Notas iniciais
Espero que gostem!!! ^_^

Marik abre os olhos lentamente tentando se acostumar com a claridade. Quando se lembrou do que houve no dia anterior se levantou bruscamente e passou as mãos pelo corpo tentando provar que tudo não passou de um pesadelo e que agora estava tudo normal novamente, mas soltou um longo suspiro de desgosto quando percebeu que era real.

Se levantou, olhou no chão e encontrou as sacolas de compras espalhadas por toda parte. Passou as mãos pelos cabelos, teria muito trabalho para arrumar tudo. Olhou em volta e parou o olhar sobre a cama. Suas lavandas se arregalaram e deixou um grito escapar de sua boca.

– Droga! Droga! O que tá acontecendo!? – ela gritava olhando para seu colchão com uma enorme mancha de sangue. Olhou para baixo e viu que suas pernas estavam manchadas. Tentou correr para o banheiro, mas uma dor insuportável em seu ventre a impediu e ela deixou um grito de dor escapar de sua boca.

– Marik! Você esta bem? – Mariku perguntou batendo na porta – Vou entrar...

– Não! Não entra! Se você entrar eu juro por Rá que te estrangulo com o fio do telefone! – ela grita num tom ameaçador. O gêmeo mais velho para a mão na maçaneta e engole em seco, Marik realmente estava mais assustador nessa forma, estava ate parecendo Ishizu.

– Marik, o que houve? – ele pergunta preocupado. A voz de Marik soava tremula, parecia com medo de algo.

– Chama a Anzu! – a loira grita segurando a barriga – Chama a Anzu agora!

Mariku desce as escadas e pega o telefone, disca um numero e logo atendem – Alô! Anzu?

/Mariku? O que foi?/ ela pergunta sonolenta, provavelmente ele a acordou.

– Eu não sei! Marik esta no quarto e não quer me deixar entrar! Ele estava gritando! – ele explica desesperado.

/Ok... Chego ai em um minuto.../ ela diz num murmuro e desliga.

O Ishtar mais velho se joga no sofá e passa as mãos nos cabelos – O que eu faço...? – ele suspira.

Marik estava deitado encolhido no colchão bem longe da mancha vermelha, seu ventre doía muito, qualquer movimento fazia a dor piorar. A loira gemia de dor com os dentes cerrados, sua visão estava começando a ficar confusa por causa das lagrimas, ele não sabia o que fazer. Não tinha ideia do que estava acontecendo com ele.

– Marik. – uma voz feminina do outro lado da porta o chama – Marik, sou eu Anzu, me deixe entrar.

– Anzu? – ela se senta – A porta esta aberta. – a garota entra com cuidado e encontra a loira egípcia sentada na cama abraçada as pernas, no meio do colchão uma mancha vermelha.

– Marik... – ela se aproxima sorrindo ternamente.

– O que esta acontecendo comigo? E essa dor... Isso é normal? Eu não sei o que faço! – a loira diz tentando o seu melhor para parar de chorar, mas a dor era muito forte.

– Calma... Isso não é nada Marik. – a loira olha para ela com olhar assustado e Anzu ri – Esse sangue e essa dor é da menstruação. – os orbes violetas se arregalaram.

– Quê? Estou menstruada!? – ela pergunta sem acreditar e Anzu assente rindo – Merda... – ela geme – E o que eu faço?

– Vai tomar um banho, depois te explico como se usa um absorvente. Acho que eu tenho algum remédio na bolsa. – Anzu puxa a loira, relutante, a empurrando para o banheiro. Marik gemia por causa da dor.

– Mas... – Marik tenta argumentar.

– Mais nada! Pode deixar que eu vou separar a roupa para você. – a morena a empurra para o banheiro e fecha a porta ignorando os protestos da egípcia.

Marik suspira fundo e se despe, ele ainda tinha receio de olhar seu corpo, era muito estranho ver que antes ele tinha o corpo de um homem e agora ele era uma mulher e pra piorar tinha essa coisa toda de menstruação.

– Anzu! – ele gritou do banheiro e ouviu um 'Hum?' como resposta – Quanto tempo dura?

– Depende... Às vezes dura três dias ou ate uma semana... Vai de acordo com o organismo de cada um. – ela explica casualmente. Os olhos de Marik crescem e ele geme. Estava torcendo para que durasse apenas três dias.

oOOo

Ryou estava na cozinha almoçando, mas seus pensamentos estavam longe, estavam em Marik. Ele ainda se perguntava se tudo não passava de um sonho muito estranho. Suspirou fundo colocando um pouco de suco em seu copo, ele tinha que arrumar um jeito de ajudar seu amigo a voltar em seu corpo.

Bakura tinha acabado de acordar e estava indo ate a cozinha comer alguma coisa, durante a noite sua cabeça estava dando voltas e mais voltas, o que aconteceu com o Ishtar mais novo realmente abalaria a mente de qualquer pessoa, isso não era normal. Se bem que os Ishtar nunca foram normais.

– Ryou! – ele gritou para o irmão que estava deixando o suco derramar na mesa toda. O mais novo saiu de seus devaneios, piscou algumas vezes e depois deu um pulo ao ver o que tinha feito.

– Ah não... – ele geme se levantando rápido para pegar um pano.

– O que deu em você? – o mais velho pergunta caminhando ate o armário – Você esta muito distraído desde ontem. – Ryou suspira limpando tudo.

– Quem não ficaria se seu melhor amigo se transformasse em uma garota de uma hora para outra? – ele pergunta desanimado. O mais velho suspirou fundo, não sabia nem o que dizer, pois ate ele ainda estava um pouco traumatizado com toda essa historia. Pegou um pacote de bolachas e caminhou ate a sala e antes de se jogar no sofá alguém bateu na porta.

– Oh merda! – reclamou jogou as bolachas na mesa e foi ate a porta, que foi batida novamente, o albino bufou, só existia uma pessoa no mundo que era capaz de bater na sua porta e dar a impressão que esta tentando destruí-la – O que você quer Mariku? – ele pergunta. Uma sobrancelha sobe ao ver o amigo com uma bolsa nas costas – O que houve? Te jogaram pra fora de casa? – perguntou debochado cruzando os braços.

Mariku suspirou desanimado e baixou a cabeça – Sim. Marik me expulsou... – o albino olhou para ele sem entender – Ele me mandou sumir das vistas dele por uma semana... – Bakura mordeu o canto do lábio para não rir e tentou parecer irritado.

– Tudo bem, não tenho muita escolha. – ele abriu passagem e o loiro sorri largamente correndo para o sofá e se instalando pela sala. Bakura revirou os olhos, às vezes seu amigo parecia uma criancinha de cinco anos.

– Bakura quem es... – Ryou dizia vindo da cozinha, mas para ao ver Mariku sentado confortavelmente no sofá.

– Olá Ryou. – o loiro diz sorrindo. O Touzoku mais novo o olha confuso ao ver uma mochila ao lado dele no chão, ele ergue uma sobrancelha e olha para Bakura que acaba de se sentar no sofá.

– Ele vai ficar uma semana aqui. – Bakura rosna de braços cruzados. Ryou morde o lábio inferior olhando de canto para o loiro psicótico.

– O-o que houve? – ele pergunta se sentando em uma poltrona. Mariku da de ombros casualmente.

Flash Back On

Anzu já tinha ido embora a algum tempo, mas Marik não tinha saído do quarto e como um bom irmão Mariku foi ver o que estava acontecendo. Ele abriu a porta lentamente e colocou a cabeça para dentro do quarto.

– Marik? Você tá legal? – ele pergunta hesitante.

– Tô com cólica... – diz manhosamente se virando na cama para encarar seu irmão.

– Cólica? – Mariku pergunta sem entender nada. A loira revira os olhos bufando.

– Sai daqui Mariku... Vai embora... – ela geme colocando a mão no ventre, vendo que o irmão ainda esta parado na porta ela grita – Já disse pra sair daqui! Alias, some de casa por uma semana ate essa porcaria acabar! – ela grita jogando alguns travesseiros no rosto do gêmeo.

Flash Back Off

Bakura gargalhava alto quando Mariku acabou de contar, para ele era muito engraçado imaginar Mariku com medo da versão feminina de Marik.

– Você ri porque nunca viu Marik bravo nessa forma... – o loiro resmunga cruzando os braços e fazendo cara de emburrado.

– Ai... Imagina a cena... – o albino mais velho diz limpando os cantos dos olhos – O grande Mariku Ishtar com medo de uma garota! – ele volta a rir histericamente. Ryou suspira e balança a cabeça pela infantilidade do irmão.

– Mas o que realmente aconteceu com Marik? Ele só estava com cólica... – Ryou pergunta serenamente ignorando as gargalhadas de Bakura.

– Liguei pra Anzu e ela disse que Marik esta menstruada. – o loiro geme fazendo careta, agora ele teria que aturar Marik e Isis de mal humor uma vez por mês. Bakura gargalhava mais ainda sabendo que Marik estava nessa situação.

– Só queria saber o que vai acontecer quando Maya aparecer na escola... – Bakura diz parando de rir. Os outros dois rapazes se entre olham com os olhos arregalados. Só de imaginar Maya com esse temperamento e humor na escola eles gemeram.

oOOo

Ryou insistiu para que Bakura fosse saber como Marik estava, já que a loira não atendia ao telefone. O Touzoku mais velho tentou dizer não, mas novamente seu irmão usou aquele olhar de cachorrinho perdido contra ele.

Bakura tentou convencer Mariku a ir com ele, mas o egípcio se recusou dizendo que era louco, mas não era masoquista, então lá estava ele indo ate a casa dos Ishtar para visitar a pirralha irritante.

Ele tocou a campainha e pode ouvir um murmuro do lado de dentro, quando a porta se abriu revelou Marik vestindo um short jeans e uma blusa curta. Ele ainda tinha que se acostumar a ver Marik vestido desse jeito. A loira olhou para Bakura com uma sobrancelha erguida esperando uma explicação.

– O que você quer Fluffy? – ela pergunta cruzando os braços o olhando com curiosidade.

– Já disse pra parar de me chamar assim Princess. – ele sorri divertido. Marik revira os olhos e volta para dentro deixando a porta aberta. O albino entra com um sorriso presunçoso no rosto.

– Você sabe. Esse apelido não faz mais sentido... – Marik comenta casualmente se sentando no sofá. Na mesa de centro tinha varias latas de refrigerante e pacotes vazios de salgados, bolachas e chocolates.

– O que houve aqui? – Bakura pergunta com uma sobrancelha erguida, normalmente Marik era muito organizado. A loira bufa em irritação.

– Não é da sua conta. E por que você esta aqui? Tenho certeza que não foi por vontade própria. – o albino se senta e pega um pouco de salgado que estava em uma bacia.

– Ryou. – foi a resposta – Me mandou aqui para saber se você vai a escola amanhã.

– Mariku não podia fazer isso? – a loira perguntou ligando a TV.

– Alguém assustou ele. – Bakura diz estreitando os olhos. Marik da de ombros casualmente – E a resposta?

– Vou. Anzu vai me emprestar um uniforme. – Marik responde se levantando e indo ate a cozinha.

A garota vai ate um dos armários da cozinha tentar pega uma tigela, mas o armário era muito alto para a altura que ela estava, o que a deixou irritada.

– Oh merda! Podiam ter deixado minha altura quieta! – ela diz lançando um olha irritado para cima, como se Rá ou Anúbis estivesse no teto da casa.

Ela dava pulos tentando alcançar alguma tigela e nem percebeu que certo albino estava na cozinha parado na porta de braços cruzados segurando a risada. Bakura revira os olhos e caminha ate Marik esticando o braço para pegar uma tigela.

A loira solta um pequeno grito de surpresa ao sentir Bakura se empurrar contra seu corpo, ela sentiu seu rosto corar quando sentiu o corpo do albino muito próximo ao seu. Ela se estapeou mentalmente por corar.

Quando Bakura se afastou Marik ainda estava levemente corado e não se virou para ele. O albino ergueu uma sobrancelha e ficou olhando para a figura da garota a sua frente.

– Marik? – ele chama colocando uma tigela sobre a mesa.

– Bakura... Vai embora... – a loira diz num sussurro. Bakura ergue a sobrancelha novamente e cruza os braços. Marik se vira para ele, suas ametistas tinham um brilho irritado – Sai daqui agora!

– Você não manda em mim. – o albino diz sorrindo desafiador.

– Não me tire do serio Bakura! – ela se aproxima e o agarra pelo braço o puxando para a porta da frente – Você vai embora agora!

– Ei! Me solta! Por que a mudança de humor!? – Bakura tenta se soltar.

– Não é da sua conta! – ela abre a porta e o empurra para fora batendo a batendo antes que ele pudesse protestar.

Marik se encosta a porta e se deixa escorregar ate o chão, levou a mão à cabeça jogando os cabelos loiros para trás, seus olhos estavam arregalados e a respiração pesada.

– O que deu em mim? – ela murmurava para si mesma – Por que eu me senti daquele jeito?

Notas finais
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