Ela, Ele.
1 Capítulo Inicial- ELA
Notas iniciais
– Oi. – Me surpreendi quando vi aquele menino de cabelos cacheados e castanhos, me cumprimentando.
– Por quê está aqui sozinha? – Ele perguntou.
– Socialização é irritante – Respondi.
– Bem, você pode socializar comigo, não sou tão irritante assim – Ele respondeu, com um sorriso tão branco que fiquei com medo de sorrir de volta, eu usava aparelho desde que tinha 12 anos. –
– Quem sabe outro dia – Respondi e puxei mais a manga do meu casaco, não queria que ele visse as marcas dos cortes que eu havia feito. – Tenho que ir. – Ele levantou mais rápido que eu, e estendeu a mão para me ajudar a levantar também, do chão da biblioteca. Apalpei-a e subi rápido demais, ele me puxou para um abraço carinhoso, nunca havia abraçado nenhum garoto, e esse era especialmente o novato que todas da sala, menos eu, estavam “apaixonadas”. – Por quê você está aqui ? — Vim entregar este livro. – Ele me mostrou a capa de Cidade dos Anjos Caídos, OS INSTRUMENTOS MORTAIS! CARA, EU SOU FANÁTICA POR ESSA SÉRIE. — Eu amo esta série. – comentei.
– Eu sei. – ele sorriu de novo. Aquilo me irritava, mas eu sorri de volta.
Na volta para casa, o Leandro ( o menino a biblioteca), insistiu em me acompanhar. Ficamos conversando sobre animes, coisa que ele amava, e eu também.
– Então, Tchau Louise!
– Tchau — eu disse, e ele me abraçou de novo. Estranho isso, o que esse garoto quer? Eu sou a garota mais estranha para ser amiga. Cabelos ondulados, olhos castanhos, aparelho, meio nerd, desleixada com maquiagem e roupas. Entrei em casa e bati a porta levemente, sabia que minha mãe ia começar o falatório de sempre. Toda mudança de escola era assim, e eu havia mudado cinco vezes em meu período de vida escolar.
– LOUISEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!! COMO FOI A ESCOLA QUERIDA? — Ela disse, me dando um beijo na testa.
– Ótima, mãe. Estou sem fome, vou subir. Até. — eu disse, começando a subir as escadas.
– Espera, me conta mais. Fez muitos amigos?
– Sim, sim. Muita gente legal. — Eu sorri, e voltei a subir as escadas. Ela se preocupava muito comigo, isso é sufocante. Ao abrir a porta do quarto, Rafael, meu irmão mais novo, estava fuçando em minhas coisas. Nossos quarto era junto, mas grande. Metade dele, metade minha.
– Rafael. Eu. Vou. Te. Bater. — rosnei.
– Chata. — ele murmurou. — O que é isso? — Ele disse, abrindo meu diário.
– Solta isso seu moleque pegajoso. — Peguei da mão dele, e corri em disparada ao banheiro. Peguei um rolo de papel higiênico e comecei a dividir o quarto ao meio. — Metade da esquerda, SUA. Metade da direita, MINHA. Entendeu? — E empurrei ele da minha metade. Irmão mais novo é difícil. — Olha que bagunça você fez, Rafael.
– Desculpa — Ele fez cara de choro e correu pra baixo. — MÃÃÃE! A LOUISE TÁ ME TRATANDO MAL.
– Louise, se você continuar, via ficar de castigo. Agora, desçam os dois para almoçar. Rafael, você está atrasado par a escola, coma rápido. — Minha sorte ele estudar á tarde. Quando eu estava descendo ás escadas, vi uma portinha no teto, parece ser um sótão. Não conheço muito bem está casa, nos mudamos está semana. Dei de ombros e desci para almoçar. Seria um longo ano.
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