Notas iniciais
Esse ficou um pouco... Sem graça... (minha imaginação me abandonou Ç.Ç) Espero que gostem ^^

Mariku resmungou algo sobre estar de saco cheio dessa historia toda de ano novo. O egípcio mais velho nunca entendeu do porquê de comemorar a chegada de um novo ano, para ele só queria dizer que as férias estavam acabando para começar as aulas novamente e isso não o agradava nem um pouco.

- Riku, pelos deuses! Pare de ser um estraga prazeres! Por que você não ficou na casa se não queria vir!? – Marik reclama o olhando irritado, seu irmão passou a ultima meia hora reclamando de como isso tudo era uma idiotice.

- Não Maya-chan! – Jou exclama se virando para trás chamando a atenção dos três que ocupavam os últimos assentos – Ele destruiria a casa em menos de uma hora! – Mariku solta um rosnado rangendo os dentes e o olha irritado pelo comentário, não que fosse mentira, mas mesmo assim não precisava lembra-lo disso.

- Cala a boca Katsuya! – ele rosna cruzando os braços. Marik revira os olhos soltando um gemido, seu irmão poderia ser muito chato quando ele queria algo.

Para a felicidade de todos logo chegaram ao centro da cidade, eles veriam os fogos no porto, eles ouviram dos moradores que tinha bela vista para os fogos de artifício e que havia uma balsa que os leva para ver tudo da água. As garota se animaram para ver os fogos, mas alguns se recusaram a irem na balsa.

- Ainda temos tempo para poder caminhar um pouco. – Mana diz animada e puxa Yugi pelo braço – Yugi-kun vamos tomar sorvete? – ela pede animadamente sem dar tempo para o pobre garoto responder.

- Tenho pena dele... – Bakura murmurou casualmente cruzando os braços. Ryou para ao seu lado lhe dando uma cotovelada discreta e lança um olhar reprovador que o mais velho ignora.

- Shizuka-chan vamos dar uma volta. – Honda diz sorrindo para a garota, que sorri em resposta e assente. Jou logo se coloca entre eles colocando um dos braços sobre os ombros da irmã de maneira protetora.

- Vou com vocês. – ele diz olhando perigosamente para Honda, a garota o olha em suplica pedindo para que o irmão a deixasse se divertir – Vamos. Vocês não queriam dar uma volta? – ele diz os puxando pelo braço em uma direção oposta a de Yugi e Mana – Anzu, Yami! Vocês não vem? – os dois se entre olham por um instante e correm logo atrás dos outros três.

- Vem Kura... Estou com fome... – ela reclama o puxando pela mão, o albino a olha espantado sem acreditar no que ela acabara de falar. Ele para a fazendo olha-lo.

- Mas você comeu antes de sair! – ele protesta sendo puxado pela loira, que lhe lança um olha um pouco irritado por cima do ombro e ergue uma sobrancelha.

- Estou com fome! Quer que eu morra desnutrida!? – Bakura bufa se deixando ser puxado sabe-se lá para que tipo de lanchonete. Mariku ria do albino que olha para trás com irritação murmurando um 'Vai se ferrar, porco espinho'.

O loiro suspirou pesadamente olhando de conto dos olhos para o Touzoku ao seu lado, desde que Ryou tinha falado que o amava eles não tinham falado sobre isso, ele tinha tentado evitar estar sozinho com ele. Durante esse tempo Ryou tinha para de chama-lo de Riku, mas ele não podia ficar chateado com isso, o clima era tenso entre eles. Se perguntou mentalmente se Marik tinha planejado deixa-los sozinhos.

Ryou suspirou fundo o tirando de seus pensamentos, ele olhou para o albino que sorri timidamente para ele e começa a caminhar. Mariku pisca algumas vezes antes de começar a caminhar ao lado dele em silencio, ele podia sentir a tensão entre eles, poderia ate ser possível toca-la.

- Mariku... – o menor começa num fio de voz parando de frente ao loiro – Eu sei que disse que esperaria a sua resposta, mas... – ele faz uma pausa torcendo as mãos juntas, ele tinha que parar com essa mania – Eu não posso esperar por muito mais tempo, por favor, eu só quero uma resposta, não importa qual for.

O egípcio pisca algumas vezes antes de desviar o olhar dos orbes chocolates, ele morde o canto do lábio franzindo a testa – Ryou... Realmente é necessário...? Não quero falar disso agora. – ele murmura fracamente.

- Por favor, Mariku, eu só quero uma resposta... É pedir demais...? – ele franze a testa segurando o braço do outro. Mariku ergue o rosto o olhando nos olhos, ele sente uma sensação estranha, era como se algo em seus estomago estivesse fazendo cócegas...? – Eu te amo Mariku.

Os olhos roxos crescem o fazendo parecer assustado, ele recua um passo fechando os olhos com força – E-eu não... Eu não posso Ryou... Eu não posso... – ele balança a cabeça freneticamente. O Touzoku o olha surpreso e um pouco desapontado, abriu a boca uma vez tentando dizer algo, mas nada saiu, olhou para Mariku com um pequeno sorriso forçado tentando dizer que estava tudo, que ele entendia, mas o loiro não percebeu e continuou – Eu não posso te proteger! Eu não fazer isso...

Ryou o olhou em confusão com a sobrancelha franzida, não conseguia entender o que ele queria dizer com isso, o que proteger tinha a ver com o que ele queria saber? Hesitante ele deu um passo a frente respirando profundamente.

- Eu não consegui proteger meu irmão, como espera que eu te proteja!? – o loiro diz alterado olhando nos olhos chocolates. Ryou recua um pouco com o impacto da voz de Mariku.

Ele olha para o egípcio por um instante e suaviza o olhar, agora ele podia entender o motivo. Marik mencionou algo sobre o passado dele e que Mariku se culpava por não conseguir protege-lo, Marik não tinha sido claro sobre isso, mas Ryou sentiu que era algo sobre as marcas nas costas de Marik. O albino sorri se aproximando mais, agora mais confiante. Mariku o olha hesitante e franze a testa quando uma mão pálida toca seu rosto, seus olhos crescem, ele queria se afastar, mas seu corpo não se movia, seus olhos estavam presos nos chocolates do albino.

- Eu não quero que me proteja Mariku. Eu só quero que esteja comigo... É só isso que eu quero... – ele se ergue nas pontas dos pés e pressiona seus lábios juntos.

Mariku fica sem reação igual a primeira vez. Ele sente Ryou ficar cada vez mais próximo a ele passando os braços em volta de seu pescoço, instintivamente ele passou os braços em volta do corpo magro a sua frente.

- "Ele não quer proteção... Então... Talvez eu... Talvez..."- o loiro tenta pensar em algo coerente, mas mais sua mente estava muito agitada, a única coisa que pode fazer no momento foi se deixar levar.

Pediu passagem com a língua, que foi concedida de bom grado. Ele podia sentir o músculo molhado de Ryou tocando no seu timidamente. Não precisou de muito tempo para dominar o beijo, pode desfrutar do gosto do menor com calma.

Quebraram o beijo, ambos ofegavam. Ryou abaixou a cabeça envergonhado por ter feito isso novamente, abriu a boca para dizer algo, mas nada saia e preferiu a fechar antes que algo escapasse sem querer. Em sua mente várias coisas estavam girando, era impossível prever o que o loiro faria e isso era uma das coisas que mais gostava nele.

- Obrigado. – ele ergue o rosto surpreso erguendo uma sobrancelha sem entender. O loiro riu um pouco da expressão dele – Não vou mentir, eu ainda estou confuso sobre o que sinto por você... – ele faz uma pausa para respirar fundo – Eu pensei muito esses dias, por incrível que pareça, não posso mentir dizendo que sinto o mesmo por você, mas... – Ryou estremeceu um pouco – Isso não quer dizer que não podemos tentar... Se você quiser. – os olhos chocolates cresceram em surpresa. Mariku realmente queria dar uma chance para eles? Ryou abriu ligeiramente a boca, queria dizer algo, mas as palavras entalaram em sua garganta – Agora você é oficialmente o meu namorado. – ele diz rindo.

Ryou sentiu seu coração disparar e suas pernas tremerem na ansiedade. Mariku, a pessoa que ele ama acaba de dizer que daria um chance para eles e que eram namorados! Se não estivesse tremendo tanto pularia no pescoço do egípcio gritando de felicidade, mas nada estava funcionando no momento, muito menos seu cérebro. Mariku franziu a testa preocupado, o albino não tinha reagido, ou isso significaria algo muito bom ou muito ruim.

- Ry...? – ele pergunta hesitante e pode ver o albino erguer lentamente a cabeça para olha-lo nos olhos, as orbes chocolates estava arregaladas e brilhavam, Mariku teve certeza de nunca ter visto os olhos de Ryou brilharem tanto. Abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompido pelos fogos.

Ambos olharam para o céu colorido, o albino sorriu – Feliz ano novo Riku. – o loiro o olhou confuso e surpreso ao mesmo tempo piscando várias vezes antes de seu cérebro voltar a funcionar.

– Feliz ano novo Ryou. – Mariku sorriu para o menor.

Eles nem perceberam que seus gêmeos estavam bem atrás deles, alguns metros de distância. A loira sorria para os dois, seu irmão e seu melhor amigo, talvez isso desse certo no fim, ela pode ouvir um som de desgosto de Bakura e dá uma discreta cotovelada nas costelas dele.

- Ei! – ele reclama – Você esta ficando violenta! – ele diz se fazendo de machucado, mas ela revira os olhos se virando de frente para ele, passa os braços em volta do pescoço pálido.

- Feliz ano novo Kura... – ela diz o beijando.

Notas finais
Nota: Já que no Japão o Natal é apenas uma confraternização social entre amigos eu decidi não coloca-lo na fic, por esse motivo vou direto ao Ano Novo.