Ela

1 Prólogo — Ela


Notas iniciais
Esse texto faz parte de uma atividade de um curso de Psicopedagogia, lacunado, feito para que os alunos completem e "se descubram". Essa é a minha versão, com as lacunas devidamente preenchidas.

Meu nome é Júlia, mas podia chamar-me Ela, porque sou apenas mais uma no mundo. Tenho uns olhos castanhos como argila, uns cabelos indefinidos e quando fico triste me fecho e escrevo.

Se fosse um animal seria coruja. Se fosse flor, seria a de cerejeira. Mas sou apenas eu, chamada Júlia, que sonha com um planeta sem ódio.

Nasci em uma manhã de inverno. Gosto de ouvir o som da chuva pingando na calha, de cheirar o café fresco e sentir o frio cortando minhas bochechas. Quando era pequena pensava que sempre estaria segura atrás dos meus pais, protegida da vasta imensidão.

Contam-me que fazia grandes espetáculos, cantando a plenos pulmões, com sorrisos imortais. Faz tanto tempo.

Os meus poemas preferidos são os sobre tragédias, pois me lembram dos erros que não podemos, que não devemos cometer novamente, e quando os leio em voz alta me sinto no controle. Às vezes fecho os olhos e peço como desejo que tudo dê certo.

O meu nome é Júlia, mas podia chamar-me Ela.

Notas finais
É bem simples, afinal era uma atividade para crianças e eu tenho cá meus 17 anos. Mas a simplicidade me tocou e, não sei, soou extremamente poético da primeira vez que li. Ainda gosto do resultado.