Eiji

15 Capítulo Onze - Parte II


Eu subi as escadas já esperando mais broncas de Izuna, que com certeza queria conversar um pouco mais com o pequeno, ou ao menos colocá-lo para dormir, e no fim só teve aquela cena desagradável, que sabia que estava remoendo no segundo andar naquele momento. Meus pés foram diretamente para o quarto que havíamos escolhido para nós, e fui recebido pelo ambiente quente por conta da lareira que ele havia acendido.

Tudo estava limpo e pronto para uso, mas a falta de alguns móveis nos obrigava a permanecer no andar de baixo por mais algum tempo. Eiji havia me feito companhia na limpeza nos últimos dias, e Hashirama, levado futon para nós, então o usei para deixar o pequeno brincando ao meu lado enquanto terminava algumas coisas no cômodo, e foi exatamente ali que vi Izuna quando fechei a porta atrás de mim. Um fraco e inevitável sorriso se abriu em meus lábios ao vê-lo deitado. Enquanto andava, meus dedos deslizaram pela madeira de minha mesa que havia colocado ali mais cedo. Izuna me notou imediatamente e com rapidez se levantou.

— Demorou um pouco mais do que pensei — expliquei ao me encostar na mesa e o observei se aproximar.

— Ele está melhor? — Perguntou Izuna com preocupação, e em seguida parou à minha frente.

— Sim. Já está dormindo — eu respondi em tom baixo, já esperando a reclamação que não veio. Apenas silêncio e seu olhar preocupado continuavam ali. — Eiji só está com ciúme, Izuna — tratei de tranquilizá-lo. — Ele vai entender melhor com o tempo.

— Deveríamos ter conversado com ele juntos — ele deu um passo à frente ao reclamar, e sorri outra vez ao vê-lo não perder seu jeito de sempre.

— Teremos outras oportunidades para isso — toquei sua cintura ao dizer e o trouxe um pouco mais para perto. — Não acha que ele vai largar do nosso pé da noite para o dia, não é?

— Absolutamente não — ele riu um pouco mais relaxado, mas após um breve suspiro, seu olhar se tornou menos animado. — Eu só espero estar aqui para poder fazer isso com você.

Suas palavras me deixaram alerta, e o olhei com seriedade quando segurei sua cintura com firmeza.

— O que quer dizer com isso?

— Nada — Izuna colocou a franja para trás ao falar, e suspirou derrotado por meu olhar preocupado e insistente quando apoiou os braços em meus ombros. — É só que... acho que a felicidade que ando sentindo me assusta um pouco — ele sorriu sem jeito antes de me abraçar e esconder o rosto em meu pescoço. — Eu nunca me senti assim antes. Tão completo — sua voz saiu baixa e abafada por minha pele. — E isso me faz ter medo de qualquer coisa que ameace nos mudar outra vez.

Eu o apertei em meus braços enquanto o ouvia e o entendia completamente.

— Eu também tenho medo — confessei no mesmo tom que o dele. Subi uma das mãos para as suas costas e o acariciei.

— Eu achava que não tinha medos, Tobirama Senju — ele riu no final da frase e acabei fazendo o mesmo.

— Todos têm medos, até mesmo eu. Principalmente eu, na verdade — soltei um suspiro por dizer tais coisas. Não gostava de demonstrar fraqueza, principalmente para ele, mas era necessário para que também me entendesse. — E é exatamente por isso que não desisto e estou sempre alerta — o apertei um pouco mais em meus braços. — Não quero te perder ou não estar aqui para você e Eiji. Eu morro de medo do que essa guerra possa fazer conosco, com meu irmão... e ironicamente isso faz com que a minha coragem aumente ainda mais — ele levantou o rosto ao me ouvir e encostei nossas testas quando pudemos nos olhar, levemente envergonhados. — Está tudo bem você ter medo, Izuna — voltei a acariciar suas costas enquanto falava. — Um homem sem medos é um homem vulnerável.

— Eu posso usá-lo a meu favor — ele sorriu fraco ao chegar à conclusão, que me fez fazer o mesmo.

— Exatamente.

— Você fala bem demais — seu sorriso se abriu um pouco mais ao afirmar tal coisa, e fiquei um pouco sem jeito quando desencostou nossas testas e deitou a cabeça na lateral da minha, pois em seguida sua risada curta passou por meus ouvidos. — É tão inteligente.

Ele nunca havia dito aquilo sem ser como deboche ou um insulto, e seu novo tom para aquelas palavras fez o meu rosto esquentar levemente.

— É uma coisa ruim? — Perguntei, a fim de tentar afastar um pouco aquela súbita timidez, e o ouvi rir baixo mais uma vez.

— Não… — ele deslizou o rosto pelo meu, e sua voz ficou ainda mais próxima — é sexy.

Senti seus lábios tocarem a minha pele, e recebi leves beijos em minha bochecha, até chegar na lateral de meus lábios, que já sorriam sem a minha permissão. O beijo que trocamos a seguir foi inevitável e completamente bem-vindo. E finalmente pude tê-lo em meus braços, sem precisar me preocupar com interrupções ou o tempo que aquela carícia duraria.

Izuna se agarrou ao meu pescoço mais uma vez enquanto nossas línguas se enrolavam com saudade uma da outra, e um pouco mais tarde com necessidade de muito mais que aquilo. Minhas mãos que estavam em sua cintura desceram até os quadris de maneira vagarosa e o apertei com um pouco de força, fazendo-o suspirar entre o longo beijo que trocávamos. Logo as desci ainda mais, e ao agarrar suas coxas, as puxei para cima e as prendi em minha cintura. Izuna se apoiou em meus ombros, surpreso pela movimentação, mas não largou os meus lábios em nenhum momento para reclamar, e só o que fez foi me provocar ao enlaçar minha cintura com as pernas e mexer os quadris devagar enquanto sugava os meus lábios. Eu me virei ao sentir um forte arrepio percorrer por meu corpo, e o coloquei sentado sobre a mesa que estava atrás de nós, mas o mantive colado a mim, depois de termos que separar os lábios.

Estávamos ofegantes e quase sem ar, mas, ainda assim, não consegui me manter longe de sua boca por mais que alguns segundos, e minhas mãos voltaram a passear por seu corpo, por debaixo do casaco azul-marinho que ainda estava vestindo, mas que não ficou ali por muito tempo. O senti tremer levemente quando nossos membros já despertos esbarraram por cima dos tecidos de nossas roupas, e ansioso para tocá-lo como da última vez, e ir mais além, soltei seus lábios e desci os meus para o pescoço enquanto retirava seu casaco com urgência.

Izuna soltou um baixo ofego próximo ao meu ouvido quando suguei sua pele com um pouco de força, e seus dedos afundaram em meus cabelos assim que sussurrou o meu nome. Meu corpo voltou a sentir aquele mesmo gostoso arrepio de antes, e louco para ouvir mais daquele tom de voz, o desci da mesa, e após uma rápida olhada no futon perto dali e depois para ele, não vi mais motivos para continuarmos a esperar. Izuna pareceu entender o meu olhar rapidamente, e depois de um fraco sorriso, voltou a ocupar meus lábios com os seus.

Eu havia tido aquela ideia, mas foi ele quem me empurrou devagar até o futon. Nossos corpos se esfregavam um no outro sem pudor algum, o que estava deixando o meu cada vez mais quente e necessitado dele. Izuna logo se afastou um pouco, mas sem interromper o beijo, e sua mão acariciou o meu peito antes de deslizar para baixo e abrir os botões da minha calça. Não consegui segurar um baixo gemido quando sua mão, já sabendo o caminho perfeitamente, entrou em minha calça, e meu membro recebeu a atenção que tanto queria. Ele subiu e desceu a mão em uma lenta carícia, até enfim chegarmos ao lado do futon, onde sem perceber fui guiado para me deitar. Quando minhas costas encostaram no tecido, nossos lábios se separaram, e acabei sorrindo ao vê-lo levemente corado por conta da excitação enquanto se sentava sobre mim. Minhas mãos voltaram para a sua cintura quando se curvou para começarmos outro beijo, e meu membro pulsou ao senti-lo se mover sobre ele de maneira sensual e extremamente provocante. Meu toque imediatamente desceu para o seu quadril, e o incentivei a continuar e se mover um pouco mais rápido. Os nossos movimentos acabaram fazendo com que os membros se tocassem outra vez, e Izuna interrompeu o beijo por conta de seu longo, mas baixo gemido.

Ele segurou as minhas mãos e as tirou de seu corpo, em seguida as prendeu acima de minha cabeça. Nossos dedos se entrelaçaram antes de nos beijarmos outra vez, de forma mais rápida, mas ainda mais faminta que antes.

— Eu senti tanto a sua falta — Izuna sussurrou contra os meus lábios quando os soltou por um breve momento.

Mais uma vez a sua voz fez o meu corpo reagir, mas por conta do significado daquela frase, me senti ainda mais ansioso para tomá-lo para mim. Meu coração bateu rápido ao saber que ele também havia sentido a minha falta, e um bobo sorriso se abriu em meus lábios quando Izuna se afastou e ficou de joelhos outra vez. Ele me olhou com excitação e lambeu os lábios de maneira sensual antes de retirar a camiseta preta que estava usando. Meu baixo ventre se animou ainda mais por aquela cena, e não consegui mais me segurar. Adorava seus toques e de me sentir desejado como ele fazia ao agir daquela maneira, porém, já havia passado da hora de mostrar a Izuna o quanto eu também o queria.

Eu me sentei sobre o futon rapidamente, e assim que sua camiseta foi ao chão, meus lábios enfim provaram mais de sua pele. Seus dedos voltaram a se afundar em meus cabelos enquanto beijava sua barriga, e o ouvi suspirar quando os beijos se tornaram lambidas. Em seguida os suspiros se tornaram baixos ofegos, enquanto minha língua deslizava por sua pele de maneira lenta, até ele abaixar um pouco o corpo e chegar em seu peitoral, onde passei a sugar a pele com pouca força.

Meu nome saiu por seus lábios mais uma vez juntamente com um mais um ofego, assim que minha língua tocou um de seus mamilos. Izuna se sentou em meu colo e tremeu levemente quando chupei aquela parte de seu corpo. Meus cabelos foram puxados sem muita força quando passei a dar atenção também para o outro mamilo, que apertei entre os meus dedos, e o ouvi gemer extremamente baixo.

Eu queria prová-lo devagar, sentir cada reação dele, e me deleitar com seus gemidos baixos e contidos. Nós poderíamos ter feito tal coisa naquele momento. Eiji estava dormindo no andar de baixo, e não havia como nos ouvir e acordar se mantivéssemos as vozes baixas, mas, apesar de querer aproveitar cada detalhe da primeira vez que o envolvia daquela maneira, a impaciência por já ter esperado tempo demais me fez jogar parte dos pensamentos românticos para o alto.

Meus cabelos foram puxados novamente, mas com um pouco mais de força, o que me obrigou a soltar seu mamilo e pender a cabeça para trás. Pude ver seu sorriso brevemente antes de ser beijado com urgência. Ele também voltou a mexer o quadril em meu colo e meus gemidos abafados pelo beijo passaram a sair com mais frequência. Aqueles movimentos de Izuna estavam me deixando cada vez mais louco por ele, e não pensei mais de uma vez antes de agarrar sua cintura com um dos braços e em seguida virá-lo e deitá-lo sobre o futon.

Nossos olhos se encontraram rapidamente antes de dar a minha atenção aos botões de sua calça, e um fraco sorriso se abriu em meus lábios. Ele parecia tão ansioso quanto eu.

Eu o despi com rapidez, e em um minuto Izuna estava completamente nu à minha frente. A visão que tive me fez parar por um momento, e tudo o que consegui fazer foi encarar cada detalhe de seu corpo. Ele era absurdamente lindo e apetitoso. Izuna era o primeiro homem com quem tinha aquele tipo de relação, e me surpreendi por notar somente ali que em segundo algum havia temido aquele momento. Meus desejos por ele foram despertados aos poucos, e tive bastante tempo para pensar naquilo, porém, a dúvida sobre o que acharia do corpo de outro homem nunca veio. Sempre imaginei Izuna como um homem perfeito, como era o seu rosto, e não tinha dúvidas que dormir com ele deveria ser uma das melhores experiências que eu poderia ter. Em minhas fantasias ele era forte, ainda que menor que a mim, e mesmo sendo um homem, teria algumas curvas na cintura e as pernas torneadas e tão belas quanto o resto do corpo. E naquele momento, enquanto o encarava como bobo, vi que minha imaginação não era nada fantasiosa. Ele era maravilhoso. Só de observá-lo daquela maneira, o meu coração disparou como nunca, e meu membro reagiu imediatamente. Porém, havia algumas coisas óbvias que não passaram por minha cabeça antes. As cicatrizes — as mesmas que já havia visto antes, mas que naquele momento estavam completamente expostas. Como eu, ele tinha uma boa coleção, e elas não me incomodariam em nada, se noventa por cento delas não estivessem ali por minha causa. Eu me lembrava de como havia feito a maioria delas, e isso me deixou decepcionado comigo mesmo.

Izuna pareceu notar o meu estado, e em tom baixo chamou por meu nome. Meus olhos se encontraram com os dele, e os vi com certa insegurança, como se pensasse que eu não havia gostado do que vi. Acabei sorrindo fraco, achando aqueles tipos de pensamentos absurdos, se realmente estava tendo-os naquele momento.

Afastando as lembranças de nossas lutas passadas por um momento, voltei a dar atenção para o nosso presente, que por sinal era muito mais promissor e prazeroso. Minhas mãos tocaram suas coxas, deslizaram por sua pele devagar, e no caminho o senti estremecer em baixo de meus dedos. Izuna suspirou baixinho enquanto me observava tocá-lo, e mordeu o lábio inferior enquanto esperava que eu tocasse seu membro já desperto. Ele gemeu decepcionado quando me esquivei daquela área e toquei sua barriga. Meu corpo se arrepiou com força ao observá-lo tão necessitado, e minhas mãos se tornaram trêmulas ao tocar sua pele. Vê-lo daquela forma sempre foi uma de minhas fantasias mais antigas desde que havia começado a nutrir sentimentos por ele. Até ali já havia o imaginado de diversas formas, porém, nenhuma foi tão satisfatória e me causou tanta excitação como naquele momento.

Me curvei sobre ele devagar, ainda me sentindo um pouco amortecido por sua beleza, e após um rápido beijo em seus lábios, os meus desceram por seu corpo, onde beijei cada cicatriz, e acabei deixando outras marcas por ali, mas estas que daquela vez me deixariam mais satisfeito do que arrependido.

Izuna voltou com seus ofegos e os toques em meus cabelos a medida que meus lábios desciam por seu corpo, e apesar de satisfeito com suas reações, queria ouvir e sentir muito mais. Minha língua deslizou por sua cintura, e com um cuidado especial beijei a cicatriz que me lembrava com clareza de quando havia sido feita. Era a que fiz no dia em que comecei a criação de Eiji.

O ouvi me chamar mais uma vez, mas com um pouco mais de urgência do que antes. Nossos olhos se encontraram novamente quando levantei a minha cabeça, e sorri de canto ao ver seus olhos transbordando luxúria enquanto seus lábios me chamavam de maneira suplicante. Eu já estava perdendo o meu controle aos poucos, e me surpreendia por aguentar a ficar são por tanto tempo, considerando que a pessoa em que eu estava tocando era Izuna, a estrela principal de todas as minhas fantasias naquele último ano.

Meus lábios mais uma vez desceram até sua pele, e mantive o olhar no seu enquanto me deliciava com suas coxas firmes e provocantes. Izuna gemeu baixo quando sem querer esbarrei em seu membro, que pelo o contrário de que ele poderia achar, não fora esquecido por nenhum momento. Eu só o evitava porque sabia que assim que o tocasse ali, e visse sua expressão se intensificar como na primeira vez em que nos tocamos, estaria perdido. Mas a minha resistência já estava quase no fim quando desci um pouco mais os meus lábios e toquei sua cicatriz mais recente, na parte interna da coxa. Automaticamente me lembrei da tarde em que fiz o curativo naquele mesmo lugar, e o quanto desejei fazer o que estava fazendo naquele exato momento. O olhar de Izuna, seus cabelos molhados e a maneira que ele mostrou que queria ser tocado por mim. Tudo passou diante de meus olhos, e foi cortado por uma visão ainda melhor. Izuna chamou a minha atenção com um gemido um pouco mais alto, e o vi tocar o próprio membro enquanto eu sugava levemente sua virilha. Meus lábios se puxaram em um largo sorriso ao levantar a cabeça novamente, e entre suas pernas o observei por algum tempo, o que fez meu membro crescer ainda mais debaixo das calças.

Senti o meu corpo cada vez mais em chamas a cada baixo gemido e movimento que ele usava em seu próprio membro. Meu olhar foi para os seus lábios semiabertos e desceram até o peitoral marcado por minhas carícias e com uma fina camada de suor. Senti a minha boca seca, e lambi meus lábios ao descer um pouco mais e ver sua mão subindo e descendo em seu membro, e os dedos molhados por sua excitação. Naquele momento eu joguei parte da minha sanidade para o alto e parei o que ele fazia. Izuna suspirou com dificuldade e me olhou suplicante, e mesmo louco para prová-lo diretamente, resolvi provocá-lo mais um pouco e trouxe sua mão que segurava para mais perto e lambi seus dedos devagar, podendo sentir um pouco de seu gosto ali.

— Tobirama, por favor — Izuna choramingou enquanto me observava colocar seus dedos em minha boca.

Não tive como não voltar a sorrir ao ouvi-lo, e em seguida me posicionei melhor entre suas pernas.

— O que foi? — Perguntei de maneira provocante, um pouco antes de estender a minha língua e passá-la por toda a cabeça de seu membro. — É isso o que você quer?

Izuna gemeu em aprovação àquilo e o senti tremer levemente em minha boca quando suguei devagar o mesmo lugar em que minha língua havia o provocado. Ele gemeu outra vez, e mais uma quando fiquei animado com sua reação e ao mesmo tempo curioso com aquilo, e engoli um pouco mais de seu membro. Eu não estava esperando aquilo, mas me excitei não apenas pelos gemidos que ouvia. A sensação em minha boca era diferente como já imaginava, mas também era gostoso, e de certa forma viciante. Naquele momento entendi como Izuna pareceu tão faminto por mim quando me recebeu em sua boca, e acabei gemendo excitado entre seu membro quando o forcei para mais fundo. A sensação de tê-lo entrando e saindo de minha boca me deixou completamente entregue àquilo, e só parei por um momento, pois a excitação me fez esquecer de respirar.

Izuna soltou um ofego quando o retirei de minha boca, e enquanto recuperava o meu fôlego, passei a masturbá-lo devagar. A minha língua logo voltou a tocar a cabeça de seu membro, e deixei saliva escorrer por ele, facilitando os meus movimentos que aumentaram um pouco o ritmo. Não aguentei por muito tempo, e suguei a cabeça enquanto acariciava a base, fazendo Izuna tremer mais uma vez.

— Você é delicioso — acabei dizendo o que estava em minha mente, e quando notei a minha frase dita sem vergonha alguma, desviei meu olhar de seu baixo ventre até seu rosto, só então notando que estava sendo observado o tempo todo.

Envergonhado por nossos olhares terem se encontrado daquela maneira, Izuna deitou a cabeça no futon, tampou o rosto com as costas da mão, e soltou outros gemidos quando meus movimentos voltaram e se tornaram mais rápidos.

Eu o achava tão lindo, mas naquele momento parecia ainda mais do que em qualquer outra situação. Izuna estava tão entregue e absorto em prazer, tão sensual, que me fazia querer pular qualquer etapa e penetrá-lo imediatamente. Mas não importava o quanto estava louco por ele, ainda mantinha a minha responsabilidade intacta, e a vontade de vê-lo também sentindo cada vez mais prazer me freava e fazia-me pensar direito.

Logo eu voltei a me ajoelhar entre suas pernas, e Izuna retirou a mão do rosto que estava completamente corado e suado — Tremendamente tentador. Meus lábios se repuxaram de um lado quando me sentei sobre as minhas pernas, e em seguida coloquei dois de meus dedos na boca. Izuna lambeu os lábios enquanto me observava, e sua respiração se tornou mais rápida assim que abriu um pouco mais as pernas. Tive que segurar um sorriso diante daquilo, e me concentrei em umedecer pacientemente os meus dedos, enquanto sentia o meu membro latejar, clamando por liberdade.

Minha própria respiração já estava descompassada quando penetrei o primeiro dedo em Izuna. Como na outra vez, o senti apertar e sugar meu dedo, o que fazia o meu corpo estremecer com a expectativa do que realmente viria daquela vez. Meus movimentos foram vagarosos em um primeiro momento, mas a pedido do próprio Izuna, adicionei mais um dedo e aumentei um pouco mais o ritmo. Ele não pareceu incomodado como da última vez. Parecia mais excitado e necessitando de mais a cada vez que o tocava mais fundo. Porém, quando me senti seguro para colocar o terceiro, o vi fazer uma breve careta, o me fez diminuir o ritmo e voltar a penetrá-lo devagar. Eu me debrucei sobre ele naquele momento e o beijei com mais calma do que realmente sentia. Izuna agarrou a minha camiseta ao me corresponder, e quando separamos os lábios, ele a puxou para cima.

— Tire isso — ele mandou com impaciência, mas seu jeito foi afetado pelo novo gemido que saiu por seus lábios. Ele parecia já estar se acostumando com meus dedos em seu interior, mas não aumentei o ritmo ou sequer continuei. Como havia sido ordenado, me afastei um pouco dele e retirei os meus dedos de seu interior, para então enfim tirar a camisa que já estava molhada pelo suor. Izuna imediatamente esticou os braços em minha direção e me chamou para me deitar sobre ele novamente, e quando o fiz, recebi fortes apertos em meus músculos, e me arrepiei por completo ao sentir suas mãos correrem por minha pele com urgência enquanto nos beijávamos com fome.

Eu já estava quase chegando ao meu limite sem nem ao menos ser realmente tocado, então respirei fundo ao me afastar novamente. Minhas mãos logo foram para a sua cintura, e o acariciei levemente antes de virá-lo no futon. Izuna não pareceu se importar com aquilo, então o trouxe para mais perto, colocando seu quadril em meu colo. Ele soltou um baixo gemido de aprovação quando o penetrei com os meus dedos novamente, e me senti ainda mais excitado quando seu quadril passou a se mover devagar, me incitando a ir mais fundo e rápido.

Meu nome foi chamado mais uma vez quando fiz o que ele queria, e ali vi que não conseguiria mais esperar. Meus dedos se retiraram devagar, mas foram rápidos para desabotoar a minha calça e enfim libertar o meu membro completamente úmido e que pulsava em minha mão enquanto o acariciava devagar. Acabei soltando um gemido arrastado por finalmente poder fazer aquilo, e Izuna olhou para trás. Seu olhar em meu rosto durou alguns segundos e então desceu para o meu membro que pingava no futon. Izuna trouxe o corpo para mais perto no momento seguinte e esfregou sua entrada em meu membro, me fazendo perder a cabeça.

Eu o virei mais uma vez, querendo ter uma visão completa enquanto finalmente o penetrava. Rapidamente me livrei da calça e roupa intima que me incomodavam, e voltei ao meu lugar entre suas pernas. Finalmente me senti um pouco nervoso com aquilo, imaginando se seria capaz de me controlar, e fazê-lo se sentir tão bem quanto queria que se sentisse. Mas naquele momento não havia espaço para grandes indagações e medos, então, logo afastei meus pensamentos, e enfim me posicionei em sua entrada, penetrando-o da maneira mais lenta que consegui suportar.

Izuna gemeu dolorido quando entrei por completo, mas só notei o tamanho de seu incômodo quando consegui controlar um pouco do imenso prazer que senti ao ser apertado por ele daquela maneira. Fui tomado por preocupação quando vi seus olhos úmidos por lágrimas contidas, e sem pensar me debrucei sobre ele, causando-lhe outro gemido dolorido.

— Me desculpe — pedi com dificuldade, enquanto tentava controlar a minha respiração, e gemidos que tentavam sair toda vez que o sentia me apertar em seu interior. — Eu vou tirar, ok? — Disse antes de afastar sua franja e beijar sua testa. Mas as minhas intenções foram ignoradas quando tentei me afastar e Izuna enlaçou a minha cintura com as pernas e o meu pescoço com os braços.

— Não, Tobirama — disse ele em tom baixo e manhoso. — Eu quero agora.

Sua voz saiu trêmula na última frase e o olhar luxurioso de repente retornou à minha frente. Aquilo me fez tremer por inteiro, e um sentimento selvagem de querer continuar e com intensidade passou por mim, porém, pensando apenas nele, me segurei e beijei seus lábios rapidamente.

— Não — eu disse, enquanto balançava a cabeça de um lado para outro e acariciava sua coxa. — Estou te machucando, amor. Preciso te preparar um pouco mais.

O jeito que o chamei só foi notado por mim quando olhei em seus olhos surpresos e o avermelhado de seu rosto se tornou ainda mais intenso. Eu mesmo senti o meu rosto esquentar mais do que o resto de meu corpo, e por um momento, pensei em me corrigir ou fingir que nada havia dito, mas Izuna me tirou qualquer pensamento são ao mover os quadris de maneira circular e roubar os meus lábios para si em seguida. Eu tentei chamá-lo para impedi-lo quando terminei o beijo, mas tudo o que consegui foi gemer seu nome de maneira deleitosa enquanto ele se movia sem parar.

— Vem, Tobirama — o convite rouco e excitado apagou a preocupação e a vergonha da minha mente, e fiz como foi pedido.

Izuna soltou o meu pescoço quando voltei a deixar as costas eretas, e já não aguentando mais aquela tortura, me retirei devagar e voltei a penetrá-lo fundo. Ele gemeu um pouco alto demais, mas nem ao menos me lembrei de Eiji no andar de baixo, só quis ouvir muito mais e também senti-lo com mais intensidade. Sem controle algum de meu corpo, passei a penetrá-lo com um pouco mais de força, e quando o ouvi gemer ainda mais e mover os quadris no mesmo ritmo que o meu, aumentei a velocidade.

Izuna não parecia sentir mais dor alguma após algum tempo, e o jeito com que se movia e gemia meu nome da maneira mais contida que conseguia, me fez ter que reprimir alguns de meus próprios gemidos, que queriam sair altos e completamente satisfeitos com o prazer que ele me proporcionava.

Os barulhos de nossos corpos se chocando acabaram sendo mais altos que nossos gemidos contidos, e juntamente com o som que fazia ao entrar e sair dele, me deixava ainda mais extasiado.

Nossos lábios voltaram a se encontrar quando me curvei sobre ele, mas o beijo era desajeitado e com nossas línguas se tocando pelo lado de fora de nossas bocas. Era difícil nos manter em beijos quando não conseguíamos parar de gemer, ainda mais quando passei a masturbá-lo, e com isso sua entrada se tornou ainda mais apertada. Porém, era ainda mais difícil manter nossas bocas longe uma da outra.

Ele era perfeito. Não só na aparência, mas como um todo, e me senti o homem mais privilegiado do mundo ao tê-lo em meus braços daquela maneira, por ter a oportunidade de fazê-lo se sentir bem como mostrava estar.

Como era com os nossos beijos, queria ter a resistência de jamais terminar com aquilo, mas Izuna era demais para mim, e não aguentei tanto quanto gostaria. Quando ele agarrou meus ombros com força e soltou um arrastado gemido, senti seu membro pulsar em minha mão, assim como sua entrada. Seu líquido se espalhou por minha mão assim como em seu peito e um pouco no pescoço, onde não resisti e passei minha língua, provando-o um pouco antes de sentir meu corpo ceder àquele prazer, e gozar em seu interior. Izuna soltou outro gemido quando o preenchi, e a fim de ocultar o meu próprio, o beijei profundamente.

Nós estávamos extremamente ofegantes, mas, ainda assim, retornamos com os beijos sem um intervalo maior que alguns segundos, e foi muito difícil ter que separar os meus lábios dos dele, quando enfim não sobrou folego algum para continuarmos.

Izuna soltou um baixo gemido quando me retirei de seu interior, e o som de sua voz me trouxe um leve arrepio, e sabendo o que viria a seguir, fechei os meus olhos e respirei fundo. Ele parecia exausto naquele momento, então, procurei me aquietar e me deitei ao seu lado.

Izuna virou o rosto em minha direção devagar, e em seguida um fraco sorriso se puxou em seus lábios, enquanto de maneira preguiçosa retirava a fita que prendia seus cabelos. A visão que tinha dele me fez sorrir igualmente, e meu peito se aqueceu com a realização do que havíamos acabado de fazer. Eu não tinha palavras para descrever como me sentia naquele momento. Extremamente feliz, talvez, realizado, eufórico... completamente apaixonado. Eram tantas coisas que se passavam em meu interior, que fiquei em um estado entorpecido por um momento, enquanto o observava se apoiar no cotovelo para então pegar sua camiseta no chão e limpar seu abdômen e peitoral, onde toquei depois de limpo. Ele sorriu outra vez ao me olhar, e em seguida se virou no futon e se aconchegou ao meu lado, tocando o meu peito em seguida. Meu sorriso se alargou um pouco mais quando me virei completamente para ele, e minha mão foi diretamente para as suas costas nuas, onde acariciei com as pontas dos dedos.

— Como se sente? — Perguntei em tom baixo. Apesar de não conseguir arrancar o sorriso de meus lábios, estava verdadeiramente preocupado com a possibilidade de tê-lo machucado.

Ele fechou os olhos por um momento, e a mão em meu peitoral se moveu devagar, me dando uma leve carícia.

Incrível — respondeu risonho, assim que voltou a abrir os olhos, e seu largo sorriso a seguir fez o meu coração acelerar instantaneamente.

O toque em meu peito cessou, e Izuna abraçou a minha cintura com um dos braços ao se aproximar um pouco mais. Eu me arrumei de uma maneira que conseguisse continuar acariciando suas costas e também desse atenção aos seus cabelos, onde afundei meus dedos assim que juntamos nossas testas.

— E você — ele voltou a falar em tom baixo, enquanto devolvia o olhar que recebia de mim —, qual palavra usaria para descrever o momento?

Finalmente.

Nós rimos juntos após a minha resposta, e trocamos um rápido beijo.

— Eu acho que “incrível” é um jeito muito modesto para te descrever — eu disse ao tocar seu rosto, assim que nossos lábios se separaram. — É injusto não existir palavras para descrevê-lo.

O rosto de Izuna corou levemente quando disse o que estava se passando em minha mente naquele momento, e a forma adorável com que ele tentou esconder o rosto na lateral do meu, me fez abrir mais um largo sorriso.

Eu não era de fazer elogios ou dizer coisas engraçadas para os outros, pelo menos não antes de Eiji e Izuna. Sempre tive muita dificuldade de ser sincero com os meus próprios sentimentos, e era pior ainda dizê-los em voz alta, mas, de alguma maneira, não era assim tão difícil naqueles últimos tempos. Eu gostava de fazê-lo sorrir, rir, e principalmente vê-lo sem jeito por conta de um elogio ou cortejo, e isso facilitava a espontaneidade que um dia achei que nunca conseguiria ter. Apesar de ainda me sentir inseguro para dizer certas coisas, Izuna tornava tudo muito mais simples e claro a cada dia que passava.

Naquele momento comparei o meu eu do passado com o de meu presente. Aika havia dito que eu não era mais o mesmo, mas em partes, discordava. Eu ainda queria a vitória de meu clã. Proteger meu irmão também estava em minhas prioridades, e isso jamais mudaria. Porém, ao olhar para o resto, tive que concordar com ela. Após Eiji, não foi apenas os meus dias que mudaram, mas também meus sentimentos em relação a todos, e até sobre mim mesmo. Eu gostava mais do Tobirama que abraçava com força um Izuna envergonhado após dizer coisas para ele que o antigo jamais diria. Gostava muito mais do Tobirama que tinha uma família maior novamente, e buscava protegê-los mais que a si mesmo. Me considerava uma pessoa muito melhor, gostava muito mais de mim mesmo, e tudo graças a Eiji, e posteriormente, Izuna. O pequeno havia nos mudado de certa forma, e não conseguia mais imaginar como seria a minha vida sem ele ou Izuna daquela exata maneira em que estávamos. Quando lutávamos um contra o outro, eu nunca havia pensado sequer por um segundo que aquilo seria possível, ou me lembrava de ter desejado algo do tipo, e era agradecido por nada ter sido como imaginei.

Minha mente voou para o passado novamente. Enquanto segurava Izuna em meus braços, fiquei a me lembrar do quão tolo era. Me achava inteligente e que sempre tinha a razão ao meu lado, mas nunca consegui ser realmente essas coisas por conta de meu orgulho que um dia foi impenetrável. Eu nunca havia realmente prestado a atenção em Izuna, antes de passarmos a conviver naquela cabana. Não queria prestar a atenção, na verdade. O que sentia por ele naquela época me impedia de ligar para qualquer coisa que pudesse dizer, ou expressão diferente que fazia, ainda que fosse atentamente observado em todos os nossos encontros. E percebi o quão idiota fui por evitar pensar em algo mais profundo do que as lutas que travávamos. Minhas atitudes me limitaram por muitos anos, e vi que muitas das perguntas que um dia passaram por minha mente — mesmo que por vagos momentos — nunca tiveram respostas por conta de meu orgulho.

Me lembrei especialmente da última vez em que havíamos lutado de verdade um contra o outro. Eu tive muitas perguntas naquela ocasião, mas poucas saíram por meus lábios. Vi ali a oportunidade de acabar com a minha ignorância, e talvez entender melhor o que havia acontecido conosco naquela época.

— Eu tenho uma pergunta — disse em tom baixo enquanto afrouxava o abraço. — Talvez pareça fora do contexto para você, mas... venho guardando-a há muito tempo — acariciei seu braço ao dizer. — Se lembra da última vez em que lutamos um contra o outro?

— Como posso esquecer? — Izuna disse manhoso, um pouco antes de levantar a cabeça e se apoiar no cotovelo, podendo assim me olhar de cima. — Você puxou os meus cabelos.

Me senti culpado ao vê-lo arrumar os cabelos naquele momento e os trazer para frente, cobrindo seu peitoral.

— Eu sinto muito — pedi, um pouco sem jeito, mas também com um fundo de humor. Sua expressão mimada me lembrava Eiji e o bico em seus lábios era adorável demais.

— É melhor sentir mesmo — ele me olhou som superioridade ao passar a mão nos cabelos outra vez. — Demorei muito para recuperá-lo, e ainda assim não é mais o mesmo.

Ele olhou para as pontas de seus cabelos com certo desanimo, e suspirou chateado.

— Seu cabelo é lindo — afirmei imediatamente, e como costume, coloquei sua franja atrás da orelha.

Izuna se mostrou envergonhado mais uma vez, e seu rosto se tornou ainda mais corado do que antes, o que me arrancou um sorriso nada discreto.

— Bem, — ele gaguejou e voltou a se deitar ao meu lado — não acho que começou esse assunto por meu cabelo.

Soltei uma curta risada ao abraçá-lo novamente. Era incrível como ele conseguia ser tão envergonhado para coisas tão pequenas como aquela, e quando nos tocávamos de maneira mais intima, aquela vergonha quase nunca aparecia.

Um suspiro me escapou quando senti seu braço de volta em minha cintura outra vez, e o rosto aquecendo o meu peitoral.

— Nós falamos sobre Eiji naquele dia — continuei com o assunto após algum tempo, a fim de acalmar seu constrangimento. — E você de repente descobriu a minha real ligação com ele. Eu nunca soube o motivo da descoberta, e muito menos o porquê não me questionou sobre estar falando a verdade ou mentindo desde o início.

— Você sempre foi inteligente demais. Não desacreditaria até mesmo se me dissessem que criou um novo planeta — acabei rindo de tal afirmação. — E bem, sou muito forte, então, é claro que iria querer alguém no mínimo como eu.

— Alguém mais humilde, talvez — ri outra vez ao dizer, e resmunguei ao receber um beliscão na cintura. — E sobre eu também ser o pai de Eiji? — Perguntei, ainda risonho por conta de sua reação.

Izuna ficou em silêncio de repente, e o abraço em minha cintura se tornou menos apertado.

— Você vai achar estúpido — avisou ele em tom baixo, e em seguida afastou o rosto de meu peito e me olhou envergonhado.

— Diga — pedi calmamente, mas extremamente curioso por dentro. Izuna ainda hesitou por um momento, e beijei sua testa antes de pedir outra vez.

Sua mão saiu de minha cintura, e tocou o meu rosto, que foi acariciado com suavidade.

— Seus olhos — Izuna enfim disse. — Ele tem os seus olhos — seus dedos tocaram a pele em baixo de meu olho, e sorri fraco diante daquilo. — Eu suspeitei depois de algum tempo em que cuidei dele em minha casa, mas só tive certeza quando voltei a olhar para os seus naquele dia — ele riu sem jeito antes de voltar a acariciar a minha bochecha. — Pode parecer um motivo bobo e simples demais, mas... não apenas vi a semelhança, eu senti, assim como quando conheci Eiji e... me vi nele.

Foi inevitável não sentir vontade de beijá-lo naquele momento, e sem resguardos foi o que fiz, porém, foi mais rápido do que as longas carícias que gostávamos de trocar. Quando nos separamos, Izuna voltou a me abraçar com força, e seu rosto se escondeu na curva de meu pescoço.

— Não é bobo — afirmei ao tocar seus cabelos. — Eu também podia senti-lo no pequeno, desde que o criei.

O senti sorrir contra a minha pele, e recebi mais de seus carinhos em minha cintura e em seguida também nas costas. Eu amava aquele clima calmo que se juntou a nós naquele momento, mas o segundo significado de suas palavras me deixou um pouco agitado quando passou por minha mente, e ri como bobo antes de beijar sua cabeça.

— O que foi? — Izuna se afastou outra vez, e me olhou com curiosidade.

— Você sabia como eram os meus olhos — meu sorriso se alargou ao dizer tal coisa, e meu peito se aqueceu por algo tão pequeno.

— Eu o conheço desde criança, — Izuna disse normalmente — como não saberia?

— Eu conheço muitas pessoas desde que era criança, — insistia, ainda bobamente feliz — e nem ao menos me lembro da cor dos olhos deles.

Izuna riu com deboche, mas percebi que sua timidez queria voltar a aparecer.

— Isso porque é um insensível.

— Ah, é? — O virei no futon, fazendo-o deitar as costas novamente, e o olhei de cima ao me apoiar ao lado de sua cabeça. — Ou pode ser você, que me observava demais.

— Cale a boca — Izuna gaguejou as palavras, e por mais que queria muito rir de sua reação, o seu olhar sério ao dizer aquilo me deixou alerta.

— O que foi? — Perguntei preocupado ao abaixar o rosto, ficando próximo ao dele. Nossos narizes se esbarraram por um momento, e novamente vi seu rosto corar.

— Nada — disse ele em tom baixo e desviou o olhar por um momento. Apesar de envergonhado, pude ver uma fina linha de tristeza em seu olhar quando voltou para mim. E ele suspirou derrotado por meu olhar insistente. — Nós podíamos ser inimigos, mas não sou cego, ok? É só que... — ele suspirou outra vez — você sempre foi muito bonito.

Meu coração acelerou subitamente naquele momento. Senti meu rosto esquentar, e então provei um pouco da timidez de Izuna, mas, ainda assim, não consegui deixar de sorrir largamente ao saber daquilo.

— Você achava isso mesmo antes? — Perguntei abobalhado, sentindo o meu peito se encher de alegria por uma coisa tão pequena novamente, mas que me deixava extremamente contente.

— Eu nem sempre o odiei, sabia? — Disse ele em tom baixo, e percebi que foi sem pensar, quando me olhou assustado e escondeu o rosto com uma das mãos.

— O que quer dizer? — Meu coração passou a bater ainda mais rápido ao ouvir aquilo, e não sabia se continuava a sorrir ou se ficava preocupado com sua resposta. — Izuna — o chamei mais sério do que pretendia, e o obriguei a destampar o rosto.

— É estúpido — ele disse tal palavra outra vez, e isso acabou me irritando um pouco. Porém, foi mais por mim do que ele.

— Pare de dizer isso — falei seriamente e segurei seu rosto. — Nada do que diz é estúpido, ok? — O olhei nos olhos ao afirmar tal coisa, e me senti ainda pior ao vê-lo assentir sem muita convicção.

Eu vivia dizendo aquela palavra para ele. Para qualquer coisa que dizia que eu não concordava ou quando errava algo que achava ser sua obrigação saber. Mas na verdade, eu é que era um estúpido, que não sabia controlar o jeito de ser, e até ali nem havia sido capaz de notar o quanto as minhas palavras o afetavam.

— Me desculpe — pedi em tom baixo e arrependido, e ao mesmo tempo decepcionado comigo mesmo.

Izuna não pareceu entender o motivo do pedido nos primeiros momentos, mas logo sua expressão confusa suavizou e ele se moveu do futon, e enquanto me dava curtos beijos nos lábios, inverteu nossas posições. Minha mão foi até sua coxa, que subiu em minhas pernas quando deitou metade de seu corpo sobre o meu, e com a sua, passou a acariciar o meu peitoral. Aquela posição animou certas partes de meu corpo, mas procurei me concentrar em seu olhar, e na importância que aquele assunto tinha.

Pensar que ele pudesse ter tido aqueles sentimentos por muito mais tempo que eu imaginava, me trouxe um pouco de medo. Eu já me arrependia de tantas coisas, e a possibilidade de ter mais aquela culpa já me deixava decepcionado antecipadamente.

Izuna apoiou a cabeça na mão que estava livre, e me observou por alguns segundos, até sentir meu toque em seu rosto. Ele fechou os olhos ao pender a cabeça para o lado, me incentivando a acariciá-lo, e mesmo com toda a preocupação, ainda consegui sorrir fraco por aquela bela visão que tinha à minha frente.

— Eu era só uma criança, ok? — Ele enfim disse algo, e me pareceu uma explicação para o que viria a seguir. — Eu não queria lutar. Eu... queria ser seu amigo. Como nossos irmãos eram. Ficava imaginando como seria se fôssemos — ele sorriu triste ao abrir os olhos novamente, e senti meu peito se apertar um pouco. — Mas eram só fantasias de uma criança, e a realidade veio rápida, na primeira batalha em que participei — ele suspirou no fim da frase. — Os anos passaram, e simplesmente esqueci disso, e apenas segui meu pai e meu irmão. Sermos amigos pareceu tão estúpido quando começamos a lutar... me conformei com a ideia de sermos inimigos, que deveríamos apenas odiar um ao outro — a mão que estava em meu peito foi até a minha, que ainda estava em seu rosto. — Aos poucos fui consumido por esse pensamento, por nossas lutas e brigas... mas, no fim eu acho que nunca esqueci. E no último ano cresceu para algo ainda mais intenso e melhor.

Ele sorriu outra vez, mas seu olhar sobre mim foi o que chamou a minha atenção. A tristeza de antes já não era mais tão presente, e o carinho e desejo que senti em seus gestos e olhar fez meu coração acelerar e meu rosto esquentar outra vez.

Eu me sentia um pouco triste por não ter notado que ele não queria lutar quando éramos mais jovens, e como já havia pensado antes, por não ter prestado a atenção em muita coisa, porém, o demorado beijo que ganhei a seguir apagou qualquer coisa de minha mente, e o calor que antes acumulava em meu rosto, se espalhou por meu corpo quando o senti deslizar sobre mim, até sentar sobre o meu membro já semiereto. Ele se moveu de maneira vagarosa e sensual sobre mim, e os gemidos que soltamos nos fez separar os lábios com pressa.

Voltamos a nos olhar quando ele endireitou a postura, e mantive os meus olhos fixos nos dele enquanto o sentia se mover devagar e de maneira circular sobre mim. Minhas mãos foram até suas coxas quando o meu membro passou a reagir ainda mais aos seus movimentos, e soltei um gemido deleitoso ao senti-lo me pressionar com mais intensidade. Eu já estava completamente em chamas novamente, e os baixos gemidos que ele soltava me deixavam cada vez mais excitado. Tentei me sentar, para então envolvê-lo em meus braços, mas Izuna me impediu, e com uma das mãos em meu peito, me fez ficar onde estava.

Eu estava louco para tê-lo novamente, e daquela vez sem enrolações ou provocações, e para a minha sorte, ele mostrou compartilhar dos mesmos desejos. Izuna logo levantou o quadril, e gemeu outra vez quando um pouco de meu sêmen escorreu de sua entrada. Meu corpo estremeceu por completo com a cena à minha frente, e meu membro pulsou quando ele o segurou e devagar o guiou para penetrá-lo aos poucos, mas muito mais rápido do que na primeira vez.

O meu líquido que já estava em seu interior facilitou a entrada, e sem aparentar dor alguma, Izuna começou a se mover no mesmo momento em que entrei por inteiro. E minhas mãos apertaram suas coxas com força enquanto tentava segurar os meus gemidos, sem muito sucesso.

Izuna que ditou o ritmo daquela vez, e me levou à loucura ao se mover tão rápido e necessitado. Seus gemidos começaram a se tornar um pouco altos demais em certo momento. Seu membro pingava em minha pele enquanto rebolava de maneira deliciosa sobre o meu. Minha mão automaticamente se moveu quando o notei, mas não cheguei a segurá-lo como queria. Izuna pediu apoio com uma das mãos, e entrelacei nossos dedos enquanto ele se curvava sobre mim e aumentava ainda mais o ritmo.

— Ah, Tobirama — ele gemeu em tom baixo. — Que gostoso.

Eu já estava quase no limite outra vez, e ao ouvi-lo dizer tal coisa, não consegui mais me segurar. Me sentei no momento seguinte, abracei sua cintura com força, e o ajudei a se movimentar com ainda mais intensidade. Izuna sentou em meu membro com força quando nossos lábios se encontraram e próximo a minha barriga o senti acariciar o próprio membro de maneira frenética e deliciosamente tentadora.

Naquela posição pude ir ainda mais fundo do que a primeira vez. E o ouvi gemer ainda mais satisfeito enquanto nos envolvíamos. Izuna logo chamou por meu nome outra vez, e senti seu líquido em minha barriga enquanto meu ombro era apertado com tanta força que tive certeza que demoraria para sair as marcas de suas unhas em minha pele. Não precisei de mais que duas estocadas após aquilo, e também me desfiz, preenchendo seu interior pela segunda vez naquela noite.

Minha mão tocou seu rosto suado antes de beijá-lo rapidamente, e em seguida arrumei seus cabelos, que estavam belamente espalhados pelo lado esquerdo de seu peito.

— Você é tão lindo, Izuna — eu disse em tom baixo, enquanto o observava ofegante em meu colo. Um fraco sorriso pintou em meus lábios quando o vi já pronto para se esconder de meus olhares, mas antes que isso pudesse acontecer, o beijei de maneira rápida novamente, e em seguida segurei a mão que antes masturbava seu membro. A levei diretamente para a minha boca, e voltei meus olhos para o seu rosto enquanto lambia o sêmen vagarosamente, até ver sua mão livre de qualquer sinal de seu líquido. Enquanto me observava, o vi lamber os lábios, e o senti apertar meu membro que ainda estava em seu interior. Aquele conjunto fez meu corpo reagir rapidamente, e um delicioso arrepio me tomou quando Izuna se afastou devagar e gemeu tão sensual quando retirou meu membro de si.

Eu já estava ereto novamente quando ele sorriu de maneira maliciosa para mim, e voltou a se deitar sobre o futon. Eu o segui rapidamente, e o abracei por trás, sentindo-o tremer levemente entre os meus braços. Meus lábios foram até seus ombros, e suguei sua pele com força, arrancando mais baixos gemidos dele. Em seguida minha língua deslizou pelos mesmos lugares em que deixei marcas avermelhadas, e ouvi meu nome ser chamado quando tocou meu quadril e aproximou ainda mais o seu.

Ele definitivamente era muito mais que incrível, e queria que ele verdadeiramente acreditasse naquilo. Eu o desejava fervorosamente, mas também não queria que pensasse que para mim era somente aquilo. Eu me importava com cada detalhe e palavras que ele dizia. Queria que ele soubesse que o Tobirama que o envolvia naquele momento era diferente daquele que não notou no momento certo que batalhar não era o nosso destino.

Minha mão desceu de seu peito, para a cintura, onde acariciei devagar e o ouvi suspirar por isso.

— Sabe, tudo o que fizemos no passado, obviamente não podemos mudar — eu disse em tom baixo e próximo a seu ouvido, e o senti estremecer em meus braços. — Mas, o que não queríamos e o que desejávamos, podemos evitar ou fazer agora. Se você quiser — minha carícia desceu para o seu quadril ao dizer. — Eu quero, e adoro o fato de termos muito mais do que já imaginamos ter.

A minha mão em seu quadril foi acariciada pela dele no meio de minhas palavras, e no fim, Izuna virou um pouco o rosto e nos beijamos profundamente.

— Eu também — ele sussurrou ao soltar os meus lábios. — Eu amo o que temos, e o que começamos desde o momento em que conheci Eiji.

Suas palavras foram as últimas que trocamos por longos minutos. Meu corpo voltou a reagir ao ouvi-lo, me lembrando da situação em que estávamos, e após outro longo beijo, voltei a penetrá-lo, mas com menos euforia e pressa do que antes.

Ao nos envolvemos pela última vez naquela noite, Izuna se mostrou ainda mais entregue, e em cada estocada, seus gemidos foram claramente ouvidos e vieram muito mais contínuos assim como os meus próprios. Eu nunca havia me sentido tão insaciável como naquela noite, e após chegarmos ao orgasmo pela terceira vez, só não o incitei a continuar porque notei que Izuna estava realmente cansado. Nós havíamos exagerado um pouco nos últimos momentos, e no fim, o recebi completamente exausto em meus braços. Com o tempo também notei que minha agitação interna não acabaria servindo de nada, pois o cansaço logo apareceu igualmente para mim.

Izuna abraçou a minha cintura quando deitou a cabeça em meu peito. Recebi um leve carinho em minha pele, e também fazia o mesmo em suas costas. Aquilo acabou me deixando preguiçoso, e por um momento quase peguei no sono. Eu me agitei em baixo dele ao notar a nossa situação ali, e toquei seus cabelos ao perguntar em tom baixo:

— Vamos descer?

Izuna se moveu preguiçosamente e virou o rosto cansado em minha direção.

— Em um momento — sorriu fraco ao dizer. — Ainda não consigo sentir as minhas pernas.

Nós rimos juntos por conta daquilo, mas me senti um pouco culpado por meu descontrole.

— Me desculpe.

Izuna sorriu largamente ao fechar os olhos para aproveitar a carícia em seus cabelos.

— Apenas se tomar um banho comigo.

Eu sorri como ele após ouvir suas palavras, e mesmo me sentindo exausto, tratei de me levantar em seguida. Se ficasse ali com ele por mais alguns minutos, não conseguiria levantar até a manhã seguinte.