Notas iniciais
Yoooo!!! Mais um capítulo minna-san! Espero que gostem. ^^

Ishizu havia comprado tudo que o bebê iria precisar, mas deixaria a organização por conta dos quatro adolescentes e era exatamente isso que estavam fazendo. A Ishtar mais velha deu o quarto dela para Marik e o bebê, já que era o maior da casa, e estavam organizando onde cada móvel ficaria.

A loira estava sentada no meio do quarto gritando ordens para Bakura e Mariku, que estavam carregando o berço de um lado para o outro no quarto ate que Marik achasse um bom lugar.

- Não! Não! Mais para a esquerda! – Marik grita – A minha esquerda, Mariku! – ela diz exasperada – Para aí! Esta perfeito! – exclama animadamente com um largo sorriso batendo palmas duas vezes.

Bakura e Mariku desabaram sobre o carpete roxo que cobria quase o quarto todo. Como não sabiam o sexo do bebê, Ishizu comprou tudo em roxo e branco, assim não haveria problema se fosse menino ou menina, além de serem as cores favoritas dos pais. Por ironia, Bakura gostava da cor branca.

A loira se arrastou ate o lado do albino o beijando no rosto com um largo sorriso – Bom trabalho, Kura. – ela se senta ao lado dele cruzando as pernas e olhando em volta se certificando que tudo estava como desejava.

- E eu? Não ganho recompensa, Marik? Sabe que não trabalho de graça. – Mariku reclama bufando e cruza os braços em irritação. Ishizu havia dado folga para ele só pra ajudar Marik e isso era injusto! Ele perderia o dia todo ali fazendo as vontades da irmã enjoada. A loira fez bico fingindo ir ate ele para beija-lo no rosto, mas ele se levanta rapidamente correndo ate Ryou que estava organizando as roupinhas no armário – Não quero esse tipo de recompensa! Isso é nojento! – ele reclama fingindo estar com medo e Marik murmurou parecendo magoada.

Ryou riu deles e ficou na ponta dos pés para beijar o rosto do namorado. O Ishtar o olhou erguendo uma sobrancelha, mas depois sorriu passando os braços em volta do corpo menor, estavam prestes a se beijar quando ouviram o som de engasgo que Bakura fazia e Marik deu uma cotovelada discreta nas costelas dele que o fez reclamar sobre ela estar cada vez mais violenta.

O Touzoku mais novo suspirou puxando o loiro pela mão para que pudessem se sentar perto dos outros dois, olhou em sua volta sorrindo e depois olhou para a amiga – Esta perfeito, Marik. – a loira assente batendo palmas duas vezes. Estava muito animada com a chegada do bebê, só faltavam dois meses para ter sua filha nos braços.

- Acho que deveriam tirar o roxo, isso fica com cara de menina. – Mariku reclama lançando um olhar divertido para Marik que estreita os olhos murmurando "você também gosta de roxo idiota!", o mais velho deu de ombros casualmente.

O albino mais velho abriu a boca para dizer algo, mas foi cortada por Ryou – Já escolheram o nome? – ele pergunta sorrindo nervosamente segurando a mão do loiro e lhe lançando um olhar que dizia 'Tente não irrita-la Riku!', que foi ignorado.

Bakura e Marik se entreolharam por um segundo antes de acenarem negativamente. Estavam preocupados com outras coisas e nem lembraram que a criança iria precisar de um nome. E não poderia ser um nome qualquer que depois se arrependeriam, teriam que pensar muito bem antes de decidirem.

- Podia colocar Seth. – Mariku diz orgulhosamente ganhando três pares de olhares que diziam 'Você tá de brincadeira?' – O quê foi? É o nome de um deus egípcio! – argumenta irritado cruzando os braços.

- Sim, que representa o lado escuro de Osíris e me lembra muito de Seto. – ela faz uma careta quando a imagem de Kaiba passa por sua mente, só de imaginar Isis e Kaiba juntos sentia vontade de vomitar. Olhou para o teto pensativa – Gosto de Hideko... – ela murmura sorrindo.

- Filha da luz do sol? – Bakura diz erguendo uma sobrancelha para a loira, que assente. Ele revira os olhos em exasperação – Vai ser muito conveniente lembrar do deus Rá cada vez que disser esse nome. – ela faz careta. Bakura tinha um bom argumento, não queria se lembrar do responsável por ela ter mudado de sexo cada vez que disse o nome da filha – Acho interessante Hikaru.

- Ate parece que um filho meu vai se chamar brilho do relâmpago! – ela zomba rindo um pouco – Bakura, achei que você fosse mais criativo, Hikaru é um nome tão comum... Que tal Sayo? – o albino a olhou com uma sobrancelha erguida – Ok, não é um bom nome... Nem sei se ela vai nascer a noite... – murmura para si mesma.

- Por que não escolhem um nome que serve tanto para menina quanto para menino? – Ryou diz interrompendo a provável discussão entre seu gêmeo e Marik. Os outros três o olham surpresos. Marik se arrasta ate o amigo e o abraça pela ideia.

- O que seria de mim sem você Ryou? – ela diz animada e se senta passando as mãos na barriga com carinho – Pelo menos o meu bebê vai ter um bom exemplo de inteligência. – ela diz lançando olhares acusadores para Bakura e Mariku. O Ishtar não se preocupou em responder, apenas mostrou a língua cruzando os braços.

- Pelo menos um, não é mesmo Marik? – o Touzoku mais velho diz sorrindo divertidamente. A loira fez careta e mostrou a língua a ele. Ryou balançou a cabeça casualmente, se perguntava quando começariam a agir como adultos e iriam parar com as discussões infantis – Podia ser Kaya... – Ryou sai de seus devaneios e olha para o irmão, depois para a egípcia que havia inclinado a cabeça para o lado pensativa enquanto olhava fixamente para Bakura – Marik, não tenho o dia todo pra esperar a sua resposta. – ele diz erguendo uma sobrancelha.

Marik bufa cruzando os braços – Tudo bem, pode ser Kaya. – ela diz o olhando com desdém. Sempre se surpreendia com a rapidez que Bakura pensava em nomes e isso a fez lembrar que ele foi quem pensou em um nome para ela no começo de tudo isso – Mas fique sabendo que estou deixando você escolher por que é o pai. – nunca admitiria em voz alta que era um bom nome.

O Touzoku revirou os olhos se aproximando dela, a beijou no rosto sussurrando 'Sei...' ele ri ao ouvir um pigarrear de Mariku, olhou para ele como se dissesse 'Não tem mais nada pra você fazer?' – Mas eu não acho legal o significado... E parece com Maya. – Mariku diz erguendo uma sobrancelha olhando para o carpete pensativo. Ele cruza os braços franzindo a testa – Podia ser Selkhet!

Marik revirou os olhos balançando a cabeça. Seu irmão não tinha jeito mesmo. Ela deu um pulo arregalando os olhos fazendo os três a olharem preocupados – Ela chutou... – riu corando um pouco por ter os assustado com uma coisa boba como essa. Pode ouvir um suspiro de alívio da parte de Bakura, que a beijou na testa.

Agora estava mais perto do dia em que Kaya nasceria, isso a deixava nervosa, se perguntava se tudo iria dar certo. Se deixou cair para trás com um sorriso bobo no rosto e fechou os olhos relaxando. Logo tudo estaria bem novamente. Olhou para o lado e puxou a manga da camisa do albino o fazendo olha-la e parar com a discussão com Mariku sobre o nome do bebê – Estou com fome, Kura... – ela fez beicinho choramingando.

O albino revirou os olhos se levantando, agarrou Mariku pelo braço o arrastando para fora do quarto. O Ishtar tentou protestar, mas Bakura ignorou dizendo algo tipo 'Não quero nenhum Psico molestando meu irmão!'. Marik e Ryou riram dos dois, eles não mudavam, tanto Mariku quanto Bakura ainda achavam que os mais novos precisavam da proteção deles. Mariku demonstrava menos que Bakura, mas ainda assim Marik era seu irmãozinho.

Ficaram em silêncio por um tempo, Ryou observava novamente o quarto com um largo sorriso no rosto. Tinham feito um ótimo trabalho naquela tarde e os dois mais velhos haviam se esforçado muito, já que Marik os fazia carregar os móveis para todos os lados ate achar um lugar adequado. Olhou para Marik que acariciava a barriga sorrindo. Ela estava cada dia melhor, parecia mais feliz que nos primeiros meses, estava mais calma, tranquila – "Talvez essa gravidez esteja fazendo bem ao Marik." – ele pensa com um pequeno sorriso – Marik... – a loira o olhou curiosa – Como... Como é estar... Grávida...? – perguntou encolhendo os ombros um pouco sentindo seu rosto corar.

A loira olhou para porta como se esperasse ver Bakura ali para ouvir o que ela tinha a dizer, mas balançou a cabeça ao não encontrar ninguém e ouviu seu irmão resmungando no andar de baixo. Sorriu inclinando um pouco cabeça olhando para o tapete como se procurasse as palavras certas para descrever o que sentia – Não vou mentir. Estar grávida não é uma maravilha o tempo todo... Tem dias que eu não quero nem sair da cama, mas não consigo ou por causa do bebê chutando ou porque eu não aguento ficar parada. Em outros eu sinto vontade de gritar cada vez que olho para o Bakura... – suspira olhando nos olhos castanhos do amigo – Às vezes tenho vontade de jogar tudo para o alto e dizer foda-se, ou me sinto péssima, cansada, mas... Estou feliz, mesmo que seja um pouco assustador e que eu ainda tenha muito medo do que possa acontecer depois.

Ryou acenou em entendimento sorrindo. Olhou para o carpete roxo pensativo. De alguma forma sentia um pouco de inveja de Marik, por poder ter um bebê, ter a chance de cuidar de uma criança gerada por ele. Mas por outro se sentia aliviado por não estar passando pelo mesmo que sua amiga estava passando. Ele não tinha certeza se seria capaz de suportar tudo isso, era muita pressão sobre Marik, teria que ser responsável, aprender a cuidar daquele serzinho que logo iria nascer. E ele não tinha certeza se conseguiria ser um bom pai mesmo que tivesse a oportunidade.

Nesse ponto ele e Bakura eram parecidos. Tinham medo de não serem capazes de serem responsáveis por uma vida, de alguma forma acabarem como o pai deles, abandonar os filhos para que se cuidassem sozinhos por puro egoísmo. Ryou não sentia raiva do pai igual a Bakura, mas era impossível não se sentir magoado por ele ter deixado ambos sem cuidados.

- Ryou! Sente! – Marik diz animada segurando a mão do amigo e a pressionando contra a barriga. Ambos sentiram um cutucão mais forte e sorriram – Ela esta animada hoje... – ela diz acariciando a barriga com um sorriso meio cansado, se inclinou para trás se apoiando nas mãos, olhou para o teto suspirando – Estou tão cansada... Esse barrigão tá cada dia mais pesado. Me sinto como uma baleia encalhada. – ela reclama fazendo beicinho e Ryou ri.

oOOo

Bakura estava na cozinha preparando algo para Marik comer e chá, mesmo que a loira detestasse chá, ele a faria beber de qualquer jeito pra acalmar os nervos dela. Se encostou a pia olhando para a entrada, pela centésimo vez desde que colocou os pés na cozinha, como se esperasse que Marik entrasse reclamando que estava demorando ou Ryou para avisar que algo havia acontecido. Quanto mais se aproximava o nascimento do bebê parecia que sua preocupação aumentava ao invés de diminuir. Olhou novamente ouvindo Mariku bufar se sentando na mesa com uma lata de refrigerante nas mãos.

- Ela esta bem Bakura. Pare de olhar pra porta a cada cinco segundos, isso já esta me irritando! – o loiro reclama bebendo um gole da bebida – Vai ficar tudo bem, Ryou pode cuidar do Marik por alguns minutos.

O albino suspirou se sentando de frente para o loiro e suspirou passando as mãos nos cabelos nervosamente – Eu sei... Mas você não pode me culpar por me preocupar e eu sei que você também se preocupa com Marik. – ele diz erguendo uma sobrancelha olhando para o amigo.

Mariku revirou os olhos – Me preocupo, mas não vou me comportar como um idiota paranóico a cada minuto. – ele sorri divertidamente ao ouvir um rosnado do albino.

- Idiota é você Porco Espinho! – ele reclama se encostando mais na cadeira de forma relaxada – Você sabe muito bem o motivo da minha preocupação, Mariku. Da última vez que Marik teve uma crise de choro ela pensou em pedir para os deuses tirarem o bebê! E se ela colocar na cabeça que isso é certo? Os deuses podem fazer isso e vai parecer que nada aconteceu! – o egípcio revirou os olhos, já tinha escutado aquele discurso um milhão de vezes durante o mês que se passou.

- Pare de ficar falando sobre isso, droga! Vai ficar tudo bem, então pare de querer dar chilique. – Mariku diz bebendo outro gole do seu refrigerante – Você não é divertido!

- Espero que não estejam falando de mim. – Marik diz se fingindo de irritada entrando na cozinha sendo seguida por um Ryou sorridente – Por que se estiverem eu juro que jogo seus doces fora Mariku. – Bakura riu da careta que o amigo fez e puxou a cadeira ao lado pra ela se sentar – E não ria Touzoku! Sua situação não esta muito boa também. Já faz uma hora que você desceu e nada de comida! – ela bufa cruzando os braços.

- Ainda me pergunto por que me apaixonei por uma pessoa tão chata. – Bakura reclama se levantando.

- Uma pessoa chata, linda, divertida, sexy... – ela completa com um sorriso triunfante no rosto e dando uma piscada para o albino que revira os olhos.

- E ainda por cima é convencida, idiota, folgada, preguiçosa e que reclama feito uma velha de oitenta anos. – Mariku diz sorrindo divertidamente e ganha um olhar irritado da loira – Também te amo irmã querida.

Ela bufou e olhou para Ryou fazendo beicinho – Ryou sim é meu amigo... – ela diz dramaticamente levando as mãos ao peito – Nem meu namorado esta do meu lado... Só Ryou me entende... – Mariku estreitou os olhos puxado Ryou para o seu lado de modo possessivo e mostrou a língua para Marik, que fez careta.

Bakura revirou os olhos suspirando – Chega de drama, Princess. – ele diz colocando um prato em cima da mesa em frente a loira, que parecia ser algum tipo de salada. A egípcia sorriu largamente e começou a comer animadamente.

Notas finais
Não sei se os significados dos nomes são esses, vi em algum lugar e acabei anotando, então dei uma olhadinha porque não sou criativa pra essas coisas. ^^' E os deuses não tenho certeza se é isso mesmo.
Hikaru: Brilho do relâmpago
Sayo: Nascida a noite
Hideko: Filha da luz do sol
Kaya: Lar ou filha do lar (serve tanto para meninos quanto para meninas)
Deus Seth: Deus que simbolizava o lado escuro de Osíris, o mesmo que o Adversário, o lado malígno contrapondo-se a Osíris. Matou seu irmão Osíris numa luta pelo poder no Egito.
Deusa Selkhet: Deusa da morte, tinha como símbolo um escorpião na cabeça e providenciava alimentos para os mortos.