Ei, esse Uke é meu!
12 Pontes indestrutíveis – Charlie Brown Jr.
Notas iniciais
“Buscando um novo rumo
Que faça sentido
Nesse mundo louco
Com o coração partido”
On. Pov Autora
Atrás de uma grande moita, duas fujoshis sorriam vitoriosas para a cena que acabaram de presenciar.
– Muito bom trabalho Kasamatsu. – disse a de cabelos rosa.
– Agora só faltam mais três. – disse a de cabelos castanhos.
Ambas sorriram maleficamente e repassaram o plano.
O que elas não sabiam é que havia um certo Seme as observando.
Off. Pov Autora
“Eu tomo cuidado
Pra que os desequilibrados
Não abalem minha fé
Pra eu enfrentar
Com otimismo essa loucura”
On. Pov Takao
ATRASADO!
EU ESTAVA ATRASADO! SHIN-SAN VAI ME MATAR!
– DESCULPE O ATRASO! – gritei assim que abri a porta.
Ergui o olhar, pronto para encarar uma bronca vinda do esverdeado que estava sentado em sua cadeira de presidente do conselho estudantil.
Mas essa bronca não veio.
– Tudo bem. – disse Shin com um suspiro. – só tenha mais cuidado como horário da próxima vez.
– E-Está bem! – fechei a porta e sentei-me na cadeira a sua frente.
Ele me repassou alguns documentos e discutimos um preço para negociarmos a viagem do ensino médio a uma praia em outro estado.
– Acho que ela não vai topar esse preço. – falei. – olha só... – mostrei-lhe alguns gráficos. – o lucro seria mínimo então... – ergui o olhar. – Shin-san, está me ouvindo?
– An? – depois de alguns segundos ele piscou. – desculpe, falou comigo?
– Estava... – franzi a testa, Shin não era do tipo que se distraia. – aconteceu alguma coisa?
– Como assim?
– Você está muito estranho esses dias.
– Estranho como?
– Você...
– Com licença, Midorima-senpai. – uma voz tímida ecoou pela sala.
Os olhos esmeraldeados de Shin brilharam de uma maneira que eu nunca havia visto, e um sorriso brotou em seus lábios.
– Kuroko. – disse ele ainda sorrindo. – do que precisa?
Olhei em direção a porta. Havia um garoto de pele branquinha e enormes olhos azuis claros junto a cabelos curtos de mesma cor.
– Hm... – disse ele entrando na sala. – teve outra briga no dormitório. Akashi-senpai tentou acertar A Tesoura em Momoi-san.
Shin suspirou e retirou os óculos enquanto apertava entre os olhos. Ele sempre fazia isso quando algo o estressava.
– Vou conversar com ele depois. – disse Shin. – obrigada por avisar.
O tal Kuroko sorriu timidamente e depois entregou um livro a Shin.
– Pediram para eu entregar, foi um garoto baixinho e moreno do segundo ano.
– Sei quem é. Obrigada. – respondeu Shin pegando cuidadosamente o livro do azulado.
Mas invés de simplesmente pegar apenas o livro, depositou-o na mesa e segurou a mão do menor. Levou-a aos lábios e plantou um suave beijo, fazendo Kuroko ruborizar.
– Se precisar de mais alguma coisa, pode contar comigo. – disse Shin num sussurro.
Kuroko puxou a mão que ele segurava, agradeceu e depois saiu correndo da sala.
– Quem era aquele garoto Shin-san? – perguntei.
– Kuroko Tetsuya. – respondeu observando sonhadoramente a porta pelo qual o azulado saíra. – se lembra do dia em que te perguntei se acreditava em amor a primeira vista?
– Sim. – meu coração começou a acelerar, não estava gostando nem um pouco do rumo desta conversa. – por quê?
– É ele. – Shin jogou a cabeça para trás, encostando o pescoço nos ombros da cadeira. – esse garoto... Me apaixonei por ele.
“Os homens podem falar
Mas os anjos podem voar
Quem é de verdade
Sabe quem é de mentira”
Assim que ouvi suas palavras, foi como se o mundo parasse de girar. Eu queria chorar, queria gritar e espernear, lhe dizer que ele não podia gostar daquele garoto, mas... Não consegui.
– Ele é muito bonito Shin-san! – forcei um sorriso. – Estou torcendo por você! – merda, meus olhos estavam ardendo, eu ia chorar. – ah! Lembrei que tenho umas coisas para resolver, com licença!
– O qu... – ele despertou de seus devaneios por um breve segundo. — TAKAO!
Saí correndo dali, sem ouvir a Shin que estranhava a minha atitude.
Corri, e como corri. Aquele maldito liquido salgado teimava em sair por meus olhos, e não parava mesmo que eu quisesse.
Após esse ataque de adrenalina larguei-me na cama de meu dormitório.
Shin estava apaixonado... Por que aquilo me incomodava tanto?
Por que quando ele beijou a mão de Kuroko, eu queria estar no lugar do menor?
“Não menospreze o dever
Que a consciência te impõe
Não deixe pra depois
Valorize a vida”
– TAKAO-CHAN!– gritou alguém.
A porta do quarto foi arrombada (n/a da autora: EU TINHA QUE FAZER ISSO!). Riko e Momoi entraram saltitando como duas gazelas e sentaram-se uma de cada lado da cama, encarando-me com sorrisos assustadores.
– O-O q-que foi? – perguntei.
Elas faziam parte do clube de teatro do colégio, assim como eu, mas mesmo fora do palco eram extremamente escandalosas e exageradas.
– Nos duas temos uma proposta! – disse Momoi alargando aquele sorriso psicopata que ela tinha. – não que você tenha a opção de recusar.
Riko segurou meu queixo e enxugou minhas lagrimas com um lenço.
– Não chore. – disse ela. – seu rosto fofo de Uke vai ficar todo vermelho.
– O que v-vocês querem? – perguntei nervoso, isso não cheirava bem...
– Queremos te ajudar! – disse a rosada segurando meu queixo também. – vamos fazer o Shin-chan babar aos seus pés! Está mais que na hora de domesticarmos aquele Seme!
– E-Esperem um segundo! Como assim domesticar? E o que é um Seme?
O sorriso delas se alargou tanto que pensei que seus rostos fossem rasgar.
– Não se preocupe Takao-chan! – Momoi puxou uma de minhas bochechas.
– Vamos te ensinar tudo o que precisa saber! – Riko apertou do outro lado.
Kami-sama, por que tenho um mau pressentimento sobre isso?
Off. Pov Takao
◦◦◦
“Resgate suas forças
E se sinta bem
Rompendo a sombra
Da própria loucura”
◦◦◦
On. Pov Riko
Takao era muito teimoso!
Unf! Nos tentando ajuda-lo, e ele resistindo! Pode uma coisa dessas?
– Fique parado! – repeti pela milésima vez.
Acabamos por não ter opção e o amarramos numa cadeira. O que foi um pouco difícil com ele se debatendo tanto.
– Momoi, trancou a porta? — perguntei,
– Na hora em que entramos. – respondeu a rosada (N/A da autora: mas não tinha sido arrombada?).
– Ok! Hora da transformação! – ri sadicamente.
Takao ia gritar, mas Momoi foi rápida em amordaça-lo e veda-lo.
– Bom trabalho. – falei.
– Disponha! – Momoi sorriu e sentou-se no chão ao meu lado. – vou preparar a cera.
– Certo. Enquanto isso eu vou cuidar do cabelo. – falei.
Preparei uma mistura e hidratei os cabelos escuros de Takao enquanto Momoi espalhava a cera pelas penas branquíssimas do mesmo.
– Vai doer um pouquinho, mas logo passa. – disse Momoi para Takao que se debateu ainda mais. – e fique quieto senão eu não vou ser cuidadosa!
Ele parou e Momoi colocou a primeira tira em suas coxas leitosas (claro que nos retiramos todas as roupas dele pra prepara-lo, né?). 3,2,1... Puxou.
Takao gritou, mas sua voz foi abafada pela mordaça e lagrimas surgiram em seus olhos, deixando a venda úmida.
– Deixa de drama que eu depilo as pernas todo mês. – disse Momoi puxando outra tira.
Ele gritou de novo e eu suspirei enquanto penteava seus cabelos.
Aquela tarde ia ser longa...
Off. Pov Riko
“Cuide de quem
Corre do seu lado
E quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura”
On. Pov Midorima
Onde estava Takao?
Ele não voltara. Também não o encontrei em local algum da escola. A essa hora deveria estar no clube de teatro...
Fui em direção ao auditório enquanto minha mente viajava longe.
Takao estava muito estranho esses dias, parecia evitar qualquer tipo de contato comigo. Desde aquela tarde que lhe perguntei se acreditava em amor a primeira vista. Era... Estranho não ter aquele ser irritante do meu lado praticamente 24H por dia.
– CORRE! TEMOS QUE IR LOGO! – uma garota passou correndo por mim.
– MEU KAMI! NÃO POSSO PERDER ISSO POR NADA! – gritou outra.
Logo um grupo de garotas histéricas passou por mim gritando coisas como “Finalmente!” ou “eu quero ver!”. Decidi segui-las para ver o que se passava e percebi surpreso, que elas também se dirigiam ao auditório.
“O que está havendo afinal?” perguntei-me mentalmente.
Ouvi mais gritos e levantei o olhar, curioso para ver o porquê delas gritarem tanto.
Kami-sama...
“Fragmentos da realidade
Estilo mundo cão
Tem gente que desanda
Por falta de opção”
Em cima do palco que ficava ao lado direito do auditório havia um garoto vestindo uma espécie de túnica grega. Branca e extremamente curta, um pouco acima do meio da coxa. Presa em apenas um ombro por uma espécie de broche dourado no formato de um sol. Sandálias douradas com tiras que se enroscavam até abaixo do joelho. Pequenas asas feitas por penas branquíssimas estavam presas às costas do individuo. E estaria tudo bem...
... Se esse individuo não fosse Takao.
Meus olhos se arregalaram e senti meu rosto corar violentamente a cena.
Takao encontrava-se sentado a uma enorme pedra do cenário, segurava uma harpa dourada e olhava para o lado melancolicamente. Outros dois atores estavam sentados um pouco mais a frente, simulando um casal em briga. Ao redor dos mesmo vários figurantes vestidos de preto ou branco.
Takao direcionou o rosto em direção ao publico e um a lagrima escorreu por seu olho esquerdo. Depositou a harpa em seu colo e começou a cantar. Obviamente a voz não era dele, o mesmo apenas dublava a musica triste que saia pelas caixas de som.
Algumas garotas começaram a chorar enquanto outras limpavam o sangue que escorria de seus narizes.
Depois de observar um pouco, percebi que o casal se tratava de Riko e Momoi. Riko estava vestida de garoto (não que ela precisasse se esforçar para parecer um...) e Momoi usava um vestido florido cor-de-rosa.
– Está bom por hoje! – disse alguém, presumi ser o presidente do clube de teatro. – bom trabalho!
A música parou de tocar e logo a multidão de meninas começou a se dispersar. Os atores desceram do palco e fui em direção a eles.
Vi Takao em meio a eles e ergui o braço para chama-lo.
– Parabéns Takao! – disse um rapaz. – fez um ótimo trabalho!
– Sério? – um sorriso brotou nos lábios do moreno. – arigatou Miyagi-senpai!
Kiyoshi Miyagi era um garoto com quase dois metros de altura. Cabelos lisos e arrepiados na altura dos ombros na cor de caramelo e olhos castanhos. Takao com seus meros um e setenta e pouco parecia um a criança ao seu lado.
O maior acariciou os cabelos de Takao que corou e riu.
Filho da puta.
“E toda fé que eu tenho
Eu tô ligado
Que ainda é pouco
Os bandidos de verdade
Tão em Brasília tudo solto”
– TAKAO! – gritei.
O mesmo deu um salto e pôs a mão sobre o coração.
– Shin-san! Que susto você me deu! – disse ele.
Dirigi-me até eles e agarrei o pulso de Takao com força, puxando-o.
– O que pensa que está fazendo? – disse Kiyoshi agarrando o outro pulso de Takao.
– Isso não é da sua conta! – ajeitei meus óculos com a outra mão. – solte-o!
– Shin-san...
– Não vou soltar. Ele não quer ir, não tá vendo?
– Hm... Não briguem... – disse Takao quase num sussurro. – Shin-san, eu já marquei de jantar com o Miyaji-senpai e...
– Não! Você não vai! – por que eu estava com tanta raiva?
Takao ele... Aquela coisa chata e irritante era a minha coisa chata e irritante! Quem Kiyoshi pensa que era para roubar o meu puxa-saco?
“Eu faço da dificuldade
A minha motivação
A volta por cima
Vem na continuação”
– Shin-s... – puxei-o com mais força.
– Solte-o. – ergui meus olhos através da franja e encarei Kiyoshi. – agora.
Kiyoshi empalideceu e soltou Takao que suspirou e soprou o pulso avermelhado.
– Shin-san, você não pode simplesmente me impedir de...
– Posso sim! – quase gritei e o arrastei para fora do auditório.
“O que se leva dessa vida
É o que se vive
É o que se faz
Saber muito é muito pouco”
Durante todo o caminho Takao ficou calado, quando tentava se soltar eu segurava seu pulso com ainda mais força, sua pele já devia estar roxa.
Cheguei a frente ao meu quarto no dormitório e entrei, trancando-o.
Takao respirou pesadamente e segurou o pulso dolorido.
– O que você quer Shin-san? – perguntou ele se encolhendo.
Olhei para ele, pronto para enchê-lo de perguntas, mas minha mente ficou em branco ao observa-lo melhor.
As asas falsas devem ter caído no caminho para cá, pois ele vestia apenas a túnica e as sandálias. Seu rosto estava corado e me observava ansioso.
Tão... Fofo.
“"Stay Will" esteja em paz
Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também”
Kami-sama, não dá pra eu me concentrar assim. A pele de Takao parecia ser tão macia, e aquelas pernas... Que pernas!
– V-Vista isso! – peguei um casaco que estava em cima da cama e joguei para ele.
O mesmo pegou a roupa, confuso e vestiu-a. Mas minha ideia não foi muito boa, pois o casaco era mais longo que a micro túnica que ele usava e acabou por cobri-la e subir um pouco, expondo ainda mais aquelas coxas fartas.
– O que você quer Shin-san? – repetiu a pergunta.
É mesmo... O que eu queria?
– Não sei. – admiti.
Takao fez uma expressão frustrada e se direcionou para a porta do quarto, destrancando-a para sair.
– Espera! – coloquei-me de pé num pulo e fui em direção a ele, empurrando a porta antes que se fosse. – N-Não vá...
“Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Prosperar também”
Minha respiração falhou e abracei-o por trás.
O que eu estava fazendo? Por que estava agindo assim? Eu... Gostava do Kuroko... Não é?
– Hm... S-Shin-san – gaguejou Takao. – e-eu tenho que i-ir, Miyashi-senpai...
– PARE DE FALAR DELE! – gritei.
Takao se encolheu, consequentemente acabou apertando-se ainda mais a mim, escorando todo o seu corpo no meu.
– P-Por que está fazendo isso Shin-san? – disse ele, sua voz estava tremula. – por favor... Me deixe ir... Miyagi...
– Já mandei não falar sobre ele! – abracei-o possessivamente com ainda mais força. – você é meu secretario, não dele!
– PARE COM ISSO! – Takao se debateu com força e se soltou de meu abraço. – EU NÃO TE ENTENDO!
Ele se virou de frente e vi lagrimas escorrerem por seu rosto. Apertou os punhos com força e baixou a cabeça.
– Você é um idiota! – socou meu peito. – fica fazendo essas coisas estranhas! – socou novamente. – gosta daquele tal de Kuroko – continuou socando. – e fica fazendo isso! O que quer de mim? O que eu sou pra você? Não aguento mais isso!
“Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também
Que importa é se sentir bem”
Parou de me socar e suspirou, olhando para cima, as lagrimas ainda escorriam por seu rosto. Mas quando me viu seus olhos se arregalaram.
– Shin-san, por que está chorando?
– An? – toquei meu rosto, sim, eu estava chorando. – não sei eu... M-Me perdoe Takao. Não sei por que fiz essas coisas, eu só... Não suporto te ver todo feliz com outras pessoas! Por que estava tão feliz com o Kiyoshi!? Por que está me evitando!? Por que você não saí da minha cabeça!? Isso não tem logica! Eu...
Takao me abraçou.
“Resgate suas forças
E se sinta bem
Rompendo a sombra
Da própria loucura”
“Cuide de quem
Corre do seu lado
E quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura”
– Isso é por que você me ama. – disse ele.
– An? – franzi a testa.
Takao riu e segurou meu rosto entre seus dedos delicados.
– Me responda algumas coisas: Quantas vezes pensou no Kuroko essa semana?
– Hm... Não sei... Umas três, eu acho.
– Ótimo. Segunda pergunta: Nessas três vezes o que você fazia com ele?
– Hm... Eu o comparava a... Você... – os olhos dele arregalaram.
– Terceira e última pergunta: Quantas vezes pensou em mim essa semana?
– O tempo todo. – admiti.
“Difícil é entender
E viver no paraíso perdido
Mas não seja mais um iludido
Derrotado e sem juízo”
Takao sorriu docemente e seus dedos se enroscaram em minhas mechas esverdeadas.
– Shin-san, você me ama. – disse ele dando-me um beijo de esquimó. – eu... Também te amo.
“Então!
Resgate suas forças
E se sinta bem
Rompendo a sombra
Da própria loucura”
– Eu te amo?
– Sim. – ele tornou a rir. – Não entendeu isso ainda? Vejamos, nesse exato momento... – juntou ainda mais nossos rostos e roçou os lábios nos meus. – você quer me beijar?
Corei com suas palavras e engoli seco. Takao aceitou isso como um sim e colou seus lábios aos meus.
“Cuide de quem
Corre do seu lado
E quem te quer bem
Essa é a coisa mais pura”
Meu coração poderia parar de bater e eu não perceberia. Os lábios de Takao eram tão delicados quanto o próprio, suas mãos acariciavam minha nuca, ele praticamente devorava minha boca.
Deixei minhas mãos fazerem o que quisessem e agarrei sua cintura, colando-o a mim.
Comecei a recuar, levando-o comigo e sentei-me na cama, o colocando em meu colo.
“Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também”
Takao enroscou as pernas em minha cintura e depositei minhas mãos sobre suas coxas torneadas, acariciando-as, eram mais macias do que eu pensava.
– Shin-san... – gemeu em meio ao beijo. – e-eu te amo...
“Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Prosperar também”
– Eu também... – sussurrei.
O rosto de Kuroko me veio a cabeça, mas ao ver aqueles olhos sinceros na minha frente. Encarando-me deseja e apaixonadamente, o azulado foi apagado de meus pensamentos e substituído por aquele que agora detinha todos os meus sentimentos.
“Que importa é se sentir bem
Que importa é fazer o bem
Eu quero ver meu povo todo
Evoluir também
Que importa é se sentir bem”
– OLÁ MEUS ANJOS! – a porta foi arrombada. – TAKAO-CHAN, DEU TUDO CERTO? – era Riko.
– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – berrou Momoi. – VENHAM TODAS AQUI! RÁPIDO! CADÊ A MERDA DA CÂMERA?
Por que Kami-sama...
Takao ficou muito vermelho e saltou para fora de meu colo, escondendo o rosto com as mãos.
– D-Desculpe Shin-san! — e saiu correndo.
– ESPERA! TAKAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! – gritei correndo atrás dele.
– CORRE SHIN-CHAN! VAI ATRÁS DO SEU UKE! – gritaram ambas ao mesmo tempo.
– VÃO SE FERRAR! TAKAO ME ESPERA!
VOU MATAR ESSAS DUAS VADIAS!
“Viver, viver e ser livre
Saber dar valor
Para as coisas mais simples
Só o amor constrói
Pontes Indestrutíveis”
Off. Pov Midorima

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