Notas iniciais
O fim esta cada vez mais próximo!!!

A campainha tocou insistentemente e Marik foi atender resmungando algo, ele abriu a porta piscando algumas vezes em surpresa – Ryou? – o albino sorriu gentilmente para a loira, que se afastou dando passagem para ele – O que você esta fazendo aqui? Pensei que você voltaria da escola com o Mariku. E cadê o Kura?

- Bem... Mariku disse que você não parecia bem hoje e como ele tinha treino eu decidi vir antes. Baku teve que ficar por causa das faltas, o diretor queria falar com ele ou algo assim. – ele explica se sentando no sofá.

- Eu disse que ele não precisava ficar faltando por causa da Kaya. – ela diz soltando um longo suspiro se jogando contra o encosto do sofá, Kaya dormia no carrinho tranquilamente. Depois do nascimento da pequena, Bakura queria se certificar que nada iria acontecer com elas.

- O que houve Marik? Riku disse que você parecia preocupada com algo. – Ryou coloca a mão no ombro dela a fazendo olha-lo, sorrindo forçadamente, mas logo ela volta a olhar para o chão.

- Hoje faz um ano que estou nesse corpo... – ela murmura olhando de canto para o amigo. Os olhos castanhos de Ryou se arregalam, ele não tinha se lembrado disso, tinha se acostumado em ver Marik no corpo de uma garota e havia momentos que se esquecia que ela era um garoto algum tempo atrás.

- Marik, sinto muito por não me lembrar disso é que... – ele tentava se desculpar desesperadamente, mas foi cortado por uma mão em seu ombro o tranquilizando.

- Tudo bem Ryou, não é por não lembrarem que eu estou assim... – ela diz sorrindo ternamente e seus olhos se fecham ligeiramente – Eu só... Estou com medo de voltar ao meu corpo... Ou não voltar mais... – ela murmura se encolhendo um pouco.

- Marik... Vai dar tudo certo, você não teve culpa por não conseguir cumprir. Aconteceu muita coisa. – ele afirma quase desesperado atropelando as palavras e olha fixamente nos olhos lavandas. A loira balança a cabeça negativamente fechando os olhos com força.

- Eu sei... Aconteceu muita coisa, não é mesmo...? – ela pergunta sorrindo amargamente, seus olhos se direcionaram a Kaya, que continuava dormindo tranquilamente – Não sei se quero voltar ao meu corpo, sabe, Ryou? – o albino a olhou curiosamente – Fiz tantos amigos como Maya, não quero perde-los e... Esse foi o melhor ano da minha vida Ryou... Eu só não quero perder isso, entende? – ela diz o abraçando e apoiou a cabeça no ombro dele.

O albino fecha os olhos e suspira fundo, ele podia entender o que Marik sentia... Não, na verdade ele não podia entender, mas sabia que seria estranho de repente mudar de corpo novamente – Olha... – ele diz a afastando um pouco para que ela pudesse ver seu rosto – Vai dar tudo certo, Marik, as coisas vão continuar como são agora. – ele fez uma pausa – Nada vai mudar! Todos vão continuar sendo seus amigos, Bakura ainda vai estar ao seu lado junto com a Kaya.

A loira apenas assentiu fungando e se afasta para olha-lo nos olhos – Ryou se acontecer algo comigo... – ele abriu a boca para dizer algo, mas Marik o calou erguendo uma das mãos pedindo tempo e ele apenas assentiu — Se acontecer algo comigo, me prometa que vai ajudar o Kura a cuidar da Kaya? – o albino mordeu o lábio inferior sentindo suas emoções começarem a domina-lo. Não queria pensar nisso, seria terrivel se perdesse seu melhor amigo e ainda veria seu irmão mal. Marik suspirou ao perceber que não haveria resposta – Ryou prometa pra mim. – ele apenas acenou em concordância sentindo lágrimas começarem a se formar. Marik sorriu o abraçando novamente – Obrigada, Ryou.

Ele apenas balançou a cabeça e se afastou a segurando pelos ombros – Eu prometo Marik, mas isso não quer dizer que vamos deixar Anúbis levar a sua alma, entendeu? – ele diz enxugando as lágrimas sorrindo fracamente.

- Obrigada Ryou, o que seria de mim sem você, hein? Você é o meu melhor amigo, você sabe disso, não é? – ele assente sorrindo largamente, abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompido pelo som da porta se abrindo e duas vozes estridentes e ambos se apressaram para disfarçar.

- Eu já disse que isso não é uma coleira! Não sou animal de estimação de ninguém! – Bakura protestava em irritação. Ele joga sua bolsa no chão e retira o casaco o jogando no encosto no sofá.

- Se isso não for uma coleira, diga-me o que seria esse pedaço de couro no seu pulso que tem seu nome e o nome de Marik gravados? – ele conclui indicando a coleira que Bakura tinha ganhado por causa do seu aniversário em resposta a gargantilha que tinha dado a Marik. Em um lado da plaquinha estava gravado Fluffy e do outro Marik Ishtar. Realmente era como uma coleira de identificação, mas ele nunca iria admitir isso, mesmo tendo reclamado quando ganhou a coleira – Admita, isso é uma coleira e você é o bichinho de estimação da minha irmã. – o loiro diz jogando sua bolsa e casaco no chão, por alguma razão ele carregava o Cetro do Milênio.

- Eu tenho que concordar com Mariku. Por que vocês não são adolescentes normais e param com essa mania de possessividade? – Ryou diz divertidamente olhando entre a amiga e o irmão.

- Qual a novidade de você concordar com o Porco Espinho? – Bakura retruca irritado e revira os olhos, se jogou no sofá ao lado da loira a puxando para perto de si. Ele preferia Ryou quando ele tinha vergonha do porco espinho e não ficava concordando em tudo o que ele falava! O albino sente Marik ficar com o corpo tenso e a olha com uma sobrancelha erguida. Nos últimos dias ela estava agindo de maneira estranha, o olhar distante parecendo pensar em mil coisas ao mesmo tempo, ou se encolhia em um canto – Ei, o que foi agora?

A egípcia balançou a cabeça avidamente com os olhos fechados com força, mas isso só fez os dois mais velhos a olharem com sobrancelhas erguidas e depois olharam para Ryou, que se encolheu um pouco em seu lugar.

- O que vocês estão escondendo? – Mariku pergunta num tom curioso, mas ao mesmo tempo exigente, se sentando ao lado de Ryou – Hein, Koi?

- Nada Riku. – o albino mais novo diz mordendo o lábio inferior e olha de canto para a loira. Marik suspira fundo e se acomoda melhor no sofá e abraçando uma das almofadas.

- Vocês poderiam me dizer o que esta acontecendo ou vou ter que tortura-los pra saber? – Bakura pergunta estreitando os olhos para a loira e seu gêmeo, ele podia sentir que eles estavam escondendo algo e isso o irritava. Marik revira os olhos tentando parecer estar entediada.

- Como se você fosse fazer isso. – ela diz tentando faze-lo se esquecer da pergunta – E falem mais baixo! Se vocês acordarem a Kaya eu os mato! – os mais velhos reviram os olhos divertidamente.

Mariku bufa se levantando, agora não podia fazer mais nada ou acordaria a coisinha. Caminhou em direção a cozinha e jogou o Cetro do Milênio na direção do sofá, mas antes dele poder avisar, o cetro já havia atingido Marik a fazendo desmair. (N/A: Já vi isso antes...)

- Marik! – os três exclamam ao vê-la inconsciente no sofá – Marik! – a chamaram novamente tentando acorda-la, mas acabaram apenas despertando Kaya.

oOOo

- Ai! Droga! Eu ainda vou jogar aquilo no lixo! – Marik reclama esfregando a testa, ele olha para os lados percebendo que os dois deuses estavam ali, parados bem de frente para ele.

Rá estava sorrindo enquanto Anúbis parecia emburrado, ele estava com uma carranca no rosto e os braços cruzados. O loiro se levantou os olhando um pouco apreensivo. Não fazia ideia do que aconteceria com ele, ambas as opções pareciam assustadoras agora.

- Marik Ishtar, como o prometido, você terá seu corpo de volta. – Rá sorriu se aproximando – Você conseguiu cumprir o acordo, meu jovem.

O loiro arregalou os olhos surpreso, ele jurava que iria perder sua alma para Anúbis! Não tinha nem se esforçado para conseguir cumprir o acordo – C-como... Como a-assim...? – ele praticamente grita franzindo a testa.

- Tsc! É por isso que eu detesto mortais! – Anúbis se pronuncia pela primeira vez – Me lembro de você também não estar... Apaixonado... – ele faz careta de nojo, como se pudesse vomitar ali mesmo só de dizer a palavra – A primeira vez que apareceu aqui. – Marik o olhou mais confuso ainda tentando entender o que o deus queria dizer.

- Espera! Espera! Vocês querem dizer que... – Rá acenou levemente com a cabeça confirmando, que ele só voltaria ao corpo de um rapaz por causa dele mesmo e de Bakura.

- Marik, quando fizemos a proposta você deveria ajudar alguém a se apaixonar e isso incluía você mesmo. – o deus fez uma breve pausa – Por causa dessa mudança você acabou aceitando a aproximação de Bakura e descobriram o que realmente sentiam durante esse tempo que se conhecem. Ele esteve ao seu lado o tempo todo e isso mostra o quanto ele te ama, além de terem uma filha agora.

Os olhos lavandas cresceram e ele sentiu um pequeno sorriso escapar de seus lábios. Então voltaria ao normal por ele e Bakura terem se apaixonado? Ele queria rir de toda essa situação, não precisava nem ter ficado desesperado para cumprir com o acordo, já estava cumprido há muito tempo.

Sua tranquilidade não durou muito – Mas... E se eu não quiser voltar ao meu corpo original? – ele pergunta num fio de voz olhando para os deuses com uma expressão vazia – Não sei se quero que isso aconteça...

- Você não tem escolha. – Anúbis diz friamente o observando com uma sobrancelha erguida – Ou você volta ao seu corpo ou você vem comigo. Esse era o acordo. – ele sorri largamente. O loiro olha para ele e depois para Rá, que acena em concordância com o que o outro deus disse.

- Aceite isso como uma prova à ser cumprida. – o deus diz com um pequeno sorriso. Marik franziu a testa, mas antes de ter a chance de pergunta o que isso queria dizer se sentiu adormecer lentamente.

Anúbis se aproximou de Rá, ambos assitiam a volta do Ishtar ao seu corpo original. O Deus Sol sorriu e olhou para Anúbis, que estava com uma carranca e braços cruzados soltando um grunhido.

- É meu amigo, não foi dessa vez... – ele diz divertidamente dando alguns tapinhas de consolação no ombro do outro. Anúbis fez careta afastando a mão do outro deus com tapa rude.

- Você planejou isso tudo, não é mesmo? – perguntou secamente estreitando os olhos perigosamente. Rá apenas riu antes de desaparecer com um clarão de luz – Ei! Volte aqui seu trapaceito! – Anúbis esbravejava, mas era tarde de mais.

oOOo

Marik abre os olhos lentamente sentindo uma dor irritante em sua testa, ele gemeu ao ouvir seu irmão o chamando – Marik! – o loiro mais novo se apoiou nos cotovelos – Graças a Rá!

- Riku... – Marik diz meio atordoado, seus olhos se arregalaram ao perceber que sua voz não era mais a mesma. Olhou para baixo passando as mãos tremulas em seu corpo. Ele podia sentir seu abdômen definido e não liso como antes, suas mãos eram maiores e seus seios haviam sumido. Seus olhos cresceram um pouco e hesitante ele olhou em suas calças soltando um suspiro, tudo tinha voltado ao normal – M-meu corpo... Eu voltei ao meu corpo... – ele disse quase sem acreditar.

O Ishtar mais novo olhou para os lados encontrando os olhares dos gêmeos Touzoku sobre si. Mordeu o canto do lábio olhando apreensivo para Bakura, os olhos do albino estavam um pouco arregalados em surpresa, mas mantinha um pequeno sorriso, que fez o egípcio mais novo abaixar a cabeça se sentindo estranhamente tímido.

- Marik... – Ryou murmura hesitante – Tudo bem? – Marik acenou para o amigo e sorriu sentindo ele o abraçar – Que bom. Fiquei tão preocupado... – o loiro o abraçou de volta se sentindo feliz por poder fazer isso novamente.

- Mas o que aconteceu? Pensamos que você não fosse... – Mariku mordeu o lábio com força não querendo terminar a frase, seu gêmeo sorriu antes ouvir certo albino pigarrear chamando a atenção deles.

Ryou entendeu o recado e agarrou a mão do namorado – Riku, acho melhor irmos lá pra baixo. – ele diz docemente o olhando nos olhos com um sorriso inocente.

- Por quê? – Mariku pergunta confuso olhando para o seu Koi e depois para os outros dois. Ele realmente queria ficar e saber como foi que Marik conseguiu voltar ao corpo original, ele estava ate esperando que ele ficasse no corpo de uma garota!

- Vamos, Mariku! – o albino mais novo diz entre dentes arrastando o egípcio pelo braço, Mariku resmungou um 'Temos mesmo?' – Sim, temos. – Ryou diz e fecha a porta logo depois de sair, ambos os adolescentes ainda puderam ouvir o Ishtar mais velho protestando enquanto era arrastado pela escada.

Marik riu um pouco do irmão, tentando diminuir a tensão que estava sentindo, mordeu o lábio olhando para as mãos em seu colo, podia sentir o olhar do albino sobre si – E a Kaya? – ele pergunta mantendo a cabeça baixa.

O albino o olhou sob a franja branca se sentando na cama em silêncio. Ele suspira fundo – Esta dormindo... – ele a olha nos olhos e sentiu seu coração falhar. Ainda eram os mesmos olhos de antes. Ele o abraça – Marik... Droga! Você me deixou preocupado novamente, pensei que dessa vez... Seu idiota, nunca mais faça isso!

- Também te amo Kura. Te amo muito. – o loiro sussurra no ouvido do outro segurando as lágrimas. Ele não iria chorar, agora era um garoto e não havia motivos para isso. Marik se afasta enxugando os olhos – Idiota, não precisa se preocupar. Eu sempre... Sempre vou voltar pra você. Argh! Continuo agindo como uma garota! Quando isso vai parar? Odeio isso!

- Mal posso esperar pra você voltar a agir como um garoto. – Bakura diz ironizando com um revirar de olhos. Marik o encara com uma sobrancelha erguida.

- Esta tentando dizer que eu sou feminino mesmo com esse corpo? – ele estreita os olhos perigosamente jogando as cobertas para o lado e se senta para encara o albino, agradecendo por estar vestido.

- Pareceu que estava tentando dizer? – ele se finge de surpreso – Talvez eu não tenha sido claro o suficiente. – diz num tom divertido se aproximando do loiro. Marik ergue uma sobrancelha olhando para os fios brancos como se dissesse 'Já se olhou no espelho?', que é ignorado pelo albino, que pressiona seus lábios juntos num beijo casto – Pra mim você sempre será Princess. – ele o beija novamente.

Eles se afastam para recuperar um pouco de ar, olhavam fixamente um para o outro por alguns minutos. Marik não podia acreditar, era perfeito demais. Ele era um garoto novamente, estava com Bakura e ainda tinha Kaya. Se um dia ele sonhasse com isso nunca acreditaria que poderia acontecer.

O loiro foi tirado de seus pensamentos quando Bakura pressionou seus lábios sobre os dele num beijo profundo. Suas línguas se tocavam calmamente apreciando o momento. E ele adorou saber que o beijo era o mesmo que ele tinha provado há quase um ano atrás na sala. O loiro quebrou o beijo ofegando um pouco, seus lábios ainda se mantinham próximos.

- Prometo ir com calma. – o Touzoku diz num murmuro e recebe um aceno como resposta. Sorrindo ele retira a própria camiseta e a joga de lado. Fez Marik se deitar completamente na cama, ficando sobre o corpo menor. O egípcio o puxa pela nuca para outro beijo, suas línguas se tocavam com necessidade e desespero.

Se afastam para recuperar o ar e ele ri um pouco do albino resmungando algo do tipo 'Maldita peça de roupa!' enquanto tentava desabotoar a blusa do loiro. Marik o ajudou como pôde e a jogou no chão se sentindo um pouco estranho com seu corpo. Essa seria a primeira vez que Bakura o veria com esse corpo. Seu verdadeiro corpo.

O albino sorriu satisfeito com o que via. Marik continuava com o bronzeado perfeito e apesar de ser muito feminino, seu corpo não era nem um pouco frágil. O loiro fez um ruído impaciente o tirando de seus pensamentos, se inclinou mordiscando o pescoço bronzeado enquanto corria as mãos pelo corpo de Marik tentando tocar cada pedaço do novo corpo, fez um caminho ate a cintura dele apertando de leve o fazendo gemer em resposta. Bakura sorriu contra o pescoço, Marik ainda tinha as mesmas reações, desceu mais as mãos dando um leve aperto no membro dele o fazendo gemer mais alto.

Ele deixa um rastro de saliva descendo ate o peito bronzeado deixando várias marcas de dentes e chupões na pele escura. Marik morde o canto do lábio se sentindo ficar cada vez mais excitado. Seu corpo ansiava pelas mãos ágeis o tocando, os lábios em sua pele. Queria mais, queria que Bakura tocasse seu corpo da mesma forma que ele fazia quando ele era uma garota.

O loiro o puxou pela nuca para um beijo apaixonado, suas línguas se tocavam com necessidade lutando pelo controle, que logo foi cedido pelo albino, deixando Marik tocar cada canto de sua boca. Fez uma pausa para respirar e mordeu o lábio com força sentindo Marik jogar os quadris para cima fazendo suas ereções se tocarem.

Bakura gemeu sentindo as mãos bronzeadas desfazerem o botão de sua calça e descer o zíper. Deixou sua cabeça se apoiar no peito do egípcio sentindo a mão dele escorregar por dentro de sua calça tocando seu membro. Marik sorriu timidamente movendo sua mão enquanto beijava o pescoço do albino. Agora ele era um garoto e não deixaria Bakura fazer o que quisesse dessa vez.

Marik franziu a testa quando Bakura agarrou seu braço o fazendo afastar sua mão do membro dele. Com um sorriso largo o albino o beijou o distraindo para poder retirar as outras peças de roupas do loiro, Marik o ajudou jogando as pernas e riu sentindo tudo isso muito familiar. Gemeu baixo o sentido apertar sua coxa, isso fez choques de prazer percorrer pela sua espinha.

O egípcio repentinamente se sentiu tímido, já tinha se acostumado com Bakura o olhando no corpo de uma garota e obviamente ele era virgem nesse corpo, era estranho agora, seria como se fosse a primeira vez deles. Balançou a cabeça, isso não era hora pra pensar nessas coisas, sabia que Bakura odiava quando era ignorado ou quando ele estava agindo como uma garotinha.

Olhou para o albino, ele estava retirando as próprias roupas e Marik sentiu ficar corado, ainda precisava se acostumar a ver Bakura assim. O albino riu contra a orelha dele – Pensei que já estivesse acostumado. – diz divertidamente fazendo o loiro ficar mais vermelho.

- C-calado. – disse ligeiramente irritado o fazendo rir. Bakura se posicionou entre as pernas dele e sorriu maliciosamente segurando o membro do loiro.

Marik gemeu alto com a sensação de ser tocado, ele agarrou os lençóis com força sentindo a mão pálida deslizar pelo seu membro com movimentos lentos. Jogou seu corpo para cima para aumentar o contato, fazendo Bakura rir das tentativas desesperadas.

O albino levou três dedos a boca do loiro e recebe uma olhar que dizia 'O quê?', revirou os olhos em exasperação. Felizmente Marik entendeu o que era para ser feito e deixou que os dedos entrassem em sua boca. Marik gemeu sentindo Bakura beijar seu pescoço enquanto mantinha os dedos em sua boca e a outra mão descansando próximo ao seu membro o fazendo se arrepiar. Ele tentava fazer o seu melhor para deixar os dedos bem molhados.

Logo Bakura retira os dedos e se ajeita entre as penas de Marik, ele afasta as pernas bronzeadas e pressiona um dedo na entrada do loiro o fazendo arquear as costas e morder o lábio com força. Bakura movia o dedo da maneira que podia, inseriu o segundo, sentiu que Marik iria se afastar, mas o manteve no lugar pressionando sua mão livre sobre o abdômen dele.

O loiro jogou a cabeça para trás, Bakura movia os dedos tentando abrir o máximo de espaço que pudesse. Marik gemeu alto quando o terceiro dedo foi empurrado para dentro de seu corpo, ele fechou os olhos com força tentando ignorar a dor que os movimentos do albino causavam.

Marik soltou o ar que estava preso em sua garganta quando Bakura retirou os dedos e o beijou suavemente nos lábios. O albino cuspiu em uma de suas mãos e espalhou a saliva em seu membro – Vamos ter que conseguir lubrificante de verdade mais tarde... – ele murmurou recebendo apenas um aceno. Olhou para Marik para ter certeza que de ele iria continuar – Tem certeza Marik? – ele pergunta num tom compreensivo.

- Não se atreva... A dizer fazer isso novamente Touzoku. – o loiro rosnou ofegante fazendo o albino rir ao se lembrar da primeira vez deles. Ele fez o loiro passar as pernas em volta de seu corpo, beijou o interior da coxa dele e se inclinou para ficar no nível dos olhos de Marik.

O egípcio passou os braços em volta do pescoço do albino e fechou os olhos sentindo Bakura o penetrar com cuidado, ele deixava gemidos involuntários escaparem de sua boca a cada centímetro que o albino avançava em seu corpo. Era doloroso e estranho, mas ele queria isso, precisava. Agarrou os ombros pálidos cavando as unhas na pele macia e deixando marcas profundas.

- Você é tão... Apertado... – Bakura gemeu terminando de penetra-lo. Tentou se mover, mas o loiro soltou um ruído estrangulado, ele imaginava que dessa vez seria mais doloroso para o loiro, mas não tinha como ser de outra forma, de um jeito ou de outro Marik sentiria dor, esperou o egípcio se acostumar com ele dentro de seu corpo – Abra os olhos, Marik. Olhe nos meus olhos, Princess. – ele pediu calmamente se inclinando para beijar o pescoço do egípcio enquanto uma de suas mãos acariciava o rosto bronzeado. Ele lutando contra a vontade de mover dentro daquele corpo quente e apertado.

Marik fechou os olhos com mais força balançando a cabeça negativamente – N-não Bakura... Eu não quero abrir os olhos.

- Confie em mim. Abra os olhos e se concentra nos meus, nós já fizemos isso antes. Tente relaxar. – o albino sussurra contra o pescoço do loiro o fazendo estremecer com a respiração quente em sua pele – Vamos lá Princess...

- Agora é diferente, Bakura! – o loiro exclama se recusando a abrir os olhos. O albino suspira fundo retirando alguns fios loiros da frente dos olhos do menor – É diferente...

- Não é diferente, Marik. Somos apenas eu e você. – ele diz beijando o rosto bronzeado. Marik respira fundo e abre os olhos lentamente, ele olha para o rosto pálido a sua frente se focando nos orbes vermelhos. Bakura sorri se inclinando para beijar suavemente os lábios do menor – Não foi difícil. Vou esperar você se acostumar.

O loiro suspira fundo, ele sentia o peito do albino subindo e descendo se sentindo relaxar com o movimento calmo e o ritmo que o coração dele batia. Bakura acariciou a face bronzeada deslizando os dedos ate os lábios com cuidado sem nunca desviar o olhar das ametistas. Se inclinou mais perto tomando os lábios do menor para si, apreciando o contato de suas línguas, o gosto doce do outro.

Com muito pesar ele se afastou para que ambos recuperassem o ar de seus pulmões, olhou cada detalhe do rosto de Marik tentando memorizar cada traço. O loiro segurou com força os braços do albino jogando seu corpo de encontro ao dele o fazendo gemer junto a ele.

Bakura segurou uma das pernas do egípcio a erguendo um pouco e começou a se movimentar lentamente tentando evitar machuca-lo. Marik gemia dolorosamente se agarrando ao albino, ele morde a curva entre o pescoço e o ombro dele o fazendo grunhir baixinho. Se sentia estranho, mas ao mesmo tempo a sensação de sentir Bakura se movendo junto a ele era maravilhosa.

O ritmo imposto pelo maior aumentou fazendo Marik arquear o corpo sentindo um ponto dentro de si ser tocado – Deuses, Bakura... Oh, Rá! Faça isso de novo...! – ele geme no ouvido do albino o sentindo sorrir contra seu pescoço.

As mãos do albino apertam os quadris do loiro com certa força o ajudando a manter o ritmo. Ele aumenta a força das estocadas sorrindo a cada gemido que fazia Marik soltar, se inclinou o beijando ternamente sem parar os movimentos. Sentiu as pernas torneadas do loiro se prenderem em volta de sua cintura firmemente os mantendo próximos.

Marik se movimentava contra o corpo do albino fazendo seus corpos se chocarem com mais intensidade. Ele arqueava as costas sentindo Bakura ir cada vez mais fundo dentro de si, agarrou os fios brancos enterrando o rosto no pescoço dele, beijando a pele pálida e o sentindo estremecer.

Se arrepiou sentindo a sensação de uma das mãos do albino em seu membro fazendo movimentos de vai e vem. Puxou os fios brancos com um pouco de força fazendo o albino arquear o corpo ligeiramente e se empurrar mais fundo dentro de seu corpo e gemeu jogando a cabeça para trás sentindo o prazer.

- B-bakura... Bakura...! – ele gemeu sentindo seu corpo se contrair em espasmos e gozar na mão do maior. Seu corpo ficou tenso apertando o membro do albino, sentiu uma última estocada antes de sentir ser preenchido pelo sêmen dele. Deixou um pequeno suspiro escapar de seus lábios sentindo a substância pegajosa escorrer entre suas pernas, mas manteve um pequeno sorriso no rosto.

Bakura beijou o interior da coxa bronzeada que segurava sentindo o corpo de Marik relaxar deixando a perna que estava presa em volta do corpo pálido cair. Ele beijou a mandíbula do loiro ate chegar a boca entre aberta do mesmo o beijando profundamente. Se afastaram sorrindo cansadamente, se deitou ao lado dele exausto o puxando para seu peito de maneira possessiva o beijando no alto da cabeça.

Marik deixou um ruído de aprovação escapar de sua garganta soltando um longo suspiro, sorriu sentindo os longos dedos de Bakura deslizarem em suas costas, traçando as cicatrizes, ele não ficava tenso com o toque do albino, ate gostava de sentir as mãos pálidas vagarem em suas costas.

- Kura? – o albino estava de olhos fechados, suspirou fundo soltando um 'Hm?' meio cansado – Te amo.

Bakura abre um dos olhos analisando o egípcio e sorri de canto – Também te amo... Princess. – ele murmura beijando o rosto bronzeado e fecha os olhos sorrindo por tudo estar bem, mas infelizmente ouviram um choro vindo da sala – Agora não... – ele gemeu os cobrindo ate a cabeça fazendo Marik rir. Tudo ficaria bem agora.

Notas finais
Espero que tenham gostado, comentem, onegaii! >.
O próximo capítulo será o último, minna-san... T-T