eu estava falando.

- Dizem que os melhores perfumes estão nos menores frascos.

- Eu concordo plenamente — sorri pra Sue que arriscou dar um sorriso, mais saiu uma careta.

- Se vista — e saiu. Sorri sozinha e cheirei o ambiente também. Era o cheiro de sexo. Era o cheiro do meu amor por Rachel e o dela por mim.

Tomei um banho e me vesti. Quando sai o Puck estava no quarto.

- E ai? — ele perguntou sorrindo

- Tudo bem... E com você?

- Tudo ótimo — esse sorriso bobo dele o denunciava

- Pode contar o que aconteceu

- Eu e a Mercedes... Nós... Juntos... É

- Certo eu já entendi — cortei ele, o coitado estava parecendo uma beterraba de tão vermelho que estava.

- E você e a Rachel?

- Nós nos acertamos... Graças ao quarteto fantástico.

- Em? — ele perguntou sem entender.

- Você, Santana, Britt e Kurt

- Haaaa

- Eu tenho que ir, você vai comigo? — falei pegando na maçaneta da porta

- Vou, tenho uma aula agora

Saímos do quarto e fomos para o McKinley. Quando pisei no corredor, todos os olhares vieram direto pra mim. Uns olhavam com curiosidade, outros com um sorriso me cumprimentando e outros com cara de desdém. Não avistei Rachel, ela provavelmente ainda esta se arrumando. Quando passei pelas lideres de torcida umas assanhadinhas sorriram e acenaram pra mim. Olhei pro lado pra ver se realmente era pra mim e não é que eram. A Rachel não vais gostar disso. Quando chegamos na sala do diretor o Puck se despediu de mim, me desejando um boa sorte e foi pra aula dele. Queria que a minha baixinha tivesse aqui, mais ela não estava. Respirei fundo e bati na porta. O diretor Figgins a abriu e pediu pra mim entrar. Pra minha surpresa meus pais estava sentados nas cadeiras de frente pra o diretor, e a treinadora Beiste estava de pé ao lado do Figgins.

- Oi filhinha — minha mãe me deu um abraço de urso. Eu retribui com um sorriso tímido.

- Oi mãe... Pai, treinadora — cumprimentei todos. — o que fazem aqui?

- O diretor Figgins queria conversar conosco

- Sei — olhei pro diretor e ele me mandou sentar ao lado da minha mãe.

- Bem Quinn... O que você fez foi muito errado. Não podia ter se passado por seu irmão só pra entrar no time. Isso foi perigoso e irresponsável.

- Eu sei tá legal... Mais eu precisava disso.

- Entendo — ele olhou pra suas mãos que estava sobre um envelope amarelo. — sabe o que é isso?

- Não senhor

- Isso é a sua transferência do Carmel para o McKinley — eu não podia acreditar no que estava escutando. Olhei para os meus pais que sorriam abertamente pra mim.

- Sério?

- Sim filha, você nos provou que é capaz

- Eu não acredito, vou estudar aqui e... E continuar jogando futebol e...

- Infelizmente você não vai mais jogar no time masculino Quinn — a treinadora falou pela primeira vez

- Como assim?

- O time masculino é muito perigoso para você. Se no primeiro jogo você conseguiu que todos do time rival te odiasse imagine o resto da temporada.

- Mais...

- Sabe eu sempre quis treinar um time feminino — ela me corta mais uma vez, e dessa eu fico de boca aberta — o que acha de me ajudar a treinar umas meninas para o campeonato do ano que vem?

- Isso... Seria incrível — falo desnorteada

- Vamos ter muito trabalho, mais tenho certeza que vamos conseguir. Muitas meninas se interessaram depois que te viram jogando no time masculino.

- Eu conheço duas ótimas jogadoras — falei me referindo a Santana e Brittany

- Mande elas virem para os testes que vai ser próxima semana

- Ok

- Bem vinda ao McKinley Quinn Fabray — o diretor me cumprimenta — saiba que eu tenho um interesse especial por alunos que se passam por seus irmãos pra entrarem no time de futebol — o diretor falou tentando fazer o mesmo discurso que fez quando eu estive aqui pela primeira vez — portanto não se surpreenda se eu aparecer de surpresa só pra ver como está.

- Vai ser uma surpresa — entrei na brincadeira também

- Agora saia — ele apontou pra porta. Eu olhei para os meus pais que assentiram e sai da sala com um sorriso maior que minha boca. Quando me virei dei de cara com a mesma morena que eu esbarrei nesse mesmo lugar no meu primeiro dia aqui no McKinley. Ela estava de farda, com as mãos nas costas, encostada no balcão da secretária do diretor. Me encarava com um sorriso sedutor. Fui me aproximando até parar a poucos centímetros dela.

- Sabe? Quando estive aqui pela primeira vez eu esbarrei em uma garota baixinha, linda, ela tem mais ou menos sua altura, a boca é muito parecida também... O cheiro então nem se compara — cheirei seus cabelos que era de morango. — sabe onde posso encontrar ela?

- Sei sim — ela se afastou e sorriu — ela está bem aqui — e selou nossos lábios. Um beijo cheio de carinho e amor. Nos separamos quando alguém entrou em uma crise de tosse atrás de nós.

- Desculpa interromper mais você estão em uma escola e...

- Oi pra você também Charlie

- Oi mana, Rach — ele sorriu descaradamente pra minha namorada.

- Ei... Tira o olho que é minha — o cortei sendo curta e grossa

- Desculpa, mais eu já arrumei uma também — ele olhou por cima do meu ombro e eu e Rachel nos viramos pra ver quem era. Pra nossa surpresa era aquela líder de torcida que eu dei um fora por causa da Rachel.

- Não acredito nisso — resmunguei só pra Rach escutar.

- Oi Charlie — ela beijou meu irmão — oi Charlie dois, Man han... — a fuzilei com os olhos e ela parou o que ia falar pra minha namorada. — Rachel? — Vamos? — ela perguntou a ele

- Vai indo na frente que eu já chego — ela se virou e foi embora, com sua pose de bitch

- Você está saindo com ela?

- Ela é gostosa — revirei os olhos junto com Rachel — e ela ainda convidou uma tal de Vick que eu não faço idéia de quem seja, pra ir com agente

- Homens — Rachel e eu falamos ao mesmo tempo. Começamos a gargalhar e o Charlie saiu atrás da loira, sem entender nada.

- Filha?

- Pai?

- Sua mãe e eu queremos contar uma coisa a você e seu irmão. Mais vai ser em um jantar hoje a noite — ele me olhou e olhou pra minha mão entrelaçada a de Rachel — leve sua amiga também

- Certo pai — ele olhou pra minha mãe e sorriu de uma forma afetuosa. Já podia até imaginar o que eles Ian nos contar. Os dois foram embora e quando acharam que ninguém estava vendo, entrelaçaram os dedos. Eu comecei a rir e a Rachel ficou confusa.

- O que foi?

- Acho que esse jantar nos reserva muitas surpresas — passei o braço em seu ombro e ela entrelaçou nossos dedos de novo. Fomos andando pelo corredor até eu avistar o Finnidiota. Ele estava sem a camisa dos Titans, o que significava que ele tinha sido cortado do time.

- A treinadora o dispensou depois da burrada que ele fez no jogo — Puck se materializou ao meu lado junto com Mercedes, Mike e Tina. Os dois também parecia estar namorando já que estava com sorrisos nada discretos no rosto.

- Ele pediu transferência para o Carmel

- Nossa... Acho que ele vai se dar muito bem com o treinador de lá e o Sam. Na verdade acho que eles foram feitos uma para o outro — nós todos caímos na gargalhada e saímos da escola direto para o Bradistix, fomos almoçar. Rachel e eu não nos separamos um segundo. Nem pra ir no banheiro, onde aproveitamos para uma seção de amaços.

- Argh... Dá pra vocês pararem de se comer e encontrarem um quarto — senhoras e senhores, Santana Lopez — me separei de Rachel que ficou na defensiva, ela ainda tinha um pé atrás com a Santana perto de mim.

- Oi Sant — falei limpando um resquício de batom da Rachel

- Oi... — ela olhou pra Rachel — já que a sua namorada não vai nos apresentar eu me apresento. Santana Lopes muito prazer — estendeu a mão pra Rach que ficou meio assim de pegar.

- Rachel Berry, o prazer é meu.

- Sant — Britt entrou no banheiro atrás de Santana

- Oi amor — nessa hora um sorriso se abriu nos lábios de Rachel, acho que agora ela não vai mais ter problemas com a Santana — estou conhecendo a namorada da Q.

- Oi eu sou Brittany S. Pierce — você deve ser a Rachel

- Isso mesmo.

- Brittany é a namorada da Santana

- Eu percebi — Rachel corou um pouco e nós três gargalhamos.

- Ei vocês — apontei com o dedo indicador para as duas — Tem duas vagas disponíveis no time feminino do McKinley pra vocês — elas sorriram

- Conte conosco — Santana respondeu pelas duas

- E comigo também — Rachel me surpreendeu

- Você quer entrar pro time?

- Porque não? — eu sorri e dei um beijinho nela

- Vai ser divertido

Nós três saímos do banheiro de volta para o restaurante. Kurt estava flertando com um garçom muito bonito. Quando nos viu correu até nós deixando o coitado sozinho.

- Ei meninas — cumprimentou todas nos, deixando Rachel por ultimo — é um prazer finalmente conhecer você Rachel. Eu sou Kurt Humel, melhor amigo, confidente, comparsa e muitas outras coisas da Quinn, no bom sentido são claro.

- Oi Kurt, o prazer é meu.

- Você viram aquele bofe escândalo ali?

- Quem é ele? — Britt perguntou

- Blaine Anderson, ele vai estudar no McKinley no ano que vem... Acho que vou me transferir pra lá

- Mais você não estuda mais — eu indaguei, Kurt tinha terminado os estudos a dois anos.

- Sim. Mais ninguém precisa saber né? Se eles acreditaram que você era um garoto, porque não vão acreditar que eu tenho dois anos a menos? — nós todos gargalhamos da gracinha do Kurt.

Mais no final das contas ele conseguiu entrar no McKinley e está namorando o Blaine. Santana e Brittany se transferiram para lá também, elas duas estão muito felizes juntas. Puck continua sendo meu fiel escudeiro. Ele e Mercedes estão firmes e fortes igualmente a Mike e Tina. Finn e Sam se tornaram amigos, a ultima noticia que eu tive deles foi que contrataram duas garotas de programa e quando chegaram no motel descobriram que eram dois travestis. Resultado, virou manchete de jornal "Jogadores do Carmel foram vistos saindo de motel com dois travestis" é até que o fim deles não foi tão mal. Rsrsrs. O Charlie continua como sempre, um galinha, já saiu com todas as garotas do McKinley e novamente foi expulso. Na escola onde meus pais o colocaram ou ele toma jeito ou vai pra cadeia. Ele está estudando em uma escola militar, onde não tem nem um rabo de saia pra ele olhar. Coitado. Meus pais reataram o casamento, o que foi muito bom, ele estão muito felizes e eu e meu irmão "nem tanto" estamos felizes também. O meu novo time de futebol faltaram vagas e sobraram muitas garotas. Não tenho duvida que vamos conseguir ganhar o campeonato. Eu e a treinadora Beiste estamos ralando muito pra isso...

Estou esquecendo de alguém?

Haaaa... Sim. Faltou Rachel e eu. Nós estamos muito felizes. Eu me mudei de dormitório e por conhecidencia ou não ela ficou como minha colega de quarto. Não acho que tenha sido conhecidencia. Na verdade eu acho que ela ameaçou o diretor, porque quando ele ia me dizer onde ia ser meu quarto eu vi ela saindo da sala dele com um sorriso de quem tinha aprontado. Quando vi o diretor ele estava com uma cara de pavor e me perguntou se o pai da Rachel era advogado. Eu falei que sim e ele amarelou e me deu as chaves extra do quarto dela, me mandando pra lá. É ela ameaçou ele. Agora eu estava desfazendo minhas malas no quarto onde eu dividiria com a minha namorada. Ela está me ajudando.

- O que é isso? — ela pega uma caixinha branca de mais ou menos quinze centímetros, onde se eu não me engano está guardado o presente da Santana...

- Não abre que... — era tarde ela já tinha aberto, ela ficou paralisada por um segundo, até se formar um sorriso maroto em seus lábios.

- O que é isso Q.

- Bom... É um...

- Vibrador?

- Isso — abaixei minha cabeça envergonhada — mais eu nunca usei eu juro. A Santana me deus quando eu vim disfarçada de Charlie pra cá.

- E pra que ela te deu isso? — eu sorri e me aproximei tirando o aparelho das mãos dela.

- Pra usar minha imaginação — a beijei com luxuria e desejo. O que aconteceu depois... Eu tenho certeza que vocês já conseguiram usar a imaginação.

Notas finais
Gostaram do fim da trama? Cada um teve o final merecido? Se não comentem. Se sim, comentem do mesmo jeito. Sem tem criticas podem falar que sou toda ouvidos. Muito obrigada. Mais antes que eu me esqueça. Muita gente pediu um epílogo... E como eu sou gente boa declaro que se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, vou fazer um epílogo. Ebaaaa. Eu não tenho idéia do que escrever. Porque pra mim a fic acabaria aqui, mais teve uma repercussão tão grande que eu vou prolongar mais em um capitulo. E prometo fazer que fique... Interessante, divertido e muito romântico. Espero que tenham gostado de verdade e mais uma vez. Até amanhã.