Ela
2 Inveja
Não que tivesse reparado muito nela quando eram mais novos, ela realmente era uma garota estranha, seguindo o Naruto pelos cantos. Por um momento até tinha pensado que o loiro era uma cobaia para o treinamento de rastreamento dela, mas o dobe nunca seria um bom desafio... E ela era uma Hyuuga, só que nunca que ela chamaria mais atenção que o seu primo, o gênio.
Mas não naquele dia. Naquele dia ela estava radiante, havia deixado o cabelo crescer, com o rosto erguido, e aquele sorriso sem graça, suas bochechas um pouco coradas... Estava mais brilhante que o idiota laranja sem salvação ao seu lado. Sabia que o sorriso não era direcionado para si, a apresentação não havia deixado-a feliz por conhecê-lo, ela estava feliz por ter sido finalmente notada pelo Dobe. Ela era especial, havia sido apresentada para o melhor amigo do Dobe. E o Dobe, continuava Dobe por não perceber os sentimentos tão conflituosos que pareciam ter brotado no seu melhor amigo, seu irmão.
Havia decidido que ficaria algum tempo em Konoha, 3 anos, em três anos aprenderia tudo sobre política e como se comanda uma vila. Mas obviamente não era pra ficar um tempo com ela, nunca seria por isso. Obviamente precisava aprender sobre burocracia antes de começar a tentar organizar uma vila, principalmente uma tão corrupta como a Vila do Som.
Poderia aprender sobre política com a condição que seria fiel a Konoha naquele tempo de "hospedagem", e no primeiro ano estava proibido de sair da vila e realizar missões. Mas não estava realmente chateado por sua "punição", não estava em Konoha para ser um ninja melhor, estava ali para aprender.
Visitava-a constantemente, o escritório que foi designado era muito próximo da mansão Hyuuga. Das primeiras vezes, não era como se fosse sua intenção primária ir até lá. Estava passando, ela o viu e perguntou se não queria entrar para tomar um chá. E a partir daí se tornou um hábito, encontrava-se com ela e tomava um chá. Não conversavam, só tomavam um chá, apreciavam o jardim interno da mansão e despediam-se.
Sabia que ela não tinha as mesmas intenções que ele tinha, ela provavelmente só queria ser mais próxima do melhor amigo do cara que gostava. E viu uma oportunidade quando o viu passando depois do serviço. E parecia que o plano da morena havia dado certo, agora o loiro vinha buscá-lo constantemente na sua mansão para treinarem.
Não sabia quando passou dos chás e se tornou chá com guloseimas caseiras. Variavam de biscoitos ocidentais até doces tradicionais japoneses, e agora o loiro também os acompanhava. Chegava um pouco mais tarde, mas agora tinha que dividir a companhia dela com o Dobe. Eram reuniões barulhentas e cheias de risadas, só que os sorrisos dela, direcionados para o seu melhor amigo...
Odiava doces, mesmo os maravilhosos que ela preparava, doces deixavam aquele gosto ruim depois no estômago, um amargo no fundo da garganta. Passou a tomar somente chá. O Dobe podia comer todos os doces.
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