Ela não está tão a fim de você

9 Quando perder o controle é a melhor saída


Notas iniciais
Um bilhão de desculpas pelo atraso de mais de dois meses. Eu não queria ter atrasado, mas aconteceu tantas coisas na minha vida profissional, que atrasou os meus planos com a fic. Mas cá estou eu, ressuscitando a história e trazendo um capítulo bem doido pra vocês... Espero que gostem :D

"Amar é permitir que alguém possa te destruir e confiar que isso não aconteça."

– Nami, você não acha que está trabalhando e estudando demais nos últimos dias? – Nojiko perguntava ironicamente enquanto sugava suco de maracujá pelo canudinho.

– E você não acha que está dando palpite demais na minha vida? – A ruiva replicou com um olhar mórbido, deixando uma incrível aura negra tomar conta do local onde estava.

– Se eu não fosse sua irmã, então não faria essa pergunta. – Nojiko respondeu com uma expressão entediada.

– Você não está preocupada comigo. Você está decidida a fazer Bellemere me levar para a Bélgica. – A cara de Nami resplandecia nebulosidade. Nojiko arregalou os olhos em meio à resposta mal criada da irmã mais nova.

– Vem cá... Já faz quanto tempo que você não cruza com o tal Trafalgar? – Ela esboçou um sorriso debochado e a ruiva a encarou com mais cólera, porém, antes que pudesse lhe responder algo ainda mais pesado, seu telefone tocou.

No visor do celular, um nome:

NICO ROBIN.

Nami atendeu a ligação e se levantou da cadeira onde se encontrava anotando algumas coisas num caderno.

– Sim, Robin?

Nami, precisamos de um favor urgente e que só você pode fazer pela Baroque Works.

– E o que seria?

Você precisa pegar umas informações com uma pessoa. É sobre a próxima escavação.

– Isso é fácil. Onde encontro essa pessoa?

Bem... Sobre isso...

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=====

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Dois dias se passaram e Nami estava com ainda mais raiva. Depois de tudo que Robin lhe dissera, ela havia lhe designado a fazer algo que só a ruiva podia. Teria que vencer todo o seu orgulho e procurar pela pessoa que ela não desejava ver nunca mais...

Trafalgar Law.

Depois de entrar ao edifício onde o cirurgião mantinha o seu consultório de primeiro mundo, ela finalmente saiu do elevador, caminhou até a porta, adentrou ao local e chegou na recepção, temendo que seu mal humor irrefutável e a sua cara assassina lhe denunciasse. Ela estava tão assustadora, que receava ser confundida com uma bandida.

– Com licença, tenho um horário marcado com o Dr. Trafalgar. Sou a Geóloga do grupo Baroque Works. – Ela se dirigiu educadamente à recepcionista. Nami tentava disfarçar a cara de ódio e insatisfação de ter que cruzar com o cirurgião mulherengo.

Ela entendia e não entendia ao mesmo tempo o motivo de estar tão irritada com ele.

– Aguarde um momento. Vou avisá-lo que está aqui.

Ela deu um sorriso torto, torcendo para que ele não a recebesse.

E por um momento, Nami realmente pensou que não a atenderia, pois os minutos foram se passando e se transformaram em horas.

Três horas e quarenta e oito minutos.

Sim, ela estava cronometrando.

O maldito médico mulherengo lhe fez esperar quase quatro horas, até que a recepcionista finalmente lhe mandasse entrar.

– Desculpe pela imensa demora. Ele está lhe aguardando em sua sala.

– Muito obrigada. – Nami sorriu gentilmente, mas depois que deu as costas para a recepcionista, seu semblante se converteu em algo voltado para terrorismo.

Ela atiraria nele se tivesse uma arma.

Nami abriu a porta e logo visualizou a cena onde Law se encontrava de pé, escrevendo algo numa prancheta, totalmente envolvido na atmosfera de seu trabalho.

Ele estava vestido impecavelmente com uma roupa social por baixo do jaleco extremamente branco.

Nami suspirou impaciente e se aproximou dele.

Ela parou em frente ao cirurgião, cruzou os braços e o encarou com muita ousadia...

Sem dizer uma palavra.

Law se virou quando percebeu que a ruiva estava do seu lado.

Ele a encarou firmemente, com uma expressão séria e gélida. Típica do mesmo.

Nami devolveu o olhar, regado à tédio, deboche e impaciência. Ela mascava um chiclete enquanto o encarava com escárnio.

Law sorriu.

– Já faz algum tempo... Você está bem...? – Ele perguntou enquanto visualizava a figura da garota que parecia bem abatida. Nami estava com olheiras, seu cabelo estava mais bagunçado e suas roupas não eram muito elegantes.

– Estou ótima. Agora me dê o endereço da companhia de turismo local da cidade. A viagem será marcada amanhã. – Ela estendeu a mão na direção dele.

– Acho que você conhece as palavrinhas mágicas. – Ele a encarou friamente sério e por um momento Nami estranhou.

Ele não parecia mais o mesmo cara que conhecera semanas atrás e que vivia atrás dela.

– Eu preferia ter tido uma apendicite e ter ido para o hospital do que ter ficado plantada por quase quatro horas aqui pra falar com você! – Ela praticamente cuspiu as palavras com muito desprezo.

Depois de ouvir a resposta mal criada, Law esboçou um sorriso irônico em resposta.

– Parece que fiquei anos longe de você... E não pensei que sentiria saudades das suas patadas.

– Tsc, você está doente? Eu espero que sim, porque se isso for saúde a vida não vale a pena. – O olhar de Nami era letal. Ela estava munida de suas melhores armas.

– Qualquer outra mulher ficaria encabulada com essa declaração. – Arriscou.

– Já devia saber que não sou qualquer mulher. – A ruiva contra-atacou mais uma vez enquanto mascava seu chiclete de forma mais barulhenta.

– Eu sei disso desde a primeira vez em que meus olhos bateram em você. – Ele sorriu mais uma vez, mas se virou para ela e percorreu o caminho até sua mesa.

Law abriu uma gaveta e retirou um pedaço de papel com algumas coisas escritas.

Nami o observou com muito cuidado. Realmente, havia algo diferente nele e ela estava curiosa, mas não daria o braço a torcer em admitir isso nem por pensamento.

O cirurgião estendeu o papel na direção dela.

– Aqui está o endereço. Espero que façam uma excelente escavação. – Ele finalizou, de um jeito polido e um pouco incomun.

– Que seja... – Ela replicou impaciente e puxou o papel das mãos dele com muita impaciência.

O cirurgião passou a fita-la mais uma vez, com o olhar ainda mais penetrante e seriamente enigmático.

A ruiva arqueou uma sobrancelha, puxou a alça de sua mochila e se afastou.

– Tenha um ótimo dia, Doutor. – Nami virou de costas e passou a caminhar rumo à porta.

Ela estava se sentindo estranhamente perturbada por sair daquela forma, porque na verdade...

Não era exatamente aquilo que ela queria fazer, porém...

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Por que não assume que também sentiu a minha falta...?

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A voz dele, praticamente ecoou pela sala e dentro do cérebro de Nami. Ela tinha mesmo ouvido aquilo?

A ruiva se virou rapidamente para encará-lo.

– O Rivotril acabou? – Ela fez cara de idiota.

– Não se faça de desentendida. – Retorquiu indiferente.

– Você se acha tão bom assim? – Desafiou-o.

– Não está curiosa sobre porque parei de correr atrás de você? – Mais um sorriso de canto pôde ser visto, e de uma forma que só ele sabia dar.

Nami sentiu uma pequena compressão no estômago. Ele tinha acertado a ferida.

– Nem um pouco. Mas não tem mistério, afinal, ficou bem nítido o dia em que você estava se amassando com aquela mulher estranha. – A ruiva revelou sua hipótese, esperando que ele desistisse, mas aconteceu o contrário.

– Ciúmes? – Provocou-a.

“Desgraçado que consegue obter respostas sem ao menos perguntar.” – Ela dizia pra si mesma, um tanto envergonhada, porém, com o orgulho acima de tudo que existia.

– Por que diabos eu teria ciúmes de você!? – Ela se excedeu, mas aquilo era suficiente como prova para ele.

O cirurgião então se aproximou dela, que encontrava parada em frente a porta.

Ele a olhou com um semblante misterioso, até finalmente dizer algo coerente.

– A Monet... É passado.

A feição dela mudou drasticamente.

– Por que está me dizendo isso? Você não me deve satisfações alguma.

– Eu só queria que soubesse... Que desde que nos conhecemos, eu te levo muito à sério.

Certo, aquilo era algo inesperado e surpreendente, vindo de um médico mulherengo e com sérios problemas psiquiátricos.

– E por que acha que EU te levo à sério?

– Se não levasse, não estaria aqui, me dizendo isso.

Nami estava chocada. Não pelas recentes declarações dele, mas com sua reação. Embora não soubesse se estava mostrando isso diretamente para ele, sua condição interna estava desestruturada.

Talvez ela se conhecesse muito mal.

Por não amá-lo perdidamente, suas mãos nunca haviam se tocado e seus dedos entrelaçados, um abraço nunca foi formado e um beijo nunca foi dado. Um sorriso amoroso não foi partilhado e um olhar que expressasse o contrário não pôde ser visto.

Ela nunca desatou os nós ou laços para ele, nem faria. No fundo, não queria.

– Você... – Ela hesitou por um momento, desviando o olhar.

E quando ela menos esperava, um rápido movimento lhe fez abrir os olhos de modo surpreendente.

Ele agarrou a mão dela e segurou-a delicadamente.

A ruiva elevou o rosto lentamente, até encontrar os olhos dele.

“O que ele está fazendo?” – Se questionava.

– Quero que saiba que quando você entrou no meu mundo, foi o momento da minha vida... – O cirurgião a contemplou firmemente, sem desviar seus olhos nem por um segundo dos orbes castanhos, que se encontravam em plena confusão.

– Eu não estou entendendo... – Ela afirmou tal coisa apenas para ter certeza se tinha ouvido aquilo mesmo, ou se era apenas sua imaginação.

Ele continuou segurando a mão dela, mas depois de ouvi-la dizer a última frase, apertou ainda mais o enlace.

O que estou querendo lhe dizer é que você é o sonho mais belo entre os meus terríveis pesadelos.

Outra declaração, com outro sentido, mas com o mesmo significado.

Nami não tinha certeza sobre tal sentimento nobre e profundo, mas o olhar dele revelava tudo de forma que não podia ser negado.

O medo de mostrar que estava embaraçada com que acabara de ouvir, lhe fez ficar muda. O silêncio do olhar dela expressava tudo o que ele queria ouvir.

Seus corações pareciam ter se misturado, num lapso insano e sagaz e...

O Vazio de uma infinita saudade.

– E-eu... – A ruiva gaguejou, mostrando uma postura totalmente quebrantada, mas um barulho lhe tirou do transe imediatamente.

A porta da sala foi aberta e uma voz feminina pôde ser ouvida.

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Law... ?

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O timbre do mesmo dia em que a ruiva sorrateiramente subiu as escadas do andar da Baroque Works.

A mulher de longos cabelos verdes.

A tal Monet.

Estava ali, e naquele momento, se encontrava paralisada diante da cena onde o cirurgião segurava a mão da ruiva.

Nami esbanjou uma feição terrível em resposta e desprendeu sua mão da dele com muita força.

– Me desculpem. Eu interrompi algo? – A esverdeada sorriu ousadamente debochada e Nami lançou um olhar de lasers na direção do cirurgião, que a encarou seriamente de volta.

– Você não vai bancar a adolescente mimada em cenas típicas de flagra...? Vai...? – Indagou, temendo uma resposta mal criada.

– Sabe qual é o lado ruim de te matar!? É que eu só poderia fazer isso uma vez! – Nami o empurrou e cruzou a porta, dando uma ombrada em Monet.

Mas a esverdeada não se intimidou com aquilo.

– Então... Essa é a famosa garota que você vive correndo atrás...? – Ela sorriu cinicamente, despertando o olhar furioso do cirurgião.

– O que você está fazendo aqui?

– O que você acha? Vim apaziguar a guerra entre você e Doflamingo.

– Não preciso de intermediadores. Se é que pode ser chamada disso. Vocês estão do mesmo lado. – Afirmou, com resquícios de repulsa em sua voz.

– Sabe que não é verdade. – Monet insistiu, mas seu sorriso petulante dizia o contrário.

– Saia daqui agora. Não temos nada para tratar.

– Posso me retirar, porém, já obtive o bastante por hoje. – O tom dela soou sombrio.

Law a encarou, temendo ouvir o que já suspeitava.

– O que você quer dizer...?

– Quero dizer que hoje, finalmente, descobri o seu ponto fraco. – E então, a esverdeada sorriu de modo ameaçador.

Seu sorriso com certeza significava uma ameaça.

E ele praguejou internamente por ter tomado o tempo de Nami quando ela estava quase saindo de sua sala.

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Na noite daquele mesmo dia, Nami correu para o bar de Sanji e passou a tomar altas doses da bebida mais forte da adega do loiro.

– Nami-San, pare com isso! Você vai passar mal!

– Cala a boca e me passa outra garrafa, iigh-! – Ela bateu o copo no balcão, terminando a décima garrafa.

– Cadê aquele marimo quando mais preciso dele...? – O cozinheiro ligava pela milionésima vez para Zoro, que era o único que conseguia conter os delírios alcóolicos de Nami.

Koala e Sabo, que estavam no mesmo balcão, vigiavam a ruiva para que a mesma não fizesse nenhuma besteira.

– ME DÁ LOGO, IIHG- A MINHA GARRAFA, IIIGH- SANJI-KUN!!! – A essa hora, Sanji não sabia o que fazer para conter os desvairos da garota.

– Se acalme, Nami-San... Você realmente vai passar mal...-

– CALA A BOCA E CUIDE, IIGH- DE SUA VIDA!!! É POR ISSO QUE AINDA NÃO ARRUMOU UMA NAMORADA!!! – Ela soluçava em meio à gritaria.

Todos que bebiam, riam freneticamente da cara de Sanji, que a essa hora, sorria não mais para animar Nami, mas de embaraço.

– O que será que aconteceu pra ela estar tão doida hoje...? – Sabo perguntava à Koala, que se encontrava do seu lado, tomando uma dose de vinho.

Simples. Isso é amor. – A garota replicou, como se fosse a coisa mais natural do mundo.

– O QUÊ!? – Sabo se espantou com o que ouvira.

– Por que o espanto?

– Mas... Eu pensei que ela tivesse se acertado com o Ace.

– E quem disse que isso é por causa do Ace? Acorda! Você não sabe nem o que está acontecendo, então é melhor nem dar palpite. – Koala dava mais um de seus típicos foras no garoto.

– Quem sabe se você me explicasse... – Uma gota escorria pela testa do loiro.

– EU VOU PRA PISTA DE DANÇA! VOU, IIGH- DANÇAR PRA ESPANTAR OS MALES, OU MELHOR, ESPANTAR TODOS OS ENCOSTOS QUE ESTÃO NA MINHA VIDA!!! – A ruiva gritava de modo escandaloso para o cozinheiro, que a essa altura não sabia mais o que fazer.

Nami estava linda, apesar de bêbada. Trajava um vestido vermelho escuro na altura dos joelhos, sandálias e os cabelos estavam soltos. Sua maquiagem estava menos reforçada, pois o aspecto abatido ainda predominava em seu rosto por causa do esforço nos estudos e no trabalho e as noites mal dormidas.

Ela saiu para a pista de dança com a garrafa na mão.

Um homem que a observava de longe, se aproximou lentamente.

– E aí docinho, tá afim de dançar?

Nami o olhou com aquele típico olhar desconfiado, porém muito nítido por causa do ácool.

– Não. Vaza.

– Não tem que ser assim, lindinha... – O rapaz se aproximou e apertou o bumbum dela.

A ruiva olhou para o rosto do rapaz e exibiu uma feição horrível.

– Coitado do cara... – Koala, que observava tudo de longe, se divertia com a cena e com o que viria a seguir.

Uma aura negra tomou conta da pista de dança e o rosto de Nami se tornou nebuloso o suficiente para que o tal cara se espantasse, e então...

Ela agarrou e apertou com muita força os testículos dele por cima da calça enquanto esbanjava uma expressão horripilante.

Se você apertar a minha bunda de novo, iigh- eu juro que vou arrancar as suas bolas e tritura-las com as minhas unhas... – O rapaz se contorceu de dor e com a imaginação de ter suas partes íntimas retalhadas.

Então, ela se afastou, ainda com a garrafa na mão, cambaleando de bêbada, até que sentiu seu braço sendo agarrado e seu corpo sendo puxado da pista.

Você não aprende mesmo.

A voz tão familiar que lhe irritava.

– Por que você está aqui!!? – Nami gritou enquanto era puxada novamente para o balcão.

– Por que ainda estou em débito com você. – Zoro respondeu, naquela altura, muito furioso por ter sido tirado de sua soneca por que Sanji não parava de ligar e lhe ameaçar pelo celular se não viesse dar um jeito na ruiva.

– Me larga!

– Só depois que você se acalmar.

Ele a empurrou contra o banco do balcão.

– O que você veio fazer aqui!? Estragar minha diversão!? – Ela protestou, exaltada.

– Se isso realmente fosse uma diversão, você não estaria bêbada.

– Eu não estou bêbada. – Desviou os olhos, porque nitidamente ela estava embriagada.

– Bruxa, você não costuma encher a cara por qualquer coisa. Me diga o que está acontecendo.

– Em vez de ficar enchendo o saco, vamos fazer uma brincadeira? – Nami sorriu debochadamente.

– Que brincadeira? – Zoro perguntou irritado.

– Quem tem a vida pior! Iigh, ahahaha! – E então, a ruiva começou a rir abobalhadamente como uma hiena sentindo cócegas.

– Por que está insinuando que minha vida é ruim!? – O esverdeado contestou furioso. Estava de saco cheio com as maluquices fora de hora da ruiva.

– É só olhar pra essa sua cara que fica nítido!!!

– Você não está assim por causa de algum cara...? Está...?

– Melhor sofrer de ressaca do que sofrer por amor, ahahahaa!

– E ISSO NÃO DÁ NO MESMO, SUA IDIOTA!? – Zoro rangeu os dentes, tamanha raiva que sentira por estar no bar do seu pior inimigo, a uma e meia da manhã, tentando afogar as mágoas de uma ruiva tri-bêbada que fazia questão de dizer em alto tom que sua vida era pior que a dela.

– Não, não!!! O meu lema é e sempre foi: Copo cheio e coração vazio, iigh-!!! – A ruiva ria de modo desenfreado. Seu rosto estava muito corado.

– Já chega!!! Eu vou te levar pra casa agora! Não sou obrigado a ficar aqui vendo você encher a cara por causa de marmanjo!

– Não! Eu vou beber como se não houvesse amanhã...!

– Mas você sabe que haverá! Não vai ser hoje que vou assistir uma ruiva ter overdose de bebida! – E então, Zoro a agarrou e colocou em suas costas e saiu andando.

– ME SOLTAAAAAAA!!! ALGUÉM!!! SEQUESTRADOR!!! ELE QUER VENDER MEUS ÓRGÃOS PRO MERCADO NEGRO!!! ELE É CONTRABANDISTA!!! ALGUÉM!!! SANJI-KUN, ME SALVE!!!

Nami gritava de modo ensurdecedor, dando um dos maiores vexames de sua vida.

– Meu Deus... Nunca pensei que viveria pra ver isso. Só não filmei e postei no youtube por que ela é minha amiga. – Koala comentava com Sabo e Sanji no balcão.

– A Nami-San está mal... Eu não me lembro de vê-la desse jeito desde que o Ace tinha ido embora.

– Nem eu... – Sabo concordava.

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Do outro lado do bar, Zoro ainda carregava Nami, que bradava enfurecidamente vários palavrões.

– ME LARGAAAAA!!!

– SERÁ QUE DÁ PRA CALAR A BOCA AGORA!? NÃO TEM MAIS NINGUÉM AQUI PRA VER O SEU SHOWZINHO!!! – Zoro gritou ainda mais alto e então a ruiva resolveu se acalmar.

Ele a colocou no assento da moto e então ela ficou em silêncio por algum momento.

Nami abaixou o olhar, mas era possível ver vestígios de lágrimas se acumulando em seus olhos.

– Me diga agora o que está acontecendo. – A voz dele estava mais branda. Agora ele sentia que podiam ter uma conversa.

– Pare de olhar pra mim. Eu estou patética.

– Você não está patética... – Ele se aproximou dela e então terminou a frase sussurrando em seu ouvido.

Você é patética.

– Ótimo forma de colocar um amigo pra cima. – Ela contestou impaciente.

– Só vou perguntar uma vez, então se você não responder, vou interpretar do meu jeito.

Quando Nami ergueu o rosto, viu a expressão sombria na face de Zoro.

Ele estava furioso.

– Isso por acaso tem a ver com o Trafalgar...?

Ela sentiu uma constrição no estômago. E não era por causa da bebida.

– Se eu disser que não, você vai acreditar?

– Não.

– Então, vamos parar por aqui. – Nami finalizou, porém, Zoro tinha outros planos.

– Me desculpe, bruxa, mas...

Ele deu uma longa pausa antes de continuar.

– Eu e aquele cara precisamos ter uma conversinha.

E naquele momento, Nami sentiu um frio percorrer sua espinha, por que se tinha algo que ela temia, era quando Zoro estava completamente enfurecido.

Ainda mais por causa dela...

Notas finais
Nami perdendo o controle na bebida por causa das declarações do Law. Já deu pra perceber que ela não acreditou no que ele disse, né? Ela está desiludida com ele, a menos que o mesmo prove o contrário. O capítulo saiu meio improvisado, mas o que planejo daqui pra frente é uma forte inimizade entre Law e Nami, se transformando num amor regado á ódio, até por que, acho que tem uma hora que correr atrás de uma mulher vai cansar. Nami que se cuide. E sim, pretendo incluir o Doflamingo nessa historinha, mas nada muito dramático, até porque, quero encerrar a fic, mesmo não tendo ideia de quando o_o Obrigada à todos os leitores que têm lido, deixado reviews e recomendado TODAS as minhas fanfics. Não tive como agradecer todos, mas no geral, deixo meu agradecimento. O reconhecimento de vocês é gratificante. Nos vemos no próximo (espero não demorar tanto assim).