Ei, esse Uke é meu!

8 Mosaic Role - Gumi Megpoid


Notas iniciais
OI UNICÓRNIOS! (mas não eram pôneis?) Aqui está o cap de hoje (postei dois hoje por que havia atrasado o de ontem T_T). Bom, já foi todo mundo, agora é a vez do nosso querido Mura-chan!!! Obs: Só avisando novamente que os caps vão ser postados sem data determinada.

“Certas palavras estão penetrando em você

E da ferida, um líquido descrito como "Amor" começou a escapar”

On. Pov Kuroko

Corri. E como corri!O que eu tinha feito? Beijei um cara que acabei de conhecer!!! TÊM UMA GELATINA NO LUGAR DO MEU CÉREBRO, NÃO É POSSÍVEL!

Oi, sou eu o protagonista que só se ferra. E por isso, eu não seria eu se não tropeçasse e caisse lindamente por cima de alguém.

– Ai... – gemi.

– MEUS DOCES! – gritou a pessoa que estava embaixo de mim.

– Hein? – franzi a testa.

Ah, que ótima posição pra cair! De quatro em cima de outro homem!

Ele possuía olhos num tom ametista intenso que eu nunca havia visto. Com cabelos de mesma cor que chegavam aos ombros. E claramente devia ser alto já que suar pernas passavam muito das minhas.

– Que desperdício... – sussurrou com os olhos mortos.Ele se sentou (detalhe: ainda estou em seu colo).

– Meus doces... – repetiu agora frustrado e olhou para a quantidade absurda de comida açucarada pelo chão e tornou a olhar para mim. – a calda de morango com ameixa... – inclinou o rosto para baixo.

– An?

Nem pude reagir antes de sentir seus lábios tocarem minha clavícula, ele afastou delicadamente minha camisa e lambeu o liquido vermelho-arroxeado que escorria por meu peito.

“Com a falta de cuidado e apenas uma forma de ligação

Semelhante a relação inseparável entre eu e você

"Mas, ainda assim, eu te amo ..." (risos)”

– O-O Q-QU-E EST-A FAZENDO? – berrei empurrando-o.

– Meu sorvete... – disse fazendo um bico e apontou para meu peito.

Hoje não é meu dia de sorte, definitivamente NÃO É!

Meu uniforme estava COMPLETAMENTE sujo com chocolate, balas, sorvete e tudo quanto é tipo de doce existente ou inexistente que você possa imaginar.

– KAMI-SAMA O QUE FOI QUE EU FIZ PRO SENHOR? – gritei em plenos pulmões enquanto jogava os braços para o ar e olhava para cima.

Primeiro: Fui dopado e drogado.

Segundo: Fui estuprado.

Terceiro: Quase fui estuprado uma segunda vez.

Quarto: Fui assediado.

Quinto: ESTAVA PARECENDO UM PANETONE RECHEADO!

Choraminguei alto e soquei o chão. Isso era castigo divino!

– Hm... Não... Hm... Não chore? – disse o arroxeado meio desconcertado.

Olhei para cima, vendo que ele já havia ficado em pé e, putz, COMO ELE ERA ALTO!

Ele ergueu a mão e a segurei, ajudou-me a levantar e sacudi minhas roupas.

– Tô. – ele colocou um pirulito em minha boca.

Franzi a testa, ele achava que eu era uma criança ou o que?

Tirei o pirulito da boca e tive que inclina quase todo o meu pescoço para cima, para poder vê-lo.

– Eh... Desculpe. – falei envergonhado.

– Hm, tudo bem... – ele olhou novamente envolta. – compro outros depois... Hm. Me chamo Murasakibara Atsushi... Hm... E você é...?

– Kuroko Tetsuya.

– Kurochin... – ele sorriu. – você gosta de doces?

– Mais ou menos... – ele me chamou de que? – sou diabético, então não posso exagerar.

– Aaaah, que pena! – ele puxou uma de minhas bochechas. – você fica realmente fofo com doces! – colocou outro pirulito em minha boca (de onde ele tava tirando aquilo?).

Fofo?

Kuroko respira. Ok. Respirei.

– Hm... Quer que eu pague pelos doces perdidos?

– Não precisa, mas... – num minuto eu estava no chão, no outro estava em seu colo. – você vêm me fazer companhia!

– O QUE?! – grite. – ESPERA! ME PÕEM NO CHÃO!!!

Murasakibara riu e me colocou em sentado em seu cangote (N/A da autora: Pra quem não sabe é sentado no ombro, com uma perna de cada lado da cabeça). Eu me agarrei a ele, com medo de cair.

– M-Me põem co chão... – falei enjoado, eu tinha medo de altura!!!

– Não! Kurochin vai me fazer companhia enquanto eu como doces!

– CÊ ANDOU FUMANDO O QUE GIGANTE?! – berrei. – ME PÕE NO CHÃO!!!

CADE AS PESSOAS QUANDO VOCÊ PRECISA DELAS? POR QUE AQUELE BENDITO CORREDOR ESTAVA VAZIO?!

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! – gritou uma voz feminina esganiçada de uma rosada que eu conhecia bem. – KAWAII! RIKOOOOOO VEM CÁ AGORAAAAAAAAA!!!

– O QUE FOI?! – berrou. – AI MEU KAMI-SAMA!!! MAIS UM?! NÃO É POSSIVEL!!! EU NÃO SEI MAIS QUEM ESCOLHER!!!

– FODA-SE! EU ESCOLHO UMA MENÁGE!!! – Momoi correu em nossa direção e ficou na ponta dos pés, encarando Murasakibara que olhava para ela com os olhos mortos. – Você também que o corpo do Tetsu-kun?

Ele franziu a testa e murmurou alguma coisa para logo em seguida dizer.

– Se tiver doces...

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – Momoi desmaiou.

– ACORDA SUA IMBECIL!!! ASSIM VAI PERDER O LIME!!! – Riko estapeou Momoi que continuava desmaiada no chão.

– O QUE CÊ TÁ ESPERANDO? – grite. – CORRE PORRA! CORRE!!! – Puxei as mexas arroxeadas em minhas mãos.

O gigante arroxeado riu audivelmente e depois começou a correr enquanto eu ouvia a gritaria atrás de mim apenas aumentar e de repente o corredor estava tomado por fujoshis histéricas.

– OLHA LÁ NOSSO UKE FAVORITO! – gritou uma.

– MAIS UM PRO KURO-CHAN? KAWAAAIII!!!!

E mais outros gritos enquanto eu afundava o o rosto nas mechas arroxeadas de Murasakibara.

MEU DEUS EU DEVO TER FEITO STRIPE TEASE NA CRUZ AO SOM DE LADY GAGA!!! NÃO É POSSÍVEL TANTA MERDA ACONTECER NA MINHA VIDA EM MENOS DE UM DIA!!!

Off. Pov Kuroko

“Isso não é bom para o amor?

Nos vinculamos, então, ninguém irá tocar em você

Não é isso também uma parte do destino?

Um certo mundo de amor desaparece lentamente”

On. Pov Murasakibara

Aquele garotinho era muito fofinho.

Pequeno. Fragil. Com a pele branquinha e os traços meio afeminados.

Andrógeno. Era essa a palavra.

Enquanto aquelas garotas gritavam histericamente coisas que eu simplesmente ignorava por não entender nem a metade do que diziam, senti Kurochin afundar o rosto em meus cabelos e suas pernas se enroscarem mais a mim.

Segurei suas coxas com mais força, com medo que ele caísse e aspirei o aroma que vinha de sua pele.

Era suave e doce, sem ser exagerado, mas ao mesmo tempo sem ser inexistente. Era único. Um cheiro que eu nunca havia sentido antes.

“O tempo é longo quando eu me canso de você

Sem sequer saber o significado de amor ou desejo,

o que devo fazer para ser livre disso?”

Assim que deixamos as dependências da escola, Kurochin cutucou minha cabeça e olhei para ele.

– Pode me por no chão. – disse com as bochechas coradas.

– Fofo. – falei e ele corou ainda mais. – Muito fofo. Hm. Não quero te colocar no chão.

– Hein? – fez um bico (muito fofo por sinal) e cruzou os braços. – mas eu quero descer! ME COLOCA NO CHÃO SEU MALUCO!

Será possível que até com raiva ele era fofo?

– Não quero. – apertei suas coxas e ele extremesseu. – vamos comer! Comer e comer! Doces... Doces... – cantarolei.

Ele ficou todo o caminho resmungando e inicialmente tentou sair de meu cangote, mas parou de resistir quando quase caiu e grudou-se em mim.

– Tenho medo de altura... – murmurou baixinho em meu ouvido.

– Já estamos chegando! – apontei para uma pequena doceria. – ali! Olha!

Entramos no estabelecimento e a senhora que estava atras do balcão abriu um enorme sorriso.

– Atsushi! – disse ela. – já voltou? Não faz nem meia hora que saiu!

– Tive um pequeno acidente. Hm. – coloquei o pequeno azulado num dos bancos em frente ao balcão. – Esse aqui é o Kurochin.

– Bem vindo! – ela sorriu. – o que vai querer?

– Eu não gosto muito de doces... – falou Kurochin meio constrangido.

– Não? – ela ficou claramente desapontada, mas logo voltou a sorrir. – então já sei o que vai querer! Eu tinha feito pra mim, mas... – inclinou-se no balcão e pegou algo dentro do frigobar. – pode beber!

– Mas eu não tenho dinheiro...

– Fica por conta da casa.

“Com a falta de cuidado e apenas uma forma de ligação

Semelhante a relação inseparável entre eu e você

Mas está bom do jeito que está ...”

Ele pegou o copo e levou o canudo a boca, bebericando o liquido. Era incrivelmente adorável a maneira como segurava o objeto com as duas mãos pequenas e fazia uma pequena curva nos lábios para bebe-lo enquanto seus olhos estavam semicerrados.

Dá vontade de come-lo.

– UAU! – disse ele separando-se do canudo por um breve momento. – ISSO É MUITO BOM!

– Não falei? – a senhora sorriu. – quer também Atsushi?

– O que é? – perguntei.

Vanilla Shake. Tem pouquíssimo açúcar, mas não deixa de ser gostoso.

– Hm. Não. Obrigada. – falei. – quero alguma coisa muito doce!

– O bolo de sempre? – perguntou ela já entrando na cozinha que ficava atrás do balcão.

– Uhum. – concordei com a cabeça e tornei a olhar para Kurochin que ainda se deliciava com o Milkshake.

– Gostou mesmo disso? – perguntei.

– Sim! É muito bom! Não quer experimentar?

Olhei para seus olhinhos brilhantes e sorri.

– Quero.

“Você está dizendo que me ama?

Coisas que você tinha se agarrado e lutado

Não são boas para apenas apenas para matar?

Algo como eu, que você odeia”

Ele estendeu o copo, oferecendo-me e o peguei, para logo em seguida coloca-lo em cima do balcão.

– Você não queri...

Segurei seu rosto com uma de minhas mãos (que era o suficiente para a cabeça toda) e puxei seu rosto para o meu.

– Murasaki...

Selei nossos lábios, adentrando minha linguá naquela pequena e quente cavidade, sentindo-o resistir para depois corresponder timidamente.

Separei nossos lábios e sorri ao ver seu rosto corado.

– Sim. Hm... É muito bom.

“Isso não é bom para o amor?

Nos vinculamos, então, ninguém irá tocar em você

Não é isso também uma parte do destino?

Um certo mundo de amor desaparece lentamente”

Off. Pov Murasakibara

Notas finais
*0* Muro-chan, deixa eu ser o seu docê? *sangramento nasal* tá. Parei. Gente, escrevi esse cap na doida mesmo! ~_~ sejam gentis! AGORA NOVAMENTE A PERGUNTA CHAVE: "COM QUEM O KURO-CHAN VAI FICAR?" HOHOHOHO espere e verá!!!