Ela É Demais - Thiefshipping
15 Te Amo...
Notas iniciais
Ryou estava no terraço do colégio observando a paisagem, ele gostava de ver a cidade a noite, às vezes quando ele acordava de madrugada e não conseguia voltar a dormir ele subia para o terraço do prédio onde mora para passar o tempo, era tranquilizante observar o céu e sentir o vento calmo.
O rapaz pálido estava debruçado sobre as grades olhando para baixo, Marik e Bakura acabaram de sair do prédio e estavam conversando. O Touzoku mais novo sorriu, era bom saber que tinha dado certo. Apesar de ter duvidado no começo se seu plano daria certo.
– Vai pegar um resfriado se ficar aqui. – Ryou se assusta, ele não esperava encontrar alguém ali a essa hora, ele se vira se deparando com Mariku rindo da expressão de surpresa dele – Toma. – o egípcio estende um copo. Ryou olha para o liquido desconfiado – Não se preocupe, é chá, o idiota do Jounouchi derramou todo o vinho na garota...
O albino olha em confusão para o loiro, que revira os olhos e empurra o copo nas mãos pálidas. Ryou hesita um pouco antes de beber um gole do chá – Obrigado... – ele murmura, Mariku sorri e se apóia nas grades na mesma posição que Ryou estava alguns segundos atrás.
– Parece que deu certo... – Mariku diz sorrindo, o albino se inclina ao lado dele e concorda com um aceno. Eles ficaram em silêncio observando seus gêmeos lá em baixo, Mariku já estava começando a se incomodar com o silêncio – Ry por que você quis vir a festa sozinho? – ele pergunta simplesmente para ter algum assunto.
– Eu... – o albino morde o canto do lábio e abaixa a cabeça, ele podia sentir os orbes violetas sobre si e isso o deixava cada vez mais nervoso. Ryou sabia muito bem que Mariku era persistente quando ele queria algo e que ele não poderia enrolar o loiro por muito tempo.
– Ryou eu não sou uma pessoa muito paciente. – Mariku diz ligeiramente irritado, ele suspira fundo, não podia fazer nada se o albino não queria lhe dizer, ele nunca iria tentar arrancar algo a força dele – Tudo bem. Se você não quer contar não conta.
Ryou abaixou a cabeça olhando para seus pés, ele se sentiu mal, o a voz do loiro saiu de uma forma que ele parecia estar chateado – "Claro! Ele odeia quando você age como se não o conhecesse!" – o albino pensa soltando um suspiro em derrota – Eu... Só acho que... A pessoa que eu gostaria de vir junto não queria vir comigo... – Mariku olhou para ele surpreso, primeiro por ele ter falado e segundo pelo motivo dele ter vindo sozinho.
Para o loiro não havia ninguém que não gostasse de Ryou, o garoto era gentil e doce, totalmente o contrário dele. Ele se aproxima do garoto pálido, não sabia muito bem o que queria fazer, mas não conseguia ver Ryou parecendo tão triste. Mariku coçou a nuca desajeitadamente.
– Ei, Ry! – o albino ergueu o rosto para poder olhar nos olhos púrpuras do egípcio – Você gosta muito dessa pessoa? – ele pergunta num tom de voz suave, quem nem ele sabia que poderia fazer. Mariku pode sentir a hesitação no albino, o Touzoku mais novo estava nervoso, ele torcia as mãos juntas e tentava desviar o olhar dele, o loiro franziu a testa, ele realmente não gostava quando o albino agia dessa maneira perto dele – Eu só quero que me responda Ry, não precisa dar explicações. – Ryou olhou para algum ponto atrás de Mariku e assentiu.
– Sim. Eu gosto muito. – ele diz num fio de voz. Ryou podia jurar que o loiro estava conseguindo ouvir seu coração bater aceleradamente, pois para ele o barulho de seu coração estava ficando quase insuportável de aguentar. Engoliu em seco, e fechou os olhos com força. Admitir que gostava de uma pessoa para a pessoa que se gosta não é assim tão facil como parece, isso era quase como um declaração, indireta, mas era.
O albino abriu os olhos quando sentiu uma mão quente segurar seu braço e o puxar para as escadas que ligavam o terraço com o andar de baixo. Ele não teve tempo de reagir, Mariku era mais forte que ele, então ele fez a única coisa que poderia nesse momento, falar.
– R-riku... O que... O que você esta fazendo? Para onde você esta me levando? – ele pergunta curioso, não fazia ideia do que o loiro tinha em mente, muito menos para onde ele o estava levando.
O albino sabia muito bem que Mariku podia ser muitas vezes louco, o loiro psicotico vivia fazendo coisas sem pensar, tanto em ações como em palavras, ele não se importava, falava o que pensava. Bem, pelo menos ele era assim com as pessoas que ele não conhecia bem, mas nunca com Bakura, Marik ou ate mesmo o próprio Ryou. Da sua maneira podia se dizer que ele era gentil e prestativo.
– Quero saber quem é essa pessoa. Vou te ajudar. – ele olha por cima do ombro para o albino como se isso fosse a coisa mais fácil do mundo – Sabia que é muito irritante ver você triste? – ele diz rindo um pouco.
Ryou congelou balançando a cabeça vigorosamente com os olhos fechados fazendo Mariku parar e o olhar com uma sobrancelha erguida e expressão momentaneamente preocupada. O loiro deixou a mão pálida que caiu ao lado do corpo ligeiramente tremulo do rapaz albino, ele se aproximou com cautela, esperando qualquer tipo de reação de Ryou.
O Touzoku não podia fazer isso, Ryou tinha medo de não ser correspondido e que Mariku nunca mais falasse com ele, para ele já bastava ser amigo do egípcio, mesmo que não seja os melhores, isso já era o suficiente para ele.
– Ryou. – murmura, sua paciência já estava se esgotando. Tudo bem que o albino era tímido, mas podia confiar nele e ele não entendia porquê de tanta relutância em contar de quem ele gostava, não podia ser tão ruim assim. Podia...? – Ryou me fala quem é... Eu quero te ajudar. – o albino ergue a cabeça e olha nos olhos do rapaz a sua frente.
– Por quê? – ele faz essa simples pergunta. Mariku parecia confuso, Ryou queria um motivo sobre o que afinal de contas? – Por que você quer me ajudar?
– Eu prometi para o Marik, que ia ajudar você quando ele não estivesse por perto. – o albino abaixa a cabeça mordendo o lábio.
– Então esse é o motivo...? – ele suspira fundo e começa a se afastar do loiro – Não quero que faça isso por causa de uma promessa, se não quer fazer, não faça. – ele diz num murmuro, mas Mariku foi capaz de ouvi-lo muito bem e o agarrou pelo braço fazendo os olhos chocolates se dirigirem para ele.
– Por que você esta agindo desse jeito? Somos amigos não somos? – ele pergunta serio, Ryou acena fracamente – Eu quero te ajudar Ry, mas eu preciso saber quem é essa pessoa. – o albino abaixa a cabeça.
– Você... – ele sussurra, Mariku franze a testa. Era impressão dele ou Ryou acabou de dizer que era ele? Balançou a cabeça, isso era impossível, como Ryou poderia gostar de um cara como ele?
– Ryou... Eu não entendi... – ele diz hesitante. Ryou ergue o rosto e olha firmemente nos olhos violetas fazendo Mariku se surpreender, ele nunca tinha visto o albino mais novo com esse olhar antes, ele se perguntou se aquele realmente era Ryou ou era apenas Bakura lhe pregando uma peça.
– Você Mariku! Eu te amo! – o albino diz exasperado, sua voz era firme, ele tinha criado coragem necessária para dizer, só não sabia se conseguiria suportar as conseqüência disso.
Mariku deu um passo para trás atordoado – "Então... Eu não ouvi errado. Ele... Ele disse que gosta de mim... Mas..." – ele pensa confuso, ninguém nunca tinha falado isso para ele com essa convicção.
Ele não sabia como reagir, se fosse uma das garotas que tivesse lhe falado ele iria rir na cara dela e dizer que não estava interessado, mas era Ryou e ele não queria magoa-lo. Ryou sempre pareceu tão frágil em comparação a Bakura que o loiro tinha medo de dizer algo que o machucasse. Ele era uma das poucas pessoas que Mariku realmente se importava com o que pensava sobre ele.
Ryou se sentiu como um idiota por dizer isso dessa maneira, mordeu o canto do lábio, tentando se acalmar – Mariku... – ele o chama hesitante, mas foi ignorado pelo loiro, respirou fundo e ergueu o mão para tentar tocar o ombro dele, mas Mariku se afastou.
O albino sentiu-se mal, ele sabia que isso aconteceria. Ele fechou os olhos com força engolindo em seco, já podia sentir as lágrimas querendo escapar, mas ele não choraria na frente de Mariku, ele correu em direção aos vestiários.
Ele entrou em um dos banheiros trancando a porta atrás de si e se deixando escorregar ate o chão. Seus olhos estavam arregalados e sua respiração era ruidosa por causa da corrida, ele fungou limpando os olhos com a manga da jaqueta.
– Sou um idiota... – ele murmura ao se lembrar do olhar de Mariku, parecia que ele estava confuso, com raiva ou ate mesmo medo. Ryou não queria ter dito, mas não estava mais suportando guardar isso, já o estava deixando doente toda essa situação.
Seus olhos cresceram mais ainda ao ouvir o som da porta do vestiário ser aberta e passos se aproximando de onde estava, sentiu seu coração disparar quando alguém bateu a mão contra a porta do banheiro e ele sabia quem era, só pelo modo de andar ele sabia que era Mariku.
Ele se abaixou um pouco tentando ver por de baixo da porta e gelou quando pode perceber que Mariku estava sentado encostado a porta. Ryou suspirou fundo e se sentou em um canto um pouco distante passando as mãos pelos cabelos – "Calma Ryou... Em algum momento ele vai ter que sair." – ele pensa tomando um profundo suspiro em seguida gemeu baixinho – "Calma o caramba! Como eu posso me acalmar em uma situação como essa!?"
– Ryou. – o albino da um pequeno pulo ao ouvir seu nome ecoar no local e olha para a porta como se pudesse ver a pessoa que o chamou através dela – Você... Você estava falando serio...? – Mariku pergunta num tom calmo. O albino abaixou a cabeça sentindo seu estomago se agitar – Estou perguntando Ryou! – ele grita batendo o punho contra a porta fazendo o menor estremecer com o ruído alto. O albino sabia que o garoto egípcio não gostava de ficar esperando.
–S-sim... – ele gagueja se arrastando ate a porta encostando as costas nela. Ele não sabia por que fez isso, mas sentia como se Mariku pudesse senti-lo e talvez se acalmasse um pouco – O que eu disse é verdade... Eu... Te amo. – ele soa um pouco hesitante.
Estava nervoso e com medo da reação de Mariku. Quando Marik descobriu que Ryou tinha queda pelo seu irmão ele o avisou que o loiro mais velho não lidava bem com emoções e que era para ter cuidado pois ninguém sabia qual seria a reação dele. O albino fechou os olhos mordendo o canto do lábio – "Acho que pode se dizer que essa não é uma reação muito boa..."
Continuaram em silêncio por mais algum tempo, somente o som de uma torneira pingando era possível ser ouvida e uma vez ou outra um baixo grunhido de Mariku. O loiro mudou um pouco sua posição se sentando relaxadamente no chão, uma perda dobrada com o braço apoiado nela enquanto a outra estava estirada no chão despreocupadamente.
– Mariku... – o loiro ouve a voz hesitante de Ryou do outro lado da porta, ele joga a cabeça para trás contra a porta fazendo o som abafado do impacto indicar que ele estava ouvindo – Eu sinto muito por isso... Me desculpe Mariku. – o Ishtar franze a testa e olha fixamente para sua frente – Eu sinto muito... Desculpe... Eu vou entender se você não quiser mais falar comigo.
– "Por que ele esta se desculpando? Ele acha que isso não deveria acontecer?" – ele pensa cerrando os punhos estreitando os olhos.
– Eu... Simplesmente escapou, você estava insistindo e eu não conseguia segurar isso por mais tempo... Eu sinto muito... – Ryou soluçava entre o choro ao mesmo tempo que tentava se desculpar.
– "Pare de se desculpar! Pare! Pare! Você não tem que se desculpar!" – Mariku segura os cabelos com força se contorcendo um pouco e bate a mão na porta com força. Além da voz de Ryou ele começou a ouvir em sua mente os gritos de seu irmão no dia em que seu pai fez as marcas nas costas de ambos.
Flash Back On
– Por favor pai!!! Pare!!! Eu sinto muito... Eu sinto muito... Eu não queria matar a mamãe... – Marik choramingava enquanto sentia a lamina afundar cada vez mais em sua carne, seu pai ignorava suas suplicas e continuava fazer os cortes enquanto dizia que eles eram os culpados pela morte da mãe deles e que esse era o castigo por terem feito isso com ela – Me desculpe... Eu não queria... Por favor, pare... Me desculpe...
Mariku estava deitado no chão, sua vista estava embaçada não conseguia ver nada que não fosse um borrão, mas podia ouvir os gritos do irmão pedindo desculpas por uma coisa que não foi culpa dele. Se sentiu um inútil por não poder ajuda-lo, por ser fraco e não poder evitar que isso acontecesse com seu gêmeo.
Ele se esforçou para erguer o braço como se pudesse alcançar Marik e tentar algo para parar o bastardo do seu pai – Ma... Rik... – sua voz saiu forçada, sua garganta doia de tanto que tinha gritado antes.
Os gritos de seu irmão pararam e ele sabia que Marik tinha desmaiado, talvez pela dor, talvez pela perda de sangue ou seu irmão não tinha resistido e acabou morrendo, esse pensamento o fez se desesperar mais ainda. Marik não podia morrer! Ele era seu irmãozinho, isso não podia acontecer! Fechou os olhos com força tentando parar o choro estrangulado se forçando a não pensar nisso e acabou perdendo a consciência.
Flash Back Off
Mariku se levantou e se apoiou a pia, sua respiração era pesada, como se tivesse corrido quilômetros. Ligou a torneira deixando a água escorrer em sua cabeça, fechou os olhos com força tentando fazer as lembranças voltarem para o fundo da sua mente. Ergueu o rosto olhando para o seu reflexo com nojo, seu cabelo estava baixo, a água tinha feito o gel sair, estava mais parecido com Marik, mas mesmo assim ele ainda se odiava por parecer tanto com o bastardo do seu pai.
Sem hesitação ele bateu seu punho contra o espelho o fazendo se quebrar, sentiu alguns pedaços cortarem sua mão e o sangue escorrendo por entre os dedos, mas isso não importava, isso não era nada comparado ao que passou. Se deixou cair no chão, ignorando os pedaços do espelho a sua volta, abaixou a cabeça olhando friamente para a sua mão sangrando.
Ele odiava se lembrar daquele dia, ele fazia de tudo pra não mencionar o que aconteceu, mas parecia que tudo e qualquer coisa faziam as lembranças voltarem com frequência para atormenta-lo. O loiro tinha pesadelos frequentes, mas nunca diria isso a alguém, nem seus irmão sabiam disso, não queria preocupa-los ou fazer Marik se lembrar.
Levantou a cabeça olhando para a porta a sua frente ao ouvir o clik da tranca, demorou alguns instantes ate Ryou a abrir lentamente. Os olhos chocolates se arregalaram ao ver o estado do egípcio, e ele parecia estar em pânico.
– M-mariku... – ele diz com uma mão sobre a boca, se aproximou com cautela tentando evitar pisar nos pedaços de vidro e se agachou ao lado do loiro – Nós deveríamos cuidar disso. Você esta sangrando muito.
– Estou bem. – Mariku diz num rosnado e olhou de canto para o albino, que olhava desesperado para a mão feriada. Ryou abaixou a cabeça um pouco desconfortável pelo olhar do loiro e murmurou um 'Sinto muito' – Pare de dizer isso! Pare de se desculpar! Você não fez nada de errado! – ele grita exasperado fazendo o albino se encolher um pouco.
Ficaram em silencio novamente, Mariku continuou a olhar para sua mão com expressão fria – Você esta com medo de mim? – ele pergunta num tom monótono quebrando o silêncio.
Ryou o olha hesitante – Eu deveria...? – o loiro sente um pequeno temor na voz dele e da de ombros como se não se importasse. O albino se aproximou mais, se sentando ao lado dele olhando para suas mãos em seu colo – Não estou com medo, só um pouco assustado...
Mariku franze a testa voltando o olhar para o chão como se estivesse pensando em algo – Você esta assustado... – ele diz como se estivesse testando o som das palavras saindo de sua boca – Eu te assusto...? – ele olha para os orbes chocolates de Ryou na expectativa.
O Touzoku balança a cabeça negativamente com um pequeno sorrido no rosto – Estou assustado por assumir o que eu sinto. – ele diz num tom calmo – Todos temos algo no passado que não gostamos e... Às vezes é bom liberar a raiva. – ele faz uma pausa – Pelo menos é o que Baku sempre diz.
Mariku desvia o olhar novamente se sentindo estúpido, ele não gostava de demonstrar fraqueza, mas não conseguia evitar cada vez que se lembrava daquele dia perdia o controle. Ryou suspira fundo tentando reunir coragem e se inclina mais perto do loiro levando uma mão ao rosto bronzeado.
Os olhos violetas crescem e o corpo bronzeado fica rigido. Ele olha para Ryou sentindo os dedos gelados correrem por sua bochecha delicadamente e quando ele se deu conta os lábios macios do albino estavam sobre os seus.
Ele congelou, não conseguia se mover, seus olhos estavam abertos mesmo que tentasse não conseguiria fecha-los por causa da surpresa. As mãos de Ryou escorregaram ate sua camisa a segurando com firmeza como se tentando mante-lo ali. Ele sentiu seu coração bater cada vez mais rápido sentindo que poderia ter um ataque cardíaco a qualquer instante. Não era seu primeiro beijo, mas de alguma forma era difente dos outros, talvez fosse pelo fato de estar beijando outro garoto ou por ter ouvido o mesmo garoto dizer que gostava dele momentos atrás.
Ryou se afastou, seus rosto estava vermelho e seu peito parecia que ia explodir, não estava acreditando no que tinha feito, ele simplesmente beijou Mariku! Levou as mãos aos lábios os tocando com ternura. Este tinha sido seu primeiro beijo, mesmo que não fosse na além de um simples toque de lábios tinha sido especial para ele por ter sido com Mariku – "Mariku!" – ele exclama internamente olhando para cima, tinha se esquecido que o loiro ainda estava ali.
O egípcio estava com os olhos arregalados, estava em choque. O albino se aproximou franzindo a testa se sentindo culpado por ele estar desse jeito – M-mariku... Eu sinto muito... Eu não devia ter feito isso... Eu só... – ele se calou ao sentir o dedo indicador de Mariku em seus lábios, olhou para o rosto bronzeado, o loiro estava de olhos fechados, como se estivesse tentando processar tudo o que tinha acontecido.
– Só fica calado por um minuto... – o voz de Mariku soava baixo quase num rosnado, o albino assentiu sem dizer nada – Eu... Preciso de tempo... – ele diz olhando fixamente para os orbes chocolates.
As mãos pálidas seguraram a mão pressionada contra a boca, ele esperaria ate que Mariku dissesse ou fizesse algo. Mariku não estava preparado para isso ainda, mas agora teria que lidar com a situação.
– Mariku... Eu vou esperar, tudo bem? Agora acho melhor nós procurarmos nossos irmãos, já esta ficando tarde. – Ryou diz suavemente recebendo um aceno em resposta e puxa Mariku pela mão para fora do vestiário em direção ao som ato da música.
Eles deviam deixar isso quieto, pelo menos por enquanto não tocariam no assunto e nem diriam nada sobre o ataque de raiva do loiro. Não precisavam de palavras para saberem que ambos concordavam com o silencio.
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