A prisão em sua mente era maior que a física. Ao menos tinha o tempo. O que sempre tem, o que é, o refúgio ingrato. Tempo de conhecer a personalidade, o corpo, a casa. Tempo de acreditar que poderia fugir do buraco negro em seu peito. Tempo para remendar o girão que havia se tornado.

A parte que se doa para o universo a faz esquecer da parte enclausurada, solitária, desesperada por tanto.

No dia 1989, buscou conforto em suas próprias lições, ditou seus pensamentos para o vazio. Encarou a si mesma na escuridão, só por mais um momento.