"Ela é a flor mais bonita que já vi!"-Spemily
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Emily acabara de acordar com o som de seu despertador. A morena se sentou na cama e seus cabelos, que caiam como uma cascata por suas costas, estavam levemente embolados. Seus olhos coçavam devido ao sono que ainda estava presente. Ela se levantou e caminhou em direção ao banheiro do corredor. Tomou seu banho e assim que voltou para o quarto vestiu um short jeans preto e uma blusa regata branca. Calçou seus all stars pretos e desceu as escadas encontrando sua mãe sentada a mesa tomando café.
Pam: Bom dia filha. –sorriu-
Emily: Bom dia mãe. –se sentou e pegou uma maça-
Pam: Vai trabalhar o dia todo hoje? Fiquei sabendo que não terá aula no seu colégio hoje.
Emily: É, estão trocando as tubulações dos banheiros. Como hoje não vai ter aula Sr. Cooper perguntou se eu podia trabalhar o dia todo, e eu aceitei.
Pam: Eu sei que você gosta da floricultura Em, mas você tem que pensar no seu futuro também. Você não pensa em fazer algum curso antes da faculdade? Eu poderia voltar a trabalhar e ajudar seu pai a pagar e....
Emily: Mãe! –a cortou- Eu amo meu trabalho e amo aquelas flores. A Sra. Cooper já é de idade e não consegue cuidar de tudo sozinha. Eu me sinto bem lá e eu ainda tenho um tempinho pra pensar em faculdade.
Pam: Um tempinho? Emily você já esta na metade do seu ultimo ano do ensino médio, já devia ter decidido a muito tempo. A Hanna já decidiu a Aria já até começou a faculdade!
Emily suspirou: A Aria só começou a faculdade porque ela é um ano mais velha que eu e a Hanna.
Pam: Mas é isso que eu quero te dizer. Quando tinha sua idade ela já tinha decidido fazer letras e...
Emily: Já chega. –se levantou- Eu vou embora, não quero brigar de novo por isso.
Emily se levantou, pegou sua bolsa na cadeira ao lado e saiu de casa. Ela e sua mãe sempre tinham essas brigas sobre seu futuro. A garota ainda não decidira o que fazer da vida. Ela queria alguma coisa mais simples, já seus pais queriam que ela saísse de Rosewood e fosse para uma cidade maior como Nova York ou Los Angeles. Segundo eles, essas cidades tinham maiores chances de proporcionar um futuro melhor para a filha. Emily não queria sair de Rosewood por vários motivos, mas o principal era a floricultura. Rosewood era uma cidade muito florida em todas as épocas do ano e isso a encantava. Quando um tipo de flores murchava, outras nasciam em seu lugar.
Emily tinha 17 anos, faria 18 daqui a dois meses. A menininha doce e quietinha do papai havia crescido, mas continuava com sua enorme paixão por flores. Desde pequena Emily se encantava com os diversos tipos de fores que via por toda a cidade. Quando tinha dez anos gostava de caminhar pelo bosque, colher as flores mais bonitas e dá-las de presente a sua mãe. Pam sempre admirou o gosto da filha por flores, mas as vezes achava que a filha levava seu emprego na pequena e mixuruca floricultura da Sra. Cooper a sério de mais.
Emily chegou na loja e usou a chave que tinha para abrir a porta. Assim que entrou virou a plaquinha deixando o escrito “ABERTO” para fora. Ela amarrou seu avental verde musgo com a logo da loja na cintura e começou a regar as diversas flores que ali estavam. Apesar de pequena, a loja era bem aconchegante e limpa. Era raro quando alguém aparecia por lá, mas Emily nunca deixava de dar amor e carinho a suas tão amadas flores.
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Spencer abriu os olhos depois da primeira noite em que passara em Rosewood em tanto tempo. Ela se espreguiçou e se sentou na cama olhando em volta. Pegou o telefone do gancho e pediu seu café que logo chegou. Comeu enquanto passava distraída pelos canais da televisão. Um dos noticiários falava sobre o falecimento de sua avó, já que a família Hastings era a mais rica da cidade. Spencer não tinha orgulho de ser chamada de Hastings, pois usa própria família havia lhe dado as constas devido a um erro de sua mãe.
Spencer tinha 10 anos quando aconteceu e até hoje, quando já tinha 22, a lembrança ainda estava fresca em sua cabeça. Ela se lembrou da expressão confusa do pai quando o médico lhe dissera que nada nele era compatível com Spencer. Um simples teste para saber sobre sangue, pois o pai não lembrava seu tipo sanguíneo e não tinha nenhum documento que o mostrasse em mãos, fez Spencer descobrir que sua vida era uma mentira. E com 10 anos se viu sem casa até a pessoa que ela menos esperava aparecesse para ajuda-la.
Avery Jonson Hastings era a “avó” paterna de Spencer. A garota tinha ganhado o nome de Spencer Avery Hastings para homenagear a mulher e disso sim Spencer tinha orgulho! Avery a criou como uma filha lhe ensinando os verdadeiros valores e deveres de um ser humano. Com ela, Spencer aprendeu a respeitar e a ser respeitada, a agradecer e fazer as coisas para os outros por pura bondade, sem receber nada em troca. Porém, a velha senhora nunca conseguiu apagar a magoa do coração de Spencer e isso a deixava extremamente triste.
Por mais que Spencer fosse gentil com algumas pessoas, ainda eram poucas. Spencer não acreditava em mais ninguém a não ser sua avó. Sua gentileza era sempre mostrada a crianças e animais, mas quando se tratava de pessoas adultas ou até mesmo adolescentes, seu coração virava uma pedra de gelo.
Quando terminou seu café, Spencer colocou um vestido preto, salto da mesma cor e óculos escuros e saiu do hotel em direção a capela de Rosewood onde, daqui a uma hora, começaria o velório de sua tão amada avó. Assim que o porteiro abriu a porta para que ela saísse, algo chamou sua atenção. Olhou para a frente e viu duas garotas, uma de cabelos loiros e olhos azuis e outra com cabelos castanhos e olhos verdes, entrando em uma loja que ficava na frente do hotel.
Spencer se lembrou da loja como sendo a floricultura da Sra. Cooper, uma amigável senhora que às vezes a presenteava com flores enquanto passava pela rua. Lembrou também que ela e sua avó costumavam ser grandes amigas e sempre que Avery vinha a Rosewood, elas jantavam juntas.
Spencer atravessou a rua. Não sabia se a senhora ainda trabalhava ali, mas não custava nada tentar e além do mais ela iria levar flores para sua avó. Spencer sabia que a avó gostaria, pois em toda a sua vida Avery sempre amara flores e cuidava sempre de seu lindo jardim que possuía em sua casa na Inglaterra, onde Spencer morara com ela em maior parte de sua vida.
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