Sentia falta de se ver no espelho, coisa que dificilmente fazia. Os muitos rostos que teve passeavam como sombras em seu atual reflexo. E aquele rosto novo era intrigante demais. Inspirava confiança na inversa proporção em que se sentia perdida.

O vazio dentro e fora bagunçava as peças do enredo.

Ávida por viver, como a última dos seus. Sedenta pelas existências que a iluminavam como raios.

Um pássaro curioso que vivia a assomar em todas as histórias que não deveriam ser suas, pois sua natureza era voar.

E por mais que todos pensassem que sim, ela não tinha um plano.