Ela disse, Ele disse
21 Sob a luz da Lua
Notas iniciais
Jade entrou me arrastando pelo shopping a dentro. Ela desfilava com os longos cabelos negros, e observava tudo com os grandes olhos também negros. Ela realmente era linda, parecia uma modelo de revista, era estranho imaginar que ela passasse por tantos problemas.
– Hum, acho que não vou comprar nada por hoje, tenho idéias melhores como, lanche! — ela gritou e bateu palminhas e eu ri da sua alegria, enquanto caminhávamos em direção a praça de alimentação
– Não posso comer...esse tipo de lanche — falei e ela ficou séria no mesmo instante erguendo uma sobrancelha, assim que chegamos em frente a uma mesa
– Como assim Bells? Na melhor parte você dá pra trás? — ela perguntou com as mãos na cintura e a boca entortada
– Não é isso é só que...eu não posso comer esse tipo de lanche entende, por causa da minha nova dieta alimentar...- falei suspirando e me sentando em uma mesa, enquanto ela se sentava de frente pra mim
– Ah fala sério! Você leva mesmo tudo isso a sério? Seu problema era falta de comida, eles deviam te deixar comer tudo o que você quisesse ! — ela falou erguendo os braços e eu sorri com a sua indignação
– É, mas...- tentei falar, em vão
– Maaas, hoje você vai sair da dieta ok ? — ela se levantou e caminhou até o BK antes que eu pudesse me pronunciar
Passados longos minutos, a vi caminhando até nossa mesa com uma bandeja, e dentro dela havia uma generosa porção de batatas fritas, e dois copos cheios, e pra minha surpresa, de sucos. Ela sentou-se a minha frente e apontou pra bandeja com a boca já cheia de batatas
– Não vai comer não? — ela falou de boca cheia e eu ri de lado
– Eu disse que não posso comer essas...coisas — respondi apontando pras batatas que cheiravam tão...bem
– Ah até parece, tô vendo seu olho brilhando pra comer isso, vai, só por hoje, ninguém vai saber ! — ela gargalhou e eu tive que me render, afinal, eram batatas!
– Ta legal, mas só hoje hein! — falei colocando as batatas que cheiravam tão bem na boca, fechei os olhos e senti o gostinho do tempero salgado e da textura crocante que a batata continha, enquanto mastigava lentamente, só absorvendo a sensação que era poder comer sem...medo
– Agora que você já teve seu momento de orgasmo, me conte sobre você — ela disse e eu me engasguei conforme sua naturalidade ao falar sobre aquele tipo de assunto — Calma gata, ta assim só porque eu falei do orgasmo? Imagine só quando tiver um de verdade! — ela falou e eu tossi novamente, agora tomando um gole do suco que ela havia pedido
– Dá pra parar de falar desse jeito? E sobre isso? Assunto chato! — eu tinha certeza de que estava vermelha, na verdade, sabia que estava queimando
– Que jeito? E com "isso" você ta falando de sexo? Qual o problema em falar disso? Até parece que nunca fez! — e lá foi eu novamente engasgada, e tomando outro grande gole de suco
– Mas eu...eu nunca...fiz — falei envergonhada, poderia parecer loucura contar algo tão íntimo assim a alguém que eu mal conhecia mas, por algum motivo eu senti que podia confiar nela
– NÃO? — agora quem se engasgava com as batatas e tinha que se controlar com suco era ela, que além do susto deu um grito enorme me matando de vergonha — Como assim Bells? Vai dizer que você nunca...- ela agora falava em um tom mais baixo, mas sem aliviar a minha vergonha
– Não Jade...eu sou virgem ! — falei entre dentes
– Minha mãe de Deus! — ela falou com as mãos na boca e os olhos arregalados como se eu fosse uma aberração por ainda ser virgem
– Para de me tratar como se eu fosse uma aberração! Qual o problema de eu querer que isso seja com uma pessoa especial? — perguntei irritada e ela revirou os olhos
– Problema nenhum, mas diz ai, pessoa especial ta em falta? — ela perguntou com um sorriso malicioso e eu entendi muito bem sua pergunta descabida
– Ei! Eu tenho namorado ! — falei ofendida
– E ainda não liberou pra ele ? Garoto controlado esse ai hein! — ela disse gargalhando e eu revirei os olhos
– Para de falar assim, eu quero que seja no momento certo, sei que quero que seja com ele, mas ainda não estava me sentindo totalmente preparada...- suspirei e ela arqueou uma sobrancelha
– "Ainda"? "Estava"? Se você está falando no passado é porque já está pronta né ? — ela falou e eu a encarei pensativa
– Eu não sei...quer dizer eu...
– Você o ama ? — ela indagou me interrompendo e eu assenti rapidamente — E você sabe que ele também te ama ? — ela perguntou e eu assenti levemente — Então pra que esperar? Ele ficou ao teu lado nesses últimos dias te apoiando não foi? Então, se você tem tanta certeza assim do que sente, porque esperar tanto? Mas claro, se você ainda estiver insegura, espera, pra não sair dando por ai pra depois se arrepender! — ela exclamou gargalhando e eu fiquei refletindo sobre seu discurso "sexo livre".
Depois do lanche, demos mais algumas voltas e resolvemos ir embora, afinal já eram seis e meia, ou ainda.
– Foi legal nosso passeio Bells, gostei de você loira aguada! — Jade dizia sorridente assim que parou com seu fox vermelho em frente a minha casa
– Eu também gostei do passeio Jade...você parece ser mesmo bem legal ! — eu falei envergonhada e ela me olhou surpresa
– Como assim pareço? Eu sou mesmo bem legal Bells! — disse e caiu na gargalhada e eu a acompanhei
– Tudo bem então...eu vou entrar...até — me despedi dela com um beijo no rosto e ela de repente ficou séria
– Bells lembre do que eu te falei, não faça nada do que não queira...- ela disse e eu assenti
– Pode deixar Jade, obrigada! — ela sorriu e eu sai do carro e a esperei arrancar com o fox vermelho e entrei em casa.
Depois de chegar, e ter que dar o relatório completo de como havia sido a sessão, e de quem era minha nova amiga pra mamãe, eu tomei um banho, e coloquei uma saia jeans preta que estava guardada há anos, e uma blusa verde de ombro caído. Respirei fundo e peguei o telefone.
Ligação On
– Pê?
– Oi Bella! Que bom que você ligou linda, como foi a sessão? Estava preocupado, fui até ai e sua mãe disse que você saiu com uma amiga depois da terapia...
– É, uma nova...amiga, a terapia até que foi legal, mas eu estou te ligando por que tenho uma proposta pra te fazer..
– Proposta? Xiii, vai me levar pro matinho é ? Ou eu vou ganhar o que a Maria ganhou atrás da horta?
– Pedro!
– Ta legal, eu tava só brincando linda, diz ai, qual a sua idéia ?
– Quero te levar em um lugar, na verdade, quero te mostrar esse lugar...
– E onde é ? É que já está tarde e eu ainda não tenho carro então...
– Calma Pê, não é tão longe assim, podemos ir andando !
– Tudo bem então, passo ai em vinte minutos pode ser ?
– Vou estar te esperando!
Ligação Off
Desliguei o celular e fui em direção ao guarda roupa, peguei uma mochila e coloquei duas toalhas, e mais algumas coisas, pronto, estava tudo pronto. Em poucos minutos Pê me mandou mensagem dizendo que havia chego e eu fui até a sala torcendo pra que ninguém estivesse por lá. Não havia, um raro momento de sorte, saí e descendo as escadas mandei uma mensagem a mamãe dizendo que iria sair.
– Oi linda! E nossa...bota linda nisso ! — Pedro disse me olhando de cima a baixo e logo depois me dando um selinho
– Obrigada...você também...- eu falei tímida e ele ergueu uma sobrancelha e olhou pra minha mochila intrigado
– Bella, o que você está aprontando hein? Vai me sequestrar ? — eu soltei um risinho baixo e ele gargalhou
– Vou te devolver inteiro, prometo! — soltei um risinho e ele me acompanhou
O puxei pelas mãos, e saímos caminhando. Estávamos em silêncio, mas não era incômodo, eu sabia que se falasse Pedro iria me sondar para saber pra onde eu estava o levando, então preferi ficar quieta. Passados uns quinze minutos, chegamos a uma cerca que beirava uma reserva que ficava perto do Catete, mas era muito bem escondida. Chegamos em frente a cerca e ele me olhou confuso
– Você quer que a gente pule essa cerca ai ? Linda quando eu perguntei se você iria me levar pro mato eu estava apenas brincando...- ele disse cuidadoso e eu desatei a rir — Bella, você está bem?
– Tô sim Pê, mas fica tranquilo, vai dar tudo certo, agora anda logo — falei e subi na cerca passando pro outro lado e ele ficou me observando sério — Você jura que vai ficar ai com essa cara de bunda e não vai me acompanhar? — falei impaciente e ele arregalou os olhos
– Tudo bem chefe, se você manda, quem sou eu pra desobedecer não é mesmo?! — ele disse subindo na cerca e logo já estava de frente pra mim, dessa vez dentro da reserva
– Isso mesmo, agora vem! — falei o puxando e ele resmungou algo que eu não consegui ouvir, em poucos minutos, chegamos em frente ao lugar onde eu tanto sonhava em levá-lo. Ficamos parados em frente a cachoeira que desabava as águas com força, e ele parecia absorver cada centímetro da beleza daquele lugar.
– Bella...esse lugar é...
– Lindo né? — ele dizia admirado e eu estava feliz por saber que ele sentia o mesmo que eu
– Como você descobriu ? — ele perguntou e eu resgatei a lembrança e me entristeci. Fora meu pai que havia me levado até aquele lugar, há muitos anos, antes dele ir embora, antes de ele me deixar. Deixei uma lágrima escapar e não consegui disfarçar a Pedro
– Tudo bem...se você não quiser falar, não tem problema, mas fico feliz de você ter me trazido até aqui, esse lugar é lindo — ele disse limpando a lágrima que havia escorrido e dando um beijo na minha testa
– É um lugar importante pra mim, e você também é então...- falei dando de ombros e ele sorriu. Me aproximei envolvendo seu pescoço com meus braços e roçei meus lábios nos seus antes de beija-lo. Ele pediu passagem com a língua e eu logo cedi, senti ele segurar minha cintura com firmeza e sem quebrar o beijo nos sentamos em uma das pedras que ficavam em volta da cachoeira. A lua brilhava intensamente, assim como o castanho dos olhos de Pedro. Com uma ousadia que eu não estava acostumada me sentei no colo dele ainda o beijando. Ele aprofundou o beijo, apertando minha cintura com força e escorregando as mãos para o quadril, enquanto eu afundei minhas mãos em seus cabelos bagunçados e extremamente macios. Ele partiu o beijo mordendo meu lábio inferior e sorrindo maliciosamente, de um jeito que me deixava o interior das minhas pernas úmidas. Então ele se direcionou ao meu pescoço, distribuindo beijos molhados e chupões que com certeza deixariam marcas, enquanto eu arranhava sua nuca sem piedade alguma. Em um impulso eu levei minhas mãos até a barra da sua camisa e a arranquei, acho que a empolgação de Pedro havia o deixado lesado demais pra perceber que em outra situação eu não faria isso, e agradeci mentalmente por isso ter passado despercebido por ele. Ele entendeu o recado e assim que havia despido a blusa, arrancou a minha também voltando a me beijar mas dessa vez com uma volúpia desconhecida. Nossas línguas travavam uma briga dentro de nossas bocas, e ele explorava meu corpo com suas mãos grandes apertando todos os lugares que podia, enquanto eu continuava arranhando sua nuca e agora arrancando alguns gemidos dele.
De repente ele inverteu as posições e logo já estava deitado por cima de mim, e eu estava grata por a pedra que havíamos escolhido não ser desconfortável ou tão áspera. Ele logo partiu o beijo e voltou-se novamente para o meu pescoço me fazendo arfar, com os beijos molhados que agora saiam de meu pescoço e preenchiam todo meu colo. Ele logo levou as mãos até o feixo do meu sutiã preto, e me olhou, em um pedido mudo se poderia prosseguir, e eu sem paciência alguma, logo tratei de soltar o sutiã e ele arregalou os olhos e ficou encarando meu busto de um jeito que me deixava extremamente constrangida, e eu podia sentir meu rosto que deveria estar vermelho arder.
– Vai ficar me olhando assim? — falei e ele pareceu despertar do transe onde estava e sorriu pra mim
– Eu só estava te admirando Bella, você é tão linda...- nesse momento eu o puxei pelos cabelos pra mais um beijo que logo nos tirou o ar, mas não estávamos nem um pouco a fim de parar. Quando o ar se fez necessário ele desceu os beijos até meu colo e logo abocanhou meu seio direito apertando com força o esquerdo. Eu arfei alto ao seu sentir sua língua em contato com a minha pele e agora tinha muita certeza, eu estava completamente molhada. Ele desceu a boca até a minha barriga, e quando chegou ao cóz da minha saia me olhou novamente, seus olhos antes castanhos brilhantes agora pareciam negros, de desejo. Eu apenas assenti e ele tirou minha saia levando minha calcinha junto, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa, eu o puxei pra mais um beijo e levei minhas mãos até o cóz da bermuda que ele usava e abri um botão, ele se assustou e se separou de mim
– Bella...você quer mesmo isso, quer dizer eu...- antes que ele pudesse dizer qualquer coisa eu o interrompi
– Pedro, de todas as minhas dúvidas... você é a minha única certeza — falei sorrindo e ele logo tratou de tirar a bermuda e levou a boxer preta que usava me assustando, com o tamanho do seu...amigo. Ele se protegeu e quando se aproximou de mim eu o segurei pelos ombros e o impedi
– Espera Pedro, eu te trouxe até aqui, porque queria mergulhar, então se vamos até o fim, eu quero que seja...lá — falei com uma confiança que eu nem sabia de onde vinha e ele arregalou os olhos
– Você...você quer que...que seja...lá? — ele disse apontando pra água da cachoeira que agora não caia mais com a mesma intensidade de antes e eu assenti
– Sim, eu quero que seja aqui — falei me levantando e antes de ouvir qualquer protesto que ele pudesse expressar eu pulei dentro d'água e voltei a superfície o encarando, santa aula de mergulho de Ricardo, eu deveria agradecê-lo depois. Pude sentir todos os pelos do meu corpo se arrepiarem assim que eu senti a temperatura extremamente gelada da água.
Pedro continuou me encarando, mas logo pulou na água junto de mim, me agarrando pela cintura, e colando nossas bocas com avidez. Nem precisou de minha permissão pra que a língua ágil dele invadisse minha boca, chegando quase que a minha garganta. O contato entre sua pele quente e a água gelada, apenas deixava tudo mais...excitante. E eu podia sentir o volume de seu membro encostar em minha perna, então em um impulso, envolvi seu quadril com minhas pernas unindo o resto de nossos corpos que ainda estavam separados e ele partiu o beijo e gemeu baixinho me olhando. Seu olhar negro, poderia contrastar com o azul que refletia de meus olhos, que provavelmente brilhavam mais que a própria Lua, tamanho era o meu desejo de senti-lo naquele momento. Ele nos conduziu até uma pedra encostando minhas costas ali, ainda dentro d'água.
– Bella...tem certeza? — ele perguntou novamente o que só fazia aumentar meu desejo e minha impaciência pra que aquilo começasse logo
– Se eu não tivesse não iria permitir que nós chegássemos até aqui — falei encostando nossas testas e roçando nossos lábios — Eu quero você Pedro...
– Isabella...eu também...muito... mas antes de qualquer coisa...essa também é a minha primeira vez — ele falou e logo eu o senti me penetrar, me invadindo aos poucos. Dar um grito abafado foi inevitável o que acabou o assustando — Que foi bella? Te machuquei ? Se tiver doendo muito me fala que eu tiro — eu apenas apertei meus olhos e neguei
– Não Pedro! Eu quero ir até o fim! — falei e ele assentiu e me beijou tentando aliviar o incômodo gigantesco que eu sentia. Logo que eu achei que ele tivesse acabado ele continuou a me penetrar agora me rasgando por completo. Depois de alguns minutos sem se movimentar, eu comecei a me mexer incomodada, e ele pareceu entender o que eu queria, e começou a estocar lentamente, entrando e saindo de dentro de mim, movimentando a água extremamente fria que antes estava parada, e fazendo com que eu me arrepiasse mais ainda. A dor que antes eu sentia, agora dera lugar a um prazer imensurável, mas eu queria mais, não sabia quase nada sobre isso, apenas sabia que precisava de mais.
– Pe...dro...ma-mais rápido...- separei o beijo e falei quase que em um gemido
– É pra já — ele abriu um sorriso sacana, e aumentou o ritmo e a intensidade das estocadas, ele apertou minha bunda e eu conseguia senti-lo atingir meu fundo, logo eu já não conseguia controlar o som dos meus gemidos que estava mais altos, assim como os dele. Tirei minhas mãos que estavam em seus largos ombros, e puxei seus cabelos beijando seu pescoço e agora dando chupões e beijos molhados e...gelados.
– Ahh....ISABELLA — ele falava arfando enquanto continuava estocando com força e rapidez dentro de mim. Mais duas estocadas eu senti minhas paredes vaginais se contorcerem, mordi o ombro de Pedro que apertou mais minha cintura e minhas pernas tremeram denunciando que eu havia chegado ao meu ápice. Pedro ainda não havia chego e com mais uma rápida e intensa estocada ele, que gemeu alto, chegou também.
"- Queria que você me dissesse o que sente não só o que passa pela sua mente....amo pensar em você, amo te ver….te perceber, tentar te decifrar mesmo sabendo que é impossível, que agoniante...minha cabeça me consome ás vezes...
Isso tudo por que eu me apaixonei pela Lua."
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