Ela É Demais - Thiefshipping
3 Compras?
Notas iniciais
- Vamos Marik! – Anzu diz sorridente puxando o loiro pelo braço. Marik tinha ficado animado no começo com a ideia de poder atormentar o albino a tarde inteira, mas quando Anzu disse que ela teria que usar saias e vestidos sua animação acabou.
- Anzu... A gente podia voltar outro dia? Não estou me sentindo bem... – Marik gemia. Bakura sorria largamente se divertindo com isso tudo enquanto caminhava atrás das garotas.
- Vamos Maya... O que tem de mais em usar vestidos? – perguntou debochado depois se inclinou perto da loira colocando as mãos nos ombros bronzeados e sussurrou – Isso é por ter me obrigado a vir. – isso fez Marik sentir um arrepio percorrer sua espinha, quando sentiu a respiração quente em seu ouvido. Ela olhou irritada para o albino com os braços cruzados.
- Eu te odeio por isso, você sabe. E não me chame assim quando estivermos entre nós, isso é estranho e humilhante! – ela fez cara de emburrada.
- Também te adoro Princess. – o albino diz rindo da cara da loira egípcia. Marik rosnou se soltando das mãos pálidas e caminhou na frente acompanhando Anzu, fazendo Bakura rir mais ainda.
Entraram em uma loja de roupas, Anzu foi puxando Marik para o balcão. Bakura olhava para tudo aquilo atordoado e se perguntava por que mulheres precisam de tantas coisas. Seguiu as duas mantendo certa distancia, e fingia observar as roupas.
Anzu estava adorando ajudar Marik a comprar roupas, mas Marik já tinha perdido o animo a um tempo atrás e estava se recusando a experimentar um vestido que a morena mostrou.
- Vamos Maya... Experimenta só esse então... – Anzu choramingava quase implorando.
- Não Anzu! Já disse. Eu quero jeans e camisetas, nada mais nada menos. – a loira diz cruzando os braços. Bakura chega sem entender o ponto da discussão, ele olhava de Anzu para Marik e de Marik para o vestido – Você me imagina usando essa coisa? – a loira pergunta irritada.
Bakura para por um minuto e imagina Marik naquele vestido, ia começar a rir, mas se lembra que Marik agora era uma garota, uma linda garota – Eu acho que... – a loira levanta uma mão para impedi-lo de continuar.
- Não se atreva a dizer que eu ficaria bem nisso! – ela diz irritada com uma carranca. Anzu suspira em desanimo.
- Olha Marik. O que me diz de só experimentar ai eu prometo que vou ver algumas calças, blusas e shorts. – Anzu pede com os olhos brilhando – Por favor? – Marik suspira vencido, pega o vestido das mãos da morena e entra no provador murmurando algo.
Marik olhou para o vestido em mãos e depois para espelho em sua frente, retirou suas roupas e colocou o vestido, acabou se atrapalhando um pouco, mas conseguiu coloca-lo. Ela abriu a porta do provador e ficou levemente corada. Anzu soltou um gritinho de aprovação e correu ate a loira.
- Posso sentir o vento entrando entre minhas pernas... – a loira murmurou irritada – Como se usa isso sem que levantem? – ele pergunta se olhando. Anzu ri.
- Você esta perfeita! – a morena diz batendo palma animada – Fiquem aqui. Eu já volto. – e se distancia.
Bakura a olhou surpreso, não esperava que Marik ficasse tão bem naquele vestido. Era um vestido violeta escuro acima do joelho que contrastava com a pele bronzeada de Marik, ela era de alça e tinha um decote não muito grande. O albino se perguntou distraidamente como seria a sensação de tocar aquela pele bronzeada, mas se estapeou mentalmente.
- "Hormônios..." – pensou balançando a cabeça.
- O que você acha? – Marik pergunta olhando para Bakura, ela percebe que o albino estava a olhando fixamente – Bakura. Você tá acordado? – a loira passava a mão na frente dos olhos do albino. Bakura da um pulo quando despertou de seus devaneios.
- O que foi? – ele perguntou confuso olhando para Marik, que estava mais perto do que ele se lembrou.
- Você estava sonhando acordado. No que estava pensando? – a egípcia pergunta curiosa, os grandes olhos lavanda brilhavam na expectativa.
O albino pisca algumas vezes e lembra-se de seus pensamentos – Não! – ele grita dando um pulo chamando a atenção das pessoas em volta deles.
- Se não quer falar não precisa eu só estava perguntando. – Marik se afasta e vai se olhar no espelho – Na verdade queria saber o que você achou?
- Do que? – o albino pergunta com uma sobrancelha erguida. Agora que Marik estava de costas para ele deixando que ele visse que o vestido deixava boa parte das costas nua. O albino estreita os olhos ao ver varias marcas na pele de Marik, ele se levanta e toca as costas da loira – São essas as marcas? – Marik se afasta com o toque da mão gelada.
- N-não é da sua conta... – ela encolhe os ombros e entra no provador – Vai ver se a Anzu já escolheu as roupas! – grita do lado de dentro. Marik se senta em um banquinho que tinha do lado de dentro e enterra o rosto nas mãos – Droga! Eu devia ter imaginado que isso não tinha mudado! – ela resmungou.
Bakura foi atrás de Anzu, mas a imagem das marcas nas costas de Marik não saia da sua cabeça. Ele sabia o básico da historia, Marik conseguiu aquelas marcas quando tinha dez anos, mas não sabia como nem quem as fez e toda vez que tentava saber mais sobre isso eles desconversavam. Logo seus pensamentos foram afastados quando ele encontrou Anzu caminhando pela loja com varias peças de roupas nos braços.
- Ei Bakura! – ela se aproxima – Leve estas. Vou pegar mais. – ela entrega as roupas para o albino e se afasta deixando um Bakura com os olhos arregalados. Como as mulheres carregam essas coisas sem cair? Mas ele consegue leva-las ate o provador.
- Maya... – ele chama bufando.
- O quê? – Marik pergunta num tom irritado.
- As roupas... – antes de Bakura terminar de falar Marik abre a porta do provador e puxa as roupas das mãos do albino e se tranca novamente. O rapaz pálido ficou estático. O que tinha acontecido? Ele se pergunta confuso, da de ombros e sai da loja para comprar alguma bebida.
- Droga! Como se coloca isso? – Marik estava tendo uma luta com uma blusinha, ele não fazia a menor ideia do porque de tanta frescura. Por fim ele se entendeu com a peça e suspirou de alivio, mas não gostou do que viu no espelho, definitivamente aquela blusa não era para ele.
oOOo
Quando o albino voltou Marik ainda estava no provador, ele encontrou Anzu esperando sentada em uma poltrona com varias sacolas em volta dela, ele se aproximou, lhe ofereceu uma lata de refrigerante que foi aceita de bom grado. Bakura se sentou ao lado dela deixando uma sacola cair ao seu lado e bebeu de seu próprio refrigerante.
- Maya é muito bonita você não acha? – ela comenta casualmente e o albino engasga, ele já tinha pensado sobre isso e acaba corando e fazendo Anzu rir.
Marik abre a porta e o albino imediatamente olha para a loira. Ela vestia uma blusinha lilás que deixava parte de sua barriga a mostra e um short curto preto, era o mais próximo de suas antigas roupas que ele tinha conseguido. Ela gira com as mãos na cintura.
- Então? Como estou? – a egípcia pergunta sorrindo. Anzu se levanta e vai ate ela.
- Esta perfeita Maya! Você não acha a mesma coisa Bakura? – o albino cora levemente e acena com a cabeça tímido – Só vou pagar. Daqui a pouco eu volto. – Marik suspira e se senta ao lado do albino. Bakura lhe oferece refrigerante, mas ela recusa com uma aceno.
- Estou quebrada... – Marik geme inclinando a cabeça para trás se encostando na parede, o Touzoku lhe lança um olhar estranho – Que foi?
- Você esta se referindo no feminino. – a loira bate na própria testa.
- Droga! Isso já esta ficando confuso! – ela reclama e fecha os olhos tentando relaxar. Bakura ergue uma sacola no nível dos olhos a loira. Marik abre os olhos com o barulho da sacola, ela para o pacote nas mãos do albino e depois para ele com uma sobrancelha erguida – O que é isso?
- Se você abrir vai descobrir. – o albino diz bebendo de seu refrigerante. A loira pega a sacola hesitante olha o que tem dentro e encontra um par de botas pretas de cano médio.
- Você comprou pra mim!? – ela olha para Bakura surpresa, mas ao mesmo tempo feliz. O Touzoku sorri presunçoso – Muito obrigada... Oh grande Rei dos Ladrões... Sinto-me honrada. – ela diz num tom dramático. Bakura revira os olhos e toma outro gole de sua bebida.
- Vamos Maya. Temos outros lugares para ir. – Anzu diz se aproximando, ela puxa a egípcia pela mão para fora da loja. Bakura pega as sacolas e corre atrás delas, parece que ainda faltava muita coisa.
- Onde vamos? – Marik pergunta sendo arrastado.
- Loja de lingerie. – ela diz sorridente – Você não pretende usar as roupas que compramos com cuecas né? – Marik olha para trás e estica a mão.
- Bakura! Socorro!!! – ela grita e o albino ri.
- Eu não entro nessa loja. – ele diz categórico. Ele ria enquanto Marik era arrastado para mais uma loja. Se sentou em um banco para esperar por elas.
O albino refletia o fato de que Marik agora era uma linda garota e não mais aquele pirralho. Suspirou fundo passando as mãos nos cabelos, ele ainda estava um pouco em choque e era estranho ver Marik nessa forma.
Ele sempre achou Marik feminino e ate atraente, em outros tempos ele riria disso tudo, mas agora era diferente, ele tinha notado que o pirralho estava bonito! Ele não gostava de admitir isso. Se estapeou, literalmente, com o pensamento. Mariku iria mata-lo se soubesse que ele estava pensando em sua irmã dessa forma, ele tinha que manter o controle sobre seus hormônios. Era uma questão de vida ou morte!
- Ei! Fluffy! – Marik o chama acenando, ela sorria largamente e Anzu estava ao seu lado com varias sacolas. O albino sentiu um calor subir em sua espinha ao ser chamado pelo apelido, de uma maneira estranha a voz da garota egípcia era agradável, mas se forçou a ignorar e caminhou ate elas.
Dois rapazes passaram por Anzu e Marik e assoviaram, a loira mostrou o dedo médio para eles, que responderam 'Sapatão!' – Passaram longe... – ela murmura irritada.
- Maya se comporte! – Anzu a repreendeu.
- Você queria o que? Viu a maneira que eles olham? Parecia que iam me devorar com os olhos! – ela gritou irritada.
- A maioria das mulheres se sente assim. – a morena disse calmamente.
- Ainda mais vestida assim. – Bakura disse se aproximando. Marik se vira para ele irritado, seus olhos lavanda estavam começando a ficar roxos escuros.
- Não te perguntei nada Touzoku! – ela grita irritada o olhando nos olhos. Bakura sentiu um calafrio percorrer o corpo com aquele olhar. Mas ele gostou.
- Seja uma boa garota e se comporte! – ele disse a segundo pelo braço se esquecendo que Marik estava em uma forma mais frágil, quando ele olhou nos olhos de Marik eles estavam marejados. Se amaldiçoou por dentro, ele não queria fazer isso, não quando Marik estava passando por tudo isso – Marik...
- Você não manda em mim. Aliás! Nenhum homem manda em mim! – ela grita e sai pisando fundo. Anzu olha para o albino e balança a cabeça em desaprovação e corre atrás da loira. Bakura solta um grunhido alto puxando os cabelos.
- Marik... Tente se acalmar. Você não pode querer bater em todos os caras que mexerem com você... – Anzu diz correndo para poder seguir a loira.
- Por que não? Eu ficaria muito feliz em poder chutar a bunda de todos os caras que mexerem comigo! – ela diz com os punhos cerrados tentando manter o controle. A essa altura Bakura já as acompanhava de perto.
Marik estava irritado com ele e nem sabia por que. Só sentia vontade de estrangular todos os homens da face da terra, alias ele mesmo queria ser estrangulado nesse momento, quem sabe assim essa humilhação acabasse de uma vez por todas.
- Que tal comermos algo? – a morena pergunta tentando mudar o clima tenso entre a loira e o albino.
- Não estou com fome... – Marik dizia, mas seu estomago reclamou. A loira corou e abaixou a cabeça encabulada. Anzu riu enquanto Bakura revirou os olhos, entediado.
- Vem! Vamos comer algo, depois vamos para casa. – ela puxa eles pelos braços.
Anzu os levou para uma lanchonete. Eles se sentam em uma mesa mais afastada para poderem conversar. A morena vai ao banheiro deixando uma loira e um albino emburrados, ela só torcia para eles não se matarem.
Bakura suspirou fundo – Marik... – a loira não se deu ao trabalho de olhar para ele – Marik olha pra mim! – o albino disse irritado. Marik vira a cabeça para encara-lo com expressão apática. O mais velho suspira fundo fechando os olhos – Desculpe... Eu perdi o controle Marik... Eu sei que esta sendo difícil pra você... – a loira começou a rir e Bakura a olhou com uma sobrancelha erguida.
- Não sabia que se importava... – disse entre a risada. Bakura o olhou irritado – Mas esta desculpado. – ela sorriu. Bakura ia retrucar algo, mas uma garçonete chegou para atende-los.
- Boa tarde. O que vão quere? – ela pergunta sorrindo tirando um caderninho de anotações e uma caneta do avental.
- Hm... Vou querer um pedaço de torta e... – o albino foi cortado por Marik.
- Não! Tem cereja. Você lembra da ultima vez que comeu cereja? Ficou passando mal a noite toda. – a loira disse pegando o cardápio – Vejamos...
- Eu sei o que eu posso e o que não posso comer! – Bakura cruza os braços e bufa se jogando contra o encosto da cadeira.
- Vou querer um lanche natural e um suco de laranja. – Marik diz ignorando o albino fazendo birra a garçonete assente e anota o pedido – Pra ele trás um pedaço de bolo de chocolate.
- Não peça por mim! Quando eu precisar da sua opinião eu peço! – o albino rosna cruzando os braços.
- Claro... Depois eu não quero ouvir reclamação que você ficou doente! Ryou vai ficar uma ferra comigo! – a loira conclui acenando com a mão casualmente.
- Escuta sua namora, ela se preocupa com você. – a garçonete diz sorrindo e se afasta. Ambos olharam um para o outro, piscaram algumas vezes.
- Argh! – eles fazem caretas.
- Perdi alguma coisa? – Anzu diz se sentando, ela realmente esperava que eles tivessem se entendido.
- Nada! – dizem em uníssono. Eles lançam um olhar irritado para o outro e depois viram a cabeça para lados opostos. A morena da de ombros e chama uma garçonete para anotar seu pedido.
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