Ela está à solta
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Quem poderá saber, realmente
O que acontece?
Como será o andamento da música
Que o DJ escolheu para o final do baile?
O povo a dormir, indolente
Profundo sono, inocente
Nem tem ideia do fim,
Da tempestade que logo virá
Ninguém quer saber
Ninguém quer ouvir
Os sinos que anunciam sua chegada
— Tampem os ouvidos! —
O som que agora toca neste baile
Anda a mexer com seus pauzinhos
Lá onde ninguém imaginaria
— nenhum deles desconfia —
E quando a música mudar
Ninguém nem desconfiará
Nenhum deles imaginará
— ninguém desconfiará —
Youmu, hoje, está à solta
Não há quem a impeça
Noite, claro dia, madrugada
— seu coração está em fúria —
A princípio, tão poucos
Há quem faça pouco caso
“Não passa duma gripezinha”
— é o que eles dizem —
Hoje, à solta, ela estará
— Kilaim quem me avisou —
Sim, milhares, ela levou
Sim, milhares, levará
Pela peste, pela fome
Pelo saque, mortandade
Pela falta de amor
Ou por pura crueldade
Virá, sim, antes da queda
Desta grande catedral
Que sucumbe à ganância
À fúria dos homens maus
Sol não mais vai dar as caras
Lua já se abrigará
Uma chuva flamejante
Logo, logo, se dará
Konpaku foi retirada
Seu mandato já cumpriu
E a casa, sem teto, exposta
Ao martelo do Juiz
Youmu, hoje, está à solta:
Fiquem dentro de suas casas
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