Ela É Demais - Thiefshipping
14 Uma Festa Nada Divertida...?
Notas iniciais
Me desculpem pela demora, mas finalmente a festa!!!! Bem, fiquei meia na duvida, mas espero que gostem :D
Eles chegaram na festa alguns minutos depois, os Ishtar não moravam tão perto do colégio, mas também não era muito longe. Entraram no ginásio, que estava cheio e com muito barulho. Várias pessoas estavam dançando animadamente. Anzu percorreu o olhar por entre a multidão tentando encontrar Yami, mas era impossível no meio de tanta gente.
- Pessoal! Eu vou procurar o Yami! – ela grita tentando fazer com que os outros quatro a escutassem. Ryou, que estava mais próximo pareceu entender e acenou com a cabeça indicando que tinha ouvido, a morena sorri para Marik enquanto caminha entre a multidão de alunos tentando ignorar o olhar suplicante da loira.
- Vamos para um lugar menos barulhento! – Marik grita para seu irmão. Mariku concorda e tenta abrir caminho entre a multidão, o que não era muito difícil já que ele estava empurrando todos da sua frente, os outros três o seguem.
Eles acabam descobrindo que perto da mesa onde estavam algumas bebidas era menos barulhento. Bakura se encosta a mesa e observa as pessoas no meio da pista de dança, ele revira os olhos quando encontra Jou discutindo com Honda.
- Toma. – ele é surpreendido pela loira estendendo um copo ele olha para Marik – Não tem veneno. – a loira diz brincando, bebe um gole e faz careta, ela nunca gostou dessas bebidas com álcool, nem mesmo vinho, preferia ficar no refrigerante mesmo. Bakura revira os olhos e pega o copo da mão dela.
- Isso vai ser chato igual o ano passado... – ele murmura bebendo um gole de sua bebida, ignorando a careta da loira.
- Não, não vai ser! – Marik protesta sorrindo presunçosamente – Este ano eu estou aqui, não tem como ser chato.
- Como se você fizesse muita diferença Princess. – Bakura responde no mesmo tom. A loira mostra a língua para ele infantilmente e finge se esconder atrás de Ryou, que estava com expressão chocada no rosto.
- Hmm... – Ryou murmura desconfortavelmente, seu gêmeo o olha com uma sobrancelha erguida – Vocês... Vocês estão cientes que acabaram de compartilhar um beijo indireto...? – ele pergunta meio sem jeito.
As ametistas crescem e Marik olha para Ryou se perguntando se ele sabia de algo sobre o beijo e estava tentando usar contra eles, Ryou às vezes podia ser um pouco assustador, deveria ser por ele assistir tantos filmes de terror psicológico.
Bakura por outro lado quase engasgou com sua bebida, olhou perplexo para seu irmão como se dissesse 'Do que você esta falando!?', mas o mais novo ignorou e continuou os olhando inocentemente. O Touzoku mais velho sabia que seu gêmeo estava aprontando algo e lança um olhar que dizia 'Preciso falar com você'.
Ryou assente e segue seu gêmeo para fora do lugar em direção aos corredores. O mais velho se encosta a parede observando seu irmão fazer o mesmo na parede oposta – Tudo bem, o que foi aquilo? – Bakura pergunta o olhando fixamente. O mais novo encolhe os ombros como se não estivesse entendendo o que ele queria dizer – Não se faça de idiota Ryou! Eu te conheço muito bem pra saber que você esta aprontando alguma coisa. – ele estreita os olhos perigosamente.
- Eu meio que sem querer ouvi você discutindo com você mesmo sobre um beijo que você e Marik compartilharam. – ele diz timidamente olhando para seus pés, que pareciam muito interessantes no momento.
- Você estava espionando! – Ryou ergue a cabeça bruscamente o olhando surpreso por Bakura ter gritado exasperado e estar o olhando incrédulo. Um dos olhos do mais velho se contorcia, desde quando Ryou era esse tipo de pessoa!? Ryou era inocente e incapaz de fazer algo assim, pelo menos era o que Bakura achava.
- Acho que espionar não é a palavra certa... Eu ouvi sem querer... – ele diz tentando parecer inocente. Bakura estreitou os olhos cerrando os punhos. Ele sabia que era mentira, Ryou sempre usava esse tom inocente quando estava mentindo.
- Bisbilhoteiro! – o mais velho diz apontando o indicador para ele acusadoramente. Ryou se encolhe um pouco o olhando como se estivesse magoado.
- Assim você me ofende Baku... – ele diz de maneira infantil sentindo os olhos começarem a marejar.
Bakura o olhou com mais irritação – Não! Não tente usar chantagem emocional pra sair como inocente! – ele grita suspirando fundo e passando as mãos nos cabelos tentando se acalmar. Tinha acabado de descobrir que seu irmãozinho podia ser um monstro.
- E não foi nada demais. Você sabe que é verdade, vocês compartilharam um beijo indireto. – Ryou diz esfregando os olhos para enfatizar que estava prestes a chorar.
- Tudo bem! Só me faz um favor, não fala nada pra ela. – o mais novo assente o tranquilizando um pouco – E para de ficar ouvindo atrás da porta! – ele diz antes de voltar a festa deixando um Ryou rindo baixinho. Chorar sempre fazia seu irmão ceder.
Bakura caminhou de volta a mesa e olhou para os lados, nem sinal dos Ishtar, de repente alguma garota solta um grito estridente no meio da multidão fazendo todos pararem para olha-la. Ela estava com um vestido claro que agora estava todo manchado num tom meio rosado, próximo a ela estava um egípcio se dobrando em gargalhadas junto com um loiro magrelo.
A garota olhou para os dois com irritação e depois correu para o banheiro, provavelmente iria tentar tirar a mancha, mas Bakura tinha certeza que ela não conseguiria com apenas água. Ele voltou seu olhara para seu amigo psicótico e percebeu que Shadi-sensei estava arrastando ele e Jounouchi pelo braço para fora, o que fez o albino rir imaginando a bronca que levariam.
Com a confusão resolvida todos voltaram ao que faziam, dançando, conversando ou fazendo sabe-se lá o quê. Bakura olhou novamente ao redor procurando pela loira e para sua surpresa a encontrou conversando animadamente com algum garoto aleatório. Ele sentiu algo dentro de si borbulhar de raiva e se aproximou deles irritado.
- Maya! – ele diz a puxando pelo braço. Ela cambaleou um pouco e se segurou na camisa dele para não cair, olhou um pouco confusa para o rosto dele, mas logo um largo sorriso cresceu em seu rosto quando o reconheceu.
- Fluffy~! – ela diz animadamente – Estava te procurando, ai eu acabei conhecendo ele... – ela diz num tom arrastado olhando para trás e percebendo que tinha se afastado de seu novo amigo, voltou a olhar para Bakura – Ele sumiu Fluffy! – ela diz parecendo triste por isso.
O albino franze a testa percebendo que ela estava vermelha, falando mais alto do que de costume e estava mais animada do que da última vez que se lembrava – Marik você bebeu alguma coisa? – ele pergunta num tom baixo. A loira assente vigorosamente rindo de nada em particular.
- Sim! Honda-kun me deu uma coisinhaaa beeem doce pra mim beber! – ela diz sorrindo para ele. Bakura suspirou fundo tentando mante-la de pé e a arrastou para se sentar, não estava em condições agora.
- "Maldito Honda! Ele tinha que dar sakê pra essa idiota!" – ele pensa a fazendo se sentar. Marik olhou para ele em confusão por um momento depois fez beicinho.
- Eu quero dançar Fluffy~! – ela diz cruzando os braços para completar sua birra. Bakura se sentou em outra cadeira de pernas e braços cruzados a olhando com uma sobrancelha erguida.
- Você não consegue se manter de pé direito, como pretende dançar? – o albino pergunta num tom divertido, esperando uma resposta.
- Então você me mantém de pé! – ela diz como se fosse o óbvio – Por favooooor Fluffy~! Eu queroooo dançaaaaar! – ela pede com as mãos juntas em frente ao corpo e o olhando com os grandes olhos brilhando.
- "Era só o que faltava!" – ele pensa olhando para os lados em busca de alguém, de preferência seu gêmeo, para ajudar a manter a loira bêbada sentada e fora de problemas.
Ele estava tão concentrado em achar seu irmão que não percebeu que o clima tinha mudado, agora não tinha mais a musica estridente e as luzes irritantes, a música agora era calma e as luzes diminuíram de maneira agradável. O que chamou a atenção dele foi um grito de felicidade que veio da loira ao seu lado.
- Fluffy~! – ela grita o olhando na expectativa – Eu amooooo essa música! Dança comigo Fluffy~? Por favooor... – ela pede manhosamente, antes dele responder que não iria dançar ela fala antes fazendo beicinho – Você prometeu que iria ser meu par...
- "Prometi? Me lembro de dizer que a arrastaria para festa!" – ele pensa soltando um longo suspiro, olhou para ela, já imaginando ela começando a chorar se ele não dançasse com ela e os grandes olhos brilhando também deram uma ajudinha – Tudo bem...
If I don't say this now I will surely break
(Se eu não disser isso agora eu certamente enlouquecerei)
As I'm leaving the one I want to take
(Como se deixassem a última coisa que quero ter)
Forgive the urgency but hurry up and wait
(Perdoe a urgência, mas apresse-se e espere)
My heart has started to separate
(Meu coração começou a se partir)
Marik pula animadamente meio que puxando o albino pela mão ate a multidão que já estava no clima da música. Ela agarrou o pescoço dele e apoiou a cabeça no ombro dele com um pequeno sorriso nos lábios por estar dançando. Bakura sentiu seu rosto corar violentamente e desajeitadamente passou os braços em volta da cintura dela, como se o toque dele tivesse lhe dado um choque faz Marik recobrar a consciência do que fazia, pelo menos um pouco.
Ela olhou para cima num movimento rápido – B-bakura...? – ele pergunta hesitante – O-o quê...?
- Não se atreva a dizer que não quer mais dançar! – ele rosna em irritação – Você me arrastou ate aqui e vai dançar comigo entendeu? – ela se limita a acenar e se calar. Sentiu seu rosto esquentar, seu coração bater mais rápido e escondeu o rosto na curva do pescoço dele.
- Você sabe que poderia simplesmente ter deixado Ryou dançar comigo se você não queria... – ela murmura um pouco desanimada. O albino fecha os olhos soltando um suspiro e sorriu.
- Primeiro; não faço ideia de onde ele esta. Segundo; Mariku ficaria com ciúmes, a tensão sexual entre ele e Ryou é simplesmente estúpida. – ela ri, Bakura tinha razão, pelo menos nisso – E terceiro que você não vai querer outro cara te tocando. – ele sorri presunçosamente ganhando um olhar irritado da garota.
Marik olhava para ele com uma carranca, mas depois solta um suspiro – Não tente nada estranho Fluffy. – ela avisa passando os braços em volta do pescoço dele novamente, o fazendo sorrir.
– O que seria estranho pra você Princess? – ele pergunta erguendo uma sobrancelha sugestivamente a fazendo corar. Bakura ri se inclinando mais perto dela – Você fala demais, sabia? – ele sussurra contra o ouvido dela, a fazendo se arrepiar e morder o canto do lábio pelo nervosismo.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Apesar de estarem dançando a clima entre eles estava tenso, ambos queriam dizer algo sobre o beijo, mas nenhum queria começar o assunto. Marik suspira fundo, talvez essa era a hora de acabar com a duvida que estava a deixando louca, apoiou a cabeça no peito dele, uma forma de esconder o rubor que logo apareceria novamente – Eu sei que não deve ser um bom momento, mas... Aquele beijo... – ela murmurava, mas é cortada.
Bakura suspira fundo e fecha os olhos tentando diminuir o nervosismo – Na verdade eu não consegui pensar em outra coisa essa semana... – ele murmura a fazendo erguer o rosto o olhando fixamente com um tímido sorriso no rosto – Olha... Se você quiser esquecer tudo eu entendo, mas... – ele morde o canto do lábio nervosamente.
- Não... Não é isso, é que... Eu fiquei confusa e em choque. – ela diz ficando vermelha desviando o olhar dele – Primeiro você me beija e depois age como se nada tivesse acontecido.
- Eu sei que eu fui um idiota. – ele murmura não querendo admitir isso pra si mesmo. A loira sorri lhe lançando um olhar que dizia 'Você sempre age como um idiota', mas foi ignorada.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
I'll look after you
(Eu cuidarei de você)
- Obrigada. – ele ergue uma sobrancelha indicando que não entendeu – Não pude agradecer por ter ouvido o meu desabafo aquele dia... Você saiu correndo depois... – ela corou encolhendo os ombros e abaixa a cabeça.
O albino corou ao se lembrar, mas ela não podia ver, o que ele agradeceu. Bakura suspirou fundo, queria dizer naquele momento, mas tinha medo da sua voz não sair e estragar tudo. Apertou mais os braços em volta dela, como se tivesse medo que ela pudesse fugir.
Marik suspirou fundo e sorriu ligeiramente, era confortável estar entre os braços de Bakura, ela gostou disso, se sentia segura, era como se todos os problemas tivessem desaparecido. Sentiu um frio no estômago ao se imaginar o beijando novamente e de repente se sentiu muito mais nervosa e sua respiração começou a ficar descompassada.
There now, steady love, so few come and don't go
(E agora, namorando fixo, tão poucos vêm e não vão)
Will you won't you, be the one I always know
(Você quer ou não ser a única que sempre saberá)
When I'm losing my control, the city spins around
(Quando eu estou perdendo meu controle, a cidade gira ao meu redor)
You're the only one who knows, you slow it down
(Você é a única que sabe, você diminui isso)
- Marik... – o albino sussurra no ouvido da loira, ela ergue a cabeça, seus rostos estavam muito próximos o que fez ela corar – Por favor... Não me afasta... – ele murmura e antes dela poder pergunta algo sentiu os lábios pálidos sobre os seus, ela arregalou os olhos. Mil coisas passaram em sua cabeça, ela não sabia nem o que estava sentindo.
Bakura mordiscou o lábio inferior de Marik e puxou de leve fazendo as defesas da loira irem a baixo, ela fechou os olhos e deixou a língua do albino vaguear em sua boca, mapeando cada centímetro. Ele podia sentir o gosto levemente adocicado do sakê.
O albino a puxou pela cintura possessivamente pressionando seus corpos juntos, fazendo a loira gemer em surpresa. Ele queria tocar cada vez mais a pele caramelo, queria sentir o calor emanando do corpo dela e sorriu internamente sentindo os dedos dela em sua nuca o puxando para aprofundar o beijo.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Ambos não queriam que o beijo acabasse, mas eventualmente eles teriam que se afastar. Marik aproveitou cada segundo do beijo, sentindo a língua de Bakura tocando suavemente a sua, tudo no albino era suave, o toque, o beijo, tudo.
Bakura se afasta sua respiração era um pouco pesada, ele ainda mantinha Marik possessivamente em seus braços, olha para a loira, que não estava em uma situação melhor, e sorri encostando suas testas. Eles ficam se olhando por uns instantes. Marik sorria fracamente, seu coração estava batendo freneticamente, ele não acreditava no que acabara de acontecer.
- Maya... – o albino sussurra e como se a loira levasse um choque de consciência ela coloca uma mão no peito dele e o empurra, ela parecia estar confusa, triste e um pouco preocupada ao mesmo tempo. Bakura a olhava sem entender porquê da mudança repentina, ele da um passo para frente hesitante, temendo a reação dela, a loira recua e antes dele poder dizer algo a garota sai correndo. O albino fica ali parado tentando entender o que houve, olhos arregalados em choque.
- Vai atrás dela. – o Touzoku olha para o lado saído do seu estado e encontra Jounouchi e Mariku. O egípcio rosna baixinho colocando uma mão no ombro do amigo pálido – Eu juro por Rá que se você não for atrás dela agora, eu mesmo me encarrego de tornar sua vida um inferno!
Bakura olha para a saída por um instante e morde o canto do lábio antes de voltar a olhar para os dois loiros – Vai atrás dela cara. – Jou diz sorrindo confiante para ele, o albino acena com a cabeça antes de sair correndo atrás da loira. Ele precisava saber o que estava acontecendo. Sentiu um temor em sua mente. E se ela tivesse se arrependido? Se tivesse percebido que não gostava dele? Jogou esses pensamentos no fundo de sua mente, não era importante isso agora, só queria acha-la.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
I'll look after you
(Eu cuidarei de você)
Marik corria pelos corredores da escola, ele estava confuso com o que acabou de acontecer. Bakura acabou de beija-la e ela correspondeu ao beijo pela segunda vez. Mas esse não era o verdadeiro problema, ela já tinha assumido que gostava dele, mas ela não queria que fosse desse jeito. Não queria que ele gostasse dela como Maya, ele tinha gostar dela como Marik.
Entrou em uma sala vazia, estava escuro, se sentou no chão em um dos cantos abraçada aos joelhos. Ela só queria esquecer isso por um momento e poder pensar com calma, mas o beijo não queria sair da sua cabeça agora. Esse parecei ter sido mais especial do que o primeiro e isso a assustava um pouco.
"Não sei porquê da preocupação..." – ela pode ouvir sua voz masculina num tom de desdém.
- Não podemos... – ela murmura mordendo o canto do lábio nervosamente. Essa não era o melhor momento para discutir consigo mesmo.
"Por quê?" – a voz pergunta tranquilamente como se nada estivesse errado e se fosse possível ouvir uma sobrancelha arquear ela teria.
- "Você é um garoto... E Bakura também é..." – ela pensa de uma maneira infantil olhando para seus pés os remexendo um pouco.
"Descobriu isso agora?"– a voz diz num tom sarcástico a voz solta um longo suspiro – "Eu sei que você esta com medo... Sei muito bem... Primeiro que isso vai contra o que nos ensinaram e depois as coisas estão acontecendo muito rápido... Mas se você... Se nós gostamos dele..."
- "Mas e quando você voltar!? Como vai ser...?" – ela começa a chorar desesperada. Estava com medo do que sentia, como a voz tinha dito, as coisas estavam acontecendo muito rápido pra ela – "Não vai ser a mesma coisa..."
"Somos a mesma pessoa... Marik Ishtar e não duvide disso!" – a voz era tranquila e confiante, tentava trazer conforto a loira.
- "M-mas... Eu sou Maya..." – ela começa a soluçar por causa do choro.
"Não. Você e eu somos Marik, não tem como mudar isso. Seu corpo nesse momento pode ser da Maya, mas nós dois somos Marik Ishtar. Se ele gosta mesmo de nós é por quem somos de verdade, não pelo que aparentamos, a aparência vai ser a ultima coisa que devemos nos preocupar!" – ela assente para o nada com um pequeno sorriso e esconde o rosto nos joelhos.
- "Obrigada..."
"Estarei sempre aqui quando precisar... Não é como se eu pudesse ir a algum lugar no final das contas." – a loira sorri sentindo a voz se afastar lentamente.
If ever there was a doubt
(E se sempre existiu dúvida)
My love she leans into me
(Meu amor, ela decai sobre mim)
This most assuredly counts
(A soma mais garantida)
She says most assuredly
(Ela disse mais garantida)
A egípcia ouve o som da porta se abrindo, mas não ergue a cabeça para ver quem era, provavelmente era Ryou ou Anzu para perguntar se estava tudo bem, ela sentiu que a pessoa se sentou ao seu lado em silêncio e podia sentir que estavam olhando para ela.
A loria ergue a cabeça, ia mandar quem quer que fosse ir embora, não queria conversar agora, ainda precisava de tempo para se acalmar, mas parou quando viu os olhos carmesim de Bakura e não os chocolates de Ryou, mas o olhar dele não era arrogante ou presunçoso, era suave.
- Maya eu... – Bakura ia dizer algo, talvez se desculpar, ou pedir uma explicação compreensível, mas a loira o cortou.
- Não me chame assim! – ela grita se levantando, tinha acabado de conversar com o seu outro lado, mas ainda estava insegura e quando viu o albino lhe chamar de Maya sentiu toda aquela pouca confiança se esvair, sentiu uma mão gelada tocar seu pulso e a puxar para se sentar novamente. Bakura estava com expressão seria.
- Por quê? – ele pergunta calmamente contradizendo sua expressão, ele se sentou de frente para Marik, para evitar que a loira tentasse escapar. Ela enterrou o rosto nos joelhos – Quero uma resposta! – o albino exige. Marik permaneceu em silêncio.
- Você sabe quem eu sou? – ela pergunta erguendo o rosto olhando nos olhos escarlates. Bakura a olha confuso, como assim? É claro que ele sabia, porque ela perguntou?
- Claro que sim! – ele afirma confiante, mas Marik balança a cabeça calmamente discordando dele. Bakura franze a testa esperando uma resposta, não fazia sentido para ele.
- Você se esqueceu que sou Marik Ishtar, o pirralho irritante que vive pra te tirar do serio e não Maya, a garota que você vê agora. – a loira responde abaixando a cabeça novamente – Não quero que você goste somente da Maya.
- Tudo bem.... – o albino diz olhando fixamente para ela. Marik ergueu a cabeça com o olhar confuso, ela queria que ele dissesse que isso não importava – Eu admito que você esta atraente nesse corpo... – ela faz careta – Mas também sei que Maya... – ele aponta para ela sem desviar os olhos das ametistas – É uma parte daquele pirralho. – ela abaixa a cabeça mordendo o canto do lábio – Você disse que sentiu que podia confiar em mim aquele dia não é? – ela assente receosa – Então, confie em mim agora também. – ele a abraça com cautela – Marik Ishtar eu te amo. – o albino diz palavra por palavra com toda a clareza e calma.
A loira o olha para a parede atrás do albino avaliando o que ele acabou de dizer tentando achar algo que indicasse que ele estava mentindo, mas com tudo o que estava sentindo nesse momento era impossível.
Eles ficaram em silêncio, ela estava com medo de acreditar nele – "Ele diz isso, mas..."
"Você não devia se preocupar com isso agora!" – a voz masculina dele mesmo ecoa em sua mente novamente – "Deixa que eu me preocupo quando voltarmos ao nosso corpo." – sua voz era calma.
- "Eu não posso! Eu sou você! Isso diz respeito a nós dois!" – ela grita mentalmente mordendo o lábio inferior apertando mais seus braços em volta do albino.
E como se Bakura pudesse ler a mente dela ele diz – Não importa se você voltar ao seu corpo real, eu vou estar com você... Sempre. – ele diz se inclinando, o corpo de Marik fica tenso quando Bakura a beija suavemente nos lábios e depois se inclina perto de seu ouvido – Eu te amo.
"Não se preocupe com esses detalhes agora. Aproveite o momento!" – a voz diz sumindo gradativamente, fazendo a loira estremecer um pouco, era como se ele tivesse criado uma segunda personalidade quando foi transformado em uma garota. (N/A: alguém acha isso um pouco familiar?)
- Bakura... – ela passa os braços em volta do pescoço dele e enterra o rosto no peito do albino e começa a chorar, Marik se chutou mentalmente por estar agindo como uma garota sentimental, mas ele não podia fazer muito quanto a isso – Eu... Eu acho que gosto de você... – o albino se afasta um pouco e a olha por um momento parecendo ofendido ou algo do tipo – O quê...? – ela pergunta com medo de ter falado algo errado.
- Só não esperava que você ainda tivesse duvida se me ama ou não. – ele diz num tom áspero com uma sobrancelha erguida.
Marik cora violentamente – Você sabe o que eu quis dizer... – ela murmura abaixando um pouco a cabeça – É constrangedor dizer isso...
- Você não pode dizer, mas eu tenho? – ele pergunta num tom ofendido – Você vai ter que dizer também. – ela o olha como se dissesse 'Não me obrigue a isso!' – Nada disso Marik, eu disse e quero ouvir!
A loira bufou, ele ainda continuava o irritante de sempre, olhou nos olhos dele encolhendo os ombros – Eu... – ela faz uma pausa sentindo ele na expectativa – Eu... Eu te amo. – ela diz escondendo o rosto entre as mãos o fazendo rir.
- Não foi tão ruim assim. Não arrancou pedaço nem nada. – ele diz a puxando mais perto rindo um pouco – Eu te amo. – ele diz com um pequeno sorriso.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
I'll look after you, after you
(Eu cuidarei de você)
- Obrigada... – Marik murmura se afastando do abraço e olha para Bakura um pouco constrangida e sorri desajeitadamente – Acho que estou cada vez mais parecido com uma garota... – ela sorri.
- Na verdade você sempre foi. – Bakura diz em diversão. A loira mostra a língua para ele fingindo estar irritada – Vamos. Estamos perdendo a grande festa. – ele diz puxando a loira pela mão para ficar de pé. Marik o olha um pouco hesitante – Marik. Eu gosto de você, mas você já esta abusando da minha pouca paciência. – o albino rosna. Ela ignora ele o olhando pensativa.
- Isso quer dizer que... Estamos juntos...? – ela pergunta encolhendo os ombros e olhando para ele em um misto de expectativa e apreensão. Bakura a olha chocado, depois de tudo isso ela ainda tem a capacidade de perguntar!?
- Do meu ponto de vista sim. – ele responde casualmente, Marik sorri e beija o rosto pálido. O Touzoku não esperava por isso, sua mão para no ar por um instante, depois ele sorri de canto, a loira ri da expressão surpresa dele – Ei! O que é tão engraçado? – ele pergunta com uma carranca no rosto.
- Você Fluffy! – a loira diz rindo e corre ate a porta, antes de sumir ela mostra a língua para ele sobre o ombro. Bakura pisca algumas vezes, ainda ficava espantando com as mudanças de humor repentinas dela, ele balança a cabeça sorrindo.
- Me apaixonei por um idiota... – ele murmura para si mesmo, coloca as mãos no bolso e sai da sala rindo um pouco.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
- Então, como foi? – Anzu pergunta sorrindo largamente, ela e Yami estavam perto da mesa, Marik e Bakura estavam encostados nela, o albino bebia sakê, que havia conseguido roubar de Honda. A loira fica vermelha, tinha se esquecido que eles se beijaram na frente de quase a escola inteira, mas para sua felicidade a maior parte estava distraído, ela encolhe os ombros entrelaçando as mãos atrás de seu corpo num gesto tímido.
- Eu disse que isso aconteceria. – Yami diz casualmente dando um gole em sua bebida, Bakura revira os olhos, ele não suportava esse jeito de sabe tudo do Muto.
- Agora que já falaram o que tinham para falar poderia nos deixar sozinhos? – o albino diz num tom rude, Marik o belisca no braço o fazendo esfregar o local – Ai! Não precisa ser violenta! – ele reclama a olhando um com expressão dolorida, os olhos lilás se dirigiam a ele como se dissesse 'Seja gentil!'. O albino revira os olhos e passa o braço sobre o ombro dela dando um beijo no alto de sua cabeça – Tudo bem... – ele murmura para ela depois olha para os outros dois com descaso – Poderiam nos deixar sozinhos? Por favor? – ele diz a ultima parte com falsa doçura.
Yami revira os olhos e sorri de canto puxando Anzu pela para irem sabe-se lá onde. Bakura sorriu presunçosamente passando os braços em volta da cintura da loira e a puxando para ficar de frente para ele.
- Finalmente juntos. – o albino diz dando um beijo casto na loira. Ela sorri como o toque suave e fecha os olhos apreciando cada segundo.
- Há quanto tempo você queria fazer isso? – ela pergunta o olhando com uma sobrancelha erguida e sorrindo.
- Te beijar ou mandar o Muto ir pastar? – Bakura pergunta com uma sobrancelha erguida em diversão. A loira revira os olhos soltando um pequeno suspiro e lança um olhar que dizia 'Você sabe do que estou falando' – Talvez eu sempre quisesse...? – ele diz encolhendo os ombros – Você sabe que mesmo no seu corpo original você é atraente. – a loira sorri com satisfação.
- Sinto-me honrada em saber que o Grande Rei Ladrão me acha atraente há muito tempo. – ela diz sarcástica e Bakura revira os olhos.
- Cala a boca. – ele diz sorrindo e se inclina para tomar os lábios da loira para si. A egípcia não pode deixar de soltar um baixo gemido ao sentir a língua dele entrar em sua boca.
It's always have and never hold
(É sempre ter e nunca segurar)
You've begun to feel like home
(Você começou a sentir-se em casa)
What's mine is yours to leave or take
(O que é meu é seu, aceite ou ignore)
What's mine is yours to make your own
(O que é meu é seu para fazer de si mesma)
Marik estava sentado em uma cadeira observando as pessoas ao seu redor, de vez em quando a loira tinha um ataque de risos por causa dos ataques de ciúmes de irmão mais velho que Jou estava tendo durante a noite, mas agora ele já tinha parado depois de Shizuka o repreender.
Ela estava entediada, a festa não estava sendo tão divertida, todos estavam mais interessados em dançar do que qualquer outra coisa, Ryou continuava desaparecido e Mariku sumiu dizendo algo sobre estar entediado. Bakura, agora estava conversando discutindo com Yami enquanto Shizuka e Anzu estavam no banheiro, ela se recusou a ir ao banheiro. Marik suspirou fundo tentando o seu melhor para não gritar de tédio.
- Maldito Bakura... Por que todos os garotos são iguais? – ela geme se debruçando sobre a mesa apoiando a cabeça nos braços se sentindo abandonada. Se estapeou mentalmente por estar agindo como uma garota – Maldito lado feminino! Bakura tem razão... Vou acabar ficando igual a Ishizu... – Marik nem notou que o albino estava se aproximando e que a puxou pelo braço, ela o olhou confusa e um pouco assustada.
- Vamos. – o Touzoku diz enquanto tentava desviar das pessoas em seu caminho.
- Bakura! Onde você vai me levar? – ela tenta protestar, mas o albino ignora suas tentativas de soltar seu braço e escorrega a mão para segurar a da garota – Bakura não podemos ir ainda, precisamos encontrar Mariku e Ryou!
- Eles não são mais crianças pra gente se preocupar, eles sabem se virar. – ele ri um pouco quando sente Marik apertar sua mão com mais força e mesmo que não pudesse ver sabia que ela estava com a testa franzida – Tudo bem... Ryou não é uma criança, ele pode lidar com o porco espinho. – ele diz sobre o ombro e sorri. Marik não parecia muito convencido disso, mas não podia resistir e impedir que o albino o levasse sabe-se lá para onde.
- Eu ainda quero saber onde estamos indo. – a loira diz agora caminhando ao lado dele. Bakura abriu a porta do prédio para que saíssem, a loira ainda o olhava esperando a resposta que logo veio.
- Aqui. – o albino diz sorrindo largamente. Marik olha em volta, não tinha nada de interessante ou extraordinário no lugar, era só a área perto dos galpões do colégio, ele já conhecia muito bem o lugar, ela olha para Bakura com estranheza.
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Oh, oh, oh
(Oh, oh, oh)
Be my baby
(Seja minha garota)
Oh, oh, oh
(Oh, oh,oh)
- A única coisa diferente é que nunca tinha visto esse lugar durante noite e com tanto barulho. – a loira responde olhando fixamente para o rapaz a sua frente. A garota não pode evitar estremecer quando o vento frio passou por eles em seguida sentiu os braços pálidos em volta de si sentindo um calor reconfortante.
- Eu queria te mostrar uma coisa. – o albino diz apoiando o queixo na cabeça de Marik, a egípcia se remexeu um pouco passando os braços em volta do corpo de Bakura.
- Só se for como a escola poder se mais assustadora durante a noite. – ela diz soltando um baixo suspiro e faz beicinho. Bakura revira os olhos, Marik tinha o poder de estragar esses momentos.
- Eu queria te mostrar isso. – o albino se afasta um pouco, mas mantinha seus corpos próximos e olhou para o céu negro coberto por uma espessa camada de nuvens. A loira olha para cima e pode ver alguns flocos brancos começarem a cair.
- Isso é... – ela diz olhando para um floco branco que acaba de cair na palma de sua mão e derreteu, os olhos lavanda encontram os escarlates – Neve? – ela diz num murmuro e olha em sua volta onde vários flocos gelados caiam pelo chão.
- Sim, é neve. Provavelmente amanhã a cidade inteira vai estar coberta de branco, mas achei que você iria gostar de ver dessa forma. – o albino diz observando a garota, ela tinha um sorriso que parecia com a de um criança que acaba de ganhar um doce, ele sabia que Marik nunca tinha visto neve em sua vida, mesmo que já estivesse morando dois anos em Domino City, somente no fim de ano neva na cidade e o loiro sempre perdia a queda de neve por ir passar o fim de ano com o irmão adotivo no Egito e quando voltava já estava no fim do inferno.
Marik olhou para Bakura, seus olhos brilhavam, ele sempre quis ver a neve, mas nunca tinha dado certo, este ano ele e seus irmãos não iam viajar para o Egito no fim de ano, mas parecia que a neve não queria cair. Mas agora ele pode ver, e era lindo, ele mal esperava para ver a cidade inteira coberta de neve como Bakura tinha falado.
- Obrigada. – ela diz sorrindo feliz e o albino sorri em resposta – Por acaso você estava planejando usar a neve para me fazer ceder? – ela pergunta rindo um pouco. Bakura sorri de canto.
- Talvez... – ele responde a beijando suavemente nos lábios – Esta dando certo? – pergunta sorrindo divertidamente.
- Hmm... – ela olha para ele ponderando – Talvez.
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