Eidos
6 Cap. 2 Jogos Perigosos (Parte de 2 de 6)
Notas iniciais
Curto, mas passa a mensagem.
Porque ainda estou aqui?Tateio em busca do aro, mas ele está partido e não pode me ajudar. Ergo o corpo meio vacilante tentando não encontrar rostos familiares no chão a frente.Ele não pode estar aqui!Caminhar dói, mas é melhor do que ficar. Uma sala a frente está iluminada, corro quase sem fazer barulho, pelo grosso carpete no corredor. Esse lugar fora cuidadosamente criado para impressionar, cada detalhe modelado em busca do luxo e fantasia. Para mim... Deixar essa loucura é meu único desejo!Estaco diante da porta. Princess de pé sorri para a sala cheia de cascas. Porém meu olhar se concentra numa figura refletida na parede espelhada. Os olhos negros estranhamente familiares expressam alegria... Lábios repuxados num sorriso indecente.- Cumpri minha parte. Agora quero sair!Meus ouvidos guiaram os olhos para longe do "ser", concentrando toda atenção na conversa da AI.Nem notei a figura atarracada diante dela, remexendo um saco grande, procurando enquanto a rainha ansiava.- Calma, calma. Sua liberdade está aqui — falou de forma arrastada o homenzinho. Ruivo, sardento, de olhos confusos e dentes escuros.Arrastei o corpo para trás de uma cortina. Não tinha coragem de respirar. A cabeça especulando. Princess sacrificara pessoas para deixar o servidor? Mas ela seria pega assim que um Administrador Alfa detectasse sua presença em qualquer Eidos.Estalidos. Me arrisquei a olhar. Mal pude conter a surpresa.Princess cortava a própria pele com uma faca adornada, tirava de si a pele bronzeada e liberava uma tez mais clara e vítrea. Os cachos rubros caiam, dando lugar a longos fios azulados. Ela pareceu-me a fada do tutorial, maior e muito mais sinistra, porém similar. Por fim o diadema ainda estava em sua testa, mas escurecido e morto.Ela mudara seu cod fonte. Inserira um rack.A cada crime, que eu via, ficava chocada. Mas eu não poderia interferir, essa casca não tinha nenhuma das minhas habilidades inerentes. Amaldiçoei a perda do aro, sem ele não havia como rackear algo para deter essa sandice.Biiiip! Biiiip!Droga! Meu relógio de contaminação!Fitei meu pulso, era tarde a dupla sabia exatamente onde eu estava. Esperei qualquer coisa, mas o silêncio era uma barreira sólida. Inclinei a cabeça para olhar. Nada. A sala estava vazia, morta. Tudo perdia a cor. Gotas de chuva começavam a cair do teto. Enregelei.Tenho de sair! Tenho de fugir!A porta trancada.Quando?O tap tap surdo de passos no carpete. Vermelho. Mais tap tap, meus próprios pés em busca da saída. Tum Tum, esmurro a porta. Tum Tum meu coração quer sair.Tum... Tap...Olho para trás.Tap... Tum...- Olá. — a coisa me olha da parede.TUM TUM.Eu quero sair!TAP TAPEU QUERO SAIRtum... tum... piiiiiiiii
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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