Notas iniciais
Youmu, hoje, está à solta.

Quem poderá saber, realmente

O que acontece?

Como será o andamento da música

Que o DJ escolheu para o final do baile?

O povo a dormir, indolente

Profundo sono, inocente

Nem tem ideia do fim,

Da tempestade que logo virá

Ninguém quer saber

Ninguém quer ouvir

Os sinos que anunciam sua chegada

— Tampem os ouvidos! —

O som que agora toca neste baile

Anda a mexer com seus pauzinhos

Lá onde ninguém imaginaria

— nenhum deles desconfia —

E quando a música mudar

Ninguém nem desconfiará

Nenhum deles imaginará

— ninguém desconfiará —

Youmu, hoje, está à solta

Não há quem a impeça

Noite, claro dia, madrugada

— seu coração está em fúria —

A princípio, tão poucos

Há quem faça pouco caso

“Não passa duma gripezinha”

— é o que eles dizem —

Hoje, à solta, ela estará

— Kilaim quem me avisou —

Sim, milhares, ela levou

Sim, milhares, levará

Pela peste, pela fome

Pelo saque, mortandade

Pela falta de amor

Ou por pura crueldade

Virá, sim, antes da queda

Desta grande catedral

Que sucumbe à ganância

À fúria dos homens maus

Sol não mais vai dar as caras

Lua já se abrigará

Uma chuva flamejante

Logo, logo, se dará

Konpaku foi retirada

Seu mandato já cumpriu

E a casa, sem teto, exposta

Ao martelo do Juiz

Youmu, hoje, está à solta:

Fiquem dentro de suas casas

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!