Notas iniciais
Mais um capítulo! Espero que gostem, o final esta cada vez mais próximo!

Marik estava na sala da casa dos Ishtar sentada no sofá com os braços cruzados e bufando – Isso não é justo! Eu a carreguei por nove meses na minha barriga! – ela reclama olhando irritada para Bakura que segurava Kaya nos braços e gargalhava. Kaya já estava com dois meses e meio, tinha crescido bastante ate e adorava ficar no colo do Bakura, se não estava no colo dele ela começava a berrar e isso assustava um pouco Mariku.

- O que posso fazer se ela gosta mais de mim? – ele diz presunçosamente com um largo sorriso no rosto – Não é minha culpa que nossa filha prefere o pai. – a loira lhe lançou um olhar que dizia 'Você me paga albino!' e se vira para encarar Ryou, que estava ao seu lado rindo um pouco.

- Ryou, por favor, diga ao seu irmão idiota que vou soca-lo! – ela diz emburrada. Se irritava em saber que a filha que ela tanto queria, gostava mais de ficar no colo do pai do que no dela, estava arrependida de ter desejado uma menina, quem sabe se fosse um garoto iria preferir ela.

Ela ligou a TV com raiva aparente e parou em um canal qualquer. Além de sua filha preferir Bakura, ela também não podia fazer o que queria, precisava da ajuda dos outros por ainda estar se recuperando do coma. Já havia discutido muitas vezes com Bakura e Ishizu que não precisavam agir como se ela estivesse doente, mas ambos não a ouviam. Ela ate achava a cena um pouco tocante, ver os dois concordando com alguma coisa, mas era muito chato ouvir deles que ela não pode se esforçar.

Foi tirada de seus pensamentos por um choro, olhou para Bakura, Kaya estava chorando e ao lado deles estava um Mariku com expressão assustada e perturbada. Marik sempre ria do irmão, Mariku não entendia como uma coisinha daquele tamanho podia berrar tão alto e sempre dizia que Kaya havia puxado o Marik.

- Acho que esta com fome? – Ryou diz tirando todos do estado de choque. Bakura se levantou e entregou a garotinha para Marik que sorriu a ajeitando em seus braços a fazendo se acalmar. Ela tinha certeza que toda vez que ia amamentar ficava com um sorriso bobo no rosto. E não só ela, Bakura também ficava sorrindo feito idiota ao seu lado.

- Fluffy, sei que Kaya é linda igual a mãe dela, mas estou começando a me sentir desconfortável com você praticamente pulando no meu colo! – Marik diz num tom divertido revirando os olhos.

- Marik, faz um favor? – a loira assente sorrindo largamente – Cala a boca. – todos riram do albino irritado. Eles realmente tinham mudado muito. Havia acontecido tanta coisa e agora estavam ali, sentados na sala praticamente babando pela Kaya.

oOOo

Ryou e Mariku tinham saído há algum tempo. O Ishtar mais velho disse algo sobre aproveitar a folga e ir ao cinema ou algo do tipo. Marik e Bakura não se importavam, estavam deitados na cama do quarto de Marik e Kaya. A pequena estava com Ishizu no andar de baixo, Kaiba estava com elas e como Marik detestava o riquinho, preferia ficar no quarto mesmo aproveitando para relaxar um pouco.

- Serio, como mulheres conseguem ter mais de um filho? Não quero passar por isso de novo. – a loira reclama soltando um longo suspiro. Bakura fez um ruído de concordância ao lado dela, mas mantendo os olhos fechados – Imagina se tivesse mais uma igual a ela?

- Nem brinca... Sua irmã já me obriga a trocar as fraudas da Kaya, não ia aguentar duas dela e mais a mãe que não para de falar. – o albino diz divertidamente e recebe um tapa no braço – O quê? Não estou mentindo, já faz meia hora que estou tentando dormir e você fica tagarelando do meu lado, Marik.

A loira se senta cruzando os braços e o encarando – Desculpe se quero conversar um pouco, Touzoku! Se pelo menos eu pudesse fazer mais alguma coisa alem de ficar sentada aqui olhando todo mundo carregando minha filha pra lá e pra cá, você não precisaria ficar me ouvindo tagarelar! – ela exclama jogando dois travesseiros nele.

- Ok, não tá mais aqui quem falou. – ele diz erguendo os braços em rendição e rindo. Se sentou a puxando para mais perto e a beijou suavemente. A egípcia se ajeitou se sentando no colo dele passando os braços em volta do pescoço.

Nem se lembrava mais quando foi a última vez que ficaram sozinhos, sem Kaya chorando ou um dos tios chatos por perto. A egípcia suspirou com a sensação familiar dos braços fortes em volta da sua cintura a prendendo mais perto, uma das mãos deslizando ate sua coxa a apertando de leve.

Gemeu o sentindo beijar seu pescoço, os dedos gelados tocarem suas costas diretamente a fazendo se arrepiar. Bakura começou a desabotoar a blusa da loira de maneira afobada a fazendo rir um pouco e ajuda-lo como podia jogando a peça no chão logo depois. Ele a deitou com cuidado sobre a cama e aproveitou para retirar a camisa e joga-la de lado, ele ficou de quatro sobre ela e franziu a testa soltando um ruído irritado por ela estar usando sutiã.

- Kura... – ela murmurou o puxando para outro beijo cheio de desejo, que foi correspondido de imediato. Suas mãos percorreram o corpo pálido necessitando sentir o calor que emanava dele, a textura da pele.

Quebraram o beijo relutantemente para recuperar o ar perdido. O albino aproveitou para voltar a beijar o pescoço bronzeado, descendo os lábios ate a parte em que não havia aquela peça irritante chamada sutiã. Estavam tão perdidos na sensação prazerosa que não perceberam um choro se aproximando e nem quando a porta foi aberta.

- Façam isso durante a noite! – ambos congelaram com a voz de Mariku ecoando no quarto seguido de uma gargalhada. A loira fez o que pôde para se cobrir, agarrou o que estava mais próximo dela, que era a camisa do albino. Bakura se virou lentamente estreitando os olhos para o amigo intrometido como se dissesse 'Eu te odeio!', mas logo seus olhos se arregalaram ao ver Ryou parado ali, corado, boquiaberto e com Kaya nos braços.

- Por Osíris, Mariku! Dava pra bater antes de entrar? – Marik diz irritada vestindo a camisa do albino e a abotoando desajeitadamente. Ela se sentou empurrando o albino da cama para que ele pegasse a filha, já sabia que Ryou não conseguiria se aproximar deles depois do que viu.

- Eu bati, mas ninguém respondeu. Achei que estavam desmaiados. Por Rá, vocês não podem ficar um minuto sozinhos que dá nisso. – ele diz casualmente dando de ombros como se não fosse nada demais ver seu melhor amigo e sua gêmea naquela situação. A loira rosna para o mais velho, que apenas sorri largamente.

Bakura caminhou em irritação ate seu gêmeo e pegou a filha no colo, rosnou para Mariku, que gargalhava histericamente de toda essa situação. Ele voltou a cama entregando a criança para a loira – Tsc! Já não basta Mariku, agora ate minha própria filha vai ficar me interrompendo! – ele bufa cruzando os braços e pernas.

- E-e-ela... Ela começou a chorar e... Ishizu-san saiu, então pediu que a trouxéssemos ate aqui... Acho que... Ela queria ficar perto da mãe...? – Ryou gagueja corando furiosamente de cabeça baixa tentando esconder o rosto – Nós... Estaremos lá em baixo se precisarem...! – ele diz rápido puxando Mariku pelo braço e fechando a porta.

O Ishtar mais velho riu divertidamente por ter acabado com a festa do Baku-chan, passou os braços em volta do corpo menor o beijando no pescoço de maneira provocativa. O menor tentou se soltar, mas não adiantava muito, já que Mariku era visivelmente mais forte que ele. Ryou logo desistiu e ficou pensando em como era incrível que Kaya se acalmava quando estava com Marik ou ate mesmo com Bakura.

Ele se sentiu com um tipo de inveja deles, por poder cuidar de uma filha. Se ele realmente queria ficar com Mariku, não teria a oportunidade de ter uma filha ou filho e duvidava muito que Mariku iria queria um, mesmo num futuro distante. Se bem que o futuro deles era tão inserto... E o próprio Ryou se sentiria inseguro sobre isso e admirava Marik, por ser forte, superar tanta coisa e continuar sorrindo depois de tudo que passou.

- Koi... Não me ignore. Sabe que odeio ser ignorado. – Mariku diz infantilmente beijando o ombro do albino de maneira carinhosa o fazendo sair de seus devaneios. Ryou sorriu colocando as mãos sobre os braços fortes do Ishtar e inclinou a cabeça para trás contra o ombro dele.

- Desculpa... Estava só pensando em algumas coisas. – ele diz se afastando do maior com um sorriso divertido no rosto – Aposto que chego primeiro que você. – diz começando a descer as escadas. Mariku sorriu largamente correndo atrás dele e o pegou no colo o fazendo soltar um grito de surpresa.

Como reflexo Ryou acabou o empurrando e fazendo ambos caírem em cima do sofá. Mariku o segurava firmemente pela cintura o mantendo sobre si enquanto riam um pouco, o albino se moveu tentando ficar em uma posição melhor deixando a cabeça descansar contra o peito do egípcio.

- Te peguei. – o maior diz de modo infantil beijando o alto da cabeça do menor. Continuaram assim por mais algum tempo, Mariku deslizando os dedos bronzeados pelos fios brancos o fazendo suspirar um pouco – Ry... – ele o chama num sussurro e recebe um 'Hm..?' como resposta – Estou com fome. – o albino riu se levantando para preparar algo antes que Mariku tivesse a brilhante ideia de tentar cozinhar e acabar colocando fogo na casa toda.

oOOo

- Sinceramente... Quando vamos ter um tempo sozinhos? – Bakura reclama se jogando na cama de costas. Tinha acabado de colocar Kaya no berço se esforçando para não fazer nenhum movimento ou barulho que a acordasse. Marik também se deita perto da cabeceira, deixou seu braço esticado descansando sobre o peito pálido e começou a traçar linhas imaginarias com o indicador.

- Só espero que consiga cuidar dela... – ela murmura olhando para o teto. Agora seu medo era de como cuidaria da Kaya. Alimentação, roupas, educação, tudo dependia dela e do albino. Se sentia meio que pressionada com tudo isso, teria que amadurecer rápido ou ficaria louca antes da hora.

Sabia que não seria fácil, mas também sabia que iria acabar aprendendo e lidaria com essa situação da melhor forma possível. Não queria dar mais um problema para Ishizu cuidar, sua irmã já estava começando a construir sua vida, estava namorando Kaiba, estava bem, ela não podia simplesmente deixar sua filha para ela cuidar, mas sabia que não daria conta de tudo sozinha. Suspirou fundo, seria complicado se tornar responsável por uma outra vida.

Bakura inclinou a cabeça para trás estranhando o silencio da loira e franziu a testa a vendo de olhos fechados e acariciando a barriga como ela fazia antes da Kaya nascer. Ele não sabia se ela fazia isso conscientemente ou não, se sentou ao lado dela e mesmo assim ela continuou perdida em pensamentos. Levou uma mão pálida sobre a dela a pressionando mais contra a barriga bronzeada. Marik o olhou um pouco surpresa com um meio sorriso.

- Ei, qual o problema agora? – ele pergunta suavemente a vendo tentar não chorar. Franzindo a testa se deitou ao lado dela a puxando para perto – O que foi, Princess? Não me diga que ainda esta tendo mudanças de humor. – diz tentando faze-la rir, mas não ajudou muito.

- Kura... Nada vai ser como antes. Será que estou pronta pra cuidar direito da Kaya? Eu nunca faço nada certo, Bakura... E se eu errar com ela? – ela suspira fundo – Às vezes eu penso que seria melhor ela não ter nascido, que nossa vida seria menos complicada, mas ai... Eu olho pra ela e...

- Shh... Vai ficar tudo bem, Marik. Eu vou estar com você sempre. Vou ajudar a cuidar dela e vou cuidar de você também. – ele sussurra beijando o pescoço bronzeado – Não se preocupe Princess. Já passamos por coisas mais difíceis, não é mesmo? Então se acalma, não começa a surtar agora. – ele a beija na testa e sorri – Eu te amo.

- Também te amo Bakura. – ela diz enxugando as lágrimas e ri um pouco sem jeito – Eu deveria parar de chorar tanto, não é mesmo? – ele murmura um 'Hu-hun...' fechando os olhos.

Notas finais
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