Ela era a lei
6 Capítulo 6
Notas iniciais
—Sua mão é tão pequena...-Ele comentou levando-a para perto do rosto.
—A sua que é muito grande! — Ela sorriu e ele a puxou pela cintura.
— Te amo, pequena. — Ele estava vermelho. Talvez de vergonha, talvez de bêbado mesmo.
— Isso foi aleatório — Ela estava constrangida e tentava manter o corpo o mais distante o possível do dele. — Mas eu também te amo.
Ele abriu um pequeno sorriso e beijou ela que se afastou rapidamente e vez uma careta.
— O que você acha que está fazendo? — Ela cobria os lábios e sentia as bochechas esquentarem.
— Você fez exatamente a mesma coisa quando tínhamos 15! — Ele se curvava de rir enquanto memórias passavam pela sua cabeça — É bom ver que você ainda é a mesma garota...
— Do que está falando? — Ela descobriu lentamente os lábios fez uma expressão confusa.
— Nada de importante. Vamos continuar a caminhada? –Ele estendeu o braço e ela enroscou o braço no dele.
— Claro, só não me venha com gracinhas.— Ela fez um biquinho e logo sorriu.
— Por favor! Eu sou um cavalheiro! –Ele fingiu estar ofendido e os dois voltaram a andar em silencio completo.
Passaram por uma loja de acessórios e uma peça chamou a atenção da garota. Era um bracelete da prata extremamente simples, fino e sem detalhes...Provavelmente não valia muito.
Ela parou para olhar, e caminhou em direção a tenda, e Carlos foi atrás dela.
-Você gostou, pequena? — Ele se aproximou por trás e passou a olhar junto com ela a bijuteria.
—Sim... — Ela tirava as moedas do saco que Ruby havia entregado, mas Carlos segurou a mão dela e devolveu o dinheiro para o saquinho.
— Acho que ficará lindo em você! — Ele a olhou nos olhos rindo — Então, se meus olhos se beneficiarão, permita que eu pague.
Ele tirou algumas notas de um dos bolsos do casaco e foi para a frente da tenda falar com a velha atendente.
—Quanto custa aquele bracelete prata? — Ele apontou para Angélica que tinha a bijuteria na mão.
-O conjunto custa 15 euros... — A velinha sorriu de forma doce, e foi possível notar que faltavam alguns dentes.
— Como assim conjunto? — Angélica se aproximou mais dos dois.
A senhorinha sorriu e pegou uma caixa de madeira debaixo da bancada da tenda.
— É uma pulseira para casal! — Ela mexia o dedo indicador alternando entre Angélica e Carlos — Imagino que sejam um casal, não é mesmo?
Carlos encarou Angie que fazia que não com a cabeça de forma desesperada.
— Somos sim, e vou querer o conjunto. — Carlos ignorou a reação DD Angélica e voltou-se para a atendente.
— Nesse caso, quais são os nomes? — A velha pegou uma espécie de espeto de metal e duas pulseiras.
Carlos sorriu de forma boba e olhou para Angélica por cima do ombro.
— Pode colocar Pequena e Idiota...Por favor.
A velha pareceu confusa, mas não questionou e apenas gravou os nomes que foram pedidos.
Escreveu os respectivos nomes na parte de dentro da pulseira, como uma aliança e entregou para o jovem.
— Muito obrigada. — Ele encarou a sacolinha — 15 euros, certo? — Carlos começou a contar o dinheiro mas a senhora chamou a atenção dele estalando os dedos.
— Não precisa. — Ela balançou a cabeça de um lado para o outro— Levem de presente.
— É sério? –Angélica deu um passo a frente – Não podemos. A senhora também deve ter sido atingida pela crise! Por favor, pegue o dinheiro...
— Crise? –A velinha riu e se debruçou sobre o balcão – Querida, a crise nunca acaba. Só temos que saber conviver com ela! Por favor, levem.
Os dois agradeceram, e voltaram a andar em silêncio.
— Por que disse aquilo? — A jovem pergintou baixo, de forma que só ele pudesse ouvir — Ela pode contar para alguém...
Carlos suspirou, parou de andar e se virou repentinamente para Angélica.
— O que importaria se soubessem? — Ele deu um passo a frente —Sábado logo chega, faltam poucos dias...E além disso, eu não estou mentindo! Ou estou?
— Cinco dias não é pouco, Carlos. Se souberem de outra forma tudo pode dar errado! — Ela respondeu cerrando os punhos.
— Se der errado nós fugimos! É simples! –Ele respondeu com a voz mais elevada enquanto agitava os braços.
— Já disse que não fujo, você sabe bem. – Angélica contou até dez para se acalmar — Não estou pedindo muito, só tente ser discreto...
— Eu me esforço, só não é minha maior habilidade.
Ela deu um riso abafado e um leve tapa no peitoral dele.
— Realmente não. — Concordou sorrindo.
— Mas...Vai querer a pulseira? — Perguntou o jovem com uma mudança repentina de assunto, não gostava de falar dele.
— Não vejo porque não. Só preciso de uma boa desculpa caso meus pais perguntem... — Ela encarou o céu, ppensativa.
— Você pode dizer que é uma pulseira para afastar “idiotas”!
Ela o encarou levantando a sobrancelha enquanto colocava a pulseira no pulso.
— Você já inventou desculpas melhores! — Repreendeu Carlos que fingiu tristeza.
— Desculpe-me, querida. Muito tempo no mar me deixou fora de forma...Como mentirei agora?
Assim que colocaram as pulseiras foram em direção ao mercado novamente.
Em questão de segundos quando entraram na área das barracas Ruby puxou Angélica pelo braço.
— Mas onde você se meteu? Te procurei por um tempão! — A empregada procurava qualquer indício de ferimentos na garota, e ficou aliviada ao não encontrar nada.
Fale com o autor