Ei, esse Uke é meu!

1 Ainda é cedo - Legião Urbana


Notas iniciais
[Re-betada 04/03/14] OIE MI AMORES! Sentiram minha falta? :D A "Sempre ELE!" acabou *lagrimas*, mas nunca vou parar de escrever. Como havia dito na fic anterior, aqui está meu novo projeto, agora de Kuroko no Basket. Ok! Agora vamos ao LEMON (ou não :P)! OBS¹: Minna-san eu AMEI colocar uma música no último cap da Sempre ELE!, então essa fic vai ter uma música em todos os capítulos! *--------*, MAS não se preocupem, não vai afetar no lemon como na outra fic. Me esforcei para escrever melhor que antes, não sei se realmente melhorei minha escrita.PRA QUEM GOSTAR DA FIC E FOR ACOMPANHAR, LEIA AS NOTAS FINAIS. OBS²: Eu acho que devo ter fumado algum bagulho estranho antes de escrever essa fic, ela tá bem mais doida que ao outra. A música não tem nada a ver com a estória U_U nesse cap.E só pra não perder a manha:*Open clube das pervas*

“Uma menina me ensinou quase tudo que eu sei

Era quase escravidão

Mas ela me tratava como um rei”

On. Pov Kuroko

Pesado.

Tinha alguma coisa pesada em cima de mim. E por sinal, essa coisa era quente e aconchegante.

Abri os olhos, sentindo algo fazer cócegas em meu pescoço. Estiquei o braço, peguei o despertador, já eram seis da manhã. A “coisa” quente se moveu, fazendo-me olhar para baixo, havia algo duro encostando-se a minha bunda.

Ah tá. Era o Aomine.

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ESPERA. COMO ASSIM O AOMINE?!

– KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!! – gritei empurrando-o para fora da cama.

Ele caiu de bunda no chão e resmungou alguma coisa que foi abafada pelo travesseiro que arremessei em direção ao seu rosto.

– SEU TARADO!

– Ahn...? – o moreno pervertido esfregou onde havia batido e me olhou confuso. – do que está falando?

– C-COMO D-D-DO QUE EU TÔ F-FALANDO? – meu rosto estava ficando cada vez mais quente. – OLHA PRA BAIXO!

Ele fez o que eu disse. E sim, ele estava só de cueca. E sim, ele estava excitado.

– Ah, é só minha ereção matinal... – disse fazendo um bico.

– Nhaaa que barulheira é essa? – Kise havia acordado, se dirigia em direção a nós coçando os olhos com uma mão, enquanto a outra ajeitava a box escura que vestia.

Cara, esse povo não sabe o significado de pijama?

– S-Se vistam! – falei desviando o olhar para o chão.

– Aominecchii... – Kise falou manhosamente. – o que estava fazendo com o meu Kurokocchi?

MEU? WHAT?

– Sai daqui loira de farmácia. — reclamou Aomine pondo-se de pé.

– Meio difícil. – ironizou Kise. – só sinto muito se dividimos o mesmo quarto. – ele virou-se para mim. – nee Kurokocchi, o que o Aominecchiiestava fazendo na sua cama?

– Como é que eu vou saber? – revirei os olhos. – ele é um tarado! Me salve dele! – fiz um bico.

Kise sentou-se em minha cama e me puxou para seu colo, fazendo-me sentar igual a uma criança.

– Não se preocupe Kurokocchi. – apertou uma de minhas bochechas. – não vou deixar esse protejo de propaganda da Sundown encostar um dedo em você.

Eu até me sentiria a vontade com Kise...

SE ELE TAMBÉM NÃO ESTIVESSE EXCITADO!

– ME LARGA SEU TARADO SEGUNDO! – empurrei-o ao mesmo tempo em que saia de seu colo.

Dirigi-me furioso até o banheiro e tomei um banho bem demorado, tirando qualquer resquício de certo loiro e moreno. Meus pervertidos colegas de quarto.

Tudo por que coincidentemente meus dois melhores-amigos-hentais foram para o mesmo colégio que eu e por MUITA coincidência ficaram EXATAMENTE em meu quarto no dormitório.

Mas, como dito antes, FOI MERA COINCIDÊNCIA.

Sai do banho já com a calça do uniforme e com a blusa desabotoada, secava meus cabelos com uma toalha branca e fui em direção a minha cama.

Aomine e Kise já estavam arrumados (sem ter nem tomado banho! Que imundice! Se bem que eles tomaram antes de ir dormir...).

– Nessa velocidade vamos nos atrasar. – disse o moreno inclinando-se até ficar de minha altura. – você é muito lerdo Tetsu.

Começou a abotoar minha camisa enquanto Kise me puxava novamente para seu colo e penteava meus cabelos.

Bufei, Eu parecia uma criança quando estava perto deles.

– Nee Kurokocchi. – disse Kise encostando o nariz em minha nuca. – que cheiro bom, qual sabonete você usou?

– O de sempre. – falei erguendo as sobrancelhas.

– Não foi o de sempre. – disse Aomine já no penúltimo botão de minha camisa. – sua pele está mais macia. – acariciou meu peito lentamente com o indicador.

Me senti estranho, o que deu nesses dois hoje?

Tá. Aomine sempre vivia me tocando, Kise sempre vivia me pegando no colo, desde que éramos crianças... Seus toques me pareciam diferentes hoje... Ah, deixa quieto. Devo estar ficando louco.

– Kurokocchi posso provar? – perguntou Kise roçando os lábios em minha nuca.

– Como assim? – franzi a testa enquanto um calor estranho se apossava de meu corpo.

“Ela fazia muitos planos

Eu só queria estar ali

Sempre ao lado dela

Eu não tinha aonde ir”

Foi quando senti-o morder meu pescoço.

– Ai! – gemi.

– Eh? Assim é injusto! Por que ele pode e eu não? – Aomine se inclinou em direção ao meu pescoço. – quero provar também! – seus lábios desceram por minha mandíbula até chegar a clavícula e morde-la.

– P-Parem com isso... – tentei afasta-los, mas meus braços pareciam feitos de geleia.

– Seu gosto é bom mesmo Kurokocchi. – a língua úmida do loiro passeava por minha pele.

– Concordo com a bicha loira. – Aomine subiu os lábios até meu maxilar. – é delicioso Tetsu.

– Hm... – meu corpo inteiro queimava. – v-vocês dois... Parem de brincadeira...

“Mas egoísta que eu sou

Esqueci de ajudar

A ela quando ela me ajudou

E não quis me separar”

– Kurokocchi...

– Tetsu...

Ambos dirigiram-se a minhas orelhas e morderam os lóbulos.

Ai shite... – disseram ao mesmo tempo.

– BOM DIA MINHAS GAZELAS! – a porta foi arrombada. – ESTÁ UM LINDO DIA E... KYAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!! MOMOI-CHAN VENHA AQUI!!!

Nos três olhamos em direção a porta a tempo de ver Momoi e Riku pulando feito loucas enquanto seguravam uma na mãos da outra.

– KYAAAAAAA!!! – gritou Momoi, a rosada. – EU SABIA QUE O KUROKO ERA O UKE!!!

– KYAAAAAAA!!! – gritou Riku, a morena. – EU SABIA QUE ELES FAZIAM THREESOME!

Oh! Kami-sama, por que eu tinha que ter duas amigas fãs de Yaoi? E POR QUE ELAS SEMPRE CHEGAVAM NAS HORAS ERRADAS?!

– NÃO É O QUE VOCÊS ESTÃO PENSANDO! – a força de meu corpo voltou e escapei daqueles dois tarados.

– Não adianta negar, nos vimos! – Momoi e Riku apertaram minhas bochechas. – sempre soubemos disso! Só precisávamos da prova!

– Vocês dois não vão dizer nada? – reclamei virando-me para os dois retardados que ficavam apenas rindo com a cena que aquelas duas proporcionavam.

– Quer que a gente conte a elas os detalhes da noite passada? – mentiu Aomine com um sorriso malicioso. – o que fizemos? Ou quantas vezes fizemos?

– AI MEU KAMI! – gritou Momoi lançando-se em cima de Aomine. – ME CONTE TUDO! AGORA MESMO!

– NÃO DEIXEM NENHUM DETALHE ESCAPAR! – Riku lançou-se em cima de Kise.

Eram pervertidos mesmo, aproveitavam para agarrar as meninas enquanto lhes contavam uma estória sem pé nem cabeça que as faziam gritar a cada cinco segundos.

Francamente...

Eu era gay sim, mas puta que o pariu isso não significa que vou transar com o primeiro cara que eu vir pela frente!

Lembra o que eu falei sobre coincidências?

Então COINCIDENTEMENTE o meu ex-namorado passava pelo corredor naquele EXATO momento e parara na minha porta, observando curiosamente a cena.

– O que quer aqui Taiga? – perguntei irritado.

“Ela também estava perdida

E por isso se agarrava a mim também

E eu me agarrava a ela

Pois eu não tinha a mais ninguém”

Ele engoliu seco a minha frieza incomum.

– Será que podemos conversar? – perguntou o ruivo mesmo desconcertado.

– Claro – usei o melhor sarcasmo que podia em minha voz. – aproveita e chama o Himuro-san, já que vocês são bem íntimos não precisam esconder nada um do outro, não é?

Aquele maldito do Taiga havia me traído com um amigo que tinha voltado lá do cafuné de Judas, e ainda tinha a cara de pau de negar.

Ele mordeu o lábio inferior, ia expulsa-lo, mas senti sua mão segurar meu pulso, ele se inclinou em direção ao meu rosto enquanto a outra mão agarrava-se a meus cabelos.

– Tetsuya eu...

– YO! TETSU! O QUE ESSE CARA TÁ FAZENDO AQUI? – gritou Aomine.

Olhei para trás. Riku e Momoi haviam desgrudado dos dois pervertidos e observavam a cena atentamente enquanto Kise e Aomine fuzilavam Taiga com o olhar.

Sim, eles sabiam que Kagami Taiga era meu ex, e que ele havia me traído.

Aomine se pôs de pé e foi em nossa direção.

– Será que dá pra soltar o meu Tetsu? – reclamou passando um braço em volta de minha cintura e a outra mão em meu queixo. – Chispa daqui Bakagami.

De novo esse papo de “meu”?

– E desde quando ele é seu Ahomine? – Taiga fuzilou-o em dobro.

Eu quase podia ver os raios passando por cima de minha cabeça. Se olhar matasse, acho que o The Walking Dead começaria neste quarto.

“E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo

E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo

Ah, eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo

Ah, eu dizia ainda é cedo”

– O QUE AINDA ESTÃO FAZENDO AQUI?! – gritou uma sétima voz. – VÃO PARA SUAS SALAS AGORA MESMO! – era o Akashi-senpai. – QUEREM RECEBER UMA PUNIÇÃO? – ele nos mostrou uma tesoura.

Corrigindo: Ele nos mostrou A TESOURA!

FO-DEU.

– Desculpa o tumulto Akashi-senpai. – disse Momoi com a voz melosa agarrando-se ao braço do ruivo menor. – só estávamos resolvendo uns probleminhas. Já vamos para nossas classes. – esfregou aquelas bolas de basquete que ela chamava de peitos no braço dele.

Se eu fosse heterossexual estaria enlouquecendo com aquela cena. Mas como não era apenas senti “nojo”.

E o que era mais estranho: Os quatro outros rapazes da sala também.

Kagami tudo bem, ele era gay. Agora por que os outros três também não?

Akashi revirou os olhos e ergueu uma prancheta tirada sabe se lá de onde.

– Francamente senhorita Momoi. – disse ele. – esse tipo de comportamento não é adequado ao ambiente escolar, terei que puni-la severamente.

Ai merda, Momoi já havia se metido em muita encrenca, não podia levar outra advertência.

Não acredito que eu faria aquilo, de novo, pra limpar a barra daquela louca por B.L.

Consegui (por um milagre) me soltar de Taiga e Aomine, brotando na frente de Akashi.

– Akashi-senpai... – falei imitando o jeito meloso de Momoi, se minha recém formada teoria sobre a sexualidade de Akashi estivesse certa, aquela loucura funcionaria.

De repente, todo mundo olhava para mim.

“E ela terminou o que eu não comecei

E o que ela descobriu eu aprendi também eu sei

Ela falou: você tem medo

AÍ eu disse: quem tem medo é você

Falamos o que não devia nunca ser dito por ninguém”

Engoli a vergonha sobrenatural que sentia ao fazer aquilo e afastei Momoi de Akashi.

– Perdoe-nos Akashi-senpai... – falei agarrando-me ao braço dele e fazendo minha melhor carinha de “gato do Shrek”. – só tivemos uma discussão. – com certo esforço, consegui fazer meus olhos lacrimejarem, mesmo que pouco. – não nos puna. – cara, eu devia estar parecendo uma puta pela maneira que me esfregava nele.

– T-Tudo bem. – a voz dele saiu mais rouca que o normal. – mas espero que isso não se repita! – afastou-me de seu braço e voltou a caminhar pelo corredor, sumindo de nossa vista, não sem antes eu poder ver seu rosto que estava mais vermelho que o ruivo de seu cabelo.

– Ufa! – suspirei caindo sentado no chão. – conseguimos!

Olhei em volta, estranhando o silencio.

Aomine, Kise e Taiga olhavam para mim com os olhos esbugalhados e visíveis ereções em suas calças. Momoi e Riku tentavam se equilibrar uma na outra enquanto limpavam o sangue que escorria de seus narizes.

– O que foi? – perguntei franzindo a testa. – por que estão me encarando?

Momoi e Riku foram as primeiras a demonstrarem algum sinal de vida e se jogaram em cima de mim.

KAWAII! – gritaram as duas, me sufocando no abraço duplo.

Esse povo gosta mesmo de tentar me matar asfixiado.

“Ela me disse: eu não sei mais o que eu sinto por você

Vamos dar um tempo

Um dia agente se vê”

– Dá pra vocês me ajudarem? – olhei para os mongoloides que ainda me olhavam com aquela cara-de-bunda.

Revirei os olhos, pelo visto teria que apelar.

– O primeiro que me livra dessas duas, eu dou um beijo na bochecha.

Não achei que aquilo funcionaria de fato.

– SAIAM DAI AGORA PORRA! – berrou Aomine.

– SOLTEM O KUROKOCCHI! – agora era Kise.

– LARGUEM O MEU TETSU! – gritou Taiga.

“E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo

E eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo

Ah, eu dizia ainda é cedo, cedo, cedo, cedo, cedo”

– OBRIGUE-NOS! – gritaram as loucas ao mesmo tempo apertando-me ainda mais no abraço.

Eu já devia estar roxo de tanto ser apertado.

Por que todo mundo adora abusar de mim? (n/a da autora: POR QUE SERÁ HEIN KURO-CHAN? *sorriso malicioso*, aaah essas coxas de leite e... Tá. Parei).

Riku e Momoi me jogaram sobre seus ombros (como elas fizeram isso?) e saíram correndo do quarto.

– ESSE UKE É NOSSO! – berraram elas em alto e bom som, fazendo varias portas do dormitório abrirem, curiosas para o que estava acontecendo.

–DEVOLVAM O KUROKOCHI/TETSU/TETSUYA!– gritavam os três animais que corriam em nossa direção.

Fala sério, por que isso sempre acontecia comigo?

Consegui mover meu pescoço para olhar as horas no meu relógio de pulso.

Putz, ainda eram seis e quarenta da manhã.

“Ah, eu dizia ainda é cedo”

Off. Pov Kuroko

Notas finais
A música não tinha nada haver com a estória? Fuck. Eu tinha que botá! Mas juro que nos próximos caps elas vão se encaixar direito na estória.U_U RIKU-CHAN! MOMOI-CHAN! FUJOSHIS UNIDAS JAMAIS SERÃO VENCIDAS! AVANTEEEEEEEEEEEEEEE!!!!*-------* ENFIM. Ficou estranho? Centrei mais comedia nesse fic (AH VÁ?), MAS CALMA! Vocês sabem como eu sou perva, vai SIM TER MUITO LEMON, mas estou preparando o terreno (eeeh, macumba...# SÓQUENÃO). Aviso importante pra quem vai acompanhar a fic T_T:Os capítulos serão lançados todos os dias, desde hoje 17/12/13 até o dia 31/12/13. Serão exatamente 15 capítulos. Decidi me organizar dessa vez pra não ficar no desespero de escrever um cap novo todo o dia com risco de não publicar o no mesmo. :) Era só isso mesmo. Até o próximo cap!!!! *mordida na bochecha ~ le eu indo para a piscina do clube das pervas~