El Principe Azul
5 Capítulo 5
*Anna contando
Após lanchar com o Jorge, vou para o quarto e fico pensando nele. Relembro principalmente a parte onde quase nos beijamos. Começo a escolher minha roupa e não paro de olhar no relógio. Quando dá 19h00min, vou para o esconderijo, quando chego o Jorge já estava lá:
– Oi Jorge
– Oi venha.
Entrei. Nosso "esconderijo" era uma casa de visitas que havia bem no final do quintal, era bem pequena e quando éramos pequenos sempre íamos para lá:
– Sente-se.
Ao me sentar já disparei: — O que vamos fazer?
Com uma garrafa de vinho e duas taças ele veio até a mim:
– Relaxa. Vamos tomar um pouco de vinho primeiro.
Ele colocou o vinho nas taças, me deu uma delas e brindamos. Ele se sentou ao meu lado bem pertinho de mim e na verdade me senti um pouco incomodada com isso. Após alguns goles, ele começou a passar a mão sobre o meu cabelo.
Colocando-o para o lado e beijando o meu pescoço. Arrepiei-me toda e não resisti e o beijei, ele me deitou no sofá e me beijou. Ele tocava pelo meu corpo, era ótimo e então passamos a noite juntos.
Quando acordamos, já era de manhã, nos levantamos rapidamente e voltamos para casa. Tínhamos que nos arrumar para a faculdade, mas antes de irmos, chegando à porta o joguei contra a parede, lhe dei um beijo e lhe disse que havia gostado muito da noite. Ele me olhou e disse que também havia gostado, mas nós tínhamos que ir logo e fomos. Chegando ao meu quarto:
– Onde a senhorita se meteu a noite toda?
– Mãe, depois eu te conto. Agora tenho que ir para a escola.
Tomei um banho bem rápido, me arrumei e sai. O Jorge já havia ido. Durante o caminho não parava de pensar no que havia acontecido durante a noite: — "Foi incrível" — pensei.
Cheguei à escola e fui direto para a sala, já havia batido o sinal. Ao entrar, ele estava lá sentado com seus amigos:
– Então alunos, como estão no trabalho?
– O meu e o do Jorge já está pronto — disse.
O professor se aproximou: — Bem, foram vocês dois que fizeram ou você fez sozinha?
– Fizemos juntos ontem, nós moramos na mesma casa e...
O professor pegou o trabalho e olhou para o Jorge, ele estava com uma cara estranha:
– Há alguma coisa que queira dizer Sr° Jorge?
– Não professor.
O professor voltou a dar a sua aula normalmente e logo bateu o sinal. Fui até o Jorge:
– Oi. — disse-lhe sorrindo.
Ele me deu um oi bem sarcástico e todos riram:
– Posso falar contigo?
– Você já está falando.
– O que você quer com meu namorado sua quatro olho.
Ela disse se levantando e se aproximando de mim:
– O correto é olhos. Felipe eu preciso falar uma coisa contigo.
– Eu não tenho nada que falar contigo.
Meus olhos se encheram de lágrimas, eu saio da sala e eles começaram a rir. Vou para casa e me tranco em meu quarto:
– “Como eu pude ser tão idiota? Desde quando um cara como ele se apaixonaria por uma garota como eu?”. — fiquei pensando isso a toda hora e chorava direto. Minha mãe entrou no quarto e me vendo chorar, perguntou o que havia acontecido e eu só repetia — "Eu sou uma idiota".
Pedi-lhe que me deixasse sozinha, no começo ela não quis, porém depois de um tempo me deixou só. Um tempo depois escuto batidas na porta:
– Mãe já pediu que me deixasse sozinha.
– Não é sua mãe, sou eu Jorge.
– O que você quer?
– Precisamos conversar.
– Não precisamos não.
– Abra a porta, por favor.
– Me deixa em paz.
Percebi que havia ficado um silêncio lá fora, então fui até a porta ver se ele havia ido embora e quando abro, lá está ele. Tento fechar a porta, mas ele a segura com o pé:
– Não fuja, eu preciso falar contigo.
Fiquei quieta e ele continuou: — Eu vim pedir desculpas pelo que fiz.
– Você acha que é fácil assim? Você passa a noite comigo e depois me ignora na frente dos seus amigos e acha que simplesmente pode vir me pedir desculpas?
Ele abaixou a cabeça:
– Eu quero que você entenda que se me verem contigo minha reputação acaba.
Eu estava completamente indignada com tudo aquilo:
– Então vá, fique com seus amigos e com sua reputação.
– Mas eu quero estar perto de você, não sei por que, mas quando estou contigo me sinto diferente.
O olho e não sei o que dizer. Ele toca em meu rosto e enxuga minhas lágrimas, segura em meu rosto me fazendo olha-lo:
– Desculpa, por favor.
Sorrio: — Tudo bem, mas com uma condição.
– Qual?
–Você pode não querer falar comigo na escola, mas também não quero que me zoe e nem aos meus amigos.
– Tudo bem.
Ele tenta me beijar e eu o empurro:
– E tem mais, nada de tentar me beijar, nos seremos amigos.
Ele me olha com um ar de tristeza, mas aceita o acordo. Abraçamos-nos e sorrimos. Conversamos por um tempo, mas logo ele voltou para seu quarto. Antes de ir me deu um beijo na bochecha:
– Boa noite minha princesa.
Fico vermelha: — Boa noite.
Ele vai para seu quarto, eu tomo um banho, como algo e vou dormir...
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