Ela Só Queria Ser Feliz
3 Explicações
Notas iniciais
"O tempo passa, as pessoas mudam... não a nada que se possa fazer em relação a isso. Porém, como iremos adivinhar que, aquela pessoa que antes era meiga e gentil, iria destruir seu coração de uma forma dessas? Porquê isso, porquê aquilo? Porquê parece que nós lembramos de tudo e aquela pessoa simplesmente nem lembra, como se nunca tivesse existo? Tantos porquês e nenhuma resposta."
[ 12 Anos Atrás — Margret ON ]
Já passava da meia-noite e Carlos ainda não havia chegado. Será que aconteceu algo? Me pergunto repetidas vezes, agoniada. Balançava Lizzy em meus braços, fazendo a mesma dormir, que logo adormece. A coloco no berço e desço as escadas, caminho até o telefone e disco várias e várias vezes o número de Carlos e ele nunca atende, sempre da fora de área. Me sento no sofá, depois levanto, caminho até a porta, olho a janela, ando em círculos. O telefone toca e corro para atende-lo.
– Alô?
– Senhorita Cartman?
– Sim, eu mesma. Quem fala?
– Aqui é do Hospital Jackphill.
– Meu Deus... O que houve?
– Lamento ser um portador de uma péssima notícia mas...
– Diga, diga logo!
– Seu marido, Doutor Carlos, foi morto durante um assalto.
Se passa uma, duas, três semanas...
Eu não sabia como contar a Lizzy o acontecido, porém, ela é apenas um bebêzinho. E eu, uma mãe impossibilitada de cuidar da minha própria filha. Sim, impossibilitada. Não houve enterro, Carlos apenas foi cremado como desejada. E como herança, uma duas casas e alguns dólares no banco. Mas acho que estou ficando louca, não consigo dormir e nem cuidar de Lizzy. A partir disto, levo a pequena para morar com minha irmã, Jenna.
[ 5 Anos Após a Morte ]
Perambulava pelas ruas frias e sombrias dali, como uma verdadeira louca. Com uma bolsa com algumas comidas dentro, voltando para casa, olhando o chão enquanto as pessoas passam por mim como se eu fosse um zumbi. Esbarro em alguém, que segura meu sobretudo para que eu não caía.
– Desculpe senhorita. — Ele diz.
– Tudo bem. — O olho. Era lindo.
– Mesmo?
– Sim, agradeço.
– Como se chama?
– Margret.
– Me chamo Richard.
As próximas semanas foram maravilhosas, ele me ensinou a viver novamente. Me fazia sorrir, brincar, me ensinou a amar de novo. Um ano após nosso primeiro encontro nos casamos, estava indo tudo perfeito. Sentamos, conversamos e decidimos trazer Lizzy para morar conosco. A pequena já estava com seus 9 anos, perfeitinha, a cara do seu pai Carlos. Richard, sempre muito atencioso com ela, amava brincar com a mesma. Que pai perfeito, não?
[ 1 Anos Após o Casamento ]
A empresa de Richard faliu, a felicidade foi embora, tudo mudou. Como isso aconteceu tão rápido? Pergunto a mim mesma, entre soluços enquanto lavo as roupas. Richard? Ele mudou muito. Bebe todos os dias desde que soube do acontecimento e pra completar, me agride verbalmente e fisicamente. Ninguém sabe disto e ninguém precisa saber. Lizzy? A garota só vive trancada em seu quarto, chorando pelos cantos e falando mentiras sobre Richard. Dizendo que ele tenta estupra-la, mas não é verdade. Isso precisa ser mentira.
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