Mia caminhou apressada pelo estreito corredor do quarto andar do prédio onde Brian morava. Era muito cedo ainda e ela saíra da casa de Vince sem ser notada. Se ele soubesse que ela estava saindo sozinha não a teria deixado ir. Ordens de Dom, claro. Mas ela não era nenhuma prisioneira. Além do mais, ela precisava saber se Dom e Letty estavam bem. Ninguém se preocupara em informá-la sobre nada e ela mal pudera dormir ansiando por notícias.

Ela conseguira entrar no prédio de Brian desapercebida quando um mãe com três crianças estava saindo e uma delas segurou a porta de entrada para ela. Porém, ela não tinha a chave do apartamento dele. Esperava que ele estivesse lá para falar com ela.

Quando chegou à porta do apartamento 434, Mia tocou a campainha e esperou alguns segundos. Nada. Tocou novamente e mais uma Bryan não veio atender. Talvez ele não estivesse lá, mas ela precisava confirmar. Ligou no celular dele. Caiu na caixa postal duas vezes. Suspirando irritada, Mia tirou um dos grampos que prendia os seus cabelos em um coque no alto da cabeça e enfiou o objeto devagar pelo pequeno buraco da fechadura. Depois de algumas tentativas ela ouviu um clique. Sorriu.

Mia virou a maçaneta e descobriu que a tranca do lado de dentro da porta estava destrancada. Franziu o cenho e disse consigo mesma:

— Bryan o que está fazendo? Qualquer um poderia entrar aqui! xxxxxxxxxxxxxxxx

—Bryan? Bryan?

A voz que o chamava parecia tão distante em seu sono profundo. Bryan não queria acordar. Os últimos dias tinham sido muito intensos. Resmungando, ele aplumou a cabeça no travesseiro e continuou a dormir.

—Bryan!- a voz chamou mais alto quando uma mão quente e agradável tocou-lhe o rosto.

Ele finalmente abriu os olhos e deparou-se com os olhos escuros de Mia fitando-lhe intensamente.

—Mia?- ele disse levantando-se da cama de pronto, sentindo-se um pouco zonzo com o rápido movimento. Mia o amparou.

—Como foi que você entrou no meu apartamento?- ele perguntou, curioso.

—Eu tenho meus meios, Bryan.- ela respondeu, divertida.

—Voce arrombou a porta? Ela riu.

—Sim, com o meu grampo de cabelo.

Macgayver!- disse ele, rindo também. — Preciso melhorar a segurança do meu apartamento. O Vince e o Leon sabem que você está aqui?

Mia balancou a cabeça.

Bryan, você não me parece bem. Pensei que ia voltar pra me ver ontem à noite pra me contar sobre a corrida. O Dom entrou em contato com você? Ele ganhou a corrida? Anda Bryan, me conta logo!

Bryan esfregou os olhos tentando afastar um pouco do cansaço que estava sentindo. Ele estava sem camisa e Mia não pôde deixar de apreciar o torso musculoso dele coberto de finos pelos loiros.

—Sim, eu falei com o Dom.- ele admitiu.

E o que ele te falou? Não entendo por que ele não ligou pra mim. Ele está sempre tentando me proteger. Então Bryan, não vai me dizer o que ele disse

—Ele venceu a corrida. — Bryan respondeu. — Mas na verdade, nós dois vencemos.

Como assim vocês dois venceram? Você também competiu para ser um dos pilotos do Braga?- o tom de voz dela demonstrava irritação.

—O FBI me fez correr e eu e o Dom empatamos.

Mia lançou um olhar zangado a ele.

—Quando foi que você ficou sabendo disso?

—Ontem de manhã.- Brian respondeu.

Mia atirou um pesado travesseiro azul nele que estava em cima de uma cadeira. Bryan sentiu o impacto da almofada em seu rosto e afastou-a depressa seguindo MIa para for a do quarto. Ela já à porta de saída do apartamento.

—Mia eu juro que ia te contar. Mia!

—Ei, tá muito cedo pra ficar brigando, não tá? Olha que eu ainda nem tomei café.

Bryan e Mia pararam de discutir quando viram Vince no meio da sala usando uma camisa de uma banda de heavy metal, jeans rasgados e óculos escuros.

V, o que você tá fazendo aqui?

Como foi que você entrou?- Brian perguntou.

—Cara, eu tenho meus meios.- disse Vince mostrando a eles seu canivete suíço. — Homem, você precisa melhorar a segurança disso aqui. Qualquer um pode entrar nessa bodega.

Brian deu de ombros. Vince continuou:

Certo, eu vim aqui te buscar, Mia.

Me buscar?- ela retorquiu. — Como assim?

Voce saiu de manhã cedo sem dizer nada. O Dom falou pra mim e pro Leon, cuidem da Mia ou eu vou matar vocês quando eu voltar. Cara, nao tenho argumento pra isso não! O Leon foi até a casa do seu pai e eu vim aqui. Parece que tive mais sorte que ele.

—Olha Vince, isso e rídiculo! Eu posso muito bem cuidar de mim mesma...

O Vince tá certo, Mia.- falou Bryan. — Voce não deveria ter vindo aqui. Eu ia te ligar. Você veio no seu carro?

Mas é claro que não. Eu peguei um táxi e posso muito bem pegar outro táxi pra ir pra casa.

Mia você sabe que não é seguro voltar pra sua casa.

Vince ergueu os óculos escuros. Seu rosto também demonstrava cansaço assim como o de Bryan.

Ok, Mia vambora!- chamou ele.

Ela bufou de raiva mas dirigiu-se até a porta.

Eu vou te ligar!- Bryan prometeu, mas Mia não respondeu.

Até mais vacilão.- disse Vince seguindo Mia. — Mia eu só tô fazendo o meu trabalho...

Trabalho?- Mia refutou.

Bryan passou a mão pelos cabelos e esfregou as têmporas enquanto fechava a porta do apartamento assim que Vince e Mia se foram. Ele ouviu o clular vibrando porque estava recebendo uma mensagem de texto. Viu as ligações de Mia no visor e não entendeu como foi que não o ouviu tocar. Estava mesmo muito cansado.

A mensagem de texto que ele acabara de receber era de Mônica. Uma mensagem curta e grossa:

"Hollywood, traga seu traseiro para o FBI imediatamente. O chefe quer nos ver!"

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"Dessa vez não vou atirar em você, vou te retalhar em pedacinhos. O Braga não quer você viva e nem eu!"

A voz ameaçadora fez Letty tremer. Ela estava sem saída. Fênix sorria maldosamente para ela enquanto segurava uma faca. Letty gritou de desespero. Não podia morrer daquele jeito.

—Nãooooo! — gritou.

Dom segurou Letty contra seu peito sentindo o corpo todo dela tremer. Ele a abraçou com força.

—Shhhhiiii! Está tudo bem, Letty. Voce está tendo um pesadelo. Eu estou com você, mami.

Estou aqui.

Letty abriu oso lhos e percebeu que estava na cama com Dom na casa de Roman Pierce. Tinha acabado de amanhecer e a casa estava quieta. Nina dormia contente em sua cadeirinha. Tudo estava bem. Ela respirou fundo e limpou algumas lágrimas do rosto. Dom soltou-a do abraço.

—Voce está bem, baby?

Ela assentiu, mas em seguida um soluço escapou-lhe da garganta e ela chorou. Dom voltou a abraçá-la e beijou-lhe o topo da cabeça com carinho.

—Vai ficar tudo bem...shiiii...vai ficar tudo bem. Letty acalmou-se e enxugou as lágrimas.

Me desculpe. — ela disse, tentando afastar-se dele mas Dom manteve seus braços ao redor dela.

Se desculpando por quê?

Letty deu um pequeno sorriso. Sentia-se aliviada por estar acordada.

Me conte. — ele pediu. — Com o que estava sonhando?

Com o passado.- ela respondeu rolando por cima dele na cama. Dom acomodou-a em seu corpo sentindo um arrepio gostoso pela espinha ao toque da pele dela na dele. Ainda estavam despidos e era difícil para ele ignorar o calor do corpo dela. Ele sentira muita falta disso, de momentos como aquele.

Devíamos deixar o passado para trás e pensarmos no futuro.- Dom disse acariciando os cabelos dela.

Não quando o passado ainda está nos perseguindo.- Letty deitou a cabeça no peito dele. — Dom, eu estou preocupada. Você venceu a corrida e logo eles vão chamar você para fazer o trabalho.

Eu vou sobreviver.

Letty suspirou e ergueu o rosto para olhar nos olhos dele:

Mas é só isso que nós dois temos feito. Estamos sobrevivendo, Dom. Mas isso tem que acabar! A Nina merece mais do que isso!

E ela vai ter.- falou Dom. — Ela vai ter tudo o que ela quiser, baby.

Ela balancou a cabeça negativamente.

Não se a vida dos pais dela estiver em risco o tempo todo. Dom beijou-a nos lábios.

Mami, vai ficar tudo bem. Confie em mim. Estamos juntos nessa, certo? Eu corro, voce corre, lembra?

Não quero que fiquemos separados nunca mais!

Dom beijou-a novamente, dessa vez com ardor. Letty gemeu no beijo, aprofundando-o. Ela podia senti-lo firme embaixo dela. Instintivamente ela mexeu os quadris devagar. Dom deslizou suas mãos pelo bumbum dela sentindo-a toda arrepiada.

Nina escolheu aquele momento para começar a chorar muito alto. Dom e Letty congelaram seus movimentos imediatamente. Ela saiu de cima dele e apressou-se a procurar algumas roupas. Dom cobriu-se com o lençol.

Acho que ser mãe é mesmo padecer no paraiso, né? — Letty disse. Dom riu. xxxxxxxxxxxxxx

Bom dia, O'Conner! — o agente Stasiak saudou Brian assim que ele entrou nos escritorios do FBI naquela manhã.

Não sei o que tem de bom no dia, Stasiak. Me diga você. — Bryan respondeu, malcriado.

Nossa! Que mal humor! — o agente exclamou. — O que foi O'Conner, a Mia Toretto te deu outro fora?

Bryan sentiu o sangue ferver diante daquele comentário. Stasiak definitivamente escolheu um péssimo dia para provocá-lo. Sem nem ao menos pensar partiu para cima dele empurrando-o contra a parede. O policial na recepção parou o que estava fazendo e arregalou os olhos quando viu o que acontecia. Bryan desferiu socos contra Stasiak que tentava se defender o melhor que podia.

Naquele momento, Mônica e Penning adentraram a recepcao e viram o que Bryan estava fazendo.

Bryan que porra é essa?- Monica gritou.

Pare com isso agora mesmo, Bryan! — disse Penning tentando tirar Bryan de cima de Stasiak mas não antes que ele pudesse dar um soco certeiro no nariz do outro agente que gritou de dor enquanto seu corpo escorregava lentamente encostado a parede ate o chão. Monica abaixou-se para ajudá-lo.

Você está bem, Stasiak? — ela perguntou.

—Bryan você, precisa se controlar.- Penning disse à Bryan enquanto o levava para longe de Stasiak. — Vai tomar um café forte e esteja na sala de reuniões em dez minutos.

Sim, senhor. — disse Bryan arrumando o nó de sua gravata.

E você? — Penning voltou-se para Stasiak que já estava de pé com a ajuda de Mônica.— Tem que aprender a controlar essa sua língua grande porque eu imagino que Bryan tenha um tido um bom motivo pra te bater.

A agente Trinh que vinha chegando segurou o riso quando se deparou com a situação imaginando o que Stasiak tinha dito a Bryan dessa vez.

Vai pra enfermaria, Stasiak. — aconselhou Mônica. — Você não me parece muito bem.

O dia já começou bom, né?- disse Trinh.

Voce não imagina como.- respondeu Mônica.

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A fumaça do cigarro impregnava o ambiente. Era dia, mas as persianas das janelas estavam quase todas fechadas,o que deixara a sala na penumbra. Na parede era possível ver a sombra de duas pessoas conversando e fumando seus cigarros com avidez. Um dos homens deu uma risada sinistra antes de dizer:

—Braga, você sabe que me deve e eu vou te cobrar!

Braga riu tambem enquanto tomava mais um trago de seu cigarro.

Mi amigo, você sabe que sempre pago as minhas dívidas.

O outro homem balançou a cabeca concordando. Batidas na porta foram ouvidas. Braga pousou seu cigarro no cinzeiro e disse:

—Entre!

Gisele adentrou a sala. Braga sorriu ao vê-la.

—Não devia fumar tanto assim, padrinho. O senhor sabe que faz mal à saúde.

—Ah, meu caro amigo, esta é a minha afilhada Gisele.- Braga os apresentou. — Como você pode ver ela está sempre se preocupando com o meu bem-estar.

—Você tem sorte. É bom ter alguém que se importe de verdade com você.

Ele estendeu a mão para Gisele que prontamente estendeu-lhe a sua para cuprimentá-lo, mas ao invés de apertar a mão dela, o homem segurou-a delicadamente pelo pulso e beijou-lhe o topo da mão, em cima de sua veia protuberante.

—Gisele.- ele disse quando soltou a mão dela.

—Sr. Shaw.- ela respondeu com expressão séria antes de se voltar para Braga e dizer:

—O Fênix está pronto. O senhor quer mandar o sinal para os pilotos agora?

Braga deu uma risada espalhafatosa.

Ahora mismo, cariño!

Gisele deu meia volta e deixou a sala. Braga fumou mais uma vez espalhando ainda mais fumaça pelo ambiente.

—É hora do show, Sr. Shaw. xxxxxxxxxxxxxxxxxx

Sentado no canto da mesa com o rosto ardendo e um curativo no nariz que por pouco não fora quebrado por Bryan, Stasiak resolveu ficar calado e apenas observar a reunião. A agente Trinh estava sentada ao seu lado junto com mais três autoridades do Bureau de Los Angeles. Bryan, Mônica e Penning sentavam-se do lado oposto da mesa retangular. No centro da mesa havia uma pasta de papel de cor verde aberta com uma fotografia de Letty dentro. Ao lado da pasta havia uma folha de documento com o título em letras grandes: Comarca de Los Angeles.

Penning foi o primeiro a falar na reunião.

—Então, quando eu cheguei ao trabalho hoje de manhã cedo, encontro esta pasta na minha mesa. Por acaso algum de vocês aqui tinha a menor ideia de que Carlos Ortiz é o mecânico do secretário de defesa estadual e amigo pessoal dele?

Ninguém respondeu nada, mas para a surpresa de todos, Stasiak levantou a mão.

— Sim, Stasiak?- indagou Penning.

—Por gentileza, quem é Carlos Ortiz, senhor?

Mônica cobriu os ouvidos já imaginando que tipo de resposta Penning daria a Stasiak. O chefe gritou, zangado:

—Se você não sabe o que está acontecendo no caso não deveria ter vindo à reunião.

—Chefe!- chamou Bryan. — Nós sabíamos que o tio da Letty ia reabrir o caso, foi isso que ele disse pra Mônica. Não vejo nenhuma novidade aqui.

—O'Connor, você não ouviu o que eu disse?- retrucou Penning. — O homem é amigo do Secretário de Defesa Estadual, o que significa que o secretário vai ficar no nosso pé para encontrarmos a Ortiz quando nesse momento nosso foco deveria ser em prender o Braga. Além do mais, não acredito que vamos encontrar essa moça se não conseguirmos botar as mãos no Braga.

Bryan engoliu em seco e trocou um olhar com Mônica. Ela desviou os olhos dos dele, pensando exatamente o que ele estava pensando. Se Penning descobrisse que Letty já havia sido encontrada por eles e que eles não lhe disseram nada ficaria furioso.

—Tudo bem. Eu compreendo, chefe.- afirmou Bryan. — Mas esses processos, mesmo depois de abertos podem demorar até 48 horas para que os primeiros procedimentos sejam feitos e no momento nós temos uma vantagem. Eu e o Dom estamos infiltrados na organização e logo saberemos de tudo o que está acontecendo lá dentro.

—É bom mesmo, Bryan.- disse Penning. — Porque o relógio está correndo e nossas cabeças irão à premio muito em breve se não conseguirmos pegar esse sujeito. O diretor assistente mencionou hoje cedo que se falharmos ele vai enviar o Hobbs.

—Quem é Hobbs?- Bryan indagou.

—Ah, você nao quer conhecê-lo, O'Conner. Ele é bem mais arrogante que você.- disse Stasiak.

—A questão é que precisamos prosseguir.- disse a outra mulher na sala. — Quando você acha que o Braga vai entrar em contato com você, Bryan?

Eu...- ele começou a dizer, mas o bipe que Gisele lhe havia entregado na noite anterior tocou naquele exato momento. — São eles!- Bryan afirmou.

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Dominique caminhou pela garagem equipada de Roman Pierce carregando a filha no colo, uma fralda recobria seu ombro direito onde a bebê mantinha sua cabeça apoiada. Ele sorria. Estava se sentindo muito confortável no papel de pai. Mais do que um dia ele imaginara.

Letty estava diante do carro dele com o capô aberto. Ela fazia alguns consertos e ajustes na máquina, preparando-a para o momento em que Dom fosse chamado por Braga. De vez em quando ela olhava de relance para ele que conversava com Nina.

—Está vendo, bambina? Um dia papai vai montar uma garagem toda só para você brincar com os seus carros. E lembre-se, pequena, os carros americanos são melhores que os Europeus.

—Espere só o Bryan ouvir isso.- brincou Letty.

—Ah, sim, o tio Bryan e seus carros importados né?- ele disse beijando o topo da cabeça de Nina que fez um barulhinho engraçado com a boca.

Letty colocou suas ferramentas de lado e limpou as mãos sujas de graxa em uma flanela.

—Quando eu era pequena minha tia costumava dizer que oficinas mecânicas não eram lugar para uma garota.

Dom riu.

—Acho que o fato dela ter te dito isso encorajou você a se interessar ainda mais pelas oficinas mecânicas.

Letty deu um suspiro:

—Acho que ela estava tentando fazer o melhor que podia por mim.

—E ela fez, Letty. Tenho certeza que ela sente orgulho de você.

—O que você acha que ela diria se soubesse que tivemos a Nina e não contamos nada pra ela?

—Bom, ela chutaria nossos traseiros primeiro e logo em seguida nos abraçaria.

Letty sorriu e acariciou os cabelos escuros e lisos de Nina.

—Caterina, mi hija, o lugar de uma garota é onde ela quiser. Sempre se lembre disso.

Dom sentiu o bipe de Braga vibrando no bolso de trás de suas calças. Letty fitou-lhe nos olhos e disse:

—São eles!

Continua...